Hoje a nossa matéria é com um cara que não consigo nem identificar de que universo ele é, puro amor em forma de humano, esse artista sensacional que é o Neto, soltou a lábia e nos contou muitas curiosidades além de falar sobre a cena e o cenário em que vivemos, chega junto pra entender o porque esse cara é tão diferenciado!
História pessoal e na música
"Em primeiro lugar, agradeço imensamente pelo convite e pela
iniciativa do Vivendo a Música e de você Matheus! Bom, a minha vida inteira eu
sempre estive em contato com a música, tenho um avô compositor e músico de
chorinho, tive o privilégio de lhe ouvir tocar desde criança, além dele, meu
pai e minha mãe sempre tiveram uma grande paixão por música, sendo assim, a
minha veia cultural é aberta nos primeiros anos de idade através da música,
hoje já se ramificou em muitas áreas, pois a arte e a cultura são coisas do
dia-a-dia, tudo é cultura, tudo é arte, compreendendo assim, aprendi a enxergar
muitas faces da realidade. Conforme a compreensão sobre o que é a arte, a
cultura, as realidades (infinitas), foram aumentando, eu fui enxergando assim a
minha função dentro da banda, dentro dos Stolen Byrds, que nada mais é do que
um organismo vivo, mutável, em movimento e em constante troca, produzir com
eles é uma verdadeira lição e aprendizado, pois a todo momento estamos em
comunhão com a criação, ou seja, criamos em comunhão, sabemos que de certa
forma a nossa função é transmitir algo que nos faça sentido através das
percepções e mensagens que nos chegam, cada um de nós é um instrumento, apenas
deixamos fluir, claro que cada um trás algo específico, um ponto de vista, um
ângulo da mesma coisa, isso, diariamente, acaba se tornando uma verdadeira
escola. Por tudo isso, minha história, minha profissão, minha banda e a veia
cultural que se expressa através de mim são junções de vivências que esclarecem
o que cada dia devo fazer, aperfeiçoar e me orientar, organicamente, no
presente, que é viver."
Pandemia e lições
"Hehehehe, é um tanto quanto caótico, geralmente o que me
ocorre é acordar e sentir o que devo fazer no presente, quando começo a pensar
ou imaginar demais as coisas começam a entrar em ebulição, que de vez em quando
rola, pode ser bom, mas não deixo isso direcionar meus sentires. A pandemia é
uma oportunidade de vasculhar minhas interioridades, eu encarei assim, tudo
aquilo que é inconsciente, subconsciente, profundo, seja qual for o nome. Tem
sido bem um momento (longo) de muita reflexão, indagação, silêncio e menos
ação. O que tenho feito mesmo é buscar cuidar do mínimo, que na verdade, quando
você vê é o máximo! Como cuidar do quarto, da casa, dos amigos, da companheira,
do bem estar. Resumidamente, estou cuidando de coisas, coisas que muitas vezes
não consigo nem saber direito o que são, mas são coisas que me fazem pulsar, no
fundo, adoro imersões e esta tem sido uma grande."
O mundo a sua volta e o que está acontecendo
"Primeiramente, fora
Bolsonaro, em segundo lugar: Está acontecendo uma inversão de valores em níveis
bizarros, estamos enxergando o monstro que foi criado a milênios na nossa cara
e não conseguindo derrubar ele, está na nossa frente todo o acúmulo de
preconceito, desprezo, desrespeito e egoísmo, que além de tudo incita a morte e
a ignorância. Essa realidade influência quase 100% da nossa população
brasileira e está completamente tomada por genocidas, é muito tóxico ter que
entender, absorver, acompanhar o cenário como um todo, ao mesmo tempo temos a
necessidade, pois precisamos nos situar, posicionar e não fechar os olhos para
o absurdo que é isso. Todas as lutas que travamos hoje estão tencionando pois tem
que tencionar, não podemos dar mais passos para trás como humanidade, este é um
momento muito importante para olharmos para o futuro com mais amor, respeito e
igualdade. As lutas não são de hoje, mas chegou a hora de realmente dar um
basta, pra tudo que é opressivo, desigual e desumano. O que faço é sentir,
posicionar, resistir sendo resiliente e crescer com a adversidade que me é
proposta. Vou sempre defender o lado oprimido e fortalecer aqueles que amam a
vida, o que fazem e transmitem esta verdade. A vida é muito mais do que essa
destruição, com certeza. Ainda acredito no amanhã."
Deixe sua fala se existe a diferença entre Neto artista e Neto do cotidiano
"Não há separação. Só quero dizer pra quem tá lendo, que
se você chegou até aqui é porque você gosta de mim e eu gosto de você, isso é
mais importante que tudo, amar e se amado. Um grande beijo no coração de vocês,
nos encontramos em breve. <3"
De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez
maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito
sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente
dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco,
tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para
degustar do início ao fim!
