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quinta-feira, 10 de junho de 2021

As forças do mal presente no Slayer

 

O Slayer, essa grande banda que até agora nos apresentou com 11 discos ao longo dos seus 40 anos de carreira, a banda foi formada pelos californianos Kerry King e o finado Jeff Hanneman que se juntaram com Tom Araya e Dave Lombardo, após comporem as próprias músicas e fazer algumas apresentações os garotos começaram a ser notados, e um cara chamado Brian Slagel que era presidente da Metal Blade meteu eles na coletânea do Metal Massacre 3 com a musica Agressive Perfector, a situação foi tão seria que eles lançam seu primeiro disco com uma capa que faz até uma bruxa ficar morrendo de medo, o show No Mercy. 

Foi o primeiro disco da banda e o primeiro que eu ouvi, a atmosfera desse álbum é muito obscura, tratando de satanismo e ocultismo, o que provavelmente tenha chamado mais a atenção ainda dos jovens enfurecidos da época, a produção do disco foi paga com dinheiro do Kerry King que pegou emprestado com seu pai e o resto pago pelo Tom Araya. A musica de entrada tem uns backing vocals blasfemos e velozes! Jeff e King tiveram a grande ideia de colocar 8 pessoas dentro do estúdio para o refrão da musica ganhar mais força e ficar grudado na cabeça dos maníacos e maníacas que o escutassem, contando com a participação do baterista Gene Hoglan, como esse disco tem uma pegada bem sombria, preciso destacar duas musicas aqui, a "Antichrist" que fala da ilusão de uma vida cristã e cega que cumina com o rompimento desses dogmas, e a outra faixa é a "Black Magic", que fala sobre magia negra e as terríveis consequências de mexer com tais forças cósmicas do submundo. Por mais que o disco tenha uma produção mais precária ele foi uma grande influência para o Death Metal e Black Metal, como por exemplo, o Fenriz do Darkthrone, Terry Butler do Obituary, os loucos do Sepultura os insanos do Morbid Angel e por ai vai. 


O Show No Mercy foi um disco que mudou toda a trajetória da historia do metal, não apenas esse disco, mas tudo que o Slayer fez. Vale ressaltar que a temática satânica também era usada nos seus shows o que chamou ainda mais a atenção da garotada na época, mas claro, tudo fazia parte de certo marketing. Se você tem esse disco em mãos e sua mãe for evangélica muito provável que você tenha que ouvir ele escondido, essa obra faz qualquer ficar com os cabelos em pé. Caso você não conheça o Slayer recomendo que comecem ouvindo por esse disco, é o melhor álbum da banda.

Esse texto é dedicado ao finado Jeff Hanneman, agradeço muito por toda sua obra e por ter feito e ainda estar fazendo parte da minha vida.


LINKS DA BANDA



Autor do texto: Mateus Kiyugoro.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

O Carlos em seu Salto Grande


 

Em um papo muito bacana com um amigo de longa data o Caique Fermentão, ou melhor nesse projeto especifico e solo se denomina o Carlos, consegui detalhes de como foi trabalhar nesse novo projeto e como desenvolveu todos os aspectos de criação da arte. Se liga ai que veio quente!

Pandemia e lançar um disco solo

Quando a pandemia começou foi bem complicado (e ainda é) entender tudo o que estava acontecendo. Eu tava vivendo uma realidade que do dia pra noite acabou. Tocava em várias bandas, ensaiava muito, tava sempre no estúdio Costella gravando algo e vivia na estrada tocando. Quando tudo foi colocado em espera por tempo indeterminado sofri muito e por um tempo não quis mais fazer muita coisa. Aí um dia eu pensei que já que não tinha mais nenhuma banda ou projeto rolando, poderia criar o meu. Como eu toco vários instrumentos comecei a criar uma rotina de todo dia tentar criar alguma coisa. As músicas foram saindo e quando vi tinha um disco. 


