De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez
maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito
sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente
dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco,
tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para
degustar do início ao fim!
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Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não
tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da
mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a
pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou
esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.
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O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir
e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock
bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e
tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música
que eles toquem.
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Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de
ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a
maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas
criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento
é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem
muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.
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Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o
trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente
Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores,
seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra
fora do que está no momento, é inspirador demais!
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Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar
dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia
apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e
trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all
that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem
de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos
deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia
completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do
disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento,
que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é
sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom
faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal
recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da
banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se
possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de
chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como
“The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred,
that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what
I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do
corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do
disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito
forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.
"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."
Essa banda tem sempre um espaço reservado em todas as
discografias que eu poderia escolher, seja por suas letras que sempre me
recordam de histórias contadas pela minha imaginação ou até mesmo as que já são
contadas por si só, é das bandas da vida com toda certeza, além de que esse
disco é o mais completo da banda com certeza. O disco foi lançado em 2004,
cheio de futuros singles e
canções que pra sempre marcou os fãs da banda, com
isso sendo nomeados a várias premiações como melhor disco de rock e melhor
música do ano. Esse disco tem toda a cara de ser a banda em si, tem toda
tecnologia que eles gostam de usar além de suas guitarras vibrantes e seu vocal
aguçado. Mas vamos destrinchar o mesmo, começamos com “Jenny Was a Friend of
Mine” pra abrir o disco de uma forma mais pesada que de costume da banda, ela
tem uma pegada mais forte com uns timbres que saem do vocal e alguns riff que
não se tem em todas as músicas do Killers, fazendo uma mistura de algo que
nunca se viu com uma ferocidade nova, ali talvez você já notasse que o disco
poderia vir para ser o melhor da banda. Seguido vamos com talvez a música mais
conhecida da banda, se liga em "Mr. Brightside" e cante junto
com Brandon, aqui já tem uma volta do que já era a banda mas com uma evolução
principalmente no ritmo da banda, fazendo algumas oscilações de velocidade
entre um trecho e outro da música, tendo algumas explosões da guitarra junto da
bateria, a letra trata de alguém que perde sua amada para um outro ser,
mas
mesmo assim ele vem com todo seu “otimismo” percebendo que ela vai se desgarrar
daquilo e voltar a ter ele, fazendo um ir e vir na música que deixa a
melancolia de lado e vira um hit dos mais pop’s que pode ser. Seguindo como tem
de ser, vamos com "Smile Like You Mean It" que como opinião
particular tem um dos melhores ritmos do disco, fazendo você entrar com toda
certeza dentro da música e de alguma forma dançar, se não com os pés mas sim
com sua alma, pois essa é a carta de uma pessoa que precisa sorrir independente
do que, sabendo que em algum futuro aquela outra pessoa vai te ajudar a passar
desse ponto, só tem de sorrir mesmo que seja de uma forma forçada, além dos
solos que são exclamados na música que dá todo um tom maluco na música! Mias um
single da banda que também deve ter sido escutado por boa parte da população,
falo de “Somebody told me” que já começa em um ritmo bem rápido e alucinante,
Brandon vem cantarolando como se fosse um major e comandando todos seu exército
na parte de trás, de repete ele ordena “Bring it back down, bring it back down
tonight, Never thought I'd let a rumour ruin my moonlight, Well, somebody told
me, You had a boyfriend, Who looked like a girlfriend!” e a banda não deixa a
desejar nos instrumentais e fazem com toda certeza das três melhores músicas
que a banda já fez na carreira, dançante e contagiante, que é a marca da banda!
Agora a motivacional "All These Things That I've Done" que vem com um
toque bem no fundo de um lindo piano, que já te faz sentir milhares de
calafrios desde o seu início, vindo com um suave segure firme cantarolado pelo
vocal, entrando um riff magnifico da guitarra que se mistura a tudo
perfeitamente levando você no ritmo, a letra te destrói “Help me out, yeah, You
know you gotta help me out, yeah, Oh, don't you put me on the back burner..”
por essa música eu dei o nome de disco que conta histórias, como colocar ela
dentro de você em algo que você está passando ou sentindo é fácil demais,
porque se ali te destrói, depois ele veem e te erguem com “I got soul, but I'm
not a soldier, I got soul, but I'm not a soldier, (Time, truth, and hearts)!”