-
Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não
tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da
mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a
pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou
esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.
-
O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir
e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock
bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e
tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música
que eles toquem.
-
Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de
ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a
maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas
criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento
é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem
muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.
-
Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o
trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente
Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores,
seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra
fora do que está no momento, é inspirador demais!
-
Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar
dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia
apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e
trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all
that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem
de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos
deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia
completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do
disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento,
que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é
sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom
faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal
recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da
banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se
possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de
chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como
“The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred,
that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what
I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do
corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do
disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito
forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.
"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."
Vamos chegando que dessa vez a carta aberta é com um dos caras de espirito elevado ao máximo, e uma das figuras musicais que mais impressiona a sua sensatez e audácia nas palavras a atitudes. O Douglas é Vocalista e guitarrista da banda Fusage, e veio soltar o verbo conosco!
História pessoal e na música
"Sou o Douglas, nasci no Mato Grosso do Sul,
me mudei para o Paraná em 2010 e me formei em engenharia civil pela UEM. Depois
de quase dois anos morando na Irlanda eu voltei ao Brasil e formei uma banda.
Pouco antes de lançarmos o primeiro disco decidi sair da engenharia para me
dedicar à música. Hoje trabalho como professor particular de inglês e músico na
Fusage. Acho
que as minhas influências culturais vêm antes de tudo lá de casa, com meus pais
que ouviam discos de música clássica, sertanejo raiz e moda de viola, rock dos
anos 60, 70 e algumas coisas mais aleatórias. Livros sempre foram um incentivo
dentro de casa, mas acho que comecei a ler mesmo quando saí morar sozinho e
filmes era aquela história: baixar na internet discada. Teve um cinema por uma
época, mas era algo bem precário. Cresci numa cidade pequena, tive uma banda no
colégio e a gente chegou a gravar um EP em 2007. Quando vim pra Maringá estudar
me lembro que no final do primeiro ano da faculdade já estava procurando formar
uma banda. O
resto da história vocês podem conferir no documentário Uma forma de seguir do
nosso grande amigo Jean Cedemachi em parceria com o Junior Conejo que aborda um
tema recorrente no nosso meio sobre viver a arte e ser artista independente
além de contar com Stolen Byrds e pedaços da nossa tour juntos."
A vida durante a pandemia
"Como eu citei anteriormente, além da música
hoje trabalho como professor de inglês, então desde o início da quarentena (que
nunca começou de verdade no Brasil) as minhas aulas estão sendo exclusivamente
online. Tem seus pros e contras, como tudo, mas tem sido muito mais pro do que
contra ultimamente. Eu acordo mais cedo, tomo meu café tranquilo, faço minha
rotina matinal e quando dá uns 5 minutinhos antes da aula eu ligo pros alunos,
é uma maravilha. Eu digo isso porque dou várias aulas, uma atrás da outra,
simplesmente conectando outra pessoa na sala virtual, e assim tenho tempo pra
cozinhar, cuidar mais da casa, etc. Todas as incumbências do jovem adulto se
tornaram uma parte mais prazerosa da minha rotina. Por outro lado, tenho pecado
muito no quesito atividades físicas. Nunca fui sedentário, mas ultimamente
acabei cedendo ao comodismo, é algo que preciso corrigir urgentemente. Quando
não estou dando aula, estou produzindo algo pra Fusage ou estudando música,
produção, gravação, mixagem, divulgando, pesquisando. Cuidamos das redes
sociais juntos, os 4, mas de certa forma eu que faço as publicações na maioria
das vezes. Estamos preparando várias coisas pra poder lançar enquanto o Outburst
Desert não pode ser gravado e também lapidando as faixas que vão estar nele.Tivemos
a ação das cartas na qual nós enviamos uma carta pra cada pessoa que mais
interagiu com a banda nos últimos meses. A carta continha instruções e imagens
com o tema do próximo disco e cada um deveria produzir uma colagem cotada para
ser a capa do álbum. Houve alterações de cronograma por conta da pandemia, mas
no final deu tudo certo porque os correios atrasaram pra chegar em alguns
endereços e estendemos o prazo pra galera fazer a colagem. Ainda não escolhemos
a arte que vai ser a capa do disco, mas estamos tendo ideias muito legais pra
usar todas as colagens que foram produzidas, são peças únicas de pessoas que
conhecemos nas turnês, gente que descobriu a Fusage e acompanha nosso trabalho,
tem sido uma experiência sensacional."
