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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A carta aberta de Lidia Pessoa

Mais uma carta aberta, dessa vez com a Lidia, baixista da banda Binarious que tem uma veia musical muito forte desde sua infância, além de trazer a entonação que precisamos e alavancar cada vez mais a arte no nosso universo. Então se aconchegue e aproveite essa matéria que ficou fina demais!

História pessoal e na música

"A minha relação com música começou muito cedo. Sou a caçula e tenho uma irmã e um irmão que começaram a estudar música bem cedo e já me influenciaram a entrar nesse universo. Seguindo a mesma estrada dos meus irmãos, com 12 anos, eu entrei na Escola de Música de Brasília. Era nova e não sabia qual instrumento eu realmente queria, lembro que as meninas na época tocavam violino ou flauta transversal, eu escolhi a flauta transversal. Mas em 2 anos eu abandonei, entendi que aquele não era o meu instrumento e com 15 anos escolhi o contrabaixo pra vida. Comecei tocando com amigos pra me divertir, e com 17 anos, fui chamada para integrar uma banda que começava com grandes ambições, o Sentupé. Éramos quatro integrantes, e eu bem mais nova que todos. Fazíamos muitos shows, ensaios constantes pra deixar tudo bem redondo, planejamentos consistentes em cada fase que a banda entrava. Gravamos 2 cds demos e nosso primeiro disco saiu em 2002. Conquistamos um grande público em Brasília e como próximo passo dos nossos planos, saímos de Brasília para alcançar novos territórios. Fomos pra Porto Alegre, mas em 1 anos a banda se desfez, e cada foi pra um canto do país. Eu fiquei em Porto Alegre pra terminar a faculdade de publicidade. Por alguns anos acompanhei a banda gaúcha Tom Bloch nos shows que faziam na capital gaúcha, junto com o Iuri Freiberger, Pedro Veríssimo e Ray Zimmer. Gravei um clipe com eles da música "Entre nós Dois". Uma banda que sou muito fã até hoje. Em novembro do ano passado, fui convidada pra participar do show de 20 anos da banda, realizado no Bar Ocidente e foi uma experiência incrível estar no palco com eles novamente. Por muito tempo fiz parte de bandas covers por falta de tempo pra me dedicar à uma banda autoral. Tocar covers sempre foi muito divertido e me manteve sempre ativa e nos palcos. Já montei bandas covers de: The Cure, Green Day, Alanis Morissette, Foo Fighters, The Hives e Indie Rock. Assim que voltei a morar em Brasília, entrei na Escola de Música de Brasília, e dessa vez pra fazer o instrumento certo: o Contrabaixo Acústico. Logo depois montei uma banda de versões em jazz de clássicos do rock e pop. Se chamava Pingado Jazz. O baterista, Bruno Zaban, insistiu pra que eu cantasse também, mesmo muito insegura comecei a me soltar pra cantar e não quero parar mais! Você criou um monstro Zaban. Ainda no contrabaixo acústico, corri para o folk com um tributo de Johnny Cash, junto com grandes amigos e músicos de Brasília: Fill Braga, Hélio Miranda, Adriah, Carlos Beleza. A saudade aperta forte desse projeto, mas ele tá sempre ali pronto pra voltar aos palcos. Ano passado, a guitarrista e vocalista Andressa Munizo me convidou para entrar na banda Binarious. A gente teve sintonia logo de cara, tanto musical, quanto na parceria e na forma de trabalhar. Fizemos vários shows antes da pandemia mudar nossos planos. Durante a pandemia lançamos nossa versão pra música da Tuyo, Vida Loca, junto com um clipe feito de forma colaborativa e caseira com amigos. E já estamos com planos pra 2021 e compondo para o próximo EP. Fora dos palcos, minha paixão pela música e pelo jazz me fez produtora cultural quando fundei o Jazz no Porão. A ideia foi tirar o jazz de pano de fundo, como eu via constantemente em bares, e trazer como protagonista e grande estrela da noite. Durante 2019 foram edições mensais na Cervejaria Criolina, sempre com casa cheia e músicos incríveis no palco. Foi um ano bom demais."

Pandemia e lições

"Paralelamente aos trabalhos musicais, bandas, produções culturais eu trabalho com publicidade, sou diretora de arte. Nas agências de publicidade o trabalho tem sido intenso no home office, o que acaba não sobrando muito tempo livre mesmo em isolamento social. O Jazz no Porão foi forçado a parar e as bandas também, com exceção da Binarious que segue em produção mesmo remotamente. Então aproveitei pra estudar no meu tempo livre, quem sabe eu saio falando francês dessa quarentena. ;) "

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Acho que estamos em um momento que todas as minorias estão ganhando mais voz, seja pelo poder de alcance que a internet nos proporciona ou pelo apoio que temos nos dados uns aos outros. Falando especificamente sobre a equidade de gênero, nunca vivi um momento na minha vida com tantas mulheres se levantando tanto. Fico emocionada como essa rede que ganha força a cada dia, conquistando espaço e fortalecendo um movimento muito importante pra conquistarmos direitos iguais. Mesmo em pandemia, segue o mantra: ninguém solta a mão de ninguém. É só passar um alquingél antes. Porque precisamos mais do que nunca do apoio e força um dos outros, considerando o governo que temos hoje e só dificulta nossas lutas."

Deixe um recado com Lidia musicista e Lidia do cotidiano 

"O meu recado ao mundo é que se você quer algo, corre atrás! Se arrisca, sem medo ou com medo, mas se joga. Para as mulheres da música, eu digo #ToqueComoUmaGarota e bora juntas nessa jornada pra aumentar a presença feminina nos palcos, nos festivais, enfim, na música."


LINKS DA ARTISTA





Fotos: Pedro Ribas; Camila Mazzini; Daniel Sasso.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Stolen Byrds lança o enigmático 2019



Mais uma vez a banda acerta em cheio, lançando mais um disco e dessa vez com um astral totalmente diferente dentro das músicas, fazendo uma breve analogia ao sideral que nos envolve até as ondas sonoras que produzem, faça uma breve viajem no som aqui comigo:


1 - Jetplane – Se pudesse listar dentre as melhores músicas da banda estaria entre elas, ela é perfeitamente orquestrada pelos cinco malucos de outro universo, ela é elétrica do início ao fim, os acordes estão em completa sintonia, isso sintonia e não sincronia, porque a sincronia da banda já foi comprovada a muito tempo atrás, eles já estão um passo a mais que isso. Determinado momento onde a letra condiz que você pode ser um foguete já pode até ser um pouco tarde, porque a música já te levou ao espaço a muito tempo, explosão atrás de explosão, gosto a maluquice que a música faz você sentir e transpirar. Fato curioso que eu escutei a música quando viajei com a banda sem saber que era música nova, fiquei pasmo do começo ao fim, e não estou com exageros, agora vocês também podem sentir isso.