escute essa parte no último volume e o que vem depois, chore, porque a música
que te emociona te deixa mais vivo, viva por esse som que vai valer a pena, eu
te garanto! O próximo destaque sem deixa o som abaixar é “Change Your Mind” que
vem com uma linha de baixo bem ao estilo Funky de James Brown ou Wild Cherry,
com uma guitarra bem suave ao seu lado como se fossem companheiros inseparáveis,
único aos elementos da bateria e da voz que dão um tom delicioso de ouvir o
disco e deixar rolando pra você relaxar com ele, vem a acelerada com “But my,
oh, my, Tragic eyes, I can't even recognise myself behind, So if the answer is
no, Can I change your mind?” que se mantem durante a música, como a letra é uma
carta de
explicação a alguém que você mesmo ela negando entender você possa se
explicar fazendo ela alterar algo e mudar a sua opinião, esse som me faz viajar
de uma inimaginável! Agora descemos um degrau e vamos a um som um tanto mais melancólico
mas não menos eletrônico com “Believe me Natalie” que é o típico som que te faz
entender um pouco da mensagem que Flowers e cia tentam passar no disco, com uma
sonoridade diferente, um toque a mais de sintetizador, batidas na bateria mais
fortes e distorções que antes não eram vistos na banda, que faz desse disco uma
evolução gradativa da banda para algo que se consolidou depois de alguns anos.
Para fechar os destaques vamos com “Midnight Show” que vem com a explosão de início,
compare ele a um foguete preste a se partir no céu e quando se parte você nota
que é sua cabeça, sim ela te explode de uma forma que se recompor depois pode
ter lá suas dificuldades, é elétrica de um nível que não se é comum de escutar,
como na parte que ele proclama “I took my baby's breath beneath the chandelier,
Of stars and atmosphere, And watched her disappear, Into the midnight show...”
assim dança, dança e dança com a banda pra você se sentir por inteiro, que essa
é a sensação que se pode ter ao apreciar esse disco! Assim o disco é fechadinho
e colocado pra poder ser apreciado em diversos momentos a que você quiser,
talvez seja a obra prima da banda cheio de singles e letras que te dão
histórias, com certeza absoluta vale a aquisição do disco e claro, escutar ele
junto com alguém olhando as estrelas correrem no céu com suas mil e uma
mensagens.
Abaixo link para download do disco e um dos singles mais famosos da banda,
Esse é o disco mais sentimental que você pode escutar, seja
em um momento propício para mil lagrimas mantidas atrás de seus olhos ou para
mil sorrisos que você guarda para dar, é um dos discos
que eu mais amo. O disco
é sucessor de Boys and Girls, um disco que mostrou ao mundo o que era a banda,
com toda sua pegada única, um leve blues que se eleva a um rock pra lá de
pesado, em variações na mesma música, talvez seja essa essência que o Alabama
Shakes tem que algumas bandas não conseguem, eles não se prendem na música e
mudam em outra, uma música tem mil e uma variações de velocidade. Pelo disco a
banda foi convidada para se apresentar no Grammy em 2016, e estava concorrendo
a quatro indicações e ganhando 3 delas, perdeu apenas para Taylor Swift como
melhor álbum do ano, deixo vocês julgarem qual disco é melhor de verdade. Agora
saindo um pouco da história do disco e da banda, vamos começar a falar do disco
em si! De primeira o toque inconfundível é “Sound & Colou” que tem o mesmo
nome do disco te deixa em uma dimensão de tranquilidade do começo ao fim sem
comparação com qualquer coisa, é um groove perfeito em que te deixa em transe
absoluto, cantarolando ao fundo “sound and colour, sound and colour...” você já
começa em uma viajem pelo disco! Seguido vem a mais funk do disco “Don’t wanna
Fight” onde de inicio a doce Brittany já solta um agudo que você fica em
choque, entrando com os instrumentos e a batida bem leve de fundo na bateria
vai introduzindo você em um ritmo que você danças por dentro, querendo transpor
todo esse sentimento, mas daí vem a explosão mais a frente “Your pride and my
pride, Don't waste my time, I don't wanna fight no more!” e vai se balançando
junto com toda a música, é sensacional! É agora o chão treme, o próximo destaque
é “Future people” que faz meu coração palpitar, é uma das melhores músicas que
eu já escutei na minha vida, eu a coloco entre minhas cinco favoritas na
história, ela é perfeitamente encaixada em instrumental que fica em uma passada
meio psicodélica, mas a voz em frente tem um tom melancólico que te faz
aprofundar mais ainda nela, mas dai explode com “Children, take or leave it,
Come people you got to, Give a little, get a little, And see it, Like future
you people!” e vai
levando um ritmo que você já imagina que vai se aprofundar
mais pra frente mas não é a hora, ele retorna no ritmo do começo bem leve e com
aquele ar melancólico com a voz inconfundível da Brittany de frente, mas é
questão de segundos pra voltar a agitar e querer explodir tudo, dessa vez
acontece com “Imagine the sound, And listen loud and then, You'll reach the top!”
