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terça-feira, 23 de junho de 2020

A carta aberta de Luiz Miguel


Lançando essa proposta de matérias, onde vou buscar vozes potentes no meio musical e excitar elas a soltarem o verbo dos assuntos que mais precisam ser debatidos no momento, englobando claro cultura, musica e tudo mais. A primeira voz é Luiz Miguel, baixista da banda Fusage, vive com a arte e vibra em sua alma o basquete. Então vem conosco nessa nova proposta, e aprecie a língua afiadíssima desse cara!

Sua história pessoal e na musica

"Sou Luiz Miguel da Costa Neto (nome do meu avô) tenho 30 anos, Design Gráfico e Diretor de arte, baixista na Fusage e amante de basquete, cerveja e café. Cara, minha história com a Fusage é algo da hora demais, até porque eu e o Douglas (Vocalista) já nos conhecíamos das antiga, somos de Naviraí-MS, a gente teve banda na mesma época em Naviraí e tínhamos vários amigos em comum e nessa ai a vida deu conta de cruzar nossos caminhos aqui em Maringá, a ideia inicial da banda foi do Douglas, ele tava fervoroso assim que voltou da Irlanda, me chamou várias vezes pra colar no estúdio e tirar um som mas eu não tava muito na vibe de tocar, eu tava bem focado na Faculdade de Publicidade e Propaganda que eu acabei trancando no último ano. Até que teve um dia que eu aceitei e fui no estúdio pra ver o que ia rolar, acabei brisando demais, foi quando ele chegou e falou “ Ta afim de fazer parte da banda?”  ai eu acabei assumindo esse compromisso. E tem sido algo muito fodaa, sério, o que eu pude experienciar com a banda ou melhor família, é algo surreal, as viagens, a galera, a energia que a gente pode trocar tanto com público em cima do palco quanto as pessoas boas que encontramos ao longo desse período de banda, é sinistro. Bom acho que meu som vem sempre do momento que estamos passando, sou muito de tentar sentir a vibe do momento, as vezes mais agressivo e as vezes mais “deboista”  eu sou de escutar muita coisa, quando criança tinha muita influência direta da minha mãe Dona Maria que já cantou em banda baile durante um tempo, ela sempre colocava vários CD’s pra tocar, Djavan, Tim Maia, Eliana de Lima, Phill Collins, Raça Negra… entre outros, Na adolescência era mais revolts kkkkk, ouvi muito, Slipknot, Mudvayne, System of Down… Só que esse período todo eu era muito mais influenciado pelo Hip Hop por conta do basquete, eu só usava roupas gigantescas, tênis branco, camiseta branca, trancinhas no cabelo, sempre no estilo gangsta rap kkkkkkkkk (bons tempos). Então acho que meu som tenta beber de várias fontes mas não tem nada específico, uma mistura do caralho que até está dando certo. Eu cursei publicidade e propaganda mas não concluí, no segundo ano eu sentia a necessidade de entrar logo no mercado de trabalho e nessa, as pessoas exigiam a experiência com os softwares de criação, ai comecei a aprender por conta mesmo, eu sempre falo que essa profissão me escolheu. Eu vejo uma importância tão grande na publicidade e propaganda, pois ela é capaz de mudar padrões e conceitos que estão enraizados dentro de uma sociedade, é capaz de trazer a representatividade para minorias. Eu como homem negro atuando nesse mercado de trabalho sei da minha importância e do meu papel social, então sempre que posso tento contribuir com a representatividade do negro em peças publicitárias e assim tenho seguido. Hoje em dia estou muito focado em criar Identidades visuais( Marca, logo) faço alguns cursos tenho estudado e buscado aperfeiçoar meu trabalho cada dia mais."

A vida durante a pandemia 

"Cara essa pandemia realmente deixou tudo a flor da pele, mas sigo uma rotina de muito trabalho na verdade, to fazendo Home Office na empresa que estou trabalhando e nos momentos livres estou tentando usar esse tempo pra poder melhorar minhas habilidades profissionais, estudando marca, desenvolvimento, técnicas de criatividade e desenvolver projetos pessoais de Design, mas também não estou me cobrando muito não. A terapia tem me ajudado bastante com a saúde mental no entanto acho que o que mais está pegando é  a saudade da minha mãe e meu irmão mais novo que moram MS isso ai ta foda irmão. Em relação a saúde física ta foda acho que corri na primeira semana de pandemia e até hoje não fiz nada de nada, só bebendo e comendo dentro de casa. Queria muito voltar ao basquete, mas agora só Deus sabe o que vai ser e quando poderemos jogar novamente TRISTÃOO com isso."


Governo atual e preconceitos 

"Poxa as vezes eu nem consigo expressar todo esse meu descontentamento com a situação do governo atual brasileiro, penso muito que com esse presidente no poder ele conseguiu dar voz há pessoas que tinham um racismo velado e que não expressavam por não ter um “aval” e vejo que o atual governo tem dado todo esse aval. Eu não faço parte de movimentos sociais negros nem nada do tipo no entanto eu luto pela causa como eu posso, como eu disse vejo que a publicidade é uma ferramenta muito importante como representatividade do povo negro, não é hora de ficar em cima do muro precisamos nos posicionar e levar a tona todo tipo de preconceito, seja racismo, homofobia, transfobia é tempo de “FOGO NOS RACISTAS”. Em Maringá eu sofri várias formas de racismo  do tipo “segurar a bolsa quando eu tava passando”  “ ser seguido por segurança de mercado”, sem contar os olhares ao entrar em lugares “mais sofisticados”. Hoje eu tenho total consciência do lugar que ocupo mas nem sempre foi assim, antes eu não frequentava lugares mais sofisticados por conta de se sentir coagido com olhares que me mediam de cima em baixo, hoje vejo que se eu posso frequentar lugares assim, porque não matar meu desejos de comer algo que eu tenho vontade, beber algo que quero experimentar ? Ocupar esses lugares acho que é uma forma de normalizar essa situação sabe. A situação global mais do que nunca coloca em pauta tanta coisa, por que depois de tanto tempo com essa falsa  “LIBERDADE” e ainda nos matam a troco de nada, não só na gringa, no Brasil o índice de morte do homem negro é bizarro, ser negro nessa sociedade racista é se revoltar com olhares, é ter medo de policia, é saber que a culpa pode ser jogada no seu colo a todo momento. Então assim socão na boca de racista e poucas ideia."

Recado de Luiz miguel baixista/Luiz miguel do cotidiano

"Luiz integrante da Fusage PAU NO CU DO BOZONARO QUE JAJA VAI CAIR , Luiz do cotidiano  “A VIDA É MUITO CURTA PARA SER PEQUENA” Benjamin Disraeli … Assistam o doc brasileiro “EU MAIOR”."