2 – Apple Queen – Séria a opera rock do disco, alguns elevações da guitarra que nunca havia escutado antes feito por Mr. Guz, ditam um ritmo frenético que a banda tenta levar até você e consegue muito bem, determinado ponto da música tem umas batidas do Bruninho que chega a fazer seus tímpanos pularem pra dentro. Não tem como deixar de fora toda a magica que a banda consegue passar sendo na letra como se o Neto estivesse declamando uma poesia a todo momento e te prendendo dentro da música sem escapatória pra respirar, é insano!

3 – In My Head – Sim, sim, sim, sim, esse é particularmente o meu som favorito desse disco, ela tem todos os elementos que eu preciso em uma música pra me enfeitiçar do começo ao fim, inicia com um balanço da guitarra vindo de um vocal aguçante, depois segui todos os elementos se encaixando bem rápido, porque a banda não precisa ter calma pra fazer algo com maestria como eles fazem. As linhas que o AJ faz no baixo vai mostrando toda a pancada que tem por fora da música, como na anterior a letra não é cantada, me parece que o Neto ta sentindo de uma forma muito maior o que eles está cantando, até quando vem um coro por trás cantando “GET OUT OF YOUR CAGE” ele vem sozinho seguido “DON’T YOU EVER BE AFRAID”, vai, eu te permito se arrepiar sem limites com esse som, porque é isso que ele me faz, faz me alma vibrar e se arrepiar do inico ao fim.

4 – Mother’s Love – Aqui jas a música que mostra o maior solista de guitarra desse brasilzão, eu to falando do João Manoel, que é um cara que demonstra na guitarra toda a sua preparação e seu amor no som, e nessa música ele transparece de uma forma muito mais clara, juntando com tudo que a banda tem de especial, a pitada que ele da nesse som é uma coisa de outro plano astral, te envolve e te coloca em um balança cabeça dos infernos, o tal do som que nunca se deve escutar parado!

5 – Empty Space – Me parece um daqueles sons da década de 60 ou algo parecido, colocando sempre o guitarra solo o tempo todo na música la de fundo mas muito importante de ritmo, o baixo com a bateria explodindo, a base fazendo o ritmo e o vocal mais tranquilo do que de costume da banda, vai indo em um ritmo bem gostoso de escutar e relaxar, mas daí de novo vem o Mr. João e sola até não aguentar mais, e eu vos digo, muito obrigado João que puta solo!

6 – 2019 – Chega junto pro futuro, esse som tem tudo que você possa imaginar em uma viajem da galáxia futura, a distorção rola até mesmo com a mudança na voz do Neto na música, tem sintetizador colocado perfeitamente pra dar um ar diferente no som deles, tem solos e batidas que te colocam mais uma vez em um cosmo diferente, esse som é daqueles de você colocar pra agitar a sua cabeça um pouco.





Abaixo Link’s das mídias da banda e o álbum pra vocês saírem um pouco desse planeta


https://www.instagram.com/stolenbyrds/

https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial/

sábado, 13 de maio de 2017

Aerosmith em Pump



Esse disco tem tanto poder que as vezes é um pouco difícil comentar sobre ele, tem varias músicas clássicas da banda além de trazer algumas que talvez diversos fãs não a conheçam mas são pra lá de infernais. O disco é lançado em 1989 nos Estados Unidos pela gravadora Geffen, uma das maiores e mais aclamadas, ainda mais naquela época em que era um pouco escasso gravadoras de som mais Hard rock. O disco foi o quarto mais vendido nos anos 90, sendo cerca de 7 milhões de copias vendidas só nos EUA. Além de ser o primeiro disco que fez a banda ganhar um Grammy e adentrar no livro dos 1001 discos pra se ouvir antes de morrer. Nunca a banda é mais do mesmo, se você
escutar todos os discos cada um tem um tom ou uma pegada bem diferente, isso nos faz mais fãs de Tyler e sua trupe, os Aerosmith. De cara no disco já chega com a explosiva “Young Lust” que é o som perfeito pra você conhecer a banda, sendo que dificilmente um ser humano nesse universo não conheça essa galera, que curte fazer um barulho da pesada que da pra notar nessa música, como “You feel it in the summertime blues, Oh, easy when there's nothin' to lose, And baby you been missin' out!” e você sente seu pé saindo do chão e voc~e passa a acompanhar toda a música em uma agitação frenética. Agora vem das clássicas e malucas da banda, eu estou falando de nada mais nada menos que “Love in an elevator” deveria ser considerado um dos hinos da banda com toda a certeza, a letra que é um tanto maluca como “love in an elevator, lovin' it up 'til I hit the ground, shakin' in the elevator (whoa), lingerie second floor (whoa yeah)...” e cheio de batidas e solos de guitarra ao fundo, coloque um show deles nessa música e vai conseguir compreender um pouco mais o porquê é um hino da banda! Seguindo bem “Monkey on my back” e faz parte de uma tarde maluca entre o Steven e o Joe para escreve-la, mas a letra ao mesmo tempo vem cheio de cinismo e mensagens que você tem dois lados para poder interpretar, se liga “I made believe the devil made me do it, I was the evil leader of the pack, You best believe I had it all and then I blew it, Feedin' that fuckin' monkey on my back!” parece até ser um grito de Steven para gravadores antigos em que
fizeram alguns “assaltos” na banda, mas isso não é o foco do disco, a música é maior que isso, tem uns ápices incríveis com gritos e guitarras aumentando o volume ao ultimo, dos melhores sons deles também! É agora ficou um pouco mais sério, uma das minhas músicas favoritas da banda, to falando de “Janie’s got a gun”, começa em um tempo de tudo bem calmo com um ar até meio indiano o som, mas vai evoluindo conforme a letra vai entrando e tudo se parece uma história de quadrinho preenchendo todas as cores que precise, ao desenrolar ela vai aumentando o tom de tudo como os instrumentos e o ápice da voz do Steven também, a melhor parte é quando ele canta “The man was such a sleaze, He ain't never gonna be the same, Run away, run away from the pain, Run away, run away from the pain, Run away, run away!” impossível ver essa aprte da letra e não lembrar da música e ir cantarolando junto, essa música com certeza é trilha sonora de muitas pessoas no mundo! O próximo som como destaque do disco com certeza é “Hoodoo/voodoo medicine man” que é uma maluquice sem tamanho, começa com um som lembrando que a banda está na selva fazendo um som e meio que no meio de alguma oração, dai vai entrando a guitarra de fundo, fazendo conjunto com o baixo e a bateria seguido da voz, e de repente BOOM explode com os agudos do Steven e vem “Some kind of Voodoo, Come across this land, Some kind of Voodoo, We need a medicine man!” e como a maioria dos sons da banda rola uma explosão estratosférica na banda e tudo anda em conjunto, ela também seria perfeita como trilha de algum filme ou seriado, até a letra se passa como uma história, é
fenomenal! Pra fechar os destaque vamos com “Whatt it takes” que vem com toda a calmaria que a banda não demonstrou em nenhuma das faixas anteriores, mas não se enganem ao pensar que a música ´´e toda calminha e sem as explosões que tem como segundo nome da banda, esse é também um dos maiores sons da banda pra mim, quando ele proclama “It was easy to keep all your lies in disguise, 'Cause you had me in deep, With the devil in your eyes!” e o feeling vai tomando conta de você mas ele continua “Tell me that you're happy that you're on your own, Tell me that it's better when you're all alone, Tell me that your body doesn't miss my touch, Tell me that my lovin' didn't mean that much, Tell me you ain't dyin' when you're cryin' for me...” e você sente os socos da guitarra entrando em você e todos os arrepios que isso pode fazer, esse som é magico demais! Assim finaliza os destaques desse baita disco da banda, um dos discos que com certeza você deve curtir e levar para vários momentos de sua vida, é só sortear uma música e curtir! Escute ele por amor a algo ou por você mesmo, ele é a trilha sonora para o amor com toda certeza.




