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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A carta aberta de Edwards Neto



Hoje a nossa matéria é com um cara que não consigo nem identificar de que universo ele é, puro amor em forma de humano, esse artista sensacional que é o Neto, soltou a lábia e nos contou muitas curiosidades além de falar sobre a cena e o cenário em que vivemos, chega junto pra entender o porque esse cara é tão diferenciado!

História pessoal e na música


"Em primeiro lugar, agradeço imensamente pelo convite e pela iniciativa do Vivendo a Música e de você Matheus! Bom, a minha vida inteira eu sempre estive em contato com a música, tenho um avô compositor e músico de chorinho, tive o privilégio de lhe ouvir tocar desde criança, além dele, meu pai e minha mãe sempre tiveram uma grande paixão por música, sendo assim, a minha veia cultural é aberta nos primeiros anos de idade através da música, hoje já se ramificou em muitas áreas, pois a arte e a cultura são coisas do dia-a-dia, tudo é cultura, tudo é arte, compreendendo assim, aprendi a enxergar muitas faces da realidade. Conforme a compreensão sobre o que é a arte, a cultura, as realidades (infinitas), foram aumentando, eu fui enxergando assim a minha função dentro da banda, dentro dos Stolen Byrds, que nada mais é do que um organismo vivo, mutável, em movimento e em constante troca, produzir com eles é uma verdadeira lição e aprendizado, pois a todo momento estamos em comunhão com a criação, ou seja, criamos em comunhão, sabemos que de certa forma a nossa função é transmitir algo que nos faça sentido através das percepções e mensagens que nos chegam, cada um de nós é um instrumento, apenas deixamos fluir, claro que cada um trás algo específico, um ponto de vista, um ângulo da mesma coisa, isso, diariamente, acaba se tornando uma verdadeira escola. Por tudo isso, minha história, minha profissão, minha banda e a veia cultural que se expressa através de mim são junções de vivências que esclarecem o que cada dia devo fazer, aperfeiçoar e me orientar, organicamente, no presente, que é viver."


Pandemia e lições

"Hehehehe, é um tanto quanto caótico, geralmente o que me ocorre é acordar e sentir o que devo fazer no presente, quando começo a pensar ou imaginar demais as coisas começam a entrar em ebulição, que de vez em quando rola, pode ser bom, mas não deixo isso direcionar meus sentires. A pandemia é uma oportunidade de vasculhar minhas interioridades, eu encarei assim, tudo aquilo que é inconsciente, subconsciente, profundo, seja qual for o nome. Tem sido bem um momento (longo) de muita reflexão, indagação, silêncio e menos ação. O que tenho feito mesmo é buscar cuidar do mínimo, que na verdade, quando você vê é o máximo! Como cuidar do quarto, da casa, dos amigos, da companheira, do bem estar. Resumidamente, estou cuidando de coisas, coisas que muitas vezes não consigo nem saber direito o que são, mas são coisas que me fazem pulsar, no fundo, adoro imersões e esta tem sido uma grande."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Primeiramente, fora Bolsonaro, em segundo lugar: Está acontecendo uma inversão de valores em níveis bizarros, estamos enxergando o monstro que foi criado a milênios na nossa cara e não conseguindo derrubar ele, está na nossa frente todo o acúmulo de preconceito, desprezo, desrespeito e egoísmo, que além de tudo incita a morte e a ignorância.  Essa realidade influência quase 100% da nossa população brasileira e está completamente tomada por genocidas, é muito tóxico ter que entender, absorver, acompanhar o cenário como um todo, ao mesmo tempo temos a necessidade, pois precisamos nos situar, posicionar e não fechar os olhos para o absurdo que é isso. Todas as lutas que travamos hoje estão tencionando pois tem que tencionar, não podemos dar mais passos para trás como humanidade, este é um momento muito importante para olharmos para o futuro com mais amor, respeito e igualdade. As lutas não são de hoje, mas chegou a hora de realmente dar um basta, pra tudo que é opressivo, desigual e desumano. O que faço é sentir, posicionar, resistir sendo resiliente e crescer com a adversidade que me é proposta. Vou sempre defender o lado oprimido e fortalecer aqueles que amam a vida, o que fazem e transmitem esta verdade. A vida é muito mais do que essa destruição, com certeza. Ainda acredito no amanhã."

Deixe sua fala se existe a diferença entre Neto artista e Neto do cotidiano

"Não há separação. Só quero dizer pra quem tá lendo, que se você chegou até aqui é porque você gosta de mim e eu gosto de você, isso é mais importante que tudo, amar e se amado. Um grande beijo no coração de vocês, nos encontramos em breve. <3"

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Links do artista





sábado, 22 de agosto de 2020

Cinco motivos para escutar "Out of Exile" do Audioslave

 


De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco, tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para degustar do início ao fim!