O surgimento da ideia de um disco solo

Fazia um tempo que eu queria voltar a cantar, tocar guitarra e fazer um som meu. Não pensava necessariamente em ser uma banda ou algo assim, só queria criar algo com a minha cara. O Corona Kings, onde eu fui guitarrista, vocalista e fazia grande parte das músicas e letras, não toca a mais de dois anos e eu ultimamente tinha assumido a bateria de outros projetos em tempo integral. No fim de 2019 eu comecei a fazer umas músicas sozinho em casa por pura saudade de tocar guitarra e cantar. E com o tempo aquilo foi tomando forma.Nessa época a Gabriella, minha namorada, me motivou muito a continuar compondo. Ela vivia falando que eu precisava mostrar aquilo para as pessoas e eu comecei a pegar gosto pela ideia. Um dia eu tomei coragem e mostrei algumas demos minhas pro Alexandre Capilé e na hora ele falou que queria produzir meu disco. Depois de um tempo nos isolamos do mundo no estúdio Costella e gravamos o meu disco em uma semana, e o disco do Ator Morto na outra.

Influencias nas composições

Cara, são várias! O disco disco tem psicodelia, grunge, stoner, Rock’n Roll , música caipira, gritaria e umas baladas. Eu quis tomar posse de tudo que escuto desde criança e fazer uma parada com a minha cara mesmo, sem medo de ser feliz. Algo que mudou bastante, desse meu projeto pros outros que já tinha lançado é que passei a ouvir muito mais música brasileira, e isso entrou bastante no som.Posso dizer também que fui influenciado por pessoas. Tem muitas músicas do disco que escrevi pra pessoas específicas, então acho que as músicas acabam tendo um pouco a cara dessas pessoas.

Caique solo ou apenas mais um projeto?

Engraçado que você até perguntou com “Caique” e esse foi um dos motivos que eu escolhi chamar esse projeto de “O Carlos”. Quando tava pensando no nome do projeto tive essa brisa que o Caique já é o cara das 25 mil bandas e eu queria ser algo novo. Então a resposta da sua pergunta é que o “Caique” continua tocando em todas as bandas e projetos que ele faz parte, com toda a vontade e coração que ele pode ter, e “O Carlos” é só solo. 

O que é esse novo projeto e o que está por vir

Cara, esse disco é fruto de muita coisa que passei nos últimos anos, muita gente que cruzou meu caminho, tá tudo ali pra qualquer um ouvir. Eu coloquei minha vida e alma nas músicas e fechei muita coisa da minha vida nesse disco. Pra mim ele tem muito disso de virar a página e me reencontrar no caminho.Durante o processo de composição dele fui de morrer de rir em algumas músicas até chorar por dias quando escrevi outras. To muito feliz com o resultado final, acho que quem me acompanha e sabe da minha história vai entender o que fiz e o que quis dizer com tudo isso. Com relação ao que está por vir, na quarta que vem já lanço uma live onde eu toquei praticamente o disco todo e todos os instrumentos, fiz a banda toda mesmo. O meu parceiro Denis Carrion dirigiu e filmou a parada toda e já posso te dizer que tá um absurdo de foda.Vou continuar lançando coisas do Carlos ao longo do ano. Mais clipes, lives, mais pra frente gravar músicas novas e ainda tenho que anunciar a banda que vai me acompanhar nessa doideira toda. Aí quando todo mundo tiver vacinado a gente marca de cantar junto as músicas em algum inferninho por ai. 


Links do artista



terça-feira, 27 de outubro de 2020

A carta aberta de Olivia Yells

 


A carta aberta de hoje é cheio de força e de muita autenticidade, sem papas na língua a Olivia soltou o verbo, contou um pouco de sua história e projetos, então se liga que a matéria está finíssima!