Abaixo link do disco e vídeo de uma das melhores musicas do disco.



https://thepiratebay.proxydesk.xyz/torrent/4009746/Aerosmith_-_Pump_(1989)_(SGTR)


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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Na estrada para Giramondo underground festival


Aqui talvez seja o maior marco que o projeto chegou até hoje, fomos convidados para cobrir o festival em Brusque – SC. Tudo que rolou contou com forte ajuda dos nossos grandes parceiros da Stolen Byrds que sempre estão junto na caminhada, além dos novos conhecidos de todas as bandas que estavam no role todo! Foi no último sábado que rolou o festival, contou com uma porrada de bandas como Stolen Byrds, Muñoz, Water Rats,  Magaly Fields (Chile), Ruinas de sade e Chuck Violence e His oneman band, além de uma feirinha cheio de gente talentosa e uma bela exposição de ilustrações com o Alexandre Mil. A partir de agora vou tentar destrinchar todo o role, desde a estrada que peguei carona de novo com os manos da Stolen, até todos os shows e tudo que rolou por lá! 



Comentar da estrada sempre é algo muito difícil a se falar, o meio termo de um ponto ao outro é onde na maioria das vezes nos achamos, essa é minha metáfora pra sair de um lugar ao outro a procura de música e mais música, de novo os companheiros foram os irmão da Stolen que sempre são a companhia perfeita para os trajetos por mais longos que possam ser! Agora chegando no Container bar que era o ponto de explosão que seria naquela noite para todos que estavam ali presente já se percebia uma coisa, o lugar tinha um energia passando pelas pessoas fora do normal, todos ansiavam por muito música e cultura. Lugares mais aconchegantes são os mais simples, coloque um bar e uma banda e pessoas de bem que com certeza o role vai dar certo, é chover no molhado como eu sempre falo, e foi isso que rolou! Abrindo os shows começou com o Chuck Violence, fato curioso, ele manda
todo o som de bateria, guitarra e voz sozinho, não é uma banda de vários integrantes e sim vários integrantes dentro de um só, é genial de se assistir. Mandando sons autorais e só coisa de qualidade, era um tipo de som que te hipnotizava e te surpreendia pela forma que ia te conduzindo, as batidas junto dos riffs e sua cabeça já ia girando e se tornando parte daquilo que estava rolando, foi sensacional a participação dele! Ao fim do show do Chuck já foram se ajeitando os caras do Magaly Fields que é uma banda formada no Chile que está em turnê pelo Brasil ao lado dos caras do Water Rats, foi com certeza a surpresa do festival pessoalmente porque eles mandam muito bem além de serem muito receptivos com todo mundo que foi trocar uma ideia com os caras! Eles já gravaram em estúdios
muito fodas pelo mundo, voltando ao show eles são porrada do começo ao fim, é um duo daqueles que você coloca a todo o momento pra se energizar e eletrizar sua cabeça, o vocal é muito bom e o baterista acelera tudo e ao mesmo tempo te coloca la em cima esperando umas viradas mirabolantes que ele faz, é o típico som que você vai ouvir e falar que precisa ouvir de novo, e de novo pra entender o que se passou naquele momento! Seguindo o baile veio nada mais nada menos que a velocidade em música, estou falando dos malucos do Water Rats, é muito barulho e velocidade colocado nas músicas, a energia que a banda coloca pra fora deles é insano, te atinge como se você subisse do céu e disparasse em um meteoro pra terra em questão de segundos, fazendo disso um ciclo imparável! Quando se dá conta uma música já acabou e embalava outra e tudo que você pensava se explodiu
, pois bem, esse é o sentimento ao ouvir os insanos do Water Rats, é sensacional! Um tempo depois foi para o palco mais um duo, que mais parece uma orquestra de Stoner, sim, estou falando dos magníficos do Muñoz! Os caras são incrivelmente talentosos, além de serem o tipo de pessoa que você quer levar a amizade pra vida toda, são muito gente boa! Voltando ao som, eles mandam um Stoner lindíssimo de se escutar, a combinação do timbre da voz com as batidas ealguns riffs fazem da banda uma das melhores bandas do Brasil na atualidade com toda e absoluta certeza! O frenesi que as músicas se impõe na sua cabeça te fazem explodir como bombas plantadas em seu cérebro, digo a vocês para escutar com muita vontade essa banda que nunca vão se arrepender, os caras são sensacionais!
Vindo depois do Muñoz veio os atômicos da Stolen Byrds, sim, os pássaros estavam a todo vapor mais uma vez! É uma forma incrível sentir tudo que rola com eles no palco, dessa vez notei uma irmandade além do normal dentro do palco, alguns cumprimentos e olhares antes de começar o show deles que em outros shows não havia notado, você percebia que eles estavam muito focados e fechados em fazer o que sabem de melhor, um bom e explosivo rock’n roll! Não tem como descrever a energia que passa pelo corpo quando você está ali perto notando os caras mandando o som deles, parece que a música deles é feita de vibrações que vai passando de pessoa por pessoa ali perto, fazendo