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Links para encontrar o artista




sábado, 20 de maio de 2017

Foo Fighters em The colour and the shape



Talvez seja o disco que mudou completamente o futuro da banda mesmo sem a mesma saber que os frutos de algumas decisões faria isso. No disco a gravação foi refeita principalmente a bateria pelo próprio Dave, fazendo o baterista que era na época William ficar um tanto quanto desagradado com a situação, tendo apenas terminado o disco e quando fosse sair para turnê sair da banda, dando lugar a nada menos que Taylor Hawkins que está na banda até os dias de hoje. O disco foi produzido no ano de 1997 sendo o segundo disco lançado pela banda, sendo dos favoritos da maioria dos fãs por contar
com diversos hits. Agora vamos ao que interessa, começar os pontos de destaque do disco pois nesse temos vários! De começo já vem a elétrica “Monkey Wrench” que é rapidez e gritos de Dave por toda ela, fazendo uma completa eletricidade passar dali e penetrar em sua cabeça fazendo você vagar do lugar que está para algo que nem sabe o que é, como quando ele manda “I still remember every single word you said, And all the shit that somehow came along with it, Still there's one thing that comforts me, Since I was always caged but now IM FREEEEEEEEEE!” e explode de vez o som e vai se alinhando de forma muito gostosa de curtir! Depois seguido vem uma das minhas favoritas da banda, estou falando de “Hey, johnny park!” que de alguma forma é um som super nostálgico e cheio de energia ao mesmo tempo, as linhas que o Nate bate no baixo nesse som é muito gostoso de curtir, é um groove bem diferente de outros sons da banda, o decorrer dela também meio que eletrifica você como “Your eyes still remind me of, Angels that hover above, Eyes that can change from blind to blue...” é como se a musica desacelerasse como um carro e do nada ela atingia velocidade máxima mesclando todos os instrumentos, além dos solos que rolam nesse som que são de outro universo! Agora vem uma maluquice, estou falando de “Wind up” que lembra um hardcore dos bons e antigos, super acelerado e voz gritada que o Dave sempre soube fazer muito bem, por um bom tempo foi a música de abertura da bandas para seus shows! Agora alinda, super linda, super amor, é “Up in arms” , sim essa música consegue te tocar em qualquer momento que você esteja, como “Together now I don't know how this love could end, My lonely heart, it falls apart for you to mend...” e vem cheio de guitarras ao fundo com a bateria em sincronia total! É, agora vem nada mais
nada menos que “My hero” por muito tempo e pra sempre terá um pedaço de meu coração nessa música, é inimaginável o poder que ela tem sobre mim, a letra te pega e te amarra de uma forma que você não imagina, e vem junto todos os elementos que se pode ter na banda, com memórias vividas e o canto de Grohl “Kudos my hero, leaving all the best, You know my hero, the one that's on....” e me arrepia tudo de dentro pra fora, é sem duvidas uma das mais emocionais da banda. Seguido vem com uma paulera “Enough space”, vem com umas linhas pesadas de baixo e um solinho bem no fundo da guitarra que vem crescendo, e quando ela explode ela fica pela musica inteira sem ter vez de diminuir ou desacelerar, é uma porrada completa dentro da cabeça sem tempo de reação algum! Agora vem um som bem pesado, essa é a carta de amor que talvez seja de Dave para seu amado amigo que se foi Kurt Cobain, não entrarei nessa discussão, mas poderia ser usada perfeitamente como isso, mas também pode ser usada como uma bela canção que foi composta por um dos maiores letristas que nesse mundo existe, a música te puxa de uma forma que você nem percebe, vai meio que te colocando dentro dela e voc~e vai sentindo tudo, até que rola uma explosão como se fosse um grito dentro de você que precisa sair e te libertar, com “February stars, Floating in the dark, Temporary
scars, February stars!” e vai repetindo essa parte mais duas vezes, se você se emocionar é normal, não se acanhe e sinta por completo esse som! Talvez um hino da banda vem a seguir, “Everlong” já embalou muitos casais e muitas festas, é um típico som de se curtir e ouvir em todos os momentos de sua vida, saiba utilizar ele de forma correta e aprecie tudo que tem dentro dele, as notas tocadas são formidáveis, a vocal tem a linha perfeita, distorções feitas em tempos certos, talvez seja uma das três obras primas que a banda já fez sem dúvidas, meio difícil quem nunca tenha escutado essa música, ou a famosa parte “Hello, I've waited here for you, Everlong..” e dançou com tudo isso. Notei escrevendo esse texto como no disco tem letras pesadas e de certa forma bem emocionais, diferente de alguns discos da banda, talvez tenha sido uma época turbulenta de emoções para nosso querido Dave, como a seguir vem “Walking after you” que é um bela carta de amor sincero que você que está lendo tem de escutar e pensar em uma pessoa a quem você já amou ou ama, sinta tudo, tudo mesmo que esse som pode trazer pra você, como “If you walk out on me, I'm walking after you, Another heart is cracked, In two, I'm on your back!” é uma delicia de se escutar e amar. E pra fechar o disco vem “New way home” que já tem bem mais a cara da banda dos dias atuais, com toda a rapidez que a banda tem junto da energia e as mudanças de voz que rola com o Dave, ela vem em um ritmo normal e parece até mais um single de fim de ano vamos assim dizer, mas para o fim começa uma loucura com “I felt like this on my way home, I'm not scared, I pass the boats and the kingdome, I'm not scared!” junto disso tem uma loucura instrumental, perfeita pra fechar o disco! Assim o disco termina, esse é o segundo da banda e um dos melhores que eles fizeram, cheio de hits e hinos da banda, não da pra gostar da banda sem ter escutado pelo menos metade desse disco e não reconhecido. Mais uma obra prima que você deve ter guardado junto de seus pertences, vale muito a pena!