História pessoal e na música

"Meu nome é Olivia Yells e eu me criei e recriei desde o começo. E “começos” são muito subjetivos pra mim, por que acho que a minha vida inteira passei pelo processo de me reinventar de novo, de novo e de novo. Eu sou uma artista lançada em meio a uma pandemia, e nem em meus sonhos mais doidos eu me preparei para isso !!! ! !! ! O lançamento da meu primeiro single “Good Manners” estava planejado para ser feito, mais ou menos, uns 4 dias depois que começou a quarentena aqui em Curitiba, minha cidade natal. Estava planejando um evento de apresentação do meu trabalho, e meu segundo single, “Bittersweet Lullaby” já estava engatilhado para a produção. Mas daí eu fui lá e recomecei. Não sou uma pessoa muito paciente, confesso, mas eu esperei por tanto tempo a hora pela qual eu poderia finalmente me por a cara tapa, que me dispus a esquecer que existe algo como “tempo passando”, por que percebi que já não tinha controle sobre isso (se algum dia já tive, foi ilusório). E essa é uma das maiores verdades sobre mim e sobre o meu trabalho: a paciência e a memória de me lembrar a todo momento que quase nada está 100% em meu controle. E olha, tem dia que dá vontade de espernear igual criança e gritar “por que as coisas não saem como eu planejo!!???!??!!?!?!?!?!!”, tem dia que não é fácil não. Mas em geral, eu não fico mais tããão brava com o universo, até que nossa relação tem dado certo. Será que é nesse ponto que a gente começa a aprender a jogar esse jogo? Atualmente, com as duas músicas lançadas, já comecei a trabalhar no meu EP lindão, junto com o meu produtor, Lipe Borba. E quando for o momento certo, Olivia Yells vai vir pra tocar um pouco mais de terror nesse mundão."

Pandemia e lições

"Nos primeiros 3 meses da pandemia, eu estava na corda bamba entre estar motivada a continuar os trabalhos, e depois me encontrar completamente jogada no sofá assistindo “The Office” tentando esquecer todo o cenário do mundo estar fora dos trilhos. Agora, no oitavo mês de isolamento, não posso dizer que isso mudou muito, mas infelizmente tudo ao redor nos obriga a se adaptar. Os dias tem sido menos difíceis, mas continuam complicados. Estudo música sempre que eu posso, tento compor um pouco todos os dias e estudos assuntos relacionados à minha faculdade de Fotografia. Estou quase sempre estudando, independente do que seja, isso me mantém sã. Infelizmente é difícil pra mim parar tudo e ficar um pouco mais “alheia”. Sempre foi assim, mas nesse momento é ainda mais complicado, parece que a ansiedade vem como um soco no estômago. É algo que eu preciso mudar, ou pelo menos, normalizar um pouco."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Acho que eu nem preciso dizer que tá tudo errado né? E isso traz uma ansiedade enorme sobre o que podem ser dos próximos dias, meses e anos. As vezes sinto muito medo quando estou em contato direto por muito tempo com a internet e a mídia. É apavorante, vivemos em tempos completamente sombrios. Por outro lado, é muito animador ver que temos pessoas na resistência, e por isso, eu acredito muito no “ainda há tempo”, por que, como falei anteriormente, é nisso que eu tento me focar. Precisamos buscar todos os dias formas que estejam ao nosso alcance e que possa fazer alguma diferença sobre tudo isso. A arte tem se mostrado meu instrumento mais forte de combate, e por isso, absolutamente nada pode me impedir de lutar por dias melhores."

Deixe um recado como Olivia artista e Olivia cotidiano

"Lute pelo o que você acredita, e tá tudo bem se contradizer as vezes. A gente nunca sabe realmente de algo até ser colocado frente a frente com aquilo. Nossas verdades mudam com o tempo, e a gente tem que acompanhar o curso da vida. Sinta seu coração! Ah, e grite quando puder. Gostoso demais."

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Fotos: Kevin Agostinho; Maju Tohme.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A carta aberta de Douglas Takazono


Vamos chegando que dessa vez a carta aberta é com um dos caras de espirito elevado ao máximo, e uma das figuras musicais que mais impressiona a sua sensatez e audácia nas palavras a atitudes. O Douglas é Vocalista e guitarrista da banda Fusage, e veio soltar o verbo conosco!