você energizar de uma forma fora do normal! Sempre sinto uma enorme felicidade de ver eles ao vivo e ao mesmo tempo dá uma sensação de endorfina explodindo a minha cabeça, é algo fora do normal. Eles tocaram alguns hits e algumas músicas novas, fez a galera bailar de uma forma que nunca haviam dançado, junto com Muñoz, também são das maiores bandas que nosso país tem no momento atual, e só tende a se expandir mundo a fora! Pra fechar o role foram os caras do Ruinas de Sade, que eita Stoner pesado que são esses caras, fazia muito tempo que não escutava um som tão porrada como o desses caras e que fazia tanta gente contagiar ao mesmo tempo, a banda tem uma sincronia muito legal de se ver ao vivo, fazendo um som responsa e de muito bom gosto!





Então esse foi o Festival Giramondo, muita música boa e energia que contagiava todos ali presentes, gratidão a todos os envolvidos e um enorme agradecimento pelo convite para cobrir o evento, que seja o primeiro de milhares, vamos voar!

Abaixo links das redes sociais de todas as bandas:


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Correspondências do Lollapalooza




Esse ano a matéria sobre o Lolla vai ser um pouco diferente. Reuni alguns relatos de conhecidos sobre a experiência que tiveram no festival desse ano, desde como foi a viagem até mesmo os melhores ou piores shows. Alguns demonstram tamanho amor pelo festival que não querem deixar de ir nunca, vamos tentar sentir o que eles nos escrevem!     
    
“Foi a segunda vez que eu fui pro lollapalooza, mas já vejo que é um tipo de festival que eu quero ir sempre que der. Como fui em um grupo grande de amigos (em 11, pra ser exata), não teve tempo feio pra gente. Foi tudo muito gostoso, aproveitamos bastante! No sábado aproveitamos shows como cage the elephant, tove lo, the chainsmokers.. E no domingo o mais esperado foi the strokes, mas também curti muito o do vintage culture, da melanie martinez e do vance joy! O evento em si, apresenta várias coisas legais pra fazer lá dentro, como saltos de plataformas em balões de ar, tinha um kamikaze, stands de tatuagens, pontos pra descanso em redes. Os contras, assim como em vários outros festivais, acabam sendo as filas, pois o fluxo de pessoas esse ano foi muito maior que do ano passado, então, até no bar ficou um pouco complicado de ir, e em uma hora da noite até a agua já tinha acabado (isso no sábado). Infelizmente as vezes a organização acaba falhando um pouco, porque é gente demais e um evento assim, mas a pena conhecer! É uma experiência maravilhosa e que é acompanhada de uma energia muito boa!” Ellen Jeane


“O Lolla desse ano foi o mais incrível de todos os que já fui anteriormente. Talvez pelo line up, talvez pela companhia que eu tinha. Conseguir reunir meus melhores amigos, minha irmã e o namorado que nem é tanto desse tipo de rolê foi muito massa. No sábado perdi Haikaiss que queria muito ver porque atrasamos mesmo e a entrada estava foda. Foram 100 mil pessoas no sábado e isso complicou não só a chegada como as filas dos bares também. Mas ok, tinha tanto show pela frente que nem me 
importei. Vimos Criolo que foi muito foda, que passou uma mensagem sobre a política, machismo, homofobia e racismo, emocionando muita gente. Ele chegou longe e continua humilde. Logo após assistimos Tove Lo que é a que eu mais queria! Ela é bem livre e natural. Qualquer pessoa que eu falar que eu vi The Chainsmokers em vez de Metallica vai querer me matar mas ok. Eu vi. Eles meio que se acham demais e a gente aproveitou pra ir embora um pouco mais cedo porque tava todo mundo acabado. No domingo assistimos primeiro Vance Joy, que tem músicas que são uma delicinha. Depois Mo, que é super dançante e bem gostoso de ouvir também. O carinho com o público dela é fantástico. Saindo dela e fomos pro The Weeknd que era o mais esperado daquele dia. Ficamos mais no fundo, num morro, e foi ótimo ver o show sentado, curtindo de boa. Claro que em algumas músicas tivemos que levantar porque era contagiante a galera que fica lá na frente dançando e cantando junto. Por último, assistimos The Strokes que não surpreendeu. Julian parecia bêbado, deram muito espaço de uma música pra outra, fizeram piadas sem sentido e não cantaram You only Live once #chatiada hahaha. Além dessas bandas maravilhosas tinham várias outras mas escolhemos essas por bater os horários. E além disso tem tanta coisa pra fazer! É uma experiência única, quem nunca foi tem que conhecer.” Ana Flavia Hermógenes


“O lollapalooza é uma experiência única, provavelmente todo festival é, mas como essa foi a minha primeira vez em um festival fico tentado a dizer que o Lollapalooza é o melhor de todos! Meus motivos para ida ao evento foram, obviamente, as atrações escolhidas, principalmente o The Strokes, algumas outras bandas e os DJs que tocaram no palco exclusivo para eletrônico, quando eu fui falar sobre o festival com alguns amigos que já tinham ido em edições passadas todos falaram sobre a
energia (ou vibe) do evento, mas eu não dei muita atenção, mas na verdade, uma das coisas que mais me agradou em toda a experiência foi justamente essa energia única das pessoas e do local, desde a disposição dos palcos e dos bares até a decoração, que não é pouca, tudo me agradou muito e fez com que estar naquele lugar fosse um tanto mágico! Mesmo assim, nada é perfeito, a minha principal crítica ao evento é sobre as longas e lentas filas nos bares e em outras atrações, eu perdi um show quase inteiro (40 minutos) na fila para comprar Cerveja, que aliás era super cara, porém isso eu já esperava. É difícil tentar explicar ou entender as causas de tanta fila e demora já que haviam muitos bares espalhados pelo evento e toda as transações aconteciam pela AXE lolla Cashless (A pulseira de entrada para o Lollapalooza que também servia de carteira lá dentro) porém o fato é que todo mundo estava reclamando disso e realmente era irritante. Eu poderia escrever muito mais sobre como os palcos são fodas e os efeitos de luz são legais ou descrever como acontecem as explosões de papel confetti e fogos de artifício nos shows mas nada disso adiantaria, pois não chegaria nem perto de como é vivenciar tais coisas enquanto seus artistas favoritos tocam as músicas que você escuta todo dia. Eu me surpreendi e já estou planejando ir de novo, com certeza recomendo!” Bruno Cesar