Humanidade e os problemas do cotidiano
"'É muito difícil hoje em dia quem consiga
olhar para a humanidade e sentir Humanidade. A gente convive com Fake News já
faz muito tempo, mas uma outra parcela da sociedade, pessoas de várias idades, não
só o típico ‘tiozão do zap’, mas de posições conservadoras no geral; para esse
público essa disseminação de mentiras tem sido o artificio capaz de validar
seus privilégios, preconceitos, atrasos sociais, injustiças, etc., sempre
provocando medo, incentivando o caos, a violência gratuita. Eles tripudiam a
ciência, seja a área que for, se recusam a ter um debate racional e quando
tentam é sempre com discursos vazios, argumentos sem pé nem cabeça, não tem
diálogo. Essa massificação da informação é produto de um modelo político,
econômico e social desequilibrado; fadado ao colapso. Eu
enxergo mais ou menos como o professor Domenico De Masi, no livro O Ócio
Criativo: Ele afirma que os últimos dez anos do século XX foram marcados pela
forte atuação do liberalismo e o discurso amplamente propagado por essa frente que
ataca tudo o que é público. Primeiro sucateando os serviços e infraestrutura e
em seguida inflamando críticas para desvalorizar empresas estatais no geral, áreas
de transporte, ensino, comunicação, eletricidade, recentemente até mesmo os
recursos hídricos. Se valendo dessa estratégia, a elite nos vende as
privatizações principalmente dos setores mais lucrativos da economia e
geralmente necessidades básicas do povo. Compram empresas estatais e vencem
licitações de concessão de serviços por um preço muito a baixo do mercado e
ainda obtém investimentos do próprio governo em forma de incentivos fiscais,
financiamentos a perder de vista, concessões de décadas e mais décadas, enfim,
só vantagens. A
gente vive isso com a empresa de transporte público de Maringá, numa menor
escala, mas população toda sabe, e é um puta atraso. No fim das contas ainda
existe o discurso de se investir nas grandes empresas privatizadas para gerar
mais empregos e aquecer a economia e por melhores que pareçam os resultados,
eles são pontuais, não há solução permanente enquanto insistirmos num modelo
desequilibrado. As crises voltam e tendem a se tornar mais recorrentes,
desemprego, fome, violência, enfim um abismo socioeconômico que impacta na vida
em todas as suas áreas. O
ponto é que nós estamos vivendo e tendo experiências constantes de demonstrações
de que as coisas precisam mudar. Quando a gente pensa na luta feminista, na
luta contra o racismo, na luta LGBTQ+ e tantas outras mais frentes que só
exigem respeito, dignidade e iguais condições, nos parece que tudo isso é
recente, mas não é. As questões sociais que já clamam respostas e mudanças há
décadas, mas agora estão tendo uma maior exposição e visibilidade
principalmente nos últimos meses por conta da condição atual em que estamos
isolados fisicamente, mas unidos pelos meios de comunicação. Nesse sentido eu
penso que estamos vivendo transições importantes, mas de processos muito
antigos e que levam um certo tempo para se estabelecerem. Numa escada de longo
prazo talvez estejamos vivendo o começo da mudança positiva em muitos setores,
mas dificilmente viveremos para ver o mundo ideal."
Recado do Douglas vocalista da Fusage/ Douglas do cotidiano
"Acho que não há separação entre o Douglas
da Fusage e o do cotidiano, mas há uma diferenciação. O primeiro atua em um
projeto com outras pessoas para expressar e discutir tanto o que ele pensa e
sente quanto o que pensam e sentem os seus irmãos de banda e contribuir de
todas as formas possíveis por meio dessa ferramenta para ajudar/entreter/melhorar/acalentar
a vida das pessoas que a gente atingir. O segundo é uma pessoa normal dentro
das suas esquisitices que procura lidar da forma que pode com essa vida maluca
que a gente compartilha aqui no planeta Terra. O
recado ao mundo é simples. Que tenhamos mais compaixão pelos nossos semelhantes
e por nós mesmos, que tenhamos mais tempo para ficar em silêncio e simplesmente
ouvir. Eu espero que cada um de nós encontre a paz de espírito e serenidade ao
enxergar a vida como uma oportunidade de evolução espiritual em todos os seus
momentos."
Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música,
da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa
artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora,
musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em
suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!
História pessoal e na música
"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos,
sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa
criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me
envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança,
meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava
ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me
expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e
panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a
arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me
descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi
quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar
da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos
entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais
a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou
não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar
alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a
Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a
banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a
primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções
inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas,
descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra,
comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada
vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna
essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a
isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz
apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um
projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros
dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas
outras ainda."
Vida durante a pandemia
"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia,
eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que
eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu
achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas
responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as
aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do
mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu
resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu
fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu
não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas
coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem
difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri
uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa
eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de
casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com
essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a
praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns
cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de
manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e
minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar,
então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou
apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito
meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a
gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos
mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e
conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um
vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor,
comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em
breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse
quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês
de pandemia."