Abaixo link de um dos hits e pra baixar o disco



https://www.4shared.com/rar/qfvUNm_9ba/1997_-_The_Colour_and_the_Shap.htm


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sábado, 13 de maio de 2017

Aerosmith em Pump



Esse disco tem tanto poder que as vezes é um pouco difícil comentar sobre ele, tem varias músicas clássicas da banda além de trazer algumas que talvez diversos fãs não a conheçam mas são pra lá de infernais. O disco é lançado em 1989 nos Estados Unidos pela gravadora Geffen, uma das maiores e mais aclamadas, ainda mais naquela época em que era um pouco escasso gravadoras de som mais Hard rock. O disco foi o quarto mais vendido nos anos 90, sendo cerca de 7 milhões de copias vendidas só nos EUA. Além de ser o primeiro disco que fez a banda ganhar um Grammy e adentrar no livro dos 1001 discos pra se ouvir antes de morrer. Nunca a banda é mais do mesmo, se você
escutar todos os discos cada um tem um tom ou uma pegada bem diferente, isso nos faz mais fãs de Tyler e sua trupe, os Aerosmith. De cara no disco já chega com a explosiva “Young Lust” que é o som perfeito pra você conhecer a banda, sendo que dificilmente um ser humano nesse universo não conheça essa galera, que curte fazer um barulho da pesada que da pra notar nessa música, como “You feel it in the summertime blues, Oh, easy when there's nothin' to lose, And baby you been missin' out!” e você sente seu pé saindo do chão e voc~e passa a acompanhar toda a música em uma agitação frenética. Agora vem das clássicas e malucas da banda, eu estou falando de nada mais nada menos que “Love in an elevator” deveria ser considerado um dos hinos da banda com toda a certeza, a letra que é um tanto maluca como “love in an elevator, lovin' it up 'til I hit the ground, shakin' in the elevator (whoa), lingerie second floor (whoa yeah)...” e cheio de batidas e solos de guitarra ao fundo, coloque um show deles nessa música e vai conseguir compreender um pouco mais o porquê é um hino da banda! Seguindo bem “Monkey on my back” e faz parte de uma tarde maluca entre o Steven e o Joe para escreve-la, mas a letra ao mesmo tempo vem cheio de cinismo e mensagens que você tem dois lados para poder interpretar, se liga “I made believe the devil made me do it, I was the evil leader of the pack, You best believe I had it all and then I blew it, Feedin' that fuckin' monkey on my back!” parece até ser um grito de Steven para gravadores antigos em que
fizeram alguns “assaltos” na banda, mas isso não é o foco do disco, a música é maior que isso, tem uns ápices incríveis com gritos e guitarras aumentando o volume ao ultimo, dos melhores sons deles também! É agora ficou um pouco mais sério, uma das minhas músicas favoritas da banda, to falando de “Janie’s got a gun”, começa em um tempo de tudo bem calmo com um ar até meio indiano o som, mas vai evoluindo conforme a letra vai entrando e tudo se parece uma história de quadrinho preenchendo todas as cores que precise, ao desenrolar ela vai aumentando o tom de tudo como os instrumentos e o ápice da voz do Steven também, a melhor parte é quando ele canta “The man was such a sleaze, He ain't never gonna be the same, Run away, run away from the pain, Run away, run away from the pain, Run away, run away!” impossível ver essa aprte da letra e não lembrar da música e ir cantarolando junto, essa música com certeza é trilha sonora de muitas pessoas no mundo! O próximo som como destaque do disco com certeza é “Hoodoo/voodoo medicine man” que é uma maluquice sem tamanho, começa com um som lembrando que a banda está na selva fazendo um som e meio que no meio de alguma oração, dai vai entrando a guitarra de fundo, fazendo conjunto com o baixo e a bateria seguido da voz, e de repente BOOM explode com os agudos do Steven e vem “Some kind of Voodoo, Come across this land, Some kind of Voodoo, We need a medicine man!” e como a maioria dos sons da banda rola uma explosão estratosférica na banda e tudo anda em conjunto, ela também seria perfeita como trilha de algum filme ou seriado, até a letra se passa como uma história, é
fenomenal! Pra fechar os destaque vamos com “Whatt it takes” que vem com toda a calmaria que a banda não demonstrou em nenhuma das faixas anteriores, mas não se enganem ao pensar que a música ´´e toda calminha e sem as explosões que tem como segundo nome da banda, esse é também um dos maiores sons da banda pra mim, quando ele proclama “It was easy to keep all your lies in disguise, 'Cause you had me in deep, With the devil in your eyes!” e o feeling vai tomando conta de você mas ele continua “Tell me that you're happy that you're on your own, Tell me that it's better when you're all alone, Tell me that your body doesn't miss my touch, Tell me that my lovin' didn't mean that much, Tell me you ain't dyin' when you're cryin' for me...” e você sente os socos da guitarra entrando em você e todos os arrepios que isso pode fazer, esse som é magico demais! Assim finaliza os destaques desse baita disco da banda, um dos discos que com certeza você deve curtir e levar para vários momentos de sua vida, é só sortear uma música e curtir! Escute ele por amor a algo ou por você mesmo, ele é a trilha sonora para o amor com toda certeza.




Abaixo link do disco e vídeo de uma das melhores musicas do disco.



https://thepiratebay.proxydesk.xyz/torrent/4009746/Aerosmith_-_Pump_(1989)_(SGTR)