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Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.

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O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música que eles toquem.

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Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era  "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.

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Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores, seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra fora do que está no momento, é inspirador demais!

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Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento, que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como “The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred, that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.






"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A carta aberta de Douglas Takazono


Vamos chegando que dessa vez a carta aberta é com um dos caras de espirito elevado ao máximo, e uma das figuras musicais que mais impressiona a sua sensatez e audácia nas palavras a atitudes. O Douglas é Vocalista e guitarrista da banda Fusage, e veio soltar o verbo conosco!

História pessoal e na música

"Sou o Douglas, nasci no Mato Grosso do Sul, me mudei para o Paraná em 2010 e me formei em engenharia civil pela UEM. Depois de quase dois anos morando na Irlanda eu voltei ao Brasil e formei uma banda. Pouco antes de lançarmos o primeiro disco decidi sair da engenharia para me dedicar à música. Hoje trabalho como professor particular de inglês e músico na Fusage. Acho que as minhas influências culturais vêm antes de tudo lá de casa, com meus pais que ouviam discos de música clássica, sertanejo raiz e moda de viola, rock dos anos 60, 70 e algumas coisas mais aleatórias. Livros sempre foram um incentivo dentro de casa, mas acho que comecei a ler mesmo quando saí morar sozinho e filmes era aquela história: baixar na internet discada. Teve um cinema por uma época, mas era algo bem precário. Cresci numa cidade pequena, tive uma banda no colégio e a gente chegou a gravar um EP em 2007. Quando vim pra Maringá estudar me lembro que no final do primeiro ano da faculdade já estava procurando formar uma banda. O resto da história vocês podem conferir no documentário Uma forma de seguir do nosso grande amigo Jean Cedemachi em parceria com o Junior Conejo que aborda um tema recorrente no nosso meio sobre viver a arte e ser artista independente além de contar com Stolen Byrds e pedaços da nossa tour juntos."

A vida durante a pandemia

"Como eu citei anteriormente, além da música hoje trabalho como professor de inglês, então desde o início da quarentena (que nunca começou de verdade no Brasil) as minhas aulas estão sendo exclusivamente online. Tem seus pros e contras, como tudo, mas tem sido muito mais pro do que contra ultimamente. Eu acordo mais cedo, tomo meu café tranquilo, faço minha rotina matinal e quando dá uns 5 minutinhos antes da aula eu ligo pros alunos, é uma maravilha. Eu digo isso porque dou várias aulas, uma atrás da outra, simplesmente conectando outra pessoa na sala virtual, e assim tenho tempo pra cozinhar, cuidar mais da casa, etc. Todas as incumbências do jovem adulto se tornaram uma parte mais prazerosa da minha rotina. Por outro lado, tenho pecado muito no quesito atividades físicas. Nunca fui sedentário, mas ultimamente acabei cedendo ao comodismo, é algo que preciso corrigir urgentemente. Quando não estou dando aula, estou produzindo algo pra Fusage ou estudando música, produção, gravação, mixagem, divulgando, pesquisando. Cuidamos das redes sociais juntos, os 4, mas de certa forma eu que faço as publicações na maioria das vezes. Estamos preparando várias coisas pra poder lançar enquanto o Outburst Desert não pode ser gravado e também lapidando as faixas que vão estar nele.Tivemos a ação das cartas na qual nós enviamos uma carta pra cada pessoa que mais interagiu com a banda nos últimos meses. A carta continha instruções e imagens com o tema do próximo disco e cada um deveria produzir uma colagem cotada para ser a capa do álbum. Houve alterações de cronograma por conta da pandemia, mas no final deu tudo certo porque os correios atrasaram pra chegar em alguns endereços e estendemos o prazo pra galera fazer a colagem. Ainda não escolhemos a arte que vai ser a capa do disco, mas estamos tendo ideias muito legais pra usar todas as colagens que foram produzidas, são peças únicas de pessoas que conhecemos nas turnês, gente que descobriu a Fusage e acompanha nosso trabalho, tem sido uma experiência sensacional."