“Lollapalooza é um festival que vai além da música. Começa na ansiedade que antecede a liberação da line e os horários dos shows, a organização de hotel com os amigos e até roteiros pra garantir que vamos aproveitar o máximo dos dois dias. Assim que você entra no autódromo sente que está em um mundo diferente, pela diversidade das pessoas, por toda a arte espalhada nas paredes, os palcos e estandes gigantescos. Já fui duas vezes e, particularmente, o que mais me atrai é estar em um 
ambiente com uma vibe tão boa de arte e música, cercada por pessoas que também estão ali pra se divertir, sem preconceitos, e principalmente estar rodeado pelo máximo de amigos possível. Assistir aos shows, alguns de perto, alguns lá do morro, sentados na grama com uma linda vista, são momentos que vão ficar pra sempre na memória. Quanto a line, preferi a do ano passado, que teve Of Monsters and Men, Mumford and Sons e Florence and the Machine. Esse ano assisti à Tove Lo, The Weeknd, Cage the Elephant e Criolo. Esperava uma line melhor, mas uma coisa muito legal do Lollapalooza é que você conhece novas bandas e às vezes se surpreende muito. A organização desse ano deixou um pouco a desejar no sábado, acredito que com a popularização do evento cada vez fique mais difícil controlar tantas pessoas. Mas no domingo foi tranquilo, assim como no ano passado. Acho que é uma experiência que todos deveriam ter, independente do estilo musical que preferem, porque como eu disse, o festival vai muito além da música.” Juliana Pizi


Com os quatro relatos já se tem uma boa ideia do que se esperar de um Lollapalooza! Obrigado a todos que aceitaram participar, viva a música!



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sábado, 11 de março de 2017

Jack White em Lazaretto



Segundo disco de um dos maiores caras da música, Sr. Jack White de novo nos deu um baita material pra você apreciar em diversos momentos. Desde a estreia do disco já houve uma enorme repercussão boa, vendendo discos ao redor do mundo inteiro, a primeira plataforma lançada foi em vinil, onde
vendeu mais de 40.000 cópias na estreia do mesmo. A pegada é bem diferente de algumas músicas que ele já havia lançado em seu disco anterior, nele você encontra pouca semelhança do que foi o Jack em Whites stripes, é totalmente um novo músico, tendo os lados bons e ruins. Quando estava em época de gravação do disco em um entrevista ele comentou que estava trabalhando em cerca de 20/25 músicas, mas só iria lançar as que estivessem perfeitamente em sintonia com que ele sentia no estúdio, que não ia lançar material por lançar, tanto que o disco contem onze músicas e a duração do disco com apenas trinta e oito minutos, é porrada de uma vez. Agora tratando do disco em si, ele começa com a elétrica “Three Woman”, que nela você já percebe toda uma diferença no som da banda, alguns arranjos diferentes, alguns instrumentos que antes não apareciam tanto, e a forma em que o Jack canta também tem uma diferença, nesse disco ele recita histórias mais do que parece estar apenas cantando, é gostoso de se curtir. Seguida vem com o single do disco que tem o nome do mesmo, “Lazaretto”, e vem com uma porrada na cabeça, a guitarra sentindo tudo que tem no redor e os riffs que soam do começo ao fim, a bateria sendo só porrada e seu cérebro aparenta girar quando você ta escutando, como na parte que ele proclama “And I shake god's hand, I jump up and let her know when I can,This is how I'm gonna do it!” e começa toda a loucura instrumental, com um solo magnifico de guitarra junto com a pancadaria na bateria, é sensacional! O próximo ponto alto do disco vem com “Would You Fight For My Love” que é a melhor música do disco em minha humilde opinião, ela é
perfeitamente encaixada em harmonia, voz, letra, melodia e sentimento, a o sentimento da música sempre tão importante e nela você sente muito, como ele começa nela “It's not enough that I love you,There's all these things I have to prove to you, You use the sun to erase the past, But you think it only raises for you!” e todo aquele feeling vem percorrendo você, e continua até o fim, com elevações e ondas com a guitarra que é com certeza o ponto alto do disco. A próxima música a se comentar é “High Ball Stepper” que é totalmente instrumental, não contém letra nem voz alguma, é só uma maluquice cheio de ondas sonoras e que te faz vibrar do início ao fim, se você está enjoado de tudo, escute esse som e depois fale se não vai ficar vibrante! Agora vem a música mais gostosa de se escutar “Just One More Drink” e todo seu blues cósmico onde você se encontra na década de 70/80, a que viajem que esse som te proporciona, na música ele meio que confronta alguém que é um ser todo diferente do que o alter ego do Jack é, como “You drink water, I drink gasoline, One of us is happy, One of us is mean, I love you, But honey, why don't you love me?” mesmo ele sendo todo apaixonado por essa pessoa,
como falei, o disco é puro ele contando várias histórias. O próximo ponto altíssimo é “That Black Bat Licorice” que segue até um ponto um tanto quanto Funk das antigas, onde a batida se junta com o canto, os instrumentos parecem mais batidas do que algo sendo tocado, o riff de fundo deixa tudo perfeito, ai vem Jack cantarolando “Good for the needy, like Nietzsche, Freud and Horus, But I'm skin, flint, broke, making no money, making jokes!” e a loucura toma conta de você. Por fim chega “Want and able” que é perfeitamente a última carta proclamada por um guerreiro que finaliza sua batalha, que som sensacional de se escutar e sentir tudo por tras dela, como na parte “Who is the who, telling who what to do? Being able is to freedom what wanting is to cruel, It's hard to tell it seems, which one of them's the foolIs freedom a gift, That we only give to the ones that say I love you?” e o violão te conduz com a música e você fecha o disco perfeitamente. Como nas ultimas matérias, só alavanquei as músicas de grande destaque no disco, mas confira ele por inteiro que talvez seu gosto possa ser diferente, venha debater dai sobre isso. Vale cada segundinho do disco, é uma obra prima musical para o mundo, além de que o material físico é muito bonito e cheio de detalhes que engrandece ele.



