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sábado, 22 de agosto de 2020

Cinco motivos para escutar "Out of Exile" do Audioslave

 


De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco, tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para degustar do início ao fim!

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Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.

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O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música que eles toquem.

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Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era  "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.

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Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores, seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra fora do que está no momento, é inspirador demais!

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Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento, que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como “The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred, that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.






"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."

sábado, 27 de maio de 2017

The Killers em Hot fuss


Essa banda tem sempre um espaço reservado em todas as discografias que eu poderia escolher, seja por suas letras que sempre me recordam de histórias contadas pela minha imaginação ou até mesmo as que já são contadas por si só, é das bandas da vida com toda certeza, além de que esse disco é o mais completo da banda com certeza. O disco foi lançado em 2004, cheio de futuros singles e
canções que pra sempre marcou os fãs da banda, com isso sendo nomeados a várias premiações como melhor disco de rock e melhor música do ano. Esse disco tem toda a cara de ser a banda em si, tem toda tecnologia que eles gostam de usar além de suas guitarras vibrantes e seu vocal aguçado. Mas vamos destrinchar o mesmo, começamos com “Jenny Was a Friend of Mine” pra abrir o disco de uma forma mais pesada que de costume da banda, ela tem uma pegada mais forte com uns timbres que saem do vocal e alguns riff que não se tem em todas as músicas do Killers, fazendo uma mistura de algo que nunca se viu com uma ferocidade nova, ali talvez você já notasse que o disco poderia vir para ser o melhor da banda. Seguido vamos com talvez a música mais conhecida da banda, se liga em "Mr. Brightside"  e cante junto com Brandon, aqui já tem uma volta do que já era a banda mas com uma evolução principalmente no ritmo da banda, fazendo algumas oscilações de velocidade entre um trecho e outro da música, tendo algumas explosões da guitarra junto da bateria, a letra trata de alguém que perde sua amada para um outro ser,
mas mesmo assim ele vem com todo seu “otimismo” percebendo que ela vai se desgarrar daquilo e voltar a ter ele, fazendo um ir e vir na música que deixa a melancolia de lado e vira um hit dos mais pop’s que pode ser. Seguindo como tem de ser, vamos com "Smile Like You Mean It" que como opinião particular tem um dos melhores ritmos do disco, fazendo você entrar com toda certeza dentro da música e de alguma forma dançar, se não com os pés mas sim com sua alma, pois essa é a carta de uma pessoa que precisa sorrir independente do que, sabendo que em algum futuro aquela outra pessoa vai te ajudar a passar desse ponto, só tem de sorrir mesmo que seja de uma forma forçada, além dos solos que são exclamados na música que dá todo um tom maluco na música! Mias um single da banda que também deve ter sido escutado