História pessoal e na música

"Sou o Douglas, nasci no Mato Grosso do Sul, me mudei para o Paraná em 2010 e me formei em engenharia civil pela UEM. Depois de quase dois anos morando na Irlanda eu voltei ao Brasil e formei uma banda. Pouco antes de lançarmos o primeiro disco decidi sair da engenharia para me dedicar à música. Hoje trabalho como professor particular de inglês e músico na Fusage. Acho que as minhas influências culturais vêm antes de tudo lá de casa, com meus pais que ouviam discos de música clássica, sertanejo raiz e moda de viola, rock dos anos 60, 70 e algumas coisas mais aleatórias. Livros sempre foram um incentivo dentro de casa, mas acho que comecei a ler mesmo quando saí morar sozinho e filmes era aquela história: baixar na internet discada. Teve um cinema por uma época, mas era algo bem precário. Cresci numa cidade pequena, tive uma banda no colégio e a gente chegou a gravar um EP em 2007. Quando vim pra Maringá estudar me lembro que no final do primeiro ano da faculdade já estava procurando formar uma banda. O resto da história vocês podem conferir no documentário Uma forma de seguir do nosso grande amigo Jean Cedemachi em parceria com o Junior Conejo que aborda um tema recorrente no nosso meio sobre viver a arte e ser artista independente além de contar com Stolen Byrds e pedaços da nossa tour juntos."

A vida durante a pandemia

"Como eu citei anteriormente, além da música hoje trabalho como professor de inglês, então desde o início da quarentena (que nunca começou de verdade no Brasil) as minhas aulas estão sendo exclusivamente online. Tem seus pros e contras, como tudo, mas tem sido muito mais pro do que contra ultimamente. Eu acordo mais cedo, tomo meu café tranquilo, faço minha rotina matinal e quando dá uns 5 minutinhos antes da aula eu ligo pros alunos, é uma maravilha. Eu digo isso porque dou várias aulas, uma atrás da outra, simplesmente conectando outra pessoa na sala virtual, e assim tenho tempo pra cozinhar, cuidar mais da casa, etc. Todas as incumbências do jovem adulto se tornaram uma parte mais prazerosa da minha rotina. Por outro lado, tenho pecado muito no quesito atividades físicas. Nunca fui sedentário, mas ultimamente acabei cedendo ao comodismo, é algo que preciso corrigir urgentemente. Quando não estou dando aula, estou produzindo algo pra Fusage ou estudando música, produção, gravação, mixagem, divulgando, pesquisando. Cuidamos das redes sociais juntos, os 4, mas de certa forma eu que faço as publicações na maioria das vezes. Estamos preparando várias coisas pra poder lançar enquanto o Outburst Desert não pode ser gravado e também lapidando as faixas que vão estar nele.Tivemos a ação das cartas na qual nós enviamos uma carta pra cada pessoa que mais interagiu com a banda nos últimos meses. A carta continha instruções e imagens com o tema do próximo disco e cada um deveria produzir uma colagem cotada para ser a capa do álbum. Houve alterações de cronograma por conta da pandemia, mas no final deu tudo certo porque os correios atrasaram pra chegar em alguns endereços e estendemos o prazo pra galera fazer a colagem. Ainda não escolhemos a arte que vai ser a capa do disco, mas estamos tendo ideias muito legais pra usar todas as colagens que foram produzidas, são peças únicas de pessoas que conhecemos nas turnês, gente que descobriu a Fusage e acompanha nosso trabalho, tem sido uma experiência sensacional."