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sábado, 29 de abril de 2017

Alabama Shakes em Sound & Colour


Esse é o disco mais sentimental que você pode escutar, seja em um momento propício para mil lagrimas mantidas atrás de seus olhos ou para mil sorrisos que você guarda para dar, é um dos discos
que eu mais amo. O disco é sucessor de Boys and Girls, um disco que mostrou ao mundo o que era a banda, com toda sua pegada única, um leve blues que se eleva a um rock pra lá de pesado, em variações na mesma música, talvez seja essa essência que o Alabama Shakes tem que algumas bandas não conseguem, eles não se prendem na música e mudam em outra, uma música tem mil e uma variações de velocidade. Pelo disco a banda foi convidada para se apresentar no Grammy em 2016, e estava concorrendo a quatro indicações e ganhando 3 delas, perdeu apenas para Taylor Swift como melhor álbum do ano, deixo vocês julgarem qual disco é melhor de verdade. Agora saindo um pouco da história do disco e da banda, vamos começar a falar do disco em si! De primeira o toque inconfundível é “Sound & Colou” que tem o mesmo nome do disco te deixa em uma dimensão de tranquilidade do começo ao fim sem
comparação com qualquer coisa, é um groove perfeito em que te deixa em transe absoluto, cantarolando ao fundo “sound and colour, sound and colour...” você já começa em uma viajem pelo disco! Seguido vem a mais funk do disco “Don’t wanna Fight” onde de inicio a doce Brittany já solta um agudo que você fica em choque, entrando com os instrumentos e a batida bem leve de fundo na bateria vai introduzindo você em um ritmo que você danças por dentro, querendo transpor todo esse sentimento, mas daí vem a explosão mais a frente “Your pride and my pride, Don't waste my time, I don't wanna fight no more!” e vai se balançando junto com toda a música, é sensacional! É agora o chão treme, o próximo destaque é “Future people” que faz meu coração palpitar, é uma das melhores músicas que eu já escutei na minha vida, eu a coloco entre minhas cinco favoritas na história, ela é perfeitamente encaixada em instrumental que fica em uma passada meio psicodélica, mas a voz em frente tem um tom melancólico que te faz aprofundar mais ainda nela, mas dai explode com “Children, take or leave it, Come people you got to, Give a little, get a little, And see it, Like future you people!” e vai
levando um ritmo que você já imagina que vai se aprofundar mais pra frente mas não é a hora, ele retorna no ritmo do começo bem leve e com aquele ar melancólico com a voz inconfundível da Brittany de frente, mas é questão de segundos pra voltar a agitar e querer explodir tudo, dessa vez acontece com “Imagine the sound, And listen loud and then, You'll reach the top!” e ela te faz explodir pra fora todo sentimento que você possa ter dentro de você, já me emocionei mais de mil vezes ouvindo esse som e toda vez me emociona, é muito linda. Mas se achas que acabou, está muito enganado, pra não deixar a batida descer la vem a porrada de “Gimme all your love” e todo seu peso com ela ao seu lado, a meu deus do céu o que a brittany faz nessa música é algo inexplicável, atinge um nível cósmico todo o timbre que ela faz, os riffs são perfeitamente encaixados junto das batidas da guitarra e a linha do baixo da todo o peso que precisa nesse momento, ela
implorando “If you just gimme all your love, oh, Gimme all you got, babe, Gimme all your love, oh...” é uma elevação do som e de tudo em volta que te faz com certeza ficar em transe com tudo ao redor, mais uma das músicas que te tiram do chão e te chacoalham inteiro pelo que a Brittany faz nela, é de outra galáxia! Seguido vem nada mais nada menos que “This feeling” que é uma carta de amor que foi escrita, é algo que também quebra todas as paredes da emoção que você possa ter dentro de você, ela vai mexer contigo de uma forma gostosa mas que também te fara sentir de verdade tudo o que tem la no fundo do seu peito, como “And I've been having me a real fun time, And it feels so nice to know I'm gonna be alright!” e você entra junto com o trecho da música e todo o instrumental que está com ela mas em seguida a brottany canta com tanta emoção “Please don't take my feeling, I have found at last, If I wanted to, I'd be alright, Yeah, if I wanted to, I'd be alright!” e você se derrama no chão e vira apenas poeira estelar de tao forte que essa música pode ser com você, a genialidade dela e todo o feeling que ela traz faz algo muito forte rolar com você, esse som tem um poder muito forte dentro de mim pessoalmente falando, eu realmente tenho muita história com a música e muito amor por ela, é até meio difícil digitar sobre ela. Pra alavancar um pouco a agitação e maluquice que a banda também sabe fazer vamos com “ The Greatest” que começa já com uma guitarra e bateria acelerada indo junto com os outros elementos da banda e você vai indo junto no ritmo como se fosse uma dança, o som
diversifica um pouco dos anteriores mas é muito bom de se ouvir, mais a frente nele tem um festival de distorções e batidas fortes na bateria que te deixa tonto de tão gostoso de curtir.  Agora pra fechar o disco  vem a belíssima “ Miss you” que te faz pensar que é das músicas mais melancólicas do disco mas é um pouco diferente, tem sim uma letra um tanto pesada mas o instrumental tira um pouco do peso porque eles fazem umas explosões que não te deixa ficar em baixo, dai vem “Maybe the stars aligned, Or maybe I just changed my mind, Maybe I'm yours, I'm yours!” e vem junto toda uma sincronia de loucura instrumental, é uma das músicas que mais vai te fazer viajar no disco com toda certeza! Assim o disco finaliza com seus destaques, algumas músicas não citei por não terem um peso enorme em mim, mas são muito boas também. O disco é dos que eu mais tenho apreço em ter e poder escutar a todo momento que eu quiser, ele me tirou de algumas coisas e me colocou em outras que me fizeram me sentir mais vivo, eu realmente amo essa banda e toda sua maluquice. Então tratem de escutar e viajar com todas as canções que nele contem, prometo que será uma jornada sem volta além de muito proveitosa. Antes que me esqueça, se houver chance de ver a banda ao vivo faça isso, eu prometo que não se arrependera nenhum pouco.  




Abaixo link para download do disco e da melhor música do mesmo




https://www.4shared.com/rar/9P5rJsbrba/Alabama_Shakes_-_Sound__Color_.html?locale=pt-BR


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Correspondências do Lollapalooza




Esse ano a matéria sobre o Lolla vai ser um pouco diferente. Reuni alguns relatos de conhecidos sobre a experiência que tiveram no festival desse ano, desde como foi a viagem até mesmo os melhores ou piores shows. Alguns demonstram tamanho amor pelo festival que não querem deixar de ir nunca, vamos tentar sentir o que eles nos escrevem!     
    
“Foi a segunda vez que eu fui pro lollapalooza, mas já vejo que é um tipo de festival que eu quero ir sempre que der. Como fui em um grupo grande de amigos (em 11, pra ser exata), não teve tempo feio pra gente. Foi tudo muito gostoso, aproveitamos bastante! No sábado aproveitamos shows como cage the elephant, tove lo, the chainsmokers.. E no domingo o mais esperado foi the strokes, mas também curti muito o do vintage culture, da melanie martinez e do vance joy! O evento em si, apresenta várias coisas legais pra fazer lá dentro, como saltos de plataformas em balões de ar, tinha um kamikaze, stands de tatuagens, pontos pra descanso em redes. Os contras, assim como em vários outros festivais, acabam sendo as filas, pois o fluxo de pessoas esse ano foi muito maior que do ano passado, então, até no bar ficou um pouco complicado de ir, e em uma hora da noite até a agua já tinha acabado (isso no sábado). Infelizmente as vezes a organização acaba falhando um pouco, porque é gente demais e um evento assim, mas a pena conhecer! É uma experiência maravilhosa e que é acompanhada de uma energia muito boa!” Ellen Jeane


“O Lolla desse ano foi o mais incrível de todos os que já fui anteriormente. Talvez pelo line up, talvez pela companhia que eu tinha. Conseguir reunir meus melhores amigos, minha irmã e o namorado que nem é tanto desse tipo de rolê foi muito massa. No sábado perdi Haikaiss que queria muito ver porque atrasamos mesmo e a entrada estava foda. Foram 100 mil pessoas no sábado e isso complicou não só a chegada como as filas dos bares também. Mas ok, tinha tanto show pela frente que nem me 
importei. Vimos Criolo que foi muito foda, que passou uma mensagem sobre a política, machismo, homofobia e racismo, emocionando muita gente. Ele chegou longe e continua humilde. Logo após assistimos Tove Lo que é a que eu mais queria! Ela é bem livre e natural. Qualquer pessoa que eu falar que eu vi The Chainsmokers em vez de Metallica vai querer me matar mas ok. Eu vi. Eles meio que se acham demais e a gente aproveitou pra ir embora um pouco mais cedo porque tava todo mundo acabado. No domingo assistimos primeiro Vance Joy, que tem músicas que são uma delicinha. Depois Mo, que é super dançante e bem gostoso de ouvir também. O carinho com o público dela é fantástico. Saindo dela e fomos pro The Weeknd que era o mais esperado daquele dia. Ficamos mais no fundo, num morro, e foi ótimo ver o show sentado, curtindo de boa. Claro que em algumas músicas tivemos que levantar porque era contagiante a galera que fica lá na frente dançando e cantando junto. Por último, assistimos The Strokes que não surpreendeu. Julian parecia bêbado, deram muito espaço de uma música pra outra, fizeram piadas sem sentido e não cantaram You only Live once #chatiada hahaha. Além dessas bandas maravilhosas tinham várias outras mas escolhemos essas por bater os horários. E além disso tem tanta coisa pra fazer! É uma experiência única, quem nunca foi tem que conhecer.” Ana Flavia Hermógenes