por boa parte da população, falo de “Somebody told me” que já começa em um ritmo bem rápido e alucinante, Brandon vem cantarolando como se fosse um major e comandando todos seu exército na parte de trás, de repete ele ordena “Bring it back down, bring it back down tonight, Never thought I'd let a rumour ruin my moonlight, Well, somebody told me, You had a boyfriend, Who looked like a girlfriend!” e a banda não deixa a desejar nos instrumentais e fazem com toda certeza das três melhores músicas que a banda já fez na carreira, dançante e contagiante, que é a marca da banda!
Agora a motivacional "All These Things That I've Done" que vem com um toque bem no fundo de um lindo piano, que já te faz sentir milhares de calafrios desde o seu início, vindo com um suave segure firme cantarolado pelo vocal, entrando um riff magnifico da guitarra que se mistura a tudo perfeitamente levando você no ritmo, a letra te destrói “Help me out, yeah, You know you gotta help me out, yeah, Oh, don't you put me on the back burner..” por essa música eu dei o nome de disco que conta histórias, como colocar ela dentro de você em algo que você está passando ou sentindo é fácil demais, porque se ali te destrói, depois ele veem e te erguem com “I got soul, but I'm not a soldier, I got soul, but I'm not a soldier, (Time, truth, and hearts)!” escute essa parte no último volume e o que vem depois, chore, porque a música que te emociona te deixa mais vivo, viva por esse som que vai valer a pena, eu te garanto! O próximo destaque sem deixa o som abaixar é “Change Your Mind” que vem com uma linha de baixo bem ao estilo Funky de James Brown ou Wild Cherry, com uma guitarra bem suave ao seu lado como se fossem companheiros inseparáveis, único aos elementos da bateria e da voz que dão um tom delicioso de ouvir o disco e deixar rolando pra você relaxar com ele, vem a acelerada com “But my, oh, my, Tragic eyes, I can't even recognise myself behind, So if the answer is no, Can I change your mind?” que se mantem durante a música, como a letra é uma carta de
explicação a alguém que você mesmo ela negando entender você possa se explicar fazendo ela alterar algo e mudar a sua opinião, esse som me faz viajar de uma inimaginável! Agora descemos um degrau e vamos a um som um tanto mais melancólico mas não menos eletrônico com “Believe me Natalie” que é o típico som que te faz entender um pouco da mensagem que Flowers e cia tentam passar no disco, com uma sonoridade diferente, um toque a mais de sintetizador, batidas na bateria mais fortes e distorções que antes não eram vistos na banda, que faz desse disco uma evolução gradativa da banda para algo que se consolidou depois de alguns anos. Para fechar os destaques vamos com “Midnight Show” que vem com a explosão de início, compare ele a um foguete preste a se partir no céu e quando se parte você nota que é sua cabeça, sim ela te explode de uma forma que se recompor depois pode ter lá suas dificuldades, é elétrica de um nível que não se é comum de escutar, como na parte que ele proclama “I took my baby's breath beneath the chandelier, Of stars and atmosphere, And watched her disappear, Into the midnight show...” assim dança, dança e dança com a banda pra você se sentir por inteiro, que essa é a sensação que se pode ter ao apreciar esse disco! Assim o disco é fechadinho e colocado pra poder ser apreciado em diversos momentos a que você quiser, talvez seja a obra prima da banda cheio de singles e letras que te dão histórias, com certeza absoluta vale a aquisição do disco e claro, escutar ele junto com alguém olhando as estrelas correrem no céu com suas mil e uma mensagens.