Humanidade e os problemas do cotidiano

"'É muito difícil hoje em dia quem consiga olhar para a humanidade e sentir Humanidade. A gente convive com Fake News já faz muito tempo, mas uma outra parcela da sociedade, pessoas de várias idades, não só o típico ‘tiozão do zap’, mas de posições conservadoras no geral; para esse público essa disseminação de mentiras tem sido o artificio capaz de validar seus privilégios, preconceitos, atrasos sociais, injustiças, etc., sempre provocando medo, incentivando o caos, a violência gratuita. Eles tripudiam a ciência, seja a área que for, se recusam a ter um debate racional e quando tentam é sempre com discursos vazios, argumentos sem pé nem cabeça, não tem diálogo. Essa massificação da informação é produto de um modelo político, econômico e social desequilibrado; fadado ao colapso. Eu enxergo mais ou menos como o professor Domenico De Masi, no livro O Ócio Criativo: Ele afirma que os últimos dez anos do século XX foram marcados pela forte atuação do liberalismo e o discurso amplamente propagado por essa frente que ataca tudo o que é público. Primeiro sucateando os serviços e infraestrutura e em seguida inflamando críticas para desvalorizar empresas estatais no geral, áreas de transporte, ensino, comunicação, eletricidade, recentemente até mesmo os recursos hídricos. Se valendo dessa estratégia, a elite nos vende as privatizações principalmente dos setores mais lucrativos da economia e geralmente necessidades básicas do povo. Compram empresas estatais e vencem licitações de concessão de serviços por um preço muito a baixo do mercado e ainda obtém investimentos do próprio governo em forma de incentivos fiscais, financiamentos a perder de vista, concessões de décadas e mais décadas, enfim, só vantagens. A gente vive isso com a empresa de transporte público de Maringá, numa menor escala, mas população toda sabe, e é um puta atraso. No fim das contas ainda existe o discurso de se investir nas grandes empresas privatizadas para gerar mais empregos e aquecer a economia e por melhores que pareçam os resultados, eles são pontuais, não há solução permanente enquanto insistirmos num modelo desequilibrado. As crises voltam e tendem a se tornar mais recorrentes, desemprego, fome, violência, enfim um abismo socioeconômico que impacta na vida em todas as suas áreas. O ponto é que nós estamos vivendo e tendo experiências constantes de demonstrações de que as coisas precisam mudar. Quando a gente pensa na luta feminista, na luta contra o racismo, na luta LGBTQ+ e tantas outras mais frentes que só exigem respeito, dignidade e iguais condições, nos parece que tudo isso é recente, mas não é. As questões sociais que já clamam respostas e mudanças há décadas, mas agora estão tendo uma maior exposição e visibilidade principalmente nos últimos meses por conta da condição atual em que estamos isolados fisicamente, mas unidos pelos meios de comunicação. Nesse sentido eu penso que estamos vivendo transições importantes, mas de processos muito antigos e que levam um certo tempo para se estabelecerem. Numa escada de longo prazo talvez estejamos vivendo o começo da mudança positiva em muitos setores, mas dificilmente viveremos para ver o mundo ideal."

Recado do Douglas vocalista da Fusage/ Douglas do cotidiano

"Acho que não há separação entre o Douglas da Fusage e o do cotidiano, mas há uma diferenciação. O primeiro atua em um projeto com outras pessoas para expressar e discutir tanto o que ele pensa e sente quanto o que pensam e sentem os seus irmãos de banda e contribuir de todas as formas possíveis por meio dessa ferramenta para ajudar/entreter/melhorar/acalentar a vida das pessoas que a gente atingir. O segundo é uma pessoa normal dentro das suas esquisitices que procura lidar da forma que pode com essa vida maluca que a gente compartilha aqui no planeta Terra. O recado ao mundo é simples. Que tenhamos mais compaixão pelos nossos semelhantes e por nós mesmos, que tenhamos mais tempo para ficar em silêncio e simplesmente ouvir. Eu espero que cada um de nós encontre a paz de espírito e serenidade ao enxergar a vida como uma oportunidade de evolução espiritual em todos os seus momentos."



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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A carta aberta de Débora Louize


Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música, da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora, musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!

História pessoal e na música

"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos, sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança, meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas, descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra, comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas outras ainda."

Vida durante a pandemia


"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia, eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar, então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor, comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês de pandemia."

Opinião do mundo atual e nosso país


"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres, por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso, mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço. Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo. Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo logo, eu temo pelo que possa acontecer."

Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet


"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir. Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta. Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos. Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"


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FOTOS: Bia Colnago, Alex Reis, Marcelo Zavan, Igor Moura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cinco motivos para escutar MUTT, novo disco da The Old Skull Guz


A rapaziada da Old skull guz vieram arrebentando nos últimos meses e hoje lançaram em todas plataformas o seu primeiro disco, o “MUTT”. A banda está em turnê nesse começo de ano em vários pontos do Brasil soltando a voz e toda sua euforia musical, então aqui vai cinco motivos
luxuosos pra se absorver esse disco do começo ao fim!