“O lollapalooza é uma experiência única, provavelmente todo festival é, mas como essa foi a minha primeira vez em um festival fico tentado a dizer que o Lollapalooza é o melhor de todos! Meus motivos para ida ao evento foram, obviamente, as atrações escolhidas, principalmente o The Strokes, algumas outras bandas e os DJs que tocaram no palco exclusivo para eletrônico, quando eu fui falar sobre o festival com alguns amigos que já tinham ido em edições passadas todos falaram sobre a
energia (ou vibe) do evento, mas eu não dei muita atenção, mas na verdade, uma das coisas que mais me agradou em toda a experiência foi justamente essa energia única das pessoas e do local, desde a disposição dos palcos e dos bares até a decoração, que não é pouca, tudo me agradou muito e fez com que estar naquele lugar fosse um tanto mágico! Mesmo assim, nada é perfeito, a minha principal crítica ao evento é sobre as longas e lentas filas nos bares e em outras atrações, eu perdi um show quase inteiro (40 minutos) na fila para comprar Cerveja, que aliás era super cara, porém isso eu já esperava. É difícil tentar explicar ou entender as causas de tanta fila e demora já que haviam muitos bares espalhados pelo evento e toda as transações aconteciam pela AXE lolla Cashless (A pulseira de entrada para o Lollapalooza que também servia de carteira lá dentro) porém o fato é que todo mundo estava reclamando disso e realmente era irritante. Eu poderia escrever muito mais sobre como os palcos são fodas e os efeitos de luz são legais ou descrever como acontecem as explosões de papel confetti e fogos de artifício nos shows mas nada disso adiantaria, pois não chegaria nem perto de como é vivenciar tais coisas enquanto seus artistas favoritos tocam as músicas que você escuta todo dia. Eu me surpreendi e já estou planejando ir de novo, com certeza recomendo!” Bruno Cesar


“Lollapalooza é um festival que vai além da música. Começa na ansiedade que antecede a liberação da line e os horários dos shows, a organização de hotel com os amigos e até roteiros pra garantir que vamos aproveitar o máximo dos dois dias. Assim que você entra no autódromo sente que está em um mundo diferente, pela diversidade das pessoas, por toda a arte espalhada nas paredes, os palcos e estandes gigantescos. Já fui duas vezes e, particularmente, o que mais me atrai é estar em um 
ambiente com uma vibe tão boa de arte e música, cercada por pessoas que também estão ali pra se divertir, sem preconceitos, e principalmente estar rodeado pelo máximo de amigos possível. Assistir aos shows, alguns de perto, alguns lá do morro, sentados na grama com uma linda vista, são momentos que vão ficar pra sempre na memória. Quanto a line, preferi a do ano passado, que teve Of Monsters and Men, Mumford and Sons e Florence and the Machine. Esse ano assisti à Tove Lo, The Weeknd, Cage the Elephant e Criolo. Esperava uma line melhor, mas uma coisa muito legal do Lollapalooza é que você conhece novas bandas e às vezes se surpreende muito. A organização desse ano deixou um pouco a desejar no sábado, acredito que com a popularização do evento cada vez fique mais difícil controlar tantas pessoas. Mas no domingo foi tranquilo, assim como no ano passado. Acho que é uma experiência que todos deveriam ter, independente do estilo musical que preferem, porque como eu disse, o festival vai muito além da música.” Juliana Pizi


Com os quatro relatos já se tem uma boa ideia do que se esperar de um Lollapalooza! Obrigado a todos que aceitaram participar, viva a música!



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sábado, 25 de março de 2017

Foo Fighters em seu primeiro disco


O primeiro disco da banda que tem o nome de “Foo Figthters’ mesmo é a carta de apresentação de Dave Grohl dizendo que ele não era mais um membro do Nirvana, e sim deu continuidade em sua majestosa carreira musical. No início da gravação era pra ser algo amistoso e sem muitas pretensões sobre o disco, era apenas a forma em que Dave queria continuar a seguir a vida mas com a música
que era sua paixão, mas em determinado momento ele percebeu que estava saindo muito bem o disco e começou a pensar em lançar o mesmo, mas pra nunca assimilarem o que ele estava fazendo com sua banda antiga ele criou o nome “Foo Fighters” e distribuiu para diversos amigos e pessoas do ramo da música. Resultado uma gravadora acabou recebendo a fita sem saber que era o antigo baterista do Nirvana e decidiu fechar a gravação do disco e o lançamento do mesmo! A banda no momento era formada por amigos de Dave, Pat Smear que tocou no nirvana com ele e antigo guitarrista da banda “The germs”, além dos amigos Nate mendel (ainda está na banda) e o primeiro baterista William Goldsmith que era pura pancada na bateria. Após lançar o disco em 1995 a banda tinha de fazer turnê, fechando cerca de 190 shows no tempo de apenas um ano! Agora tratando do disco e os destaques já pode-se começar
com a primeira música que é “This is a call” que é uma música mais calma e com a cara perfeita da banda até mesmo nos dias de hoje, que é uma pegada mais rápida cheio de guitarra e com a voz inconfundível do Dave, tudo combinava perfeitamente e o som flui de uma forma muito gostosa de escutar. Seguido vem a minha música favorita que é “I’ll stick around” que foi o primeiro som que escutei da banda a anos atrás, eu acho que ela tem umas elevações que também são um marco da banda, nela tem uma pegada um pouco mais forte e a bateria denomina todo o ritmo da música, dai mais a frente chega a parte que ele canta “I don't owe you anything, I'll stick around,I'll stick around and learn from all that came from it!” e fica impossível você não ficar contagiado com o ritmo e tentando cantarolar junto da banda! A próxima é “Big me” talvez uma das músicas mais conhecidas por todo o mundo, tem um ritmo bem tranquilo e gostoso de ouvir em qualquer ocasião, tem uma letra bonita como “Big me to talk about it, I could stand to prove, If we can get around it, I know that it's true!” e fica a música toda em um ritmo tranquilo e suave. O próximo destaque fica com “Alone+Easy target” que é uma música mais suja com um ruídos a mais das guitarras que dá uma semelhança ao “Nirvana” mas tem uma bateria um pouco mais rápida e menos pesada, o baixo da uma linha super legal nela também, além que nessa música o Dave dá uma forçada na voz que deixa ela bem diferente das demais e muito elétrica! Depois vem “Floaty” que encaixa perfeitamente na época em que a banda estava tentando
conciliar um som mais calma mas ao mesmo tempo a eletricidade que todos ali tinham, como o início vem só alguns acordes em um violão daí já encaixa todo o resto como uma explosão, é muito boa de viajar! Agora vamos com algo mais pesado, to falando de “Weenie Beenie” que é simplesmente o som que o Dave tocava bem antes de entrar no nirvana, uma mistura de um puro Punk com hardcore e muita velocidade em todos os tons que se pode ter na música, é uma pancada na cabeça que você demora pra assimilar tudo, é formidável! Agora vem mais uma das músicas mais conhecidas da banda, que é “For all the cows” que toda banda cover toca essa música, e em todo bar você já pode ter escutado ela tocando de fundo, é uma ótima música pra se curtir em qualquer lugar, e tem uma letra cheio de lirismo que fala “I'm called a cow, And I'm not about to blow it now for all the cows, It's funny how, Money allows all to browse and be endowed!” e leve pro lado que você quiser essa fala! Pra fechar os destaques do disco vem a maluca “Wattershed” que é uma rapidez que você mal pode notar op que ta rolando, é a música mais punk que a banda já tocou, e com letra mais rápida ainda como “I wanna swim in the wattershed, I wanna listen to the flowerhead, I lost a gallon and still I bled, I keep on thinking i get ahead!” e nada para junto com os cantos, e sim ficam mais rápidos e mais pesados, é um dose de adrenalina pura! Assim fecham os destaques do primeiro disco da banda, que com certeza você deve escutar pra entender todo o processo que a banda já passou desde a sua formação. Vale a pena com certeza escutar ele e junto disso adquiri-lo que tem todo aquele ar de disco das antigas com encarte legal e tudo mais.