e ela te faz explodir pra fora todo sentimento que você possa ter dentro de
você, já me emocionei mais de mil vezes ouvindo esse som e toda vez me
emociona, é muito linda. Mas se achas que acabou, está muito enganado, pra não
deixar a batida descer la vem a porrada de “Gimme all your love” e todo seu
peso com ela ao seu lado, a meu deus do céu o que a brittany faz nessa música é
algo inexplicável, atinge um nível cósmico todo o timbre que ela faz, os riffs
são perfeitamente encaixados junto das batidas da guitarra e a linha do baixo
da todo o peso que precisa nesse momento, ela
implorando “If you just gimme all
your love, oh, Gimme all you got, babe, Gimme all your love, oh...” é uma
elevação do som e de tudo em volta que te faz com certeza ficar em transe com
tudo ao redor, mais uma das músicas que te tiram do chão e te chacoalham
inteiro pelo que a Brittany faz nela, é de outra galáxia! Seguido vem nada mais
nada menos que “This feeling” que é uma carta de amor que foi escrita, é algo
que também quebra todas as paredes da emoção que você possa ter dentro de você,
ela vai mexer contigo de uma forma gostosa mas que também te fara sentir de
verdade tudo o que tem la no fundo do seu peito, como “And I've been having me
a real fun time, And it feels so nice to know I'm gonna be alright!” e você entra junto com o trecho da música e todo o instrumental que está com ela mas
em seguida a brottany canta com tanta emoção “Please don't take my feeling, I
have found at last, If I wanted to, I'd be alright, Yeah, if I wanted to, I'd
be alright!” e você se derrama no chão e vira apenas poeira estelar de tao
forte que essa música pode ser com você, a genialidade dela e todo o feeling
que ela traz faz algo muito forte rolar com você, esse som tem um poder muito
forte dentro de mim pessoalmente falando, eu realmente tenho muita história com
a música e muito amor por ela, é até meio difícil digitar sobre ela. Pra
alavancar um pouco a agitação e maluquice que a banda também sabe fazer vamos
com “ The Greatest” que começa já com uma guitarra e bateria acelerada indo
junto com os outros elementos da banda e você vai indo junto no ritmo como se
fosse uma dança, o som
diversifica um pouco dos anteriores mas é muito bom de
se ouvir, mais a frente nele tem um festival de distorções e batidas fortes na bateria
que te deixa tonto de tão gostoso de curtir. Agora pra fechar o disco vem a belíssima “ Miss you” que te faz pensar
que é das músicas mais melancólicas do disco mas é um pouco diferente, tem sim
uma letra um tanto pesada mas o instrumental tira um pouco do peso porque eles fazem
umas explosões que não te deixa ficar em baixo, dai vem “Maybe the stars
aligned, Or maybe I just changed my mind, Maybe I'm yours, I'm yours!” e vem
junto toda uma sincronia de loucura instrumental, é uma das músicas que mais
vai te fazer viajar no disco com toda certeza! Assim o disco finaliza com seus
destaques, algumas músicas não citei por não terem um peso enorme em mim, mas
são muito boas também. O disco é dos que eu mais tenho apreço em ter e poder
escutar a todo momento que eu quiser, ele me tirou de algumas coisas e me
colocou em outras que me fizeram me sentir mais vivo, eu realmente amo essa
banda e toda sua maluquice. Então tratem de escutar e viajar com todas as
canções que nele contem, prometo que será uma jornada sem volta além de muito
proveitosa. Antes que me esqueça, se houver chance de ver a banda ao vivo faça
isso, eu prometo que não se arrependera nenhum pouco.