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"O primeiro disco da banda tem suas misturas mais cruas, sempre o primeiro trabalho tem uma mistura muito maior dos gêneros e gostos de todos os integrantes. Não poderia ser diferente nesse aqui, sinto uma energia do jazz, uma balada dançante do blues e uma porradaria do Hard rock também, tudo em uma mudança frenética."

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"Apesar de ser uma banda nova a sincronia instrumental chega a dar emoção, o alinhamento entre os três instrumentos faz com que as ondas sonoras faça você viajar de longe a perto em alguns segundo, junto do vocal estridente e afinado."

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"O disco foi lançado com o selo da Forever Vacations que é uma turma de São Paulo comandada pelo Capilé (Ator Morto/Suagr kane/Water Rats) que faz o trampo das bandas mais porradas e lança para o mundo! Trazendo o underground mais em evidencia de novo como a vários anos atrás!"

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"A banda já tem seu primeiro clipe lançado da música “Mutt Dog” além de algumas gravações em estúdio que já está liberado no Youtube. Não há trabalhos posteriores da banda, mas dois integrantes são velhos conhecidos dentro do projeto pelo seu passado em bandas anteriores."

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"Alavancando um top 3 do disco, de primeira eu escolheria a Rampage Boogie que é sem duvidas uma ótima carta de apresentação da banda e é a abertura no disco mesmo, uma porrada quarentista e cheio de energia muito própria da banda, trazendo a euforia em cada segundo da música! Depois não
posso deixar de falar da Mocaccino Blues, é a favorita do disco, é um frenesi da guitarra com os outros elementos, o vocal limpo em algumas partes o deixando solo e depois volta a explodir o instrumental completo, fazendo isso como se fossem ondas no bar, trazendo da calmaria a maior quebra constantemente, além da gaita estridente que o “Guz” sabe tocar como poucos! Pra fechar os destaque eu colocaria a “Mutt Dog” que como citado a cima tem clipe já e tudo mais, ela é uma história sendo cantada para todos os ouvidos que se aventurarem, tem uma grande semelhança as maiores baladas como de Johnny Cash com uma pitada única da banda mesmo, é uma balada das boas! Varias outras tem destaque como "Lovin Odissey" que é ANIMAL, "True" com toda sua paixão entre todao o disco!"

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Assim fica os cinco motivos para apreciar esse novo disco dessa banda que está surgindo agora mas já da vários indícios que vem forte e com um baita futuro! Então se deliciem e acompanhem tudo que vem por ai!


Acompanhe a banda:





quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Stolen Byrds em 2018, voando mais alto!


A banda talvez mais parceira do projeto, a Stolen Byrds está cada vez voando mais alto e mais e mais longe, ao decorrer de sua história já são inúmeros shows, conquistas e muita evolução. Em um papo
bem descontraído e rápido (pois a banda está trabalhando em um novo material) o vocalista e frontman Edwards Neto, deu alguma pitadas do que vem, o que foi e o que ta sendo a Stolen Byrds.

Ano passado foi um ano cheio de acontecimentos pra banda em geral, mas destaque um especial que foi um divisor de águas pra vocês?


Sim e somos muito gratos por isso, mas a turnê entre 7 Estados Brasileiros + Portugal no final do ano, foi algo que abriu uma nova dimensão para nós, esse divisor de águas, é o princípio do que faremos agora, total.


O grupo é visível que está cada vez mais alinhado e fino na questão musical, mas qual seria o segredo por tras da banda?

Nós nos amamos muito, temos muito carinho, respeito e admiração uns pelos outros, e isso acaba fazendo com a gente transmute naturalmente, no final das contas a música reflete isso, acredito piamente.

O ano está começando e a banda já tem algo planejado para acontecer?

2018 será um ano especial, fechamos com a Sony Music, temos um clipe novinho pra lançar agora, algumas live sessions, e em março iremos para o Rio de Janeiro gravar nosso próximo disco. 



O que esperar da família Stolen Byrds pra esse ano e os próximos que estão por vir?

O melhor, sempre.

Por fim, nas palavras do Jagger maringaense:

Estamos chegando, agradecemos a todos por tudo! Muito amor.