Opinião do mundo atual e nosso país
"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens
brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as
notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento
atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras
sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma
brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo
expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres,
por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com
a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade
que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio
a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos
sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso,
mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de
seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço.
Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos
avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo.
Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já
provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso
maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo
logo, eu temo pelo que possa acontecer."
Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet
"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet
também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas
sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes
diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir.
Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo
próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta.
Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto
que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora
de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos.
Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"
E chegou esse grande dia, saiu o novo disco do Neck Deep! E
os fãs da banda podem ficar muito felizes e se satisfazerem com esse
baita disco! Veio cheio de potência e muita energia pra cima, super mesclado
com alguns tons diferentes mas ainda é a pegada da banda, muito única! Então
aproveite e mergulhe na matéria escutando essa baita obra!
Esse é o quarto disco de estúdio da banda, onde sempre se
inovou mas em especial nesse deram um passo gigante e uma revolução que eles
sempre falavam que haveria, é uma nova onda musical mas ainda com toda a
identidade da banda. Tornando cada vez uma nova cara ao pop punk, muito fiel
aos seus primórdios também.
-
As músicas emanam uma energia muito boa, é uma pegada de
superação misturada com alto astral que eles empenham sempre dentro dos discos,
segundo algumas entrevistas da banda, o disco se passa em “Sonderland” que é um
mundo ficcional com inspiração na palavra “sonder’, que significa “percepção de
que qualquer transeunte aleatório está vivendo uma realidade tão vívida e
complexa quanto a sua”.
-
Esse disco também foi lançado pela Hopeless Records, que já
haviam lançado seu disco anterior e também já lançou varias bandas do gênero
como All Time Low, e varias do pop punk também.
-
Uma das coisas que sempre me faz gostar mais da banda é
que sempre tem um tom de motivação por trás da maioria de suas musicas, sempre
dizendo que tudo que fazem mal na real um dia vai ser um aprendizado, ou que
tudo bem estar em uns dias ruins que tudo há de melhorar, esse ar motivacional
com a pegada da banda deixa uma sincronia muito importante pra nos animar nos
dias de hoje principalmente, então um obrigado especial a banda, de coração.
-
Dessa vez não será
top três mas sim top cinco!!! Porque o disco é bom demais, então não tem como
eleger só algumas músicas.De primeira
já vou colocar “Sonderland” que é a primeira faixa do álbum e traz tudo que o
disco vai mostrar, ela é bem forte no instrumental e também na letra que mostra
em como os dias de hoje estão tão sombrios, cheio de julgamentos e em como
estamos de saco cheio sem querer falar de política, ou ciências sociais em
contradições quando se está a beira de um precipício emocional, e termina meio
que tentando se afirmar que tudo vai ficar bem e há de tudo ficar bem, pesado
mas ótimo para se refletir. Depois vem “Fall” também que é um dos singles do
disco, tem um clipe lançado na pandemia e tem todo um ar muito de skate life
que é uma delícia de acompanhar, cheio de visual bacana, e a música é bem o
estilo da banda com progressões rápidas e elevações da bateria, junto de um
vocal que chama o coro em algumas partes, sensacional.Vamos de “Telling Stories” agora que é uma
das melhores musicas da história da banda, que é muito boa de se curtir e
aproveitar totalmente o momento em si, com uma letra forte também como “Everybody else, everybody only talks about themselves,
have you ever felt lost in a window,
desperate to be loved and just been
thrown out?” e explode tudo de uma vez, sensacional de novo!! Agora tem de ser a
queridinha do disco com “When you know” que faz você sentir um abraço ao
escutar, o clipe é formado com vários vídeos de fãs que mandaram durante a
pandemia trechos da letra, tendo fãs de todas as partes do mundo participando,
é bem divertido assistir, e tratando da letra tem vários momentos dizendo que o
amor deve sempre prevalecer e que devemos antes de tudo amar a nós mesmos em
diversos momentos. Pra fechar o top cinco vamos com “Pushing Daisis” que fecha
o disco em si também, é uma daquelas músicas que anima demais com seu ritmo, e
te toca já de primeira quando se escuta, como “Life is a joke and we get dead
anyhow, lowlife kids got to live how you wanna live, fuck society, fuck your
politics, fuck yourself and fuck the way it is.” E termina o disco com esse
grito pra nos libertarmos de todas as amarras emocionais que o mundo impõe a
nós, sejamos mais livres das opiniões alheias e saibamos viver mais do momento! Citei cinco músicas mas é real, o disco por completo é sensacional, vale escutar todas como "Sick Joke", "Lowlife", "I revolve (around you)" entre outras, se deliciem ao descobrir os encantos que a banda pronuncia a nós!
Em um papo bem simplista conversei com o vocalista da banda
The Old Skull Guz, nosso amigo de data Gustavo Oliveira ou Guz” como muitos o
conhecem. Falamos de pandemia, projetos futuros e até a nova formação da banda!