Humanidade e os problemas do cotidiano

"'É muito difícil hoje em dia quem consiga olhar para a humanidade e sentir Humanidade. A gente convive com Fake News já faz muito tempo, mas uma outra parcela da sociedade, pessoas de várias idades, não só o típico ‘tiozão do zap’, mas de posições conservadoras no geral; para esse público essa disseminação de mentiras tem sido o artificio capaz de validar seus privilégios, preconceitos, atrasos sociais, injustiças, etc., sempre provocando medo, incentivando o caos, a violência gratuita. Eles tripudiam a ciência, seja a área que for, se recusam a ter um debate racional e quando tentam é sempre com discursos vazios, argumentos sem pé nem cabeça, não tem diálogo. Essa massificação da informação é produto de um modelo político, econômico e social desequilibrado; fadado ao colapso. Eu enxergo mais ou menos como o professor Domenico De Masi, no livro O Ócio Criativo: Ele afirma que os últimos dez anos do século XX foram marcados pela forte atuação do liberalismo e o discurso amplamente propagado por essa frente que ataca tudo o que é público. Primeiro sucateando os serviços e infraestrutura e em seguida inflamando críticas para desvalorizar empresas estatais no geral, áreas de transporte, ensino, comunicação, eletricidade, recentemente até mesmo os recursos hídricos. Se valendo dessa estratégia, a elite nos vende as privatizações principalmente dos setores mais lucrativos da economia e geralmente necessidades básicas do povo. Compram empresas estatais e vencem licitações de concessão de serviços por um preço muito a baixo do mercado e ainda obtém investimentos do próprio governo em forma de incentivos fiscais, financiamentos a perder de vista, concessões de décadas e mais décadas, enfim, só vantagens. A gente vive isso com a empresa de transporte público de Maringá, numa menor escala, mas população toda sabe, e é um puta atraso. No fim das contas ainda existe o discurso de se investir nas grandes empresas privatizadas para gerar mais empregos e aquecer a economia e por melhores que pareçam os resultados, eles são pontuais, não há solução permanente enquanto insistirmos num modelo desequilibrado. As crises voltam e tendem a se tornar mais recorrentes, desemprego, fome, violência, enfim um abismo socioeconômico que impacta na vida em todas as suas áreas. O ponto é que nós estamos vivendo e tendo experiências constantes de demonstrações de que as coisas precisam mudar. Quando a gente pensa na luta feminista, na luta contra o racismo, na luta LGBTQ+ e tantas outras mais frentes que só exigem respeito, dignidade e iguais condições, nos parece que tudo isso é recente, mas não é. As questões sociais que já clamam respostas e mudanças há décadas, mas agora estão tendo uma maior exposição e visibilidade principalmente nos últimos meses por conta da condição atual em que estamos isolados fisicamente, mas unidos pelos meios de comunicação. Nesse sentido eu penso que estamos vivendo transições importantes, mas de processos muito antigos e que levam um certo tempo para se estabelecerem. Numa escada de longo prazo talvez estejamos vivendo o começo da mudança positiva em muitos setores, mas dificilmente viveremos para ver o mundo ideal."

Recado do Douglas vocalista da Fusage/ Douglas do cotidiano

"Acho que não há separação entre o Douglas da Fusage e o do cotidiano, mas há uma diferenciação. O primeiro atua em um projeto com outras pessoas para expressar e discutir tanto o que ele pensa e sente quanto o que pensam e sentem os seus irmãos de banda e contribuir de todas as formas possíveis por meio dessa ferramenta para ajudar/entreter/melhorar/acalentar a vida das pessoas que a gente atingir. O segundo é uma pessoa normal dentro das suas esquisitices que procura lidar da forma que pode com essa vida maluca que a gente compartilha aqui no planeta Terra. O recado ao mundo é simples. Que tenhamos mais compaixão pelos nossos semelhantes e por nós mesmos, que tenhamos mais tempo para ficar em silêncio e simplesmente ouvir. Eu espero que cada um de nós encontre a paz de espírito e serenidade ao enxergar a vida como uma oportunidade de evolução espiritual em todos os seus momentos."



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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A carta aberta de Débora Louize


Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música, da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora, musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!

História pessoal e na música

"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos, sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança, meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas, descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra, comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas outras ainda."

Vida durante a pandemia


"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia, eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar, então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor, comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês de pandemia."

Opinião do mundo atual e nosso país


"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres, por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso, mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço. Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo. Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo logo, eu temo pelo que possa acontecer."

Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet


"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir. Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta. Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos. Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"


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FOTOS: Bia Colnago, Alex Reis, Marcelo Zavan, Igor Moura.

sábado, 25 de julho de 2020

Cinco motivos para escutar “All Distortions Are Intentional” do Neck Deep



E chegou esse grande dia, saiu o novo disco do Neck Deep! E os fãs da banda podem ficar muito felizes e se satisfazerem com esse baita disco! Veio cheio de potência e muita energia pra cima, super mesclado com alguns tons diferentes mas ainda é a pegada da banda, muito única! Então aproveite e mergulhe na matéria escutando essa baita obra!