Alguns indícios de que a banda vem explodir mais um ano. Então saca embaixo os links para acompanha-los:

https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial/
https://www.instagram.com/stolenbyrds/
https://open.spotify.com/artist/2CYiDHkJsYFLsRW552aTaG

Link do projeto, chega e fala o que achou da matéria:

https://www.facebook.com/vivendoamusica1/


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Os seis mais brazucas do ano


Alavancamos seis discos que foram lançados nesse ano tão precioso para música de nosso país, não colocamos em colocações nem nada, só resolvemos mostrar os principais destaques dos mesmos, então apreciem e relembrem desses marcos! O primeiro lançamento que marcou esse ano foi o enigmático “2019” dos nossos parceiros da Stolen Byrds, onde fizeram um disco desconstruindo tudo
do universo e mostrando em que partículas estamos sobrevivendo, e sim devíamos estar vivendo. As música vieram todas trabalhadas na magia, tem uma pegada mais forte e rápida já no inicio com “Jetplane” mas também tem as desaceleradas e entradas de sintetizadores em outras faixas como se pode escutar em “Apple Queen” que é a que mais te faz viajar. O ponto máximo do disco na minha opinião é o grito absurdo de “In my head” que tem um ponto especial na letra pessoalmente, mas o instrumental vem e arregaça junto com tudo que está por perto, e ao vivo eles transformam a música em um hino a se proclamar! Esse ano junto de um trabalho novo, a banda teve um crescimento absurdo, fruto de um trabalho forte que todos da banda fazem, chegando a tocar em
terras internacionais! Depois veio um mês mais ou menos o lançamento do “Unlikely” do Far From Alaska, que foi uma porrada sem tamanho quando lançado. A banda conseguiu manter a pegada de todas as suas influencias, e até mesmo no estilo do seu disco anterior mas acrescentando um tom mais eletrônico por assim dizer, usando e abusando de bastante sintetizador e muito volume no máximo, tanto da vocal quanto das guitarras. A banda se consagrou nesse ano também, sendo das bandas mais influentes para uma nova geração de músicos que estão aparecendo, o disco teve um especial por ter sido gravado fora do país mas com a obra de arte sendo brazuca. Um tempo depois veio a carta de alforria com “Magnetite’ da banda Scalene, que pode ser considerado dos melhores discos brasileiros cantado
em português nos últimos dez anos, o disco é muito bem elaborado instrumentalmente, as harmonias das músicas não tem deslizes e são tocados com maestria, junto com toda a melodia feita e prescrita pelo Gustavo e seus amigos, a banda soube usar muito bem todos elementos que poderiam usar. Dentro do disco tem cartas de revolução e cartas de amor, tem muito sentimento em todo trecho de toda música, acho que o termo que pode significar muito bem a banda é emoção, é desde os timbres gritados, os riffs chorados, as batidas estremecidas, tudo é feito a um milhão de vontade, a emoção tranborda em todos os sentidos da banda, e no disco você sente muito isso, sendo assim um disco revigorante pra alma! O próximo é os caras daqui do paraná também, é o Red Mess que lançou o
“Into The Mess” que é uma porrada bem ao meio da sua cabeça, um som com muita progressão e muita alusão ao peso de música. O disco explodiu no país inteiro sendo comentado em diversas mídias sociais e telejornais, sendo um estilo de som muito único e super original desses caras de Londrina, eles tem o cartão de passagem pra um futuro genial, é só continuarem com esse peso total no som deles! Depois vem os caras da Fusage com “Age of fuzz” que é o primeiro disco lançado pela banda e já merece todo reconhecimento e todos elogios que o mundo pode proporcionar. Eles são o tipo de banda que você não consegue comparar ela a nenhuma outra, pode se notar influencias desde Queens of stone age até Metallica com uma pegada de Black Tide, mas também lembra diversas outras bandas, e o
principal que sempre vai lembrar eles mesmos, ou seja, eles são uma baita banda autoral tocando um som pesado e muito bem trabalhado. Tem muito solo de guitarra e nós gostamos disso, tem um vocal todo chiado com gritado que nós fazemos apoio em todo show, tem um baixo que conduz tua cabeça em um movimento maluco ao vivo, tem a bateria que você sente as marretadas na sua cabeça, harmonizando tudo em transformando em uma algo alucinógeno e muito fudido de ouvir! E pra fechar a lista e o ano vem os caras da Corona Kings com  “Death Rides a Crazy Horse” com uma mudança completa em musicalidade tratando da banda, sendo assim uma banda muito mais madura e com o proposito de botar pra quebrar, tem como ser melhor? O disco é bem forte e porradaria o tempo todo, mesclam
diversos estilos músicas até mesmo em uma música, não se prendem e deixam suas mãos soltas ao instrumento pra ver no que vai dar, e deu muito certo, os gritos do Caique combinam com essa sincronia total da banda. Esse é o primeiro trabalho dos caras depois que se mudaram para São Paulo e já podemos falar que a mudança deu uma evolução gigantesca na questão musical da banda, as músicas estão mais fechadinhas e redondas, e além de suma importância mantiveram toda a originalidade da banda, com gritos, guitarras mega rápidas, baixos fortes e destruição de bateria ao fundo. Fechando os discos do Brasil muito bem.