Abaixo link pra download do disco e do show que a banda toca na integra todas as músicas desse disco.



https://www.4shared.com/rar/wT1YXuqaba/1995_-_Foo_Fighters.html


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Na estrada com Stolen Byrds.



Antes de começar o texto transcorrendo tudo que aconteceu e como foi a primeira experiência em vivenciar uma viagem com uma banda, tenho de dizer, muito obrigado pelo convite rapaziada. Iniciando a viagem você já notaria todo o ar familiar que tem dentro de todos da banda, pelo amor até mesmo pelo motorista e toda sua autenticidade! A estrada é algo que sempre me atraiu desde criança até os dias de hoje, o meio termo de um lugar para o outro pode se tornar o nosso ponto de encontro com nós mesmos, notei isso na banda também, a estrada ao invés de desgastante é um momento de descontração total de todos os integrantes, a família realmente é unida. Agora tratando em como fomos falando de tudo você sentia uma simplicidade dentro dos caras da banda, conversas com um
proposito simples sem aquele salto alto que a maioria das pessoas pensam sobre bandas que estão deslanchando, se pensa isso da Stolen Byrds você está pra lá de enganado, os caras são humildes e receptivos com tudo, desde a sua opinião até a presença física. A estrada chegando ao fim do seu percurso de ida chegando ao destino, Florianópolis, precisamente no Taliesyn Rock Bar um lugar super autentico onde descobrimos que diversas bandas de peso underground já tiveram por lá. Andamos por volta do lugar que era do centro histórico da cidade, em um momento o sol estava se pondo eu , o Adilson (AJ) (Baixista) com o Neto (Vocalista) demos uma volta e encontramos um píer fotográfico onde as ondas do sol já estavam se esgotando e foi onde tivemos um dos marcos da viajem, o visual era sensacional, acho que os dois conseguiram absorver bastante daquilo para colocar no palco mais tarde. Voltamos para o lugar do show onde conhecemos um dos caras mais interessantes da viajem, o Galináceo um ser com maior conhecimento da cena underground dos últimos anos e que deu uma aula pra mim sobre música e tudo que envolve aquilo ali, além de termos uma conversa sobre o deslanchamento do projeto, mas
isso vem em outra ocasião, o cara é sensacional. Depois disso  saímos a banda inteira dar uma volta na cidade completa, onde encontramos o “Professor” de Florianópolis, um cara extremamente inteligente e peculiar, onde nos abordando sobre os lugares históricos da cidade e querendo fazer uma tour conosco, aceitamos. A cada rua que passávamos ele ensinava um monumento histórico, um lugar onde aconteceu alguma briga de determinado século, até mesmo nos explicou que o píer onde nós andamos antes era o lugar de fuga dos escravos de décadas passadas se jogarem no mar a procura de outro continente, quase pulavam para a morte. Terminando o passeio com o nosso professor de história particular voltamos ao lugar do show, já era quase madrugada e as bandas de abertura já estavam fazendo o lugar balançar com covers e algumas autorais mas ainda não era algo muito enérgico como o que estava por vir. Me lembro bem nesse momento sentei ao lado do portão com o Gustavo “Guz” (Guitarrista) e conversamos longas palavras sobre alguns assuntos aleatórios e sobre o que esperar do som da noite, passando e parando chegou junto o Jõao Manoel
(Guitarrista solo) e o Bruno (Baterista) e ficamos mais algum tempo ali falando de tudo e de nada ao mesmo tempo, mas eram palavras agradáveis para quem quisesse escutar.  Um pouco depois entrei no lugar para ver a banda antes, enquanto os caras da banda arrumavam os instrumentos pessoais e a banda que estava no palco começou a tocar um Hendrix da pesada, aquele momento me marcou que olhei pra trás na mesa e o João estava colocando cordas novas na guitarra dele com o maior cuidado dele e foi uma cena que o mestre Jimi ficaria orgulhoso com toda certeza. Após algum tempo a banda saiu e os caras da Stolen começaram a ir ao palco para começar toda e energia que tinham para transpor para todos que ali estavam. Desculpe não me recordar da música de abertura, acho que foi Come Undone, que já deu aquela explodida na cabeça de todos que estavam por ali, seguida veio uma das músicas que vai sair no próximo ep dos caras daqui uns meses, e meu deus do céu, foi frenético, acostumado com a banda elétrica mas tudo no seu tempo e tudo se encaixando aos poucos como o timbre da voz junto da guitarra e a base do baixo, mas não, a música veio explodindo todos que estavam ali no palco, os cinco em uma frenética energia e não paravam, se balançavam como se o balanço fosse os sons dos instrumentos junto com o ritmo que não abaixa nenhum segundo da música, foi algo que eu abri a boca no meio da música e não fechei porque pode ser a obra prima da banda, podem me cobrar. A banda continuava e as pessoas vinham do meu lado perguntavam “de onde são esses caras?” “Esse som é autoral mesmo? PORRA” “melhor banda autoral que já tocou aqui hein cara”, eu me sentia orgulhoso de estar ali junto e presenciar que os pássaros estão voando de verdade. Eles continuaram, tocaram músicas do primeiro cd, do segundo e mais algumas novas, todas elas eu sentia algo que nunca senti em nenhum show deles, parece que a energia da ilha inflou todos da banda e eles repassaram em todos que estavam naquele lugar, eu estava frenético dentro de mim curtindo o som. Ver o Gus se entendendo com o AJ do lado dele, o Neto e toda psicodélia com o teclado, o João solando incrivelmente e o Bruninho marretando a bateria é das coisas mais gostosas de se ver e animadora para o projeto viver. Acabando o show fiz questão de cumprimentar um por um dizendo o que achei, a forma que eles perguntavam o que eu achava foi de extrema importância pro desenrolar da resenha sobre o show. Seguida eles deram a maior atenção a todos ali que perguntavam algo da banda, comentando sobre o show também o que fosse, a banda trata todos como iguais, isso faz o diferencial deles. Ficamos mais um tempo em frente ao lugar conversando com mais um pessoal e depois já estávamos de partida de Floripa dando adeus a toda a magia que nos contagiou. A volta com todos esgotados mas com uma energia dentro de outro universo foi mais tranquilo, mais como um descanso porque no mesmo dia a noite eles já tinham outro show, assim finalizava a viagem.