Esse é o quarto disco de estúdio da banda, onde sempre se inovou mas em especial nesse deram um passo gigante e uma revolução que eles sempre falavam que haveria, é uma nova onda musical mas ainda com toda a identidade da banda. Tornando cada vez uma nova cara ao pop punk, muito fiel aos seus primórdios também.
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As músicas emanam uma energia muito boa, é uma pegada de superação misturada com alto astral que eles empenham sempre dentro dos discos, segundo algumas entrevistas da banda, o disco se passa em “Sonderland” que é um mundo ficcional com inspiração na palavra “sonder’, que significa “percepção de que qualquer transeunte aleatório está vivendo uma realidade tão vívida e complexa quanto a sua”.

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Esse disco também foi lançado pela Hopeless Records, que já haviam lançado seu disco anterior e também já lançou varias bandas do gênero como All Time Low, e varias do pop punk também.

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Uma das coisas que sempre me faz gostar mais da banda é que sempre tem um tom de motivação por trás da maioria de suas musicas, sempre dizendo que tudo que fazem mal na real um dia vai ser um aprendizado, ou que tudo bem estar em uns dias ruins que tudo há de melhorar, esse ar motivacional com a pegada da banda deixa uma sincronia muito importante pra nos animar nos dias de hoje principalmente, então um obrigado especial a banda, de coração.

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Dessa vez não será top três mas sim top cinco!!! Porque o disco é bom demais, então não tem como eleger só algumas músicas.  De primeira já vou colocar “Sonderland” que é a primeira faixa do álbum e traz tudo que o disco vai mostrar, ela é bem forte no instrumental e também na letra que mostra em como os dias de hoje estão tão sombrios, cheio de julgamentos e em como estamos de saco cheio sem querer falar de política, ou ciências sociais em contradições quando se está a beira de um precipício emocional, e termina meio que tentando se afirmar que tudo vai ficar bem e há de tudo ficar bem, pesado mas ótimo para se refletir. Depois vem “Fall” também que é um dos singles do disco, tem um clipe lançado na pandemia e tem todo um ar muito de skate life que é uma delícia de acompanhar, cheio de visual bacana, e a música é bem o estilo da banda com progressões rápidas e elevações da bateria, junto de um vocal que chama o coro em algumas partes, sensacional.  Vamos de “Telling Stories” agora que é uma das melhores musicas da história da banda, que é muito boa de se curtir e aproveitar totalmente o momento em si, com uma letra forte também como “Everybody else, everybody only talks about themselves, have you ever felt lost in a window, desperate to be loved and just been thrown out?” e explode tudo de uma vez, sensacional de novo!! Agora tem de ser a queridinha do disco com “When you know” que faz você sentir um abraço ao escutar, o clipe é formado com vários vídeos de fãs que mandaram durante a pandemia trechos da letra, tendo fãs de todas as partes do mundo participando, é bem divertido assistir, e tratando da letra tem vários momentos dizendo que o amor deve sempre prevalecer e que devemos antes de tudo amar a nós mesmos em diversos momentos. Pra fechar o top cinco vamos com “Pushing Daisis” que fecha o disco em si também, é uma daquelas músicas que anima demais com seu ritmo, e te toca já de primeira quando se escuta, como “Life is a joke and we get dead anyhow, lowlife kids got to live how you wanna live, fuck society, fuck your politics, fuck yourself and fuck the way it is.” E termina o disco com esse grito pra nos libertarmos de todas as amarras emocionais que o mundo impõe a nós, sejamos mais livres das opiniões alheias e saibamos viver mais do momento! Citei cinco músicas mas é real, o disco por completo é sensacional, vale escutar todas como "Sick Joke", "Lowlife", "I revolve (around you)" entre outras, se deliciem ao descobrir os encantos que a banda pronuncia a nós!



Links da banda




quarta-feira, 8 de julho de 2020

A nova fase do The Old Skull Guz




Em um papo bem simplista conversei com o vocalista da banda The Old Skull Guz, nosso amigo de data Gustavo Oliveira ou Guz” como muitos o conhecem. Falamos de pandemia, projetos futuros e até a nova formação da banda! Se liga que tem material novo saindo do forno! Chega junto!

Período de pandemia

"Tá sendo um período bem diferente, tínhamos muitos planos para 2020, todos eles foram colocados em espera por causa da pandemia, acredito que é um momento que exige muita responsabilidade e paciência, principalmente para nós que trabalhamos com música, estamos focando na composição, produção e tentando extrair ao máximo disso."

