Mostrando postagens com marcador Som novo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Som novo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de outubro de 2020

A carta aberta de Olivia Yells

 


A carta aberta de hoje é cheio de força e de muita autenticidade, sem papas na língua a Olivia soltou o verbo, contou um pouco de sua história e projetos, então se liga que a matéria está finíssima!

História pessoal e na música

"Meu nome é Olivia Yells e eu me criei e recriei desde o começo. E “começos” são muito subjetivos pra mim, por que acho que a minha vida inteira passei pelo processo de me reinventar de novo, de novo e de novo. Eu sou uma artista lançada em meio a uma pandemia, e nem em meus sonhos mais doidos eu me preparei para isso !!! ! !! ! O lançamento da meu primeiro single “Good Manners” estava planejado para ser feito, mais ou menos, uns 4 dias depois que começou a quarentena aqui em Curitiba, minha cidade natal. Estava planejando um evento de apresentação do meu trabalho, e meu segundo single, “Bittersweet Lullaby” já estava engatilhado para a produção. Mas daí eu fui lá e recomecei. Não sou uma pessoa muito paciente, confesso, mas eu esperei por tanto tempo a hora pela qual eu poderia finalmente me por a cara tapa, que me dispus a esquecer que existe algo como “tempo passando”, por que percebi que já não tinha controle sobre isso (se algum dia já tive, foi ilusório). E essa é uma das maiores verdades sobre mim e sobre o meu trabalho: a paciência e a memória de me lembrar a todo momento que quase nada está 100% em meu controle. E olha, tem dia que dá vontade de espernear igual criança e gritar “por que as coisas não saem como eu planejo!!???!??!!?!?!?!?!!”, tem dia que não é fácil não. Mas em geral, eu não fico mais tããão brava com o universo, até que nossa relação tem dado certo. Será que é nesse ponto que a gente começa a aprender a jogar esse jogo? Atualmente, com as duas músicas lançadas, já comecei a trabalhar no meu EP lindão, junto com o meu produtor, Lipe Borba. E quando for o momento certo, Olivia Yells vai vir pra tocar um pouco mais de terror nesse mundão."

Pandemia e lições

"Nos primeiros 3 meses da pandemia, eu estava na corda bamba entre estar motivada a continuar os trabalhos, e depois me encontrar completamente jogada no sofá assistindo “The Office” tentando esquecer todo o cenário do mundo estar fora dos trilhos. Agora, no oitavo mês de isolamento, não posso dizer que isso mudou muito, mas infelizmente tudo ao redor nos obriga a se adaptar. Os dias tem sido menos difíceis, mas continuam complicados. Estudo música sempre que eu posso, tento compor um pouco todos os dias e estudos assuntos relacionados à minha faculdade de Fotografia. Estou quase sempre estudando, independente do que seja, isso me mantém sã. Infelizmente é difícil pra mim parar tudo e ficar um pouco mais “alheia”. Sempre foi assim, mas nesse momento é ainda mais complicado, parece que a ansiedade vem como um soco no estômago. É algo que eu preciso mudar, ou pelo menos, normalizar um pouco."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Acho que eu nem preciso dizer que tá tudo errado né? E isso traz uma ansiedade enorme sobre o que podem ser dos próximos dias, meses e anos. As vezes sinto muito medo quando estou em contato direto por muito tempo com a internet e a mídia. É apavorante, vivemos em tempos completamente sombrios. Por outro lado, é muito animador ver que temos pessoas na resistência, e por isso, eu acredito muito no “ainda há tempo”, por que, como falei anteriormente, é nisso que eu tento me focar. Precisamos buscar todos os dias formas que estejam ao nosso alcance e que possa fazer alguma diferença sobre tudo isso. A arte tem se mostrado meu instrumento mais forte de combate, e por isso, absolutamente nada pode me impedir de lutar por dias melhores."

Deixe um recado como Olivia artista e Olivia cotidiano

"Lute pelo o que você acredita, e tá tudo bem se contradizer as vezes. A gente nunca sabe realmente de algo até ser colocado frente a frente com aquilo. Nossas verdades mudam com o tempo, e a gente tem que acompanhar o curso da vida. Sinta seu coração! Ah, e grite quando puder. Gostoso demais."

LINK'S DA ARTISTA

Instagram

Spotify

Twitter

Chegue aqui no nosso Twitter e nos diga o que achou da matéria!