Abaixo link para download do disco e um dos singles mais famosos da banda,







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sábado, 29 de abril de 2017

Alabama Shakes em Sound & Colour


Esse é o disco mais sentimental que você pode escutar, seja em um momento propício para mil lagrimas mantidas atrás de seus olhos ou para mil sorrisos que você guarda para dar, é um dos discos
que eu mais amo. O disco é sucessor de Boys and Girls, um disco que mostrou ao mundo o que era a banda, com toda sua pegada única, um leve blues que se eleva a um rock pra lá de pesado, em variações na mesma música, talvez seja essa essência que o Alabama Shakes tem que algumas bandas não conseguem, eles não se prendem na música e mudam em outra, uma música tem mil e uma variações de velocidade. Pelo disco a banda foi convidada para se apresentar no Grammy em 2016, e estava concorrendo a quatro indicações e ganhando 3 delas, perdeu apenas para Taylor Swift como melhor álbum do ano, deixo vocês julgarem qual disco é melhor de verdade. Agora saindo um pouco da história do disco e da banda, vamos começar a falar do disco em si! De primeira o toque inconfundível é “Sound & Colou” que tem o mesmo nome do disco te deixa em uma dimensão de tranquilidade do começo ao fim sem
comparação com qualquer coisa, é um groove perfeito em que te deixa em transe absoluto, cantarolando ao fundo “sound and colour, sound and colour...” você já começa em uma viajem pelo disco! Seguido vem a mais funk do disco “Don’t wanna Fight” onde de inicio a doce Brittany já solta um agudo que você fica em choque, entrando com os instrumentos e a batida bem leve de fundo na bateria vai introduzindo você em um ritmo que você danças por dentro, querendo transpor todo esse sentimento, mas daí vem a explosão mais a frente “Your pride and my pride, Don't waste my time, I don't wanna fight no more!” e vai se balançando junto com toda a música, é sensacional! É agora o chão treme, o próximo destaque é “Future people” que faz meu coração palpitar, é uma das melhores músicas que eu já escutei na minha vida, eu a coloco entre minhas cinco favoritas na história, ela é perfeitamente encaixada em instrumental que fica em uma passada meio psicodélica, mas a voz em frente tem um tom melancólico que te faz aprofundar mais ainda nela, mas dai explode com “Children, take or leave it, Come people you got to, Give a little, get a little, And see it, Like future you people!” e vai
levando um ritmo que você já imagina que vai se aprofundar mais pra frente mas não é a hora, ele retorna no ritmo do começo bem leve e com aquele ar melancólico com a voz inconfundível da Brittany de frente, mas é questão de segundos pra voltar a agitar e querer explodir tudo, dessa vez acontece com “Imagine the sound, And listen loud and then, You'll reach the top!” e ela te faz explodir pra fora todo sentimento que você possa ter dentro de você, já me emocionei mais de mil vezes ouvindo esse som e toda vez me emociona, é muito linda. Mas se achas que acabou, está muito enganado, pra não deixar a batida descer la vem a porrada de “Gimme all your love” e todo seu peso com ela ao seu lado, a meu deus do céu o que a brittany faz nessa música é algo inexplicável, atinge um nível cósmico todo o timbre que ela faz, os riffs são perfeitamente encaixados junto das batidas da guitarra e a linha do baixo da todo o peso que precisa nesse momento, ela
implorando “If you just gimme all your love, oh, Gimme all you got, babe, Gimme all your love, oh...” é uma elevação do som e de tudo em volta que te faz com certeza ficar em transe com tudo ao redor, mais uma das músicas que te tiram do chão e te chacoalham inteiro pelo que a Brittany faz nela, é de outra galáxia! Seguido vem nada mais nada menos que “This feeling” que é uma carta de amor que foi escrita, é algo que também quebra todas as paredes da emoção que você possa ter dentro de você, ela vai mexer contigo de uma forma gostosa mas que também te fara sentir de verdade tudo o que tem la no fundo do seu peito, como “And I've been having me a real fun time, And it feels so nice to know I'm gonna be alright!” e você entra junto com o trecho da música e todo o instrumental que está com ela mas em seguida a brottany canta com tanta emoção “Please don't take my feeling, I have found at last, If I wanted to, I'd be alright, Yeah, if I wanted to, I'd be alright!” e você se derrama no chão e vira apenas poeira estelar de tao forte que essa música pode ser com você, a genialidade dela e todo o feeling que ela traz faz algo muito forte rolar com você, esse som tem um poder muito forte dentro de mim pessoalmente falando, eu realmente tenho muita história com a música e muito amor por ela, é até meio difícil digitar sobre ela. Pra alavancar um pouco a agitação e maluquice que a banda também sabe fazer vamos com “ The Greatest” que começa já com uma guitarra e bateria acelerada indo junto com os outros elementos da banda e você vai indo junto no ritmo como se fosse uma dança, o som
diversifica um pouco dos anteriores mas é muito bom de se ouvir, mais a frente nele tem um festival de distorções e batidas fortes na bateria que te deixa tonto de tão gostoso de curtir.  Agora pra fechar o disco  vem a belíssima “ Miss you” que te faz pensar que é das músicas mais melancólicas do disco mas é um pouco diferente, tem sim uma letra um tanto pesada mas o instrumental tira um pouco do peso porque eles fazem umas explosões que não te deixa ficar em baixo, dai vem “Maybe the stars aligned, Or maybe I just changed my mind, Maybe I'm yours, I'm yours!” e vem junto toda uma sincronia de loucura instrumental, é uma das músicas que mais vai te fazer viajar no disco com toda certeza! Assim o disco finaliza com seus destaques, algumas músicas não citei por não terem um peso enorme em mim, mas são muito boas também. O disco é dos que eu mais tenho apreço em ter e poder escutar a todo momento que eu quiser, ele me tirou de algumas coisas e me colocou em outras que me fizeram me sentir mais vivo, eu realmente amo essa banda e toda sua maluquice. Então tratem de escutar e viajar com todas as canções que nele contem, prometo que será uma jornada sem volta além de muito proveitosa. Antes que me esqueça, se houver chance de ver a banda ao vivo faça isso, eu prometo que não se arrependera nenhum pouco.  