Se liga que tem material novo saindo do forno! Chega junto!
Período de pandemia
"Tá sendo um período bem diferente, tínhamos muitos planos
para 2020, todos eles foram colocados em espera por causa da pandemia, acredito
que é um momento que exige muita responsabilidade e paciência, principalmente
para nós que trabalhamos com música, estamos focando na composição, produção e
tentando extrair ao máximo disso."
Novo disco
"Nosso próximo disco vai ter em torno de oito faixas, no
momento já temos seis decididas, e alguns retalhos que vamos levar nos ensaios
para trabalhar e definir quais vão entrar no álbum. Algumas destas músicas já
estamos tocando ao vivo, é bom pra sentir como vão funcionar. Em setembro vamos
nos reunir para fazer a nossa pré produção, e tudo indica que ainda este ano
entramos em estúdio para a gravação."
Novo integrante
"O Bruno agrega muito a banda, sua entrada foi
definitivamente "A peça que faltava", temos uma química excelente com
ele dentro e fora dos palcos. Ele é um músico excelente, afiado e muito
dedicado. Acho que o Old Skull vai soar com a personalidade de sempre, pois o
Bruninho possui um perfil muito parecido com o nosso, logo após sua saída do
Stolen, muitas pessoas já vieram me perguntar se ele ia entrar no Old Skull,
isso mesmo antes de termos comentado sobre a possibilidade dele trabalhar
conosco, isso já mostra como ele tem a cara da banda e o quanto nos enriquece a
sua presença."
Recado a galera
"Queria como sempre, agradecer a todos que escutam a nossa
música, que nos acompanham pelas redes sociais, fiquem ligados, tem coisa boa
chegando, acabamos de finalizar o clipe de “Lovin' Odissey” com a produção do
Leandro Correa e do Bulla Jr, e ta lindo! Logo vai estar disponível. No mais,
fiquem em casa o quanto puderem, logo estaremos todos juntos pra fazer um som
pra vocês!"
Pra se alegrar um pouco nesse momento pandêmico que vivemos, os caras do NFG lançaram um disco daqueles estilo dos primórdios pop punk, e
alegraram os críticos demais! Fazendo uma somzeira bem enérgica e cheio de
riffs contagiantes os caras acertaram mais uma vez, então vamos lá pros cinco
motivos de se energizar com esse discaço!
-
De prima temos de falar sempre, bandas que ficam tanto tempo
em estrada e ainda assim mostrar um trabalho tão bem feito tem de ser muito
vangloriado, esse é o DÉCIMO, isso mesmo, décimo disco de estúdio da banda,
onde sempre há algumas renovações no estilo das músicas mas a base pop-punk
está presente sempre!
-
A banda é dos primórdios nesse estilo musical, sendo os percursores
junto do Blink, Green Day e talvez o Sum 41 também entre nessa mesma formula
musical. Mas onde todas as bandas já modificaram e muito o estilo das músicas,
tentando algo mais melódico, algo mais calmo ou até inovando pra algo mais
pesado, o NFG se manteve as raízes e nos trouxe mais um disco de puro pop-punk.
-
É um disco considerado longo, ainda mais nos dias de hoje
onde tudo tem de ser rápido e informações básicas sempre. Tendo quinze faixas
onde se desenrola rapidamente em 48 minutos no total, então é guitarra e
bateria rápida e muito do Jordan cantando rapidíssimo.
-
Acho que um erro de muitas pessoas é colocarem um estilo
musical e colocar suas formas em um quadrado, como se fosse um som só trata-se
de “x” assuntos, e o que sempre me chama atenção em todos os trabalhos do NFG é
que eles abordam diversos temas, seja de um termino de namoro, uma paixão nova,
até mandar o presidente pro inferno, fabuloso!
-
Agora vou colocar as três que de cara me chamaram a atenção
e não paro de escutar! Começando com “Greatest of All Time”, que é uma rapidez
absurda e uma pancada na cabeça, mas que vai te elevando pra cima conforme a música
vai passando e deixando tudo em um astral lá pra cima, eu colocaria ela todos
dias ao acordar pra deixar o dia em um astral melhor, já fique a dica disso
aqui. Depois sigo com “Same Side Sitters” que é uma bateria frenética mas o
vocal tem um desacelero maior, uma melodia mais bem cantada e não tão rápida,
como no refrão “Sit on the same side at the restaurant, and we'll kiss if we
want, even though the locals think that we look cringey, maybe they just don't
have someone to hold on to, and I'm holding on to you, to you..” que entra
naquele aspecto de trazer a rapidez com a harmonia romântica nas músicas da
banda. A próxima com certeza é “Do you want to settle down?” que é puríssimo a
banda do começo, com falas rápidas e muito ritmo quente, e trechos que
ficam na sua cabeça onde você cantarola o dia inteiro, talvez é o hit da banda que
vai tocar noite a dentro nos verões da Florida. Agora um bônus tem de colocar “Trophy” que é um ritmo
alucinante e uma letra daquelas que esquentam o coração, bonito dever a
mistura do frenético e da paixão que a banda consegue conectar muito fácil.