Abaixo link para download do disco e da melhor música do
mesmo
Aqui talvez seja o maior marco que o projeto chegou até
hoje, fomos convidados para cobrir o festival em Brusque – SC. Tudo que rolou
contou com forte ajuda dos nossos grandes parceiros da Stolen Byrds que sempre
estão junto na caminhada, além dos novos conhecidos de todas as bandas que
estavam no role todo! Foi no último sábado que rolou o festival, contou com uma
porrada de bandas como Stolen Byrds, Muñoz, Water Rats, Magaly Fields (Chile), Ruinas de sade e Chuck
Violence e His oneman band, além de uma feirinha cheio de gente talentosa e uma
bela exposição de ilustrações com o Alexandre Mil. A partir de agora vou tentar
destrinchar todo o role, desde a estrada que peguei carona de novo com os manos
da Stolen, até todos os shows e tudo que rolou por lá!
Comentar da estrada sempre é algo muito difícil a se falar,
o meio termo de um ponto ao outro é onde na maioria das vezes nos achamos, essa
é minha metáfora pra sair de um lugar ao outro a procura de música e mais música,
de novo os companheiros foram os irmão da Stolen que sempre são a companhia
perfeita para os trajetos por mais longos que possam ser! Agora chegando no
Container bar que era o ponto de explosão que seria naquela noite para todos
que estavam ali presente já se percebia uma coisa, o lugar tinha um energia
passando pelas pessoas fora do normal, todos ansiavam por muito música e
cultura. Lugares mais aconchegantes são os mais simples, coloque um bar e uma
banda e pessoas de bem que com certeza o role vai dar certo, é chover no
molhado como eu sempre falo, e foi isso que rolou! Abrindo os shows começou com
o Chuck Violence, fato curioso, ele manda
todo o som de bateria, guitarra e voz
sozinho, não é uma banda de vários integrantes e sim vários integrantes dentro
de um só, é genial de se assistir. Mandando sons autorais e só coisa de
qualidade, era um tipo de som que te hipnotizava e te surpreendia pela forma
que ia te conduzindo, as batidas junto dos riffs e sua cabeça já ia girando e
se tornando parte daquilo que estava rolando, foi sensacional a participação
dele! Ao fim do show do Chuck já foram se ajeitando os caras do Magaly Fields
que é uma banda formada no Chile que está em turnê pelo Brasil ao lado dos
caras do Water Rats, foi com certeza a surpresa do festival pessoalmente porque
eles mandam muito bem além de serem muito receptivos com todo mundo que foi
trocar uma ideia com os caras! Eles já gravaram em estúdios
muito fodas pelo
mundo, voltando ao show eles são porrada do começo ao fim, é um duo daqueles
que você coloca a todo o momento pra se energizar e eletrizar sua cabeça, o
vocal é muito bom e o baterista acelera tudo e ao mesmo tempo te coloca la em
cima esperando umas viradas mirabolantes que ele faz, é o típico som que você
vai ouvir e falar que precisa ouvir de novo, e de novo pra entender o que se
passou naquele momento! Seguindo o baile veio nada mais nada menos que a
velocidade em música, estou falando dos malucos do Water Rats, é muito barulho
e velocidade colocado nas músicas, a energia que a banda coloca pra fora deles
é insano, te atinge como se você subisse do céu e disparasse em um meteoro pra
terra em questão de segundos, fazendo disso um ciclo imparável! Quando se dá
conta uma música já acabou e embalava outra e tudo que você pensava se
explodiu
, pois bem, esse é o sentimento ao ouvir os insanos do Water Rats, é
sensacional! Um tempo depois foi para o palco mais um duo, que mais parece uma
orquestra de Stoner, sim, estou falando dos magníficos do Muñoz! Os caras são
incrivelmente talentosos, além de serem o tipo de pessoa que você quer levar a
amizade pra vida toda, são muito gente boa! Voltando ao som, eles mandam um
Stoner lindíssimo de se escutar, a combinação do timbre da voz com as batidas ealguns riffs fazem da banda uma das melhores bandas do Brasil na atualidade com
toda e absoluta certeza! O frenesi que as músicas se impõe na sua cabeça te
fazem explodir como bombas plantadas em seu cérebro, digo a vocês para escutar
com muita vontade essa banda que nunca vão se arrepender, os caras são
sensacionais!