Novo disco      
                                                                 
"Nosso próximo disco vai ter em torno de oito faixas, no momento já temos seis decididas, e alguns retalhos que vamos levar nos ensaios para trabalhar e definir quais vão entrar no álbum. Algumas destas músicas já estamos tocando ao vivo, é bom pra sentir como vão funcionar. Em setembro vamos nos reunir para fazer a nossa pré produção, e tudo indica que ainda este ano entramos em estúdio para a gravação."

Novo integrante

"O Bruno agrega muito a banda, sua entrada foi definitivamente "A peça que faltava", temos uma química excelente com ele dentro e fora dos palcos. Ele é um músico excelente, afiado e muito dedicado. Acho que o Old Skull vai soar com a personalidade de sempre, pois o Bruninho possui um perfil muito parecido com o nosso, logo após sua saída do Stolen, muitas pessoas já vieram me perguntar se ele ia entrar no Old Skull, isso mesmo antes de termos comentado sobre a possibilidade dele trabalhar conosco, isso já mostra como ele tem a cara da banda e o quanto nos enriquece a sua presença."
Recado a galera

"Queria como sempre, agradecer a todos que escutam a nossa música, que nos acompanham pelas redes sociais, fiquem ligados, tem coisa boa chegando, acabamos de finalizar o clipe de “Lovin' Odissey” com a produção do Leandro Correa e do Bulla Jr, e ta lindo! Logo vai estar disponível. No mais, fiquem em casa o quanto puderem, logo estaremos todos juntos pra fazer um som pra vocês!"


Links da banda


sábado, 4 de julho de 2020

Cinco motivos para escutar "Forever and Ever x infinity" do New Found Glory


Pra se alegrar um pouco nesse momento pandêmico que vivemos, os caras do NFG lançaram um disco daqueles estilo dos primórdios pop punk, e alegraram os críticos demais! Fazendo uma somzeira bem enérgica e cheio de riffs contagiantes os caras acertaram mais uma vez, então vamos lá pros cinco motivos de se energizar com esse discaço!

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De prima temos de falar sempre, bandas que ficam tanto tempo em estrada e ainda assim mostrar um trabalho tão bem feito tem de ser muito vangloriado, esse é o DÉCIMO, isso mesmo, décimo disco de estúdio da banda, onde sempre há algumas renovações no estilo das músicas mas a base pop-punk está presente sempre!

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A banda é dos primórdios nesse estilo musical, sendo os percursores junto do Blink, Green Day e talvez o Sum 41 também entre nessa mesma formula musical. Mas onde todas as bandas já modificaram e muito o estilo das músicas, tentando algo mais melódico, algo mais calmo ou até inovando pra algo mais pesado, o NFG se manteve as raízes e nos trouxe mais um disco de puro pop-punk.

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É um disco considerado longo, ainda mais nos dias de hoje onde tudo tem de ser rápido e informações básicas sempre. Tendo quinze faixas onde se desenrola rapidamente em 48 minutos no total, então é guitarra e bateria rápida e muito do Jordan cantando rapidíssimo.

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Acho que um erro de muitas pessoas é colocarem um estilo musical e colocar suas formas em um quadrado, como se fosse um som só trata-se de “x” assuntos, e o que sempre me chama atenção em todos os trabalhos do NFG é que eles abordam diversos temas, seja de um termino de namoro, uma paixão nova, até mandar o presidente pro inferno, fabuloso!
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Agora vou colocar as três que de cara me chamaram a atenção e não paro de escutar! Começando com “Greatest of All Time”, que é uma rapidez absurda e uma pancada na cabeça, mas que vai te elevando pra cima conforme a música vai passando e deixando tudo em um astral lá pra cima, eu colocaria ela todos dias ao acordar pra deixar o dia em um astral melhor, já fique a dica disso aqui. Depois sigo com “Same Side Sitters” que é uma bateria frenética mas o vocal tem um desacelero maior, uma melodia mais bem cantada e não tão rápida, como no refrão “Sit on the same side at the restaurant, and we'll kiss if we want, even though the locals think that we look cringey, maybe they just don't have someone to hold on to, and I'm holding on to you, to you..” que entra naquele aspecto de trazer a rapidez com a harmonia romântica nas músicas da banda. A próxima com certeza é “Do you want to settle down?” que é puríssimo a banda do começo, com falas rápidas e muito ritmo quente, e trechos que ficam na sua cabeça onde você cantarola o dia inteiro, talvez é o hit da banda que vai tocar noite a dentro nos verões da Florida. Agora um bônus tem de colocar “Trophy” que é um ritmo alucinante e uma letra daquelas que esquentam o coração, bonito dever a mistura do frenético e da paixão que a banda consegue conectar muito fácil.