Aumenta o volume ai que vem pedrada! Em um conversa descontraída com o Leonardo (baterista), conseguimos conhecer mais sobre a banda, projetos futuros e o que vem sendo lançado até agora! Se aconchegue, coloca a música dos caras e bora pra essa matéria logo!
Trajetória da
Radio Front
"Nós somos do Rio de janeiro, todos da zona norte.
Inicialmente a banda foi formada por três amigos de escola, o Felipe, Marcelo e
Bruno, que tocavam num estúdio improvisado por eles na casa do Felipe, no
Méier. Lá eles faziam jams e convidavam amigos pra tocar, e aí vinham os amigos
dos amigos, até que um dia eu caí por lá de para quedas e toquei bateria. Sempre
aparecia alguém novo, em legítimas jams de "garagem". Um tempo depois
disso me deparei com um vídeo do Felipe simplesmente tocando as músicas da
Radio Front em um programa de Hollywood. Achei aquilo incrível e fiquei muito
feliz por eles. Até que alguns dias depois inacreditavelmente o próprio Felipe
me liga, não sei nem com quem ele conseguiu meu telefone, e pergunta se eu
quero gravar uma música com eles. Oi? O cara tocou semana passada em Hollywood
e tá me chamando pra gravar? Não dei nem tempo de ele terminar de perguntar e
aceitei. E assim eu estou aqui até hoje, e a banda foi se solidificando até a
formação que temos atualmente."
Projetos Lançados e plano futuros
"Em 2018 lançamos nosso primeiro disco "Into The
Rain", após um longo ano de pré-produção, gravação e pós-produção, além da
honra de tê-lo masterizado pelo mestre Chris Hanzsek, que já trabalhou com o
Soundgarden e Far From Alaska. Lançamos também três videoclipes de músicas do
disco. Após este lançamento e muitos shows, tivemos tempo de amadurecer novas
idéias e entramos em uma nova fase, que teve início com o lançamento do single
"Butterfly". Um tempo depois disso fomos procurados por um selo
Canadense, ficamos muito animados, pois é uma coisa que não esperávamos que
fosse acontecer tão cedo, e assinamos com eles para o nosso som tocar na
América do Norte, Europa e Austrália. Atualmente trabalhamos em novas músicas
às quais estamos muito animados e ansiosos pra lançar. Por isso fiquem ligados
que tem novidade saindo do forno em breve!"
Influencias musicais
"Ouvimos do metal à música eletrônica, do rock progressivo ao
punk, é uma salada de influências e cada integrante contribui com as suas no
processo criativo, que acontece geralmente de duas formas. Através de jams no
estúdio com todo mundo jogando suas idéias recentes no ar, e também,
principalmente nesse momento que vivemos, trocando gravações pessoais de riffs
e melodias. Aí cada um de sua casa contribuí e aos poucos para construirmos
algo novo."
Mensagem ao fãs
"Aos nossos fãs só temos a agradecer. É deles que vem toda a
energia que nos motiva a continuar produzindo e tocando um som totalmente
autoral. Tivemos experiências incríveis em diversos lugares que tocamos,
inclusive no interior, onde tivemos uma receptividade incrível! Aos novos fãs,
que ainda não tiveram oportunidade de nos assistir ao vivo, queremos dizer que
o mais breve possível, quando todos estivermos seguros para nos reunir
novamente após o fim da pandemia, anunciaremos datas para próximos shows,
estamos muito ansiosos pra faze-los!"
Com uma
proposta nova, vou pegar músicas que realmente sinto mexer nas nossas entranhas
e produzir um texto em cima. O primeiro é esse absurdo de música do Bring Me
The Horizon lançado a poucos dias. Então chega junto e se deliciem.