Vindo depois do Muñoz veio os atômicos da Stolen Byrds, sim, os
pássaros estavam a todo vapor mais uma vez! É uma forma incrível sentir tudo
que rola com eles no palco, dessa vez notei uma irmandade além do normal dentro
do palco, alguns cumprimentos e olhares antes de começar o show deles que em
outros shows não havia notado, você percebia que eles estavam muito focados e
fechados em fazer o que sabem de melhor, um bom e explosivo rock’n roll! Não
tem como descrever a energia que passa pelo corpo quando você está ali perto
notando os caras mandando o som deles, parece que a música deles é feita de
vibrações que vai passando de pessoa por pessoa ali perto, fazendo
você
energizar de uma forma fora do normal! Sempre sinto uma enorme felicidade de
ver eles ao vivo e ao mesmo tempo dá uma sensação de endorfina explodindo a
minha cabeça, é algo fora do normal. Eles tocaram alguns hits e algumas músicas
novas, fez a galera bailar de uma forma que nunca haviam dançado, junto com
Muñoz, também são das maiores bandas que nosso país tem no momento atual, e só
tende a se expandir mundo a fora! Pra fechar o role foram os caras do Ruinas de
Sade, que eita Stoner pesado que são esses caras, fazia muito tempo que não
escutava um som tão porrada como o desses caras e que fazia tanta gente
contagiar ao mesmo tempo, a banda tem uma sincronia muito legal de se ver ao
vivo, fazendo um som responsa e de muito bom gosto!
Então esse foi o Festival Giramondo, muita música boa e
energia que contagiava todos ali presentes, gratidão a todos os envolvidos e um
enorme agradecimento pelo convite para cobrir o evento, que seja o primeiro de
milhares, vamos voar!
Abaixo links das redes sociais de todas as bandas:
Dessa vez vamos falar de uma das melhores e mais poéticas banda
brasileira, se trata da Scalene e todo seu peso na música. A banda de Brasília
é uma das fagulhas de um fogo que o rock não apaga no nosso pais, é mais uma
que vive o bom som e luta pra que não acabe a revolução da arte dia após dia. A
banda foi formada em 2009 e já tem três discos de estúdio, esse o Éter é o mais
recente que foi lançado no ano de 2015. A banda é um tom diferente de muitos
sons que já se passaram no nosso país, é uma pegada bem melódica mas com riffs
e batidas um tanto quanto pesadas, fazendo uma
mescla perfeita e inconfundível aos
ouvidos de fãs. Com esse disco a banda conquistou o Grammy Latino de
melhor álbum de rock em língua portuguesa. Pra começar os destaques do disco já
é a primeira canção do disco, a carta de superação em vida denominada “Sublimação”
que é a típica música que você escuta em todo lugar, mas em um determinado
momento em sua vida com certeza vai te fazer repensar e avançar um degrau onde
você está, o degrau do medo, ela pode te auxiliar a pula-lo como na parte “Você
que diz até onde vai, cada limite um novo começo, infinitas chances vão surgir,
se permitir!” e os arrepios juntos de todos os instrumentos te inflando, é
sensacional! O segundo som de destaque é “O peso da pena” que tem um tom mais
baixo e mais pesado, as linhas do baixo vem mais a tona com o Lucas (baixista)
onde tem todo aquele tom de stonner pesado e com a letra forte junto com os
riffs que o Tomas (guitarrista) traz a todo momento. O terceiro destaque vem
pra “Histeria” que já começa elétrica e com o “Gustavo” (vocal/guitarra)
ditando o ritmo frenético
que é a música, lembrando um tanto quanto um Metallica
principalmente no disco St. Anger, onde a frenesia da guitarra junto da letra
fez jus ao que se tornou, mas na histeria da Scalene vem com a letra “De olhos
aberto, Deixa lhe devorar, Qual o seu limite?, Até onde vai?” e o “Philipe” vai
só marretando na bateria até tudo acabar. O próximo destaque fica por “Gravidade”
que começa com um piano junto da bateria, e algumas palavras proclamadas pelo Gustavo,
é o som mais tranquilo e gostoso de se escutar em um momento, mas chega uma
parte que tudo explode, junta todos os elementos da banda e vira um frenesi
total, vem com “Minha gravidade é a
chave que mantém, nunca me encontrou!” e parece que explode e acaba, é formidável.