Aqui eu dedico a agradecer a todos da banda de coração, foi a primeira na estrada com alguma banda que fosse, foi de extrema gratidão e alegria que falo que vocês são um dos elixires do projeto e sabem disso. Obrigado Neto, AJ, João, Guz e Bruninho. Voem pássaros.



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sábado, 15 de outubro de 2016

Precisamos falar sobre o Aerosmith.


Mais precisamente vamos falar sobre o dia 11 de outubro de 2016, que foi a data que aconteceu a destruição de barreiras do Aerosmith em Porto Alegre. Que a banda é genial e  enérgica até o ultimo suspiro de qualquer fã, isso não tem como negar, o que pensávamos é que não era tão absurdo como é na realidade. Pois bem, um dia agradável se deu desde o começo do dia onze, algumas nuvens no céu, mas nada preocupante a ponto de pensar que choveria ou algo parecido para atrapalhar o show, era o dia perfeito para uma noite de muito rock. Então vamos ao show, que foi do inicio da banda até os maiores clássicos colocando todo fã aos seus ápices e ainda rolando um cover de Beatles que faz a platéia delirarem. A banda começou com “Back in the sadle” como já é de praxe de vários shows, nesse momento eu ainda
não acreditava que estava vendo minha banda de infância tão perto, difícil descrever. O que restava era tentar acompanhar o ritmo da banda e as loucuras de Steven Tyler no palco, no auge dos seus 68 anos, com seus pulos danças e maluquices no palco como se fosse um garotão de vinte e poucos. A ficha foi caindo esperando amansar a criança interior que gritava dentro de mim, mas a banda não deixou e já mandou “Love in elevator” uma das músicas mais gostosa de ouvir da banda e agitou a todos do estádio, até aos zeladores que estavam em serviço, foi lindo de ver todos na dança. Nesse momento eu cantava, gritava e dançava tudo ao mesmo tempo, era uma euforia que eu ainda não havia sentido na vida. A banda seguiu com “Cryin”, "Crazy" e “Kings and Queens” que todas foram loucas de se ver ao vivo, mas seguido delas veio “Livin on the edge” onde foi o meu ápice de emoção e eu não consegui me controlar, olhei tudo ao meu redor, cantei o mais alto que eu pude como se houvesse de alguma forma a sintonia da banda comigo e toda a emoção que eu sinto nessa letra, quando cantei “And God knows it ain't His, It sure ain't no surprise, WE’RE LIVIN’ ON THE EDGE!” meus lábios pulsavam mais que meu coração, eu não agüentei e comecei a chorar e a cantar junto, tudo em uma única sintonia, tudo feito pela música. Essa música teve um significado gigantesco em grande parte da minha vida pessoal, nunca imaginei que sentiria o que eu senti, nunca imaginei viver o que eu vivi, a gratidão exalava de mim por minhas lagrimas. Seguiu com “Rats” onde eu comecei a respirar um pouco mais e seguiu com “Dude” que foi sensacional e até consegui gravar uma parte cantando onde o Steven aponta na direção onde eu estava, nunca vou saber se era pra mim, mas pra mim foi, então beleza. Depois veio “Song & dance”, “Monkey” e “Pink” que a banda fez uma lindíssima homenagem ao outubro rosa aqui no Brasil, onde todos colocaram
um acessório rosa e ao fundo no telão deixaram um laço rosa enquanto tocavam, foi uma atitude simples mas com muito significado para todos que estão nessa luta, eu tenho certeza. Chegando com “Rag Doll” e sua batida e agito que não para um segundo na música, coreografias sendo feitas na platéia com as mãos, nessa hora eu já me sentia nas nuvens. Depois veio “Stop Messin' Around” com Joe Perry arregaçando tudo, e agitando todos que estavam vivos no local. Depois veio uma das maiores músicas de amor com “I don't wanna miss a thing” que foi uma das coisas mais bonitas que eu vi na minha vida, não consegui gravar o vídeo de tão dentro da música que eu me encontrava, a cada frase e a cada acorde batido meu corpo vibrava de tanta emoção que eu estava sentindo naquele momento, com certeza as imagens na minha cabeça vão ser usadas pra vida toda! Seguiu na batida com um cover maluco de “Come together!” dos Beatles, que foi muito bem tocado pela banda por sinal e por todo o coro que tinha no estádio que cantou e se mexiam durante a música toda, aposto que o Paul ficaria orgulhoso. Seguiu com “Walk this way” que foi um dos marcos na banda voltar ao topo das paradas e “Train” antes de darem uma mini pausa para o marco principal do show. De longe já se percebia um piano lindo branco sendo montado no palco, uma versão de “Dream on” que me emociono toda vez de escutar foi tocado em um piano branco, os espaços na cabeça se completaram, assim veio a banda para tocar a música, sim, era dream on, de novo eu não me aguentei. A entrada do piano com a guitarra, juntando com todos os elementos da banda,
seguindo a voz do Steven, eu não conseguia pensar muito bem só estava tentando me prometer curtir até o último segundo daquela música, que sim é a música que eu sempre amei e pra sempre vou amar. Cada estrofe era um calafrio, cada pausa de uma letra a outra era um suspiro, mas ai vem “Sing with me, If it's just for today, Maybe tomorrow the good lord will take you away...” ai veio o completo ápice de emoção, o Steven sobe em cima do piano e proclama “ DREAM ON, DREAM ON, DREAM ON, AND DREAM UNTIL YOUR DREAM COMES TRUE!” assim eu me acabei, todas as lágrimas possíveis que poderia sair de mim estavam rolando, toda a emoção que eu vivi nos últimos tempos, tudo que eu estava me guardando a anos foi liberado, foi extraído de uma forma mais gostosa que foi sentindo a música, que fez a marca em meu peito pulsar mais e mais, que me mostrou como viver a música literalmente me faz viver. Depois dessa música eu não esperava mais nada, já não precisava de mais nada, mas ainda tinha “Sweet Emotion” e um grande final com explosões e papeis picados voando pelo estádio todo, parecia uma cena de filme que eu estava vendo, eu me senti mais realizado do que nunca. Assim acabou o show, com um sentimento de sonho realizado do tamanho do universo, com o sentimento de euforia e alegria que não cabia mais em mim, eu estava feliz. Mais um show que o projeto esteve e tomara que continue nessa ordem, sempre a frente!