Abaixo link para download e single do disco ao vivo para sentir ainda mais o que é a banda!



http://www.euescuto.com.br/2014/06/02/jack-white-lazaretto-download/


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Na estrada com Stolen Byrds.



Antes de começar o texto transcorrendo tudo que aconteceu e como foi a primeira experiência em vivenciar uma viagem com uma banda, tenho de dizer, muito obrigado pelo convite rapaziada. Iniciando a viagem você já notaria todo o ar familiar que tem dentro de todos da banda, pelo amor até mesmo pelo motorista e toda sua autenticidade! A estrada é algo que sempre me atraiu desde criança até os dias de hoje, o meio termo de um lugar para o outro pode se tornar o nosso ponto de encontro com nós mesmos, notei isso na banda também, a estrada ao invés de desgastante é um momento de descontração total de todos os integrantes, a família realmente é unida. Agora tratando em como fomos falando de tudo você sentia uma simplicidade dentro dos caras da banda, conversas com um
proposito simples sem aquele salto alto que a maioria das pessoas pensam sobre bandas que estão deslanchando, se pensa isso da Stolen Byrds você está pra lá de enganado, os caras são humildes e receptivos com tudo, desde a sua opinião até a presença física. A estrada chegando ao fim do seu percurso de ida chegando ao destino, Florianópolis, precisamente no Taliesyn Rock Bar um lugar super autentico onde descobrimos que diversas bandas de peso underground já tiveram por lá. Andamos por volta do lugar que era do centro histórico da cidade, em um momento o sol estava se pondo eu , o Adilson (AJ) (Baixista) com o Neto (Vocalista) demos uma volta e encontramos um píer fotográfico onde as ondas do sol já estavam se esgotando e foi onde tivemos um dos marcos da viajem, o visual era sensacional, acho que os dois conseguiram absorver bastante daquilo para colocar no palco mais tarde. Voltamos para o lugar do show onde conhecemos um dos caras mais interessantes da viajem, o Galináceo um ser com maior conhecimento da cena underground dos últimos anos e que deu uma aula pra mim sobre música e tudo que envolve aquilo ali, além de termos uma conversa sobre o deslanchamento do projeto, mas
isso vem em outra ocasião, o cara é sensacional. Depois disso  saímos a banda inteira dar uma volta na cidade completa, onde encontramos o “Professor” de Florianópolis, um cara extremamente inteligente e peculiar, onde nos abordando sobre os lugares históricos da cidade e querendo fazer uma tour conosco, aceitamos. A cada rua que passávamos ele ensinava um monumento histórico, um lugar onde aconteceu alguma briga de determinado século, até mesmo nos explicou que o píer onde nós andamos antes era o lugar de fuga dos escravos de décadas passadas se jogarem no mar a procura de outro continente, quase pulavam para a morte. Terminando o passeio com o nosso professor de história particular voltamos ao lugar do show, já era quase madrugada e as bandas de abertura já estavam fazendo o lugar balançar com covers e algumas autorais mas ainda não era algo muito enérgico como o que estava por vir. Me lembro bem nesse momento sentei ao lado do portão com o Gustavo “Guz” (Guitarrista) e conversamos longas palavras sobre alguns assuntos aleatórios e sobre o que esperar do som da noite, passando e parando chegou junto o Jõao Manoel
(Guitarrista solo) e o Bruno (Baterista) e ficamos mais algum tempo ali falando de tudo e de nada ao mesmo tempo, mas eram palavras agradáveis para quem quisesse escutar.  Um pouco depois entrei no lugar para ver a banda antes, enquanto os caras da banda arrumavam os instrumentos pessoais e a banda que estava no palco começou a tocar um Hendrix da pesada, aquele momento me marcou que olhei pra trás na mesa e o João estava colocando cordas novas na guitarra dele com o maior cuidado dele e foi uma cena que o mestre Jimi ficaria orgulhoso com toda certeza. Após algum tempo a banda saiu e os caras da Stolen começaram a ir ao palco para começar toda e energia que tinham para transpor para todos que ali estavam. Desculpe não me recordar da música de abertura, acho que foi Come Undone, que já deu aquela explodida na cabeça de todos que estavam por ali, seguida veio uma das músicas que vai sair no próximo ep dos caras daqui uns meses, e meu deus do céu, foi frenético, acostumado com a banda elétrica mas tudo no seu tempo e tudo se encaixando aos poucos como o timbre da voz junto da guitarra e a base do baixo, mas não, a música veio explodindo todos que estavam ali no palco, os cinco em uma frenética energia e não paravam, se balançavam como se o balanço fosse os sons dos instrumentos junto com o ritmo que não abaixa nenhum segundo da música, foi algo que eu abri a boca no meio da música e não fechei porque pode ser a obra prima da banda, podem me cobrar. A banda continuava e as pessoas vinham do meu lado perguntavam “de onde são esses caras?” “Esse som é autoral mesmo? PORRA” “melhor banda autoral que já tocou aqui hein cara”, eu me sentia orgulhoso de estar ali junto e presenciar que os pássaros estão voando de verdade. Eles continuaram, tocaram músicas do primeiro cd, do segundo e mais algumas novas, todas elas eu sentia algo que nunca senti em nenhum show deles, parece que a energia da ilha inflou todos da banda e eles repassaram em todos que estavam naquele lugar, eu estava frenético dentro de mim curtindo o som. Ver o Gus se entendendo com o AJ do lado dele, o Neto e toda psicodélia com o teclado, o João solando incrivelmente e o Bruninho marretando a bateria é das coisas mais gostosas de se ver e animadora para o projeto viver. Acabando o show fiz questão de cumprimentar um por um dizendo o que achei, a forma que eles perguntavam o que eu achava foi de extrema importância pro desenrolar da resenha sobre o show. Seguida eles deram a maior atenção a todos ali que perguntavam algo da banda, comentando sobre o show também o que fosse, a banda trata todos como iguais, isso faz o diferencial deles. Ficamos mais um tempo em frente ao lugar conversando com mais um pessoal e depois já estávamos de partida de Floripa dando adeus a toda a magia que nos contagiou. A volta com todos esgotados mas com uma energia dentro de outro universo foi mais tranquilo, mais como um descanso porque no mesmo dia a noite eles já tinham outro show, assim finalizava a viagem.