Talvez agora vem a melhor música do disco a “Naufrago”, digo tanto por
instrumental, quanto pelo canto e os encantos que ela transparece, a música é
um encaixe perfeito da banda, a letra te toca de uma forma que é genial, como
no começo proclama “Existe mais alguém? Ou estou sozinho nesse mar? Navego mais
além pra nesse mapa me encontrar!” e você já fica todo mexido porque atrás disso
tem toda batida e eletricidade passando de tudo que a banda tem, além que a
música não tem oscilações de altura do som, eles mantém ele lá em cima do
começo ao fim, é o maior destaque do disco e da banda! Mas se naufrago é o
destaque do disco, agora vem a mais linda música de todas que tem nesse disco,
estou falando de “Tiro cego” que é a carta de amor que a banda passa para nós,
algo que transparece tanto sentimento que é impossível você não mexer no seu
interior e sentir a flor da pele a música, como na parte “Não é um tiro cego,
te protejo atiro em mim!” você nota o quão poético é isso? E o quão lindo
também é isso, a musica é sem duvida uma das
canções que mais mexe comigo de
todas que já escutei, é sensacional o poder e a alma que ela lança para nós, ai
finaliza “ Não é um tiro cego, sem um alvo sem um fim, Mesmo tão incerto, te
protejo atiro em mim!” e finaliza essa pura emoção. Depois de tanta emoção a
banda vem com “Loucure-se” que é exemplo do nome todo o resto da música, é uma
loucura do começo ao fim, o inicio tem todo um ar de uma música assombrada mas
dai entra o Gustavo cantando “Quem vive sem loucura, não sabe o que é ter o
real livre arbítrio em si!” e o som continua elétrico do começo ao fim, com um
ar de música de filme de terror que faz a música ter um tom muito gostoso de
curtir mas com a letra que faz pensar também, como ‘Não siga a luz, não se ela
for, seu conforto!” e os arrepios vem à tona, sensacional! Fechando o disco tem
“Legado” que é um dos sons mais conhecidos da banda, que também tem uma letra
poética como quase todas da banda mas traz um ritmo diferente das demais, e
nele é difícil comparar com alguma outra banda, é muito único, é muito Scalene,
como na parte “Só me sentirei (Só me sentirei), Pronto pra partir (Pronto pra
partir), Quando me doar, (Quando me doar) pelos outros ser, Ser, ser, ser, se!”
e tem a batida final do disco. Assim o disco finaliza, é um disco fechadinho e
muito bom, a banda é um sopro de que a música vive muito bem no nosso país, só
temos de começar a valorizar mais o trabalho daqui! Vale cada segundo o disco,
vale a pena comprar o disco físico que tem uma arte muito legal e assim você
fortalece a cena do som autoral!
Abaixo o link pra download do disco, da loja da banda e da música que é puro
sentimento
http://www.lojascalene.com.br/
http://www.cdedvd.org/rock/scalene/eter
Visite nossa página no Facebook e nos diga o que achou da
matéria/disco da banda!
Então vamos lá falar desse disco que foi o percursor da
maior mudança da banda, sabiam disso? Em meados de 2001/2002 a banda começou a
ter algumas crises internas, processos de gravações viravam obrigações, shows
não eram mais encantadores, crise com drogas pelo Taylor (baterista), entre vários
outros fatores. Tanto que ao gravar a primeira vez o disco ele valia em cerca
de um
milhão de reais com toda a gravação, em estúdio e tudo mais, mas ao
terminar a gravação a banda decide não lançar e tirar uma mini férias pra ver o
que estava rolando. Cada um vai para um lado, Dave se interna junto com o
Queens Of Stone Age na bateria e acaba ajudando na gravação de um disco, saindo
em turnê por alguns lugares na América com a banda, isso não foi muito bem
recebido pelo seu melhor amigo e baterista do Foo Fighters, Taylor. Mas em um fatídico
festival denominado Coachella onde tanto Foo Fighters e QOSA iam tocar onde no primeiro dia foi a vez de Dave ficar nas baquetas, onde o Taylor que nunca
havia visto o seu amigo do outro lado foi assistir, um pouco enciumado não
falou nada. Antes do show do Foo Fighters no segundo dia a banda decide que
faria o show, se fosse ruim acabariam por ali e não lançariam mais nada, pois bem,
para todos foi o melhor show da vida deles, onde tudo se encaixou e fluía uma
energia muito diferente. Ao fim do festival Dave e Taylor saem pra conversar e ficam