Abaixo link para download do disco e da melhor música do mesmo




https://www.4shared.com/rar/9P5rJsbrba/Alabama_Shakes_-_Sound__Color_.html?locale=pt-BR


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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Na estrada para Giramondo underground festival


Aqui talvez seja o maior marco que o projeto chegou até hoje, fomos convidados para cobrir o festival em Brusque – SC. Tudo que rolou contou com forte ajuda dos nossos grandes parceiros da Stolen Byrds que sempre estão junto na caminhada, além dos novos conhecidos de todas as bandas que estavam no role todo! Foi no último sábado que rolou o festival, contou com uma porrada de bandas como Stolen Byrds, Muñoz, Water Rats,  Magaly Fields (Chile), Ruinas de sade e Chuck Violence e His oneman band, além de uma feirinha cheio de gente talentosa e uma bela exposição de ilustrações com o Alexandre Mil. A partir de agora vou tentar destrinchar todo o role, desde a estrada que peguei carona de novo com os manos da Stolen, até todos os shows e tudo que rolou por lá! 



Comentar da estrada sempre é algo muito difícil a se falar, o meio termo de um ponto ao outro é onde na maioria das vezes nos achamos, essa é minha metáfora pra sair de um lugar ao outro a procura de música e mais música, de novo os companheiros foram os irmão da Stolen que sempre são a companhia perfeita para os trajetos por mais longos que possam ser! Agora chegando no Container bar que era o ponto de explosão que seria naquela noite para todos que estavam ali presente já se percebia uma coisa, o lugar tinha um energia passando pelas pessoas fora do normal, todos ansiavam por muito música e cultura. Lugares mais aconchegantes são os mais simples, coloque um bar e uma banda e pessoas de bem que com certeza o role vai dar certo, é chover no molhado como eu sempre falo, e foi isso que rolou! Abrindo os shows começou com o Chuck Violence, fato curioso, ele manda
todo o som de bateria, guitarra e voz sozinho, não é uma banda de vários integrantes e sim vários integrantes dentro de um só, é genial de se assistir. Mandando sons autorais e só coisa de qualidade, era um tipo de som que te hipnotizava e te surpreendia pela forma que ia te conduzindo, as batidas junto dos riffs e sua cabeça já ia girando e se tornando parte daquilo que estava rolando, foi sensacional a participação dele! Ao fim do show do Chuck já foram se ajeitando os caras do Magaly Fields que é uma banda formada no Chile que está em turnê pelo Brasil ao lado dos caras do Water Rats, foi com certeza a surpresa do festival pessoalmente porque eles mandam muito bem além de serem muito receptivos com todo mundo que foi trocar uma ideia com os caras! Eles já gravaram em estúdios
muito fodas pelo mundo, voltando ao show eles são porrada do começo ao fim, é um duo daqueles que você coloca a todo o momento pra se energizar e eletrizar sua cabeça, o vocal é muito bom e o baterista acelera tudo e ao mesmo tempo te coloca la em cima esperando umas viradas mirabolantes que ele faz, é o típico som que você vai ouvir e falar que precisa ouvir de novo, e de novo pra entender o que se passou naquele momento! Seguindo o baile veio nada mais nada menos que a velocidade em música, estou falando dos malucos do Water Rats, é muito barulho e velocidade colocado nas músicas, a energia que a banda coloca pra fora deles é insano, te atinge como se você subisse do céu e disparasse em um meteoro pra terra em questão de segundos, fazendo disso um ciclo imparável! Quando se dá conta uma música já acabou e embalava outra e tudo que você pensava se explodiu
, pois bem, esse é o sentimento ao ouvir os insanos do Water Rats, é sensacional! Um tempo depois foi para o palco mais um duo, que mais parece uma orquestra de Stoner, sim, estou falando dos magníficos do Muñoz! Os caras são incrivelmente talentosos, além de serem o tipo de pessoa que você quer levar a amizade pra vida toda, são muito gente boa! Voltando ao som, eles mandam um Stoner lindíssimo de se escutar, a combinação do timbre da voz com as batidas ealguns riffs fazem da banda uma das melhores bandas do Brasil na atualidade com toda e absoluta certeza! O frenesi que as músicas se impõe na sua cabeça te fazem explodir como bombas plantadas em seu cérebro, digo a vocês para escutar com muita vontade essa banda que nunca vão se arrepender, os caras são sensacionais!
Vindo depois do Muñoz veio os atômicos da Stolen Byrds, sim, os pássaros estavam a todo vapor mais uma vez! É uma forma incrível sentir tudo que rola com eles no palco, dessa vez notei uma irmandade além do normal dentro do palco, alguns cumprimentos e olhares antes de começar o show deles que em outros shows não havia notado, você percebia que eles estavam muito focados e fechados em fazer o que sabem de melhor, um bom e explosivo rock’n roll! Não tem como descrever a energia que passa pelo corpo quando você está ali perto notando os caras mandando o som deles, parece que a música deles é feita de vibrações que vai passando de pessoa por pessoa ali perto, fazendo