Aqui eu dedico a agradecer a todos da banda de coração, foi a primeira na estrada com alguma banda que fosse, foi de extrema gratidão e alegria que falo que vocês são um dos elixires do projeto e sabem disso. Obrigado Neto, AJ, João, Guz e Bruninho. Voem pássaros.



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sábado, 15 de outubro de 2016

Precisamos falar sobre o Aerosmith.


Mais precisamente vamos falar sobre o dia 11 de outubro de 2016, que foi a data que aconteceu a destruição de barreiras do Aerosmith em Porto Alegre. Que a banda é genial e  enérgica até o ultimo suspiro de qualquer fã, isso não tem como negar, o que pensávamos é que não era tão absurdo como é na realidade. Pois bem, um dia agradável se deu desde o começo do dia onze, algumas nuvens no céu, mas nada preocupante a ponto de pensar que choveria ou algo parecido para atrapalhar o show, era o dia perfeito para uma noite de muito rock. Então vamos ao show, que foi do inicio da banda até os maiores clássicos colocando todo fã aos seus ápices e ainda rolando um cover de Beatles que faz a platéia delirarem. A banda começou com “Back in the sadle” como já é de praxe de vários shows, nesse momento eu ainda
não acreditava que estava vendo minha banda de infância tão perto, difícil descrever. O que restava era tentar acompanhar o ritmo da banda e as loucuras de Steven Tyler no palco, no auge dos seus 68 anos, com seus pulos danças e maluquices no palco como se fosse um garotão de vinte e poucos. A ficha foi caindo esperando amansar a criança interior que gritava dentro de mim, mas a banda não deixou e já mandou “Love in elevator” uma das músicas mais gostosa de ouvir da banda e agitou a todos do estádio, até aos zeladores que estavam em serviço, foi lindo de ver todos na dança. Nesse momento eu cantava, gritava e dançava tudo ao mesmo tempo, era uma euforia que eu ainda não havia sentido na vida. A banda seguiu com “Cryin”, "Crazy" e “Kings and Queens” que todas foram loucas de se ver ao vivo, mas seguido delas veio “Livin on the edge” onde foi o meu ápice de emoção e eu não consegui me controlar, olhei tudo ao meu redor, cantei o mais alto que eu pude como se houvesse de alguma forma a sintonia da banda comigo e toda a emoção que eu sinto nessa letra, quando cantei “And God knows it ain't His, It sure ain't no surprise, WE’RE LIVIN’ ON THE EDGE!” meus lábios pulsavam mais que meu coração, eu não agüentei e comecei a chorar e a cantar junto, tudo em uma única sintonia, tudo feito pela música. Essa música teve um significado gigantesco em grande parte da minha vida pessoal, nunca imaginei que sentiria o que eu senti, nunca imaginei viver o que eu vivi, a gratidão exalava de mim por minhas lagrimas. Seguiu com “Rats” onde eu comecei a respirar um pouco mais e seguiu com “Dude” que foi sensacional e até consegui gravar uma parte cantando onde o Steven aponta na direção onde eu estava, nunca vou saber se era pra mim, mas pra mim foi, então beleza. Depois veio “Song & dance”, “Monkey” e “Pink” que a banda fez uma lindíssima homenagem ao outubro rosa aqui no Brasil, onde todos colocaram
um acessório rosa e ao fundo no telão deixaram um laço rosa enquanto tocavam, foi uma atitude simples mas com muito significado para todos que estão nessa luta, eu tenho certeza. Chegando com “Rag Doll” e sua batida e agito que não para um segundo na música, coreografias sendo feitas na platéia com as mãos, nessa hora eu já me sentia nas nuvens. Depois veio “Stop Messin' Around” com Joe Perry arregaçando tudo, e agitando todos que estavam vivos no local. Depois veio uma das maiores músicas de amor com “I don't wanna miss a thing” que foi uma das coisas mais bonitas que eu vi na minha vida, não consegui gravar o vídeo de tão dentro da música que eu me encontrava, a cada frase e a cada acorde batido meu corpo vibrava de tanta emoção que eu estava sentindo naquele momento, com certeza as imagens na minha cabeça vão ser usadas pra vida toda! Seguiu na batida com um cover maluco de “Come together!” dos Beatles, que foi muito bem tocado pela banda por sinal e por todo o coro que tinha no estádio que cantou e se mexiam durante a música toda, aposto que o Paul ficaria orgulhoso. Seguiu com “Walk this way” que foi um dos marcos na banda voltar ao topo das paradas e “Train” antes de darem uma mini pausa para o marco principal do show. De longe já se percebia um piano lindo branco sendo montado no palco, uma versão de “Dream on” que me emociono toda vez de escutar foi tocado em um piano branco, os espaços na cabeça se completaram, assim veio a banda para tocar a música, sim, era dream on, de novo eu não me aguentei. A entrada do piano com a guitarra, juntando com todos os elementos da banda,
seguindo a voz do Steven, eu não conseguia pensar muito bem só estava tentando me prometer curtir até o último segundo daquela música, que sim é a música que eu sempre amei e pra sempre vou amar. Cada estrofe era um calafrio, cada pausa de uma letra a outra era um suspiro, mas ai vem “Sing with me, If it's just for today, Maybe tomorrow the good lord will take you away...” ai veio o completo ápice de emoção, o Steven sobe em cima do piano e proclama “ DREAM ON, DREAM ON, DREAM ON, AND DREAM UNTIL YOUR DREAM COMES TRUE!” assim eu me acabei, todas as lágrimas possíveis que poderia sair de mim estavam rolando, toda a emoção que eu vivi nos últimos tempos, tudo que eu estava me guardando a anos foi liberado, foi extraído de uma forma mais gostosa que foi sentindo a música, que fez a marca em meu peito pulsar mais e mais, que me mostrou como viver a música literalmente me faz viver. Depois dessa música eu não esperava mais nada, já não precisava de mais nada, mas ainda tinha “Sweet Emotion” e um grande final com explosões e papeis picados voando pelo estádio todo, parecia uma cena de filme que eu estava vendo, eu me senti mais realizado do que nunca. Assim acabou o show, com um sentimento de sonho realizado do tamanho do universo, com o sentimento de euforia e alegria que não cabia mais em mim, eu estava feliz. Mais um show que o projeto esteve e tomara que continue nessa ordem, sempre a frente!