em paz (graças a deus não é?) mas tomam a decisão de regravar o disco porque
ele não estava com a cara do Foo Fighters e sim de uma banda vendida. Reúnem a
banda no estúdio do Dave mesmo, regravam todo o disco em sete dias e lançam,
assim foi feito o verdadeiro one by one que a gente escuta até hoje. O disco é
o quarto disco da banda lançado em 2002, nele conta diversos hits da banda e
melodias que embalam muitas noites a todos, tem participação especial de Brian
May (Guitarrista do Queen) na faixa “Tired of you”. O disco como um todo é
levantado como o melhor da
banda, dele saiu a transformação de todos os
integrantes em apreciar a gravação do disco e fazer tudo de uma forma mais analógica
e natural, isso nós vemos até hoje em todos os discos da banda. O disco começa
com nada mais nada menos que “All my life” que é um dos melhores sons feito na
história do Rock, a sintonia entre aa voz e os acordes batendo ao fundo, a
explosão em seguida com todos os instrumentos em sincronia com a letra forte e
acida como “Hey, don't let it go to waste, I love it but I hate the taste, Weight
keeping me down!” e o feeling vai percorrendo toda sua alma. O próximo destaque
do disco vem com “Low” que é a segunda música do disco mesmo, tem um ar bem
mais pesado que o normal da banda, o Nate (baixista) tem um papel fundamental
nessa música que você controla o ritmo totalmente pelas cordas dele que vem te
balançando, ai no fundo os riffs do Chris (Guitarra solo) e vai te induzindo em
um som que lembra um som mais gótico meio stonner, é o som mais pesado do disco
com certeza! O próximo destaque do disco é a linda “Times like theese” que
representa para a banda toda a fase ruim que estavam passando e conseguiram
superar virando uma das maiores bandas do universo, leu isso odin? A música te
envolve para cantar, se está escutando onde você for aquela cantarolada é impossível
de segurar, sem falar na letra que é extremamente inspiradora e animadora, eu a
uso como um remédio pessoal diversas vezes assumo, porque olha isso “It's times
like these, You learn to live again, It's times like these, You give and give
again, It's times like these, You learn to love again, It's times like these, Time
and time again” aposto que quem conhece a música leu esse trecho cantando,
pessoalmente é umas das 5 melhores músicas já feito na história da música. Seguindo
os destaques, a próxima é “Halo” que é um pouco diferente das outras do disco,
começa em um ritmo meio animado levando todos os elementos da banda junto com o
ritmo que você está, sendo uma música ambiente perfeita, mas chega uma hora que
parece que o Taylor (baterista) encarna algo e só da marretada na bateria e o
Dave encaixa com alguns gritos em frente a tudo como “Disappear, the light is
breaking, Disappear, outside their range, Disappear, I'm tired of waiting, Disappear
before we fade away!” e vem todo aquele frenesia junto sentindo em todo o seu
corpo, é de arrepiar a alma, se você chorar não há problema algum é muito
feeling rolando! O próximo destaque fica por conte de “Overdrive” que já vem
com um som puramente no estilo da banda, aquela balada rock animante que te faz
dançar e cantar onde estiver, tudo se encaixa nessa música, como na parte “Overdrive,
we're going life or death, Two strangers on the mend!” e tudo vem junto com a
letra, o ritmo a sinfonia de tudo está ali! Pra fechar ficamos com “Come Back”
que é a música mais sujo em questão instrumental, tenho certeza que deixaram
nesse estilo para que o som combinasse com a letra, algo mais pesado, como “Changes,
changing, Back and forth again, Trading faces, Strangers in the end!” e vem a
guitarra controlando toda a música junto com algumas marretadas na bateria, por
fim fica os gritos de Dave com “I will come back, I will come back, For you..”
e a letra te contagia totalmente. O
disco é sim um dos melhores da banda, tanto que foi o segundo disco deles a
ganhar o grammy de melhor álbum de rock. Algumas faixas não foram citadas mas
assim mesmo são muito boas, só não tem um destaque tão grande quanto essas
citadas. Vale a pena conferir toda a história que percorre o disco e também
escutar de cabo a rabo.
Abaixo o link para download do disco e o single mais forte
de todos os tempos.