Se preferir pode ser no Instagram também!


Fotos: Kevin Agostinho; Maju Tohme.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Vos apresento Greta Van fleet




Em meados de 2012 um grupo de irmãos e um amigo fizeram uma explosão dos pensamentos e decidiram ter uma banda, ilhados em Michigan queriam ainda dominar um mundo inteiro, mas não de poder mas sim com música e muito amor em todas as suas percepções, estou falando de Greta Van Fleet, uma banda de quatro caras com base de idade entre 20/23 anos, promissora mas que já vem se
consolidando principalmente no cenário musical exterior. Três irmãos e um amigo, fazendo o som de um amor revolucionário, trazendo uma poderosa guitarra com solos e entorpecentes auditivos em cada linha que toca, o baixo tem uma condução que te faz penetrar na música mais e mais, o vocal estridente inevitavelmente fazendo breves comparações a nada mais que Robert Plant, e uma bateria que a sucção que é preciso do seu cérebro, entre nesse transe e já de o play no que a banda já lançou e continue a ler.

Diversos jornais e revistas pelo mundo já fazem o trabalho de sempre e tentam colocar a banda em uma bolha que faz ela se tornar apenas mais um “cover” de uma banda do passado. Sim, não podemos omitir que eles tem uma pegada, uma loucura e vários agudos do Led Zeppelin, mas também vejo nuances de AC/DC, frações de Aerosmith e até mesmo um balanço de The Doors, o frenesi de jimmi Hendrix, mas o principal, eu sinto muito também a banda em si, a original, a Greta Van Fleet criando o som deles no momento certo e com a sua sonoridade, perfeita sintonia entre
inspiração e ação, movendo a cada momento e evoluindo, a banda é um conjunto de muita coisa, é difícil descrever e sim fácil de mostrar ao mundo, escutem por favor!

Além de tudo isso, eles vem sendo muito elogiados por músicos da velha guarda como o próprio Robert Plant, o Slash e até mesmo Dave Grohl comentando sobre chamar a banda pra ser abertura de seus shows. Estão bem cotados também para vir ao Brasil e tocar na próxima edição do Lollapalooza que seria um passo enorme na projeção mundial da banda. Com todo esse assédio a banda ainda assim pede pra que não coloquem como “salvação do rock” mas sim mais uma banda de rock, pois o mundo tem de montes, só devemos abrir mais os olhares pro que nasce e deixar entrar em nossas mentes.

Dia 18 desse mês está vindo CD novo dos caras também, já foram lançados 4 singles do disco
aparentando uma evolução das músicas anteriores mas mantendo a essência da banda, fiquem ligados que terá resenha!

Particularmente acho que estamos com uma safra nova de bandas muito promissoras que trazendo vertentes gigantescas do rock, derivando de tudo e misturando mais ainda, isso torna tudo mais saudável e bem gostoso de se provar. Que assim continuem e que toquem muito ainda, vida longa a Greta Van Fleet.

-


-



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Gustavo Betoni lança Where Lights Pours in






Gustavo Bertoni vocalista da banda Scalene, mas também um musico que se aventura sempre, lançou seu novo trabalho solo, segundo do mesmo, com o nome Where light pours in. O disco é uma obra super delicada e de simplicidade ao mesmo tempo, fazendo transgredir ao trabalho anterior do mesmo, ter umas pitadas da banda onde ele toca mas muita coisa nova também. A pronuncia de um inglês puxado lembrando um britânico e os acordes de um violão bem afinado é a escrita da beleza nas músicas, o acerto foi em cheio. Colocando os pontos em cada estrofe, o disco é escutado em uma batida ou se quiser colocar em seus tempos pode-se colocar também, o importante é saborear isso  e com muita intensidade, que é o que transparece em todas músicas. Enfim é um trabalho super minimalista, desde a divulgação como foi feito, a fotografia do clipe de “Be here now”, todo o cuidado para lançar e ao mesmo tempo o cuidado do cantor em não misturar os trabalhos em que participa, mas sempre entregar o cem por cento em tudo,ele é um joia rara em tempos da eletricidade e velocidade, nos ensina a saborear mais os momentos e dar uma pausa na cabeça, esse é o ensinamento que absorvi do novo trabalho dele, e um muito obrigado Gustavo, continue sempre.