você energizar de uma forma fora do normal! Sempre sinto uma enorme felicidade de ver eles ao vivo e ao mesmo tempo dá uma sensação de endorfina explodindo a minha cabeça, é algo fora do normal. Eles tocaram alguns hits e algumas músicas novas, fez a galera bailar de uma forma que nunca haviam dançado, junto com Muñoz, também são das maiores bandas que nosso país tem no momento atual, e só tende a se expandir mundo a fora! Pra fechar o role foram os caras do Ruinas de Sade, que eita Stoner pesado que são esses caras, fazia muito tempo que não escutava um som tão porrada como o desses caras e que fazia tanta gente contagiar ao mesmo tempo, a banda tem uma sincronia muito legal de se ver ao vivo, fazendo um som responsa e de muito bom gosto!





Então esse foi o Festival Giramondo, muita música boa e energia que contagiava todos ali presentes, gratidão a todos os envolvidos e um enorme agradecimento pelo convite para cobrir o evento, que seja o primeiro de milhares, vamos voar!

Abaixo links das redes sociais de todas as bandas:


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sábado, 18 de março de 2017

Scalene em Éter



Dessa vez vamos falar de uma das melhores e mais poéticas banda brasileira, se trata da Scalene e todo seu peso na música. A banda de Brasília é uma das fagulhas de um fogo que o rock não apaga no nosso pais, é mais uma que vive o bom som e luta pra que não acabe a revolução da arte dia após dia. A banda foi formada em 2009 e já tem três discos de estúdio, esse o Éter é o mais recente que foi lançado no ano de 2015. A banda é um tom diferente de muitos sons que já se passaram no nosso país, é uma pegada bem melódica mas com riffs e batidas um tanto quanto pesadas, fazendo uma
mescla perfeita e inconfundível aos ouvidos de fãs. Com esse disco a banda conquistou o Grammy Latino de melhor álbum de rock em língua portuguesa. Pra começar os destaques do disco já é a primeira canção do disco, a carta de superação em vida denominada “Sublimação” que é a típica música que você escuta em todo lugar, mas em um determinado momento em sua vida com certeza vai te fazer repensar e avançar um degrau onde você está, o degrau do medo, ela pode te auxiliar a pula-lo como na parte “Você que diz até onde vai, cada limite um novo começo, infinitas chances vão surgir, se permitir!” e os arrepios juntos de todos os instrumentos te inflando, é sensacional! O segundo som de destaque é “O peso da pena” que tem um tom mais baixo e mais pesado, as linhas do baixo vem mais a tona com o Lucas (baixista) onde tem todo aquele tom de stonner pesado e com a letra forte junto com os riffs que o Tomas (guitarrista) traz a todo momento. O terceiro destaque vem pra “Histeria” que já começa elétrica e com o “Gustavo” (vocal/guitarra) ditando o ritmo frenético
