Mostrando postagens com marcador nova matéria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nova matéria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Discos da minha vida, "Take off your pants and jacket" do Blink-182

 

Difícil vir falar de um dos discos que compõe facilmente a minha vida desde a adolescência, esse disco é uma das obras que eu mais escutei do início ao fim com toda e absoluta certeza, e tenho um amor especial por cada faixa que ele compõe. O lançamento do mesmo la nos primórdios de 2001 mais ou menos, fazendo com que uma nova escola musical fosse criada, traz\endo muito forte toda a tendência punk que a banda gostava mas deixando com uma cara nova e totalmente identificada com os integrantes, pode-se dizer que o Blink é o pai do pop-punk, gênero que é uma derivação do punk clássico com guitarras rápidas, refrões simples e batidas estonteantes na nossa cabeça. Mas nesse texto vim falar do sentimento com esse disco, e não do estilo ou gênero que ele se classifica, pois me lembro bem de andar com meu mp3, colocar “Shut up”, subir no skate e sair sem um rumo certo e me entendendo cada vez mais e mais.

A banda sempre gostou de brincar e fazer trocadilhos em suas letras e também no nome do álbum, sempre um tom cômico mas extremamente sarcástico em alguns momentos, na época do lançamento do disco um dos assuntos mais falados eram os lares destruídos pelas separações matrimoniais, era como se pessoas que tiveram divorcio na família teriam problemas ou não seriam ninguém, assim o Tom “Vocal/Guitarra” escreveu uma das suas melhores músicas que é “Stay Togheter For The Kids” que é a alma puríssima dele sendo expressa nas letras, você percebe muito sentimento ali e muita vontade da mudança em geral, é de arrepiar.

Em uma época onde os clipes eram de extrema importância para alcançar um público maior, a banda sempre dava um jeito de aguçar mais ainda nas atuações, o clipe de “The Rock Show” e “First Date” são um exemplo claro do que a banda é com toda a sua irreverencia e extrema, mas extrema forma de dialogar com os fãs de uma forma leve, quem dera hoje em dia os clipes fossem mais valorizados, saudades MTV.

Não vou alavancar as faixas que mais gosto ou algo parecido porque eu realmente não consigo, eu gosto de todas as músicas desse disco, então do meu eu jovem skatista e também do meu eu adulto que ainda anda de skate peço que escutem e deem uma atenção enorme a esse disco, pois ele vale cada segundo que você possa ter. O Blink 182 pra sempre vai ser uma das bandas da minha vida, e com toda certeza esse disco me moldou e ajudou a ser quem eu sou hoje, então ao Tom, Mark e Travis, um muito obrigado.



LINKS DA BANDA


quarta-feira, 28 de abril de 2021

Um grito ecoante chamado Marmozets

 

Um das bandas que mais me fez sentir novamente ao escutar a música pela primeira vez, lembro bem do momento que a música era “Major System Error” e eu não sabia nem explicar o porquê estava gostando. O som é muito diferente de tudo, é rápido, agitado, agressivo e pede mais e mais, uma droga constante que corre nas suas veias ao escutar, fazendo ter mil delírios em pouco tempo de música.

A banda é formada desde 2007, nas origens humildes do sul da Inglaterra mais precisamente em Bingley, nas terras mais desertas e sol que existe do reino unido. Talvez a banda possa ter usado da falta de luz pra criar em si uma luz tão forte que ofusca sua mente de pensar no momento em que escuta. Um quinteto que era pra ser simplesporém a força da sua frontgirl é inexplicável, a “Becca” Macintyre é um estrondo, ela coloca sua voz em alguns tons que você jura que depois ela pode ficar até sem falar, são gritos de uma natureza tão forte clamando pela mudança do mundo, mas se engane quem diga que é apenas ela e a banda é comum, o instrumental dentro da mesma música se reinventa e muda de forma muito rápida, é de uma mutação muito forte e deliciosa de se escutar.

Com dois discos de estúdio lançados, o primeiro “The weird and wonderful marmozets”, olha que nome sensacional de disco que ganhou o prêmio de melhor disco do ano no Kerrang Awards uma das premiações mais aclamadas pra gêneros menos “brilhosos” nas américas. O segundo é o“Knowing what you know now”, que traz uma sensibilidade muito forte nas letras mas com o instrumental botando fogo em tudo no redor.

A banda é extremamente bem falada e aclamada pela Europa, um rock alternativo com pitadas de post hardcore faz mundo se chacoalhar, apesar de já terem uns anos de banda ela não estourou de forma que merecem aqui na américa do sul, mas com certeza ainda vão chegar por aqui. Com a passagem e fim dessa pandemia, que seja logo, torcemos que eles venham fazer um show pra cá ou consigam trabalhar em materiais novos, porque a qualidade da banda é um absurdo.


LINKS DA BANDA



quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A carta aberta de Lidia Pessoa

Mais uma carta aberta, dessa vez com a Lidia, baixista da banda Binarious que tem uma veia musical muito forte desde sua infância, além de trazer a entonação que precisamos e alavancar cada vez mais a arte no nosso universo. Então se aconchegue e aproveite essa matéria que ficou fina demais!