Links da banda



quarta-feira, 1 de julho de 2020

Vou falar é da Radio Front



Aumenta o volume ai que vem pedrada! Em um conversa descontraída com o Leonardo (baterista), conseguimos conhecer mais sobre a banda, projetos futuros e o que vem sendo lançado até agora! Se aconchegue, coloca a música dos caras e bora pra essa matéria logo!

Trajetória da Radio Front


"Nós somos do Rio de janeiro, todos da zona norte. Inicialmente a banda foi formada por três amigos de escola, o Felipe, Marcelo e Bruno, que tocavam num estúdio improvisado por eles na casa do Felipe, no Méier. Lá eles faziam jams e convidavam amigos pra tocar, e aí vinham os amigos dos amigos, até que um dia eu caí por lá de para quedas e toquei bateria. Sempre aparecia alguém novo, em legítimas jams de "garagem". Um tempo depois disso me deparei com um vídeo do Felipe simplesmente tocando as músicas da Radio Front em um programa de Hollywood. Achei aquilo incrível e fiquei muito feliz por eles. Até que alguns dias depois inacreditavelmente o próprio Felipe me liga, não sei nem com quem ele conseguiu meu telefone, e pergunta se eu quero gravar uma música com eles. Oi? O cara tocou semana passada em Hollywood e tá me chamando pra gravar? Não dei nem tempo de ele terminar de perguntar e aceitei. E assim eu estou aqui até hoje, e a banda foi se solidificando até a formação que temos atualmente."

Projetos Lançados e plano futuros

"Em 2018 lançamos nosso primeiro disco "Into The Rain", após um longo ano de pré-produção, gravação e pós-produção, além da honra de tê-lo masterizado pelo mestre Chris Hanzsek, que já trabalhou com o Soundgarden e Far From Alaska. Lançamos também três videoclipes de músicas do disco. Após este lançamento e muitos shows, tivemos tempo de amadurecer novas idéias e entramos em uma nova fase, que teve início com o lançamento do single "Butterfly". Um tempo depois disso fomos procurados por um selo Canadense, ficamos muito animados, pois é uma coisa que não esperávamos que fosse acontecer tão cedo, e assinamos com eles para o nosso som tocar na América do Norte, Europa e Austrália. Atualmente trabalhamos em novas músicas às quais estamos muito animados e ansiosos pra lançar. Por isso fiquem ligados que tem novidade saindo do forno em breve!"

Influencias musicais


"Ouvimos do metal à música eletrônica, do rock progressivo ao punk, é uma salada de influências e cada integrante contribui com as suas no processo criativo, que acontece geralmente de duas formas. Através de jams no estúdio com todo mundo jogando suas idéias recentes no ar, e também, principalmente nesse momento que vivemos, trocando gravações pessoais de riffs e melodias. Aí cada um de sua casa contribuí e aos poucos para construirmos algo novo."

Mensagem ao fãs

"Aos nossos fãs só temos a agradecer. É deles que vem toda a energia que nos motiva a continuar produzindo e tocando um som totalmente autoral. Tivemos experiências incríveis em diversos lugares que tocamos, inclusive no interior, onde tivemos uma receptividade incrível! Aos novos fãs, que ainda não tiveram oportunidade de nos assistir ao vivo, queremos dizer que o mais breve possível, quando todos estivermos seguros para nos reunir novamente após o fim da pandemia, anunciaremos datas para próximos shows, estamos muito ansiosos pra faze-los!"