que é a música, lembrando um tanto quanto um Metallica principalmente no disco St. Anger, onde a frenesia da guitarra junto da letra fez jus ao que se tornou, mas na histeria da Scalene vem com a letra “De olhos aberto, Deixa lhe devorar, Qual o seu limite?, Até onde vai?” e o “Philipe” vai só marretando na bateria até tudo acabar. O próximo destaque fica por “Gravidade” que começa com um piano junto da bateria, e algumas palavras proclamadas pelo Gustavo, é o som mais tranquilo e gostoso de se escutar em um momento, mas chega uma parte que tudo explode, junta todos os elementos da banda e vira um frenesi total,  vem com “Minha gravidade é a chave que mantém, nunca me encontrou!” e parece que explode e acaba, é formidável. Talvez agora vem a melhor música do disco a “Naufrago”, digo tanto por instrumental, quanto pelo canto e os encantos que ela transparece, a música é um encaixe perfeito da banda, a letra te toca de uma forma que é genial, como no começo proclama “Existe mais alguém? Ou estou sozinho nesse mar? Navego mais além pra nesse mapa me encontrar!” e você já fica todo mexido porque atrás disso tem toda batida e eletricidade passando de tudo que a banda tem, além que a música não tem oscilações de altura do som, eles mantém ele lá em cima do começo ao fim, é o maior destaque do disco e da banda! Mas se naufrago é o destaque do disco, agora vem a mais linda música de todas que tem nesse disco, estou falando de “Tiro cego” que é a carta de amor que a banda passa para nós, algo que transparece tanto sentimento que é impossível você não mexer no seu interior e sentir a flor da pele a música, como na parte “Não é um tiro cego, te protejo atiro em mim!” você nota o quão poético é isso? E o quão lindo também é isso, a musica é sem duvida uma das
canções que mais mexe comigo de todas que já escutei, é sensacional o poder e a alma que ela lança para nós, ai finaliza “ Não é um tiro cego, sem um alvo sem um fim, Mesmo tão incerto, te protejo atiro em mim!” e finaliza essa pura emoção. Depois de tanta emoção a banda vem com “Loucure-se” que é exemplo do nome todo o resto da música, é uma loucura do começo ao fim, o inicio tem todo um ar de uma música assombrada mas dai entra o Gustavo cantando “Quem vive sem loucura, não sabe o que é ter o real livre arbítrio em si!” e o som continua elétrico do começo ao fim, com um ar de música de filme de terror que faz a música ter um tom muito gostoso de curtir mas com a letra que faz pensar também, como ‘Não siga a luz, não se ela for, seu conforto!” e os arrepios vem à tona, sensacional! Fechando o disco tem “Legado” que é um dos sons mais conhecidos da banda, que também tem uma letra poética como quase todas da banda mas traz um ritmo diferente das demais, e nele é difícil comparar com alguma outra banda, é muito único, é muito Scalene, como na parte “Só me sentirei (Só me sentirei), Pronto pra partir (Pronto pra partir), Quando me doar, (Quando me doar) pelos outros ser, Ser, ser, ser, se!” e tem a batida final do disco. Assim o disco finaliza, é um disco fechadinho e muito bom, a banda é um sopro de que a música vive muito bem no nosso país, só temos de começar a valorizar mais o trabalho daqui! Vale cada segundo o disco, vale a pena comprar o disco físico que tem uma arte muito legal e assim você fortalece a cena do som autoral!




Abaixo o link pra download do disco, da loja da banda e da música que é puro sentimento