-
"Ao sentir e
ouvir a primeira vez essa música foi um misto de euforia e uma ansiedade
absurda, a letra, os toques, os riffs e o absurdísmo de tudo o que vivemos, representado nessa canção feita durante a quarentena pela banda. A beira de um
colapso mundial onde estamos literalmente sem um rumo de cura ou do que for, a
canção apresenta que o maior problema nessa época não é em si o vírus e sim o
vazio dentro de nós. Começa em um ritmo mais tranquilo em que o Oliver (vocalista)
faz uma brincadeira com as palavras ao dizer que está com uma febre que ninguém
deve tocar nele, não acreditando em mais ninguém e simula um espirro, é como a
loucura em que plantamos em nossa cabeça que todos podem estar infectados e
que ninguém é viável de sua confiança, você está sozinho literalmente, fazendo
com que nos forcemos a sentir algo, como o medo no momento mas na verdade é só o
excesso da vontade de correr de tudo que sempre temos como escape nos dias “normais”,
mas isso não tem como acontecer no agora! Ai vem uma voz robótica dizendo que
mantenha a calma o fim está próximo e não há pra onde nem do que correr, que
tudo tem uma data, tem o limite e tem o fim, mas aproveite o passeio mesmo que
esse seja o fim. Em um trecho a frente é o refrão onde ele grita e exclama com
todas as palavras, será que com tudo isso vamos aprender a lição? Parece algo intragável
que vivemos mas é algo que deve sim fazer uma mudança em tudo de dentro pra fora
de nós, e parafraseando se esse suspense não te matar outra coisa vai, é hora
de mudarmos. Há um cântico dizendo que
precisamos procurar pontas de agulha em
palheiros, onde temos de achar tudo que procuramos e colocar em quarentena,
silenciando tudo e a todos, não apenas do vírus mas sim o grito de revolução,
toda voz que grita e impõe é silenciada pelo mundo que não aceita uma revolução
e um novo modo de vida, benéfico a todos, o comodismo é o maior mal em que
sentamos e ficamos. Seguindo a parte mais forte onde há gritos realmente de
guerra, onde se nota uma potência instrumental infernal, onde você se sente
mexendo por dentro com a música, onde a alma vibra, fala-se que pode fechar
suas janelas, lavar suas mãos e ficar ali sem ser infectado por nada, mas não
consegue lavar sua alma em si e apagar todas as coisas em que não se mexe e em
tudo que lhe incomoda e te suga sempre, “When life is a prison and death is the
door, this ain't a warning, this is a war, war”, como um grito de basta e acabe
tudo. Tem mais duas vezes o refrão e volta com a voz robótica onde fala que
ninguém pode te salvar, que é o intuito dessa música, vivemos momentos
estranhos e extremamente perturbadores, mas além disso, o mais assustador é dar
ouvidos a nós mesmos, agora nessa “pausa” que vivemos estamos com a vozes que
silenciamos em evidencia e temos sim que escutar e deixar sair, tratarmos de
dentro pra fora e que quando isso passar, saibamos usar tudo que vivemos e
presenciamos para algo benéfico, chega de opressão a todos, a banda nos
escreveu uma carta extremamente forte e potente para agirmos, cabe a cada um
saber como usar."
Um grande agradecimento a banda, a música me tocou muito e eu me sinto mais ciente de tudo. Talvez me faltava um grito de revolução pra que me ouvisse mais por dentro, sentindo e observando mais o "eu" em si, tirando do escuro certo demônios e trazendo a vida em resolução.
Lançando essa proposta de matérias, onde vou buscar
vozes potentes no meio musical e excitar elas a soltarem o verbo dos assuntos que
mais precisam ser debatidos no momento, englobando claro cultura, musica e tudo
mais. A primeira voz é Luiz Miguel, baixista da banda Fusage, vive com a arte e
vibra em sua alma o basquete. Então vem conosco nessa nova proposta, e aprecie a língua
afiadíssima desse cara!
Sua história pessoal e na musica
"Sou Luiz Miguel da Costa Neto (nome do meu avô) tenho 30
anos, Design Gráfico e Diretor de arte, baixista na Fusage e amante de basquete,
cerveja e café. Cara, minha história com a Fusage é algo da hora demais, até
porque eu e o Douglas (Vocalista) já nos conhecíamos das antiga, somos de
Naviraí-MS, a gente teve banda na mesma época em Naviraí e tínhamos vários
amigos em comum e nessa ai a vida deu conta de cruzar nossos caminhos aqui em
Maringá, a ideia inicial da banda foi do Douglas, ele tava fervoroso assim que
voltou da Irlanda, me chamou várias vezes pra colar no estúdio e tirar um som
mas eu não tava muito na vibe de tocar, eu tava bem focado na Faculdade de
Publicidade e Propaganda que eu acabei trancando no último ano. Até que teve um dia que eu aceitei e fui no estúdio pra ver
o que ia rolar, acabei brisando demais, foi quando ele chegou e falou “ Ta afim de fazer parte da banda?” ai eu
acabei assumindo esse compromisso. E tem sido algo muito fodaa, sério, o que eu pude
experienciar com a banda ou melhor família, é algo surreal, as viagens, a
galera, a energia que a gente pode trocar tanto com público em cima do palco
quanto as pessoas boas que encontramos ao longo desse período de banda, é
sinistro. Bom acho que meu som vem sempre do momento que estamos
passando, sou muito de tentar sentir a vibe do momento, as vezes mais agressivo
e as vezes mais “deboista” eu sou de escutar muita coisa, quando
criança tinha muita influência direta da minha mãe Dona Maria que já cantou em
banda baile durante um tempo, ela sempre colocava vários CD’s pra tocar,
Djavan, Tim Maia, Eliana de Lima, Phill Collins, Raça Negra… entre outros, Na
adolescência era mais revolts kkkkk, ouvi muito, Slipknot, Mudvayne, System of
Down… Só que esse período todo eu era muito mais influenciado pelo Hip Hop por
conta do basquete, eu só usava roupas gigantescas, tênis branco, camiseta branca,
trancinhas no cabelo, sempre no estilo gangsta rap kkkkkkkkk (bons tempos).