Agradecimentos: Muito obrigado aos meus amigos que estiveram ao meu lado, Paulão, Giuliano, Rafaela, Vinicius e Nilson. Alguns mesmo não sendo tão conhecidos antes, mas depois desse momento com certeza vão ser lembrado na minha vida, grato a todos.


Vídeo gravado da música que já está na pele.

sábado, 24 de setembro de 2016

Foo Fighters em Echoes, Silence, Patience and Grace.


Esse é o sexto álbum de estúdio da banda, não tem como não dizer o quão magnífico é o disco e como tem canções marcantes desde o seu lançamento. Começando pelo trabalho por trás do disco, ele vem depois de One by One que foi um disco que teve um baque muito grande na banda por questões de empresário, alguns integrante com brigas internas, Taylor sendo internado com problemas de drogas, o basta para gravadoras que só sugam os artistas, talvez onde nasceu e viveu o espírito da banda que sentimos até hoje. Agora tratando do disco, para mim é impossível Alencar qual o meu preferido, ou melhor, todos os discos podem ser escutados a qualquer hora e momento, mas esse tem algumas mensagens que o Dave e a banda querem mostrar a todos. Começando com nada menos que “The pretender” colocando toda sua raiva
contida nos outros discos, toda sua angustia do que passou, toda sua revolta com o que esse mundo pode proporcionar de ruim, Dave cantarola para nós como “What if I say I'm not like the others?,What if I say I'm not just another one of your plays?, You're the pretender, What if I say that I will never surrender?” chega a dar um calafrio na espinha! O disco tem uma levada um tanto quanto melancólico pode dizer também, seguido vem com “Let it die” que é uma das maiores discussões da banda, alguns falam que é simplesmente a música feita para Kurt Cobain, o maior amigo da vida do Dave, alguns falam que é apenas uma música forte e com um tom triste, mas sem nenhum motivo especifico, nunca foi revelada a verdadeira face da letra. Tem diversas músicas fortes também como “Erase replace” e “Come Alive”, mas também tem as baladas da banda como “Long Road to ruin” que é sensacional a levada da música e o clipe junto então formam aquele famoso hit que fica na sua cabeça! Além dessas tem a linda “But Honestly” que tem todo seu charme atrás da letra
como na parte “And tonight I thank the stars, As I count my lucky scars, For everything you've given me!” é coisa linda de se ouvir e sentir! Pra fechar o disco, mas não menos importante temos “Home”, que particularmente tinha de ser considerada das músicas mais bonitas que já se ouviu na galáxia, ela mexe com você mesmo sem conhecer a banda, ela te toca La no fundo fazendo sua alma balançar, ela mexe com seu psicológico deixando você em uma paz absurda, quando ele canta “People I've loved, I have no regrets, Some I remember, some I forget, Some of them living, some of them dead, All I want is to be home!” pode ser dia ou noite, toda vez que escuto essa música me emociono. Além de todas essas citadas, tem mais músicas como “Statues”, "Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)”, "Once & for All", "Erase/Replace" entre outras, o disco é muito bom, pode te acompanhar em extrema excitação ou extrema tranqüilidade, é muito bom! Vale com certeza curtir e adquirir o mesmo!

ABAIXO LINK PRA DOWNLOAD DO DISCO E DO SINGLE!


http://www.4shared.com/rar/_wlfLxre/2007_-_echoes_silence_patience.html?locale=pt-BR

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Foo fighters em Wasting Light.


O sétimo disco da banda foi lançado em 2011, e pode sim dizer que foi uma das obras primas da banda. O disco foi produzido e remasterizado tudo em forma analógica, no estilo das antigas que as gravações eram em fitas, ou seja, errou tem de regravar toda aquela parte, não ir junto e deixar tudo perfeitinho. O disco veio depois de 4 anos que a banda não tinha produzido nada, assim fazendo a mesma gerar uma enorme desconfiança com o próprio disco e se esse modo era a escolha certa para se gravar, bom o resultado vocês dizem ai pra mim .Para esse disco a banda contou com diversos ídolos antigos nas gravações, como ex-baixista do Nirvana, Krist Novoselic, e de Bob Mould, um herói de Grohl desde seus tempos de Hüsker Du e Sugar, além do  principal que foi à volta do guitarrista Pat Smear assumindo oficialmente a guitarra na banda. O disco foi dos maiores vencedores no mundo todo, arrecadando o Grammy daquele ano.
Mas voltando ao disco é de divergências entre os fãs, muitos falam que ele é muito melhor que o Sonic Highways que é o ultimo lançado da banda e outros ainda preferem o antigo Foo Fighters, além dos que adoram tudo que a banda lança até mesmo um vídeo brincando com a possibilidade de a banda ter acabado. Agora tratando mais da questão do CD e não tanto por trás nas gravações, o disco é muito bem feito. Ele nos traz elevações nas músicas, segue uma cronologia durante o disco todo que você pode ouvir o mesmo achando que é uma história com inicio, meio e fim. Não tem ponto negativo no disco, todas as músicas são de excelente qualidade, claro, umas tem aquela letra chiclete e fica na cabeça o refrão e outras não ficam tanto assim na cabeça. Vai dizer que quando você escutou These Days não ficou na sua cabeça vários dias, como na parte... “Easy for you to say, Your heart has never been broken, Your pride has never been stolen, Not yet, not yet..” e nesse final você cantava jnto ao Dave com toda sua força. Tem diversos hits como “Arlandria” que é aquela animação do inicio ao fim, você escuta na estrada ou até mesmo deitado tentando descansar. Tem a “Walk” que é o ponto principal do disco para mim, a letra, o significado, o significado pessoal, as guitarras, os gritos, tudo!
Essa música é meio que o hino de milhões, assim eu acredito. I should have know, agora e a hora da música mais forte que tem no disco, alguns dizem que é feita para Kurt Cobain, alguns acham que é apenas um desabafo da banda para os antigos produtores, vocêm digam o que acham, para mim é apenas uma linda carta de quando a banda não esava passando bons bocados, tornando ela uma das melhores já feita pela banda. Além delas tem White limo que é uma pancada no estilo Motörhead onde o já falecido lemmy articipa do videoclipe, Matter of time, Miss the misery, Rope e diversas que fazem do disco uma obra prima. Escute o disco inteiro, prometo que não vai rolar arrependimento.




Abaixo link pra download do disco e single do mesmo.

http://www.4shared.com/rar/lfiwt-Ys/2011_wasting_light.htm?locale=pt-BR



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