História pessoal e na música

"A minha relação com música começou muito cedo. Sou a caçula e tenho uma irmã e um irmão que começaram a estudar música bem cedo e já me influenciaram a entrar nesse universo. Seguindo a mesma estrada dos meus irmãos, com 12 anos, eu entrei na Escola de Música de Brasília. Era nova e não sabia qual instrumento eu realmente queria, lembro que as meninas na época tocavam violino ou flauta transversal, eu escolhi a flauta transversal. Mas em 2 anos eu abandonei, entendi que aquele não era o meu instrumento e com 15 anos escolhi o contrabaixo pra vida. Comecei tocando com amigos pra me divertir, e com 17 anos, fui chamada para integrar uma banda que começava com grandes ambições, o Sentupé. Éramos quatro integrantes, e eu bem mais nova que todos. Fazíamos muitos shows, ensaios constantes pra deixar tudo bem redondo, planejamentos consistentes em cada fase que a banda entrava. Gravamos 2 cds demos e nosso primeiro disco saiu em 2002. Conquistamos um grande público em Brasília e como próximo passo dos nossos planos, saímos de Brasília para alcançar novos territórios. Fomos pra Porto Alegre, mas em 1 anos a banda se desfez, e cada foi pra um canto do país. Eu fiquei em Porto Alegre pra terminar a faculdade de publicidade. Por alguns anos acompanhei a banda gaúcha Tom Bloch nos shows que faziam na capital gaúcha, junto com o Iuri Freiberger, Pedro Veríssimo e Ray Zimmer. Gravei um clipe com eles da música "Entre nós Dois". Uma banda que sou muito fã até hoje. Em novembro do ano passado, fui convidada pra participar do show de 20 anos da banda, realizado no Bar Ocidente e foi uma experiência incrível estar no palco com eles novamente. Por muito tempo fiz parte de bandas covers por falta de tempo pra me dedicar à uma banda autoral. Tocar covers sempre foi muito divertido e me manteve sempre ativa e nos palcos. Já montei bandas covers de: The Cure, Green Day, Alanis Morissette, Foo Fighters, The Hives e Indie Rock. Assim que voltei a morar em Brasília, entrei na Escola de Música de Brasília, e dessa vez pra fazer o instrumento certo: o Contrabaixo Acústico. Logo depois montei uma banda de versões em jazz de clássicos do rock e pop. Se chamava Pingado Jazz. O baterista, Bruno Zaban, insistiu pra que eu cantasse também, mesmo muito insegura comecei a me soltar pra cantar e não quero parar mais! Você criou um monstro Zaban. Ainda no contrabaixo acústico, corri para o folk com um tributo de Johnny Cash, junto com grandes amigos e músicos de Brasília: Fill Braga, Hélio Miranda, Adriah, Carlos Beleza. A saudade aperta forte desse projeto, mas ele tá sempre ali pronto pra voltar aos palcos. Ano passado, a guitarrista e vocalista Andressa Munizo me convidou para entrar na banda Binarious. A gente teve sintonia logo de cara, tanto musical, quanto na parceria e na forma de trabalhar. Fizemos vários shows antes da pandemia mudar nossos planos. Durante a pandemia lançamos nossa versão pra música da Tuyo, Vida Loca, junto com um clipe feito de forma colaborativa e caseira com amigos. E já estamos com planos pra 2021 e compondo para o próximo EP. Fora dos palcos, minha paixão pela música e pelo jazz me fez produtora cultural quando fundei o Jazz no Porão. A ideia foi tirar o jazz de pano de fundo, como eu via constantemente em bares, e trazer como protagonista e grande estrela da noite. Durante 2019 foram edições mensais na Cervejaria Criolina, sempre com casa cheia e músicos incríveis no palco. Foi um ano bom demais."

Pandemia e lições

"Paralelamente aos trabalhos musicais, bandas, produções culturais eu trabalho com publicidade, sou diretora de arte. Nas agências de publicidade o trabalho tem sido intenso no home office, o que acaba não sobrando muito tempo livre mesmo em isolamento social. O Jazz no Porão foi forçado a parar e as bandas também, com exceção da Binarious que segue em produção mesmo remotamente. Então aproveitei pra estudar no meu tempo livre, quem sabe eu saio falando francês dessa quarentena. ;) "

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Acho que estamos em um momento que todas as minorias estão ganhando mais voz, seja pelo poder de alcance que a internet nos proporciona ou pelo apoio que temos nos dados uns aos outros. Falando especificamente sobre a equidade de gênero, nunca vivi um momento na minha vida com tantas mulheres se levantando tanto. Fico emocionada como essa rede que ganha força a cada dia, conquistando espaço e fortalecendo um movimento muito importante pra conquistarmos direitos iguais. Mesmo em pandemia, segue o mantra: ninguém solta a mão de ninguém. É só passar um alquingél antes. Porque precisamos mais do que nunca do apoio e força um dos outros, considerando o governo que temos hoje e só dificulta nossas lutas."

Deixe um recado com Lidia musicista e Lidia do cotidiano 

"O meu recado ao mundo é que se você quer algo, corre atrás! Se arrisca, sem medo ou com medo, mas se joga. Para as mulheres da música, eu digo #ToqueComoUmaGarota e bora juntas nessa jornada pra aumentar a presença feminina nos palcos, nos festivais, enfim, na música."


LINKS DA ARTISTA





Fotos: Pedro Ribas; Camila Mazzini; Daniel Sasso.