Agradecimentos: Muito obrigado aos meus amigos que estiveram ao meu lado, Paulão, Giuliano, Rafaela, Vinicius e Nilson. Alguns mesmo não sendo tão conhecidos antes, mas depois desse momento com certeza vão ser lembrado na minha vida, grato a todos.


Vídeo gravado da música que já está na pele.

sábado, 24 de setembro de 2016

Foo Fighters em Echoes, Silence, Patience and Grace.


Esse é o sexto álbum de estúdio da banda, não tem como não dizer o quão magnífico é o disco e como tem canções marcantes desde o seu lançamento. Começando pelo trabalho por trás do disco, ele vem depois de One by One que foi um disco que teve um baque muito grande na banda por questões de empresário, alguns integrante com brigas internas, Taylor sendo internado com problemas de drogas, o basta para gravadoras que só sugam os artistas, talvez onde nasceu e viveu o espírito da banda que sentimos até hoje. Agora tratando do disco, para mim é impossível Alencar qual o meu preferido, ou melhor, todos os discos podem ser escutados a qualquer hora e momento, mas esse tem algumas mensagens que o Dave e a banda querem mostrar a todos. Começando com nada menos que “The pretender” colocando toda sua raiva
contida nos outros discos, toda sua angustia do que passou, toda sua revolta com o que esse mundo pode proporcionar de ruim, Dave cantarola para nós como “What if I say I'm not like the others?,What if I say I'm not just another one of your plays?, You're the pretender, What if I say that I will never surrender?” chega a dar um calafrio na espinha! O disco tem uma levada um tanto quanto melancólico pode dizer também, seguido vem com “Let it die” que é uma das maiores discussões da banda, alguns falam que é simplesmente a música feita para Kurt Cobain, o maior amigo da vida do Dave, alguns falam que é apenas uma música forte e com um tom triste, mas sem nenhum motivo especifico, nunca foi revelada a verdadeira face da letra. Tem diversas músicas fortes também como “Erase replace” e “Come Alive”, mas também tem as baladas da banda como “Long Road to ruin” que é sensacional a levada da música e o clipe junto então formam aquele famoso hit que fica na sua cabeça! Além dessas tem a linda “But Honestly” que tem todo seu charme atrás da letra
como na parte “And tonight I thank the stars, As I count my lucky scars, For everything you've given me!” é coisa linda de se ouvir e sentir! Pra fechar o disco, mas não menos importante temos “Home”, que particularmente tinha de ser considerada das músicas mais bonitas que já se ouviu na galáxia, ela mexe com você mesmo sem conhecer a banda, ela te toca La no fundo fazendo sua alma balançar, ela mexe com seu psicológico deixando você em uma paz absurda, quando ele canta “People I've loved, I have no regrets, Some I remember, some I forget, Some of them living, some of them dead, All I want is to be home!” pode ser dia ou noite, toda vez que escuto essa música me emociono. Além de todas essas citadas, tem mais músicas como “Statues”, "Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)”, "Once & for All", "Erase/Replace" entre outras, o disco é muito bom, pode te acompanhar em extrema excitação ou extrema tranqüilidade, é muito bom! Vale com certeza curtir e adquirir o mesmo!

ABAIXO LINK PRA DOWNLOAD DO DISCO E DO SINGLE!


http://www.4shared.com/rar/_wlfLxre/2007_-_echoes_silence_patience.html?locale=pt-BR

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sábado, 3 de setembro de 2016

Kings of Leon em Mechanical Bull.


O sexto disco da banda, muito conhecido pela maioria como o melhor já feito da banda. Traz junto todas as referências que já foram tocadas nos discos antigos, junto com um toque a mais, alguns solos que antes não existiam e um canto diferente do nosso querido Caleb.  O disco teve seu lançamento no final de setembro do ano de 2013, desde o seu lançamento já se observava uma evolução da banda e como esse seria dos maiores discos deles. O disco recebeu disco de Platina no reino unido, foi aclamado nos Estados Unidos e muito bem falado aqui pra nós da América do Sul. O single do disco que é Supersoaker ainda toca nas
rádios e aposto que é o toque de celular de muitas pessoas por ai, porque é sim das melhores músicas já feitas da banda.  Para quem não sabe o clima da banda é totalmente familiar, feito por três irmãos e um primo, desde o começo eles trouxeram nas canções as mensagens de quem vivia muito do country e do deserto dos USA, no inicio da vida deles começaram a tocar na banda da igreja, pois seu pai que era pastor os forçava há estudar o dia e a praticar música todos os dias à noite, no fim eu o agradeço do fundo do coração. Em entrevistas todos os integrantes sempre ressaltam que esse clima de irmãos e primos, deixando tudo sem a entrada de empresários e outros a tratar dos assuntos da banda, foi o que fez a banda chegar até hoje sem nenhuma separação ou algo do gênero, sempre decidindo e resolvendo entre eles todos os problemas. Agora sabendo um pouco da banda, vou aprofundar nesse disco que é uma obra prima. O disco já vem na paulada de Supersoaker, com aquela pegada dançante que
seu pé não fica parado, com a guitarra entrando em sintonia com todos os arrepios que você tem na vida e o Sr. Caleb entra com a voz rouca cantando, é muito bem escolhida como single e estréia do disco, com certeza os pontos altos dele. Dentro do disco todas as músicas são boas e como sempre tem as que se destacam a mais que outras, de segundo lugar eu colocaria Don’t matter brigando páreo a páreo com Beautiful War, ambas são um ar meio pesado, mas a levada da música não deixa o tom depressivo e sim no estilo de se cantar indo no embalo da banda. Agora como a mais forte do disco é escolhido “Tonight”, desde a intro já te da aquele choque que você percebe que vem paulada, ai começa a letra “Tonight, somebody's lover, Is gonna pay for his sin, It's coming on, it's coming on, I don't know, just what is leading me..” agora leia isso e me diz que não se arrepia! A música é muito linda, eu assumo me emocionar toda vez que ela toca além de ser das maiores músicas que eu já ouvi, junto com meus maiores ídolos. Além de Comeback Story, Temple, Rock City e as demais do disco que são muito boas, esse CD é incrível!

PS: A banda está em estúdio e o disco está previsto para sair ainda esse ano, se vier no estilo e evolução deste, vai ser coisa quente!

Abaixo link para download e link do single.


http://www.4shared.com/rar/-wwC5apq/Mechanical_Bull.html?locale=pt-BR


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