Então acho que meu som tenta beber de várias fontes mas não tem nada específico,
uma mistura do caralho que até está dando certo. Eu cursei publicidade e propaganda mas não concluí, no
segundo ano eu sentia a necessidade de entrar logo no mercado de trabalho e
nessa, as pessoas exigiam a experiência com os softwares de criação, ai comecei
a aprender por conta mesmo, eu sempre falo que essa profissão me escolheu. Eu
vejo uma importância tão grande na publicidade e propaganda, pois ela é capaz
de mudar padrões e conceitos que estão enraizados dentro de uma sociedade, é
capaz de trazer a representatividade para minorias. Eu como homem negro atuando
nesse mercado de trabalho sei da minha importância e do meu papel social, então
sempre que posso tento contribuir com a representatividade do negro em peças
publicitárias e assim tenho seguido. Hoje em dia estou muito focado em criar
Identidades visuais( Marca, logo) faço alguns cursos tenho estudado e buscado
aperfeiçoar meu trabalho cada dia mais."
A vida durante a pandemia
"Cara essa pandemia realmente deixou tudo a flor da pele, mas
sigo uma rotina de muito trabalho na verdade, to fazendo Home Office na empresa
que estou trabalhando e nos momentos livres estou tentando usar esse tempo pra
poder melhorar minhas habilidades profissionais, estudando marca,
desenvolvimento, técnicas de criatividade e desenvolver projetos pessoais de
Design, mas também não estou me cobrando muito não. A terapia tem me ajudado bastante com a saúde mental no
entanto acho que o que mais está pegando é a saudade da minha mãe e
meu irmão mais novo que moram MS isso ai ta foda irmão. Em relação a saúde
física ta foda acho que corri na primeira semana de pandemia e até hoje não fiz
nada de nada, só bebendo e comendo dentro de casa. Queria muito voltar ao
basquete, mas agora só Deus sabe o que vai ser e quando poderemos jogar novamente
TRISTÃOO com isso."
Governo atual e preconceitos
"Poxa as vezes eu nem consigo expressar todo esse meu
descontentamento com a situação do governo atual brasileiro, penso muito que
com esse presidente no poder ele conseguiu dar voz há pessoas que tinham um
racismo velado e que não expressavam por não ter um “aval” e vejo que o atual
governo tem dado todo esse aval. Eu não faço parte de movimentos sociais negros
nem nada do tipo no entanto eu luto pela causa como eu posso, como eu disse
vejo que a publicidade é uma ferramenta muito importante como representatividade
do povo negro, não é hora de ficar em cima do muro precisamos nos posicionar e
levar a tona todo tipo de preconceito, seja racismo, homofobia, transfobia é
tempo de “FOGO NOS RACISTAS”. Em Maringá eu sofri várias formas de
racismo do tipo “segurar a bolsa quando eu tava
passando” “ ser seguido por segurança de mercado”, sem contar os
olhares ao entrar em lugares “mais sofisticados”. Hoje eu tenho total
consciência do lugar que ocupo mas nem sempre foi assim, antes eu não
frequentava lugares mais sofisticados por conta de se sentir coagido com
olhares que me mediam de cima em baixo, hoje vejo que se eu posso frequentar
lugares assim, porque não matar meu desejos de comer algo que eu tenho vontade,
beber algo que quero experimentar ? Ocupar esses lugares acho que é uma forma
de normalizar essa situação sabe. A situação global mais do que nunca coloca em
pauta tanta coisa, por que depois de tanto tempo com essa
falsa “LIBERDADE” e ainda nos matam a troco de nada, não só na
gringa, no Brasil o índice de morte do homem negro é bizarro, ser negro nessa
sociedade racista é se revoltar com olhares, é ter medo de policia, é saber que
a culpa pode ser jogada no seu colo a todo momento. Então assim socão na boca
de racista e poucas ideia."
Recado de Luiz miguel baixista/Luiz miguel do cotidiano
"Luiz integrante da Fusage PAU NO CU DO BOZONARO QUE JAJA VAI
CAIR , Luiz do cotidiano “A VIDA É MUITO CURTA PARA SER
PEQUENA” Benjamin Disraeli … Assistam o doc brasileiro “EU MAIOR”."