Links da banda





sábado, 27 de junho de 2020

Desmistificando "Parasite Eve” do Bring Me The Horizon


Com uma proposta nova, vou pegar músicas que realmente sinto mexer nas nossas entranhas e produzir um texto em cima. O primeiro é esse absurdo de música do Bring Me The Horizon lançado a poucos dias. Então chega junto e se deliciem.
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"Ao sentir e ouvir a primeira vez essa música foi um misto de euforia e uma ansiedade absurda, a letra, os toques, os riffs e o absurdísmo de tudo o que vivemos, representado nessa canção feita durante a quarentena pela banda. A beira de um colapso mundial onde estamos literalmente sem um rumo de cura ou do que for, a canção apresenta que o maior problema nessa época não é em si o vírus e sim o vazio dentro de nós. Começa em um ritmo mais tranquilo em que o Oliver (vocalista) faz uma brincadeira com as palavras ao dizer que está com uma febre que ninguém deve tocar nele, não acreditando em mais ninguém e simula um espirro, é como a loucura em que plantamos em nossa cabeça que todos podem estar infectados e que ninguém é viável de sua confiança, você está sozinho literalmente, fazendo com que nos forcemos a sentir algo, como o medo no momento mas na verdade é só o excesso da vontade de correr de tudo que sempre temos como escape nos dias “normais”, mas isso não tem como acontecer no agora! Ai vem uma voz robótica dizendo que mantenha a calma o fim está próximo e não há pra onde nem do que correr, que tudo tem uma data, tem o limite e tem o fim, mas aproveite o passeio mesmo que esse seja o fim. Em um trecho a frente é o refrão onde ele grita e exclama com todas as palavras, será que com tudo isso vamos aprender a lição? Parece algo intragável que vivemos mas é algo que deve sim fazer uma mudança em tudo de dentro pra fora de nós, e parafraseando se esse suspense não te matar outra coisa vai, é hora de mudarmos. Há um cântico dizendo que
precisamos procurar pontas de agulha em palheiros, onde temos de achar tudo que procuramos e colocar em quarentena, silenciando tudo e a todos, não apenas do vírus mas sim o grito de revolução, toda voz que grita e impõe é silenciada pelo mundo que não aceita uma revolução e um novo modo de vida, benéfico a todos, o comodismo é o maior mal em que sentamos e ficamos. Seguindo a parte mais forte onde há gritos realmente de guerra, onde se nota uma potência instrumental infernal, onde você se sente mexendo por dentro com a música, onde a alma vibra, fala-se que pode fechar suas janelas, lavar suas mãos e ficar ali sem ser infectado por nada, mas não consegue lavar sua alma em si e apagar todas as coisas em que não se mexe e em tudo que lhe incomoda e te suga sempre, “When life is a prison and death is the door, this ain't a warning, this is a war, war”, como um grito de basta e acabe tudo. Tem mais duas vezes o refrão e volta com a voz robótica onde fala que ninguém pode te salvar, que é o intuito dessa música, vivemos momentos estranhos e extremamente perturbadores, mas além disso, o mais assustador é dar ouvidos a nós mesmos, agora nessa “pausa” que vivemos estamos com a vozes que silenciamos em evidencia e temos sim que escutar e deixar sair, tratarmos de dentro pra fora e que quando isso passar, saibamos usar tudo que vivemos e presenciamos para algo benéfico, chega de opressão a todos, a banda nos escreveu uma carta extremamente forte e potente para agirmos, cabe a cada um saber como usar."



Um grande agradecimento a banda, a música me tocou muito e eu me sinto mais ciente de tudo. Talvez me faltava um grito de revolução pra que me ouvisse mais por dentro, sentindo e observando mais o "eu" em si, tirando do escuro certo demônios e trazendo a vida em resolução. 




terça-feira, 23 de junho de 2020

A carta aberta de Luiz Miguel


Lançando essa proposta de matérias, onde vou buscar vozes potentes no meio musical e excitar elas a soltarem o verbo dos assuntos que mais precisam ser debatidos no momento, englobando claro cultura, musica e tudo mais. A primeira voz é Luiz Miguel, baixista da banda Fusage, vive com a arte e vibra em sua alma o basquete. Então vem conosco nessa nova proposta, e aprecie a língua afiadíssima desse cara!

Sua história pessoal e na musica

"Sou Luiz Miguel da Costa Neto (nome do meu avô) tenho 30 anos, Design Gráfico e Diretor de arte, baixista na Fusage e amante de basquete, cerveja e café. Cara, minha história com a Fusage é algo da hora demais, até porque eu e o Douglas (Vocalista) já nos conhecíamos das antiga, somos de Naviraí-MS, a gente teve banda na mesma época em Naviraí e tínhamos vários amigos em comum e nessa ai a vida deu conta de cruzar nossos caminhos aqui em Maringá, a ideia inicial da banda foi do Douglas, ele tava fervoroso assim que voltou da Irlanda, me chamou várias vezes pra colar no estúdio e tirar um som mas eu não tava muito na vibe de tocar, eu tava bem focado na Faculdade de Publicidade e Propaganda que eu acabei trancando no último ano. Até que teve um dia que eu aceitei e fui no estúdio pra ver o que ia rolar, acabei brisando demais, foi quando ele chegou e falou “ Ta afim de fazer parte da banda?”  ai eu acabei assumindo esse compromisso. E tem sido algo muito fodaa, sério, o que eu pude experienciar com a banda ou melhor família, é algo surreal, as viagens, a galera, a energia que a gente pode trocar tanto com público em cima do palco quanto as pessoas boas que encontramos ao longo desse período de banda, é sinistro. Bom acho que meu som vem sempre do momento que estamos passando, sou muito de tentar sentir a vibe do momento, as vezes mais agressivo e as vezes mais “deboista”  eu sou de escutar muita coisa, quando criança tinha muita influência direta da minha mãe Dona Maria que já cantou em banda baile durante um tempo, ela sempre colocava vários CD’s pra tocar, Djavan, Tim Maia, Eliana de Lima, Phill Collins, Raça Negra… entre outros, Na adolescência era mais revolts kkkkk, ouvi muito, Slipknot, Mudvayne, System of Down… Só que esse período todo eu era muito mais influenciado pelo Hip Hop por conta do basquete, eu só usava roupas gigantescas, tênis branco, camiseta branca, trancinhas no cabelo, sempre no estilo gangsta rap kkkkkkkkk (bons tempos). Então acho que meu som tenta beber de várias fontes mas não tem nada específico, uma mistura do caralho que até está dando certo. Eu cursei publicidade e propaganda mas não concluí, no segundo ano eu sentia a necessidade de entrar logo no mercado de trabalho e nessa, as pessoas exigiam a experiência com os softwares de criação, ai comecei a aprender por conta mesmo, eu sempre falo que essa profissão me escolheu. Eu vejo uma importância tão grande na publicidade e propaganda, pois ela é capaz de mudar padrões e conceitos que estão enraizados dentro de uma sociedade, é capaz de trazer a representatividade para minorias. Eu como homem negro atuando nesse mercado de trabalho sei da minha importância e do meu papel social, então sempre que posso tento contribuir com a representatividade do negro em peças publicitárias e assim tenho seguido. Hoje em dia estou muito focado em criar Identidades visuais( Marca, logo) faço alguns cursos tenho estudado e buscado aperfeiçoar meu trabalho cada dia mais."