http://www.lojascalene.com.br/

http://www.cdedvd.org/rock/scalene/eter



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sábado, 4 de março de 2017

Foo Fighters em One by one


Então vamos lá falar desse disco que foi o percursor da maior mudança da banda, sabiam disso? Em meados de 2001/2002 a banda começou a ter algumas crises internas, processos de gravações viravam obrigações, shows não eram mais encantadores, crise com drogas pelo Taylor (baterista), entre vários outros fatores. Tanto que ao gravar a primeira vez o disco ele valia em cerca de um
milhão de reais com toda a gravação, em estúdio e tudo mais, mas ao terminar a gravação a banda decide não lançar e tirar uma mini férias pra ver o que estava rolando. Cada um vai para um lado, Dave se interna junto com o Queens Of Stone Age na bateria e acaba ajudando na gravação de um disco, saindo em turnê por alguns lugares na América com a banda, isso não foi muito bem recebido pelo seu melhor amigo e baterista do Foo Fighters, Taylor. Mas em um fatídico festival denominado Coachella onde tanto Foo Fighters e QOSA iam tocar onde no primeiro dia foi a vez de Dave ficar nas baquetas, onde o Taylor que nunca havia visto o seu amigo do outro lado foi assistir, um pouco enciumado não falou nada. Antes do show do Foo Fighters no segundo dia a banda decide que faria o show, se fosse ruim acabariam por ali e não lançariam mais nada, pois bem, para todos foi o melhor show da vida deles, onde tudo se encaixou e fluía uma energia muito diferente. Ao fim do festival Dave e Taylor saem pra conversar e ficam em paz (graças a deus não é?) mas tomam a decisão de regravar o disco porque ele não estava com a cara do Foo Fighters e sim de uma banda vendida. Reúnem a banda no estúdio do Dave mesmo, regravam todo o disco em sete dias e lançam, assim foi feito o verdadeiro one by one que a gente escuta até hoje. O disco é o quarto disco da banda lançado em 2002, nele conta diversos hits da banda e melodias que embalam muitas noites a todos, tem participação especial de Brian May (Guitarrista do Queen) na faixa “Tired of you”. O disco como um todo é levantado como o melhor da
banda, dele saiu a transformação de todos os integrantes em apreciar a gravação do disco e fazer tudo de uma forma mais analógica e natural, isso nós vemos até hoje em todos os discos da banda. O disco começa com nada mais nada menos que “All my life” que é um dos melhores sons feito na história do Rock, a sintonia entre aa voz e os acordes batendo ao fundo, a explosão em seguida com todos os instrumentos em sincronia com a letra forte e acida como “Hey, don't let it go to waste, I love it but I hate the taste, Weight keeping me down!” e o feeling vai percorrendo toda sua alma. O próximo destaque do disco vem com “Low” que é a segunda música do disco mesmo, tem um ar bem mais pesado que o normal da banda, o Nate (baixista) tem um papel fundamental nessa música que você controla o ritmo totalmente pelas cordas dele que vem te balançando, ai no fundo os riffs do Chris (Guitarra solo) e vai te induzindo em um som que lembra um som mais gótico meio stonner, é o som mais pesado do disco com certeza! O próximo destaque do disco é a linda “Times like theese” que representa para a banda toda a fase ruim que estavam passando e conseguiram superar virando uma das maiores bandas do universo, leu isso odin? A música te envolve para cantar, se está escutando onde você for aquela cantarolada é impossível de segurar, sem falar na letra que é extremamente inspiradora e animadora, eu a uso como um remédio pessoal diversas vezes assumo, porque olha isso “It's times like these, You learn to live again, It's times like these, You give and give again, It's times like these, You learn to love again, It's times like these, Time and time again” aposto que quem conhece a música leu esse trecho cantando, pessoalmente é umas das 5 melhores músicas
já feito na história da música. Seguindo os destaques, a próxima é “Halo” que é um pouco diferente das outras do disco, começa em um ritmo meio animado levando todos os elementos da banda junto com o ritmo que você está, sendo uma música ambiente perfeita, mas chega uma hora que parece que o Taylor (baterista) encarna algo e só da marretada na bateria e o Dave encaixa com alguns gritos em frente a tudo como “Disappear, the light is breaking, Disappear, outside their range, Disappear, I'm tired of waiting, Disappear before we fade away!” e vem todo aquele frenesia junto sentindo em todo o seu corpo, é de arrepiar a alma, se você chorar não há problema algum é muito feeling rolando! O próximo destaque fica por conte de “Overdrive” que já vem com um som puramente no estilo da banda, aquela balada rock animante que te faz dançar e cantar onde estiver, tudo se encaixa nessa música, como na parte “Overdrive, we're going life or death, Two strangers on the mend!” e tudo vem junto com a letra, o ritmo a sinfonia de tudo está ali! Pra fechar ficamos com “Come Back” que é a música mais sujo em questão instrumental, tenho certeza que deixaram nesse estilo para que o som combinasse com a letra, algo mais pesado, como “Changes, changing, Back and forth again, Trading faces, Strangers in the end!” e vem a guitarra controlando toda a música junto com algumas marretadas na bateria, por fim fica os gritos de Dave com “I will come back, I will come back, For you..” e a letra te contagia totalmente.  O disco é sim um dos melhores da banda, tanto que foi o segundo disco deles a ganhar o grammy de melhor álbum de rock. Algumas faixas não foram citadas mas assim mesmo são muito boas, só não tem um destaque tão grande quanto essas citadas. Vale a pena conferir toda a história que percorre o disco e também escutar de cabo a rabo.



Abaixo o link para download do disco e o single mais forte de todos os tempos.




http://www.4shared.com/rar/PAo1VeBc/2002_-_One_by_One.html


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