A vida durante a pandemia 

"Cara essa pandemia realmente deixou tudo a flor da pele, mas sigo uma rotina de muito trabalho na verdade, to fazendo Home Office na empresa que estou trabalhando e nos momentos livres estou tentando usar esse tempo pra poder melhorar minhas habilidades profissionais, estudando marca, desenvolvimento, técnicas de criatividade e desenvolver projetos pessoais de Design, mas também não estou me cobrando muito não. A terapia tem me ajudado bastante com a saúde mental no entanto acho que o que mais está pegando é  a saudade da minha mãe e meu irmão mais novo que moram MS isso ai ta foda irmão. Em relação a saúde física ta foda acho que corri na primeira semana de pandemia e até hoje não fiz nada de nada, só bebendo e comendo dentro de casa. Queria muito voltar ao basquete, mas agora só Deus sabe o que vai ser e quando poderemos jogar novamente TRISTÃOO com isso."


Governo atual e preconceitos 

"Poxa as vezes eu nem consigo expressar todo esse meu descontentamento com a situação do governo atual brasileiro, penso muito que com esse presidente no poder ele conseguiu dar voz há pessoas que tinham um racismo velado e que não expressavam por não ter um “aval” e vejo que o atual governo tem dado todo esse aval. Eu não faço parte de movimentos sociais negros nem nada do tipo no entanto eu luto pela causa como eu posso, como eu disse vejo que a publicidade é uma ferramenta muito importante como representatividade do povo negro, não é hora de ficar em cima do muro precisamos nos posicionar e levar a tona todo tipo de preconceito, seja racismo, homofobia, transfobia é tempo de “FOGO NOS RACISTAS”. Em Maringá eu sofri várias formas de racismo  do tipo “segurar a bolsa quando eu tava passando”  “ ser seguido por segurança de mercado”, sem contar os olhares ao entrar em lugares “mais sofisticados”. Hoje eu tenho total consciência do lugar que ocupo mas nem sempre foi assim, antes eu não frequentava lugares mais sofisticados por conta de se sentir coagido com olhares que me mediam de cima em baixo, hoje vejo que se eu posso frequentar lugares assim, porque não matar meu desejos de comer algo que eu tenho vontade, beber algo que quero experimentar ? Ocupar esses lugares acho que é uma forma de normalizar essa situação sabe. A situação global mais do que nunca coloca em pauta tanta coisa, por que depois de tanto tempo com essa falsa  “LIBERDADE” e ainda nos matam a troco de nada, não só na gringa, no Brasil o índice de morte do homem negro é bizarro, ser negro nessa sociedade racista é se revoltar com olhares, é ter medo de policia, é saber que a culpa pode ser jogada no seu colo a todo momento. Então assim socão na boca de racista e poucas ideia."

Recado de Luiz miguel baixista/Luiz miguel do cotidiano

"Luiz integrante da Fusage PAU NO CU DO BOZONARO QUE JAJA VAI CAIR , Luiz do cotidiano  “A VIDA É MUITO CURTA PARA SER PEQUENA” Benjamin Disraeli … Assistam o doc brasileiro “EU MAIOR”."


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