Essa lista é pra mostrar como tem coisa boa no nosso país, sendo que nessa lista são alguns destaques, no Brasil a música vem vivendo muito bem, é só você entrar nesse universo.

  

Comentem sobre o que acharam dos discos, tenham um feliz ano novo.

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Fusage que nos exploda


Esse disco é uma loucura bem simples, guitarras lá em cima, baixo e bateria na batida perfeita e alta também, e um puta vocal gritado que faz a união de um som simples mas MUITO bem feito, e super explosivo. O disco é o primeiro da banda que é formada a pouco tempo, são novos mas bem
trabalhados, acho que essa seria a frase perfeita pra introduzir a banda em qualquer canto do universo. A banda vem sendo dos maiores destaques da sua cidade natal que é Maringá, despontando entre a cena autoral que temos no nosso país também e já fazendo participações em shows e festivais que mostram toda sua força com uma banda de Rock das boas.

Trata-se de um disco com músicas bem trabalhadas e com elementos que entram no tempo perfeitamente, digo isso porque a bateria é rápida, mas junto com os outros instrumentos, não fica disperso de um para o outro, soam harmonicamente muito bem todas as músicas. A bateria rápida das boas bandas hardcore que temos pelo nosso mundo afora, uma pancada lembrando Dead Fish em seus momentos mais fortes, o baixo mantém uma linha mais densa lembrando alguns sons grunge como Alice in chains e demais bandas do gênero, a guitarra junto com o vocal é impossível
não se lembrar da rapidez do Metallica e a voz com Black Tide que é uma banda de metalcore da gringa, mas como eu disse, são influencias mas o som da banda é MUITO único e autoral mesmo!

O disco é daqueles de se colocar em diversos momentos do seu dia e porque não das fases de sua vida, você escolhe uma canção para cada sentido que lhe tenha. A banda merece uma repercussão gigante porque eles trampão muito bem e fazem um som muito responsa, se houver a possibilidade escutem ao vivo, vá a shows dos caras porque a energia que eles passam é realmente de outro universo, os astros se tornam seus parceiros para curtir o show, e seu cérebro explode, por favor fusage, nos exploda pra sempre. Então saque o disco, veja a página dos caras e acompanhem, não haverá arrependimentos!





Venha no facebook dar a opinião do que achou do disco dos caras!

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sábado, 26 de agosto de 2017

Aos preguiçosos musicais, calem-se




Antes de iniciar esse texto que é um pouco diferente da maioria das matéria do projeto, eu já pergunto, você já ouviu a fatídica frase “nossa, eu acho que o rock ou a boa música no Brasil acabou”, se sim, continue a ler isso. Quando afirmamos uma opinião você tem de acatar mas dificilmente você concorda com a pessoa, mas ao fato de deixar uma resposta, negativa, tão grande como essa afirmação que citei, você não se cale, por favor. Deparamos em um momento muito único musicalmente em nosso país, as bandas andam ralando o triplo do que elas já ralam normalmente, sem restringir a um estilo musical em si, mas na música, que te vibra e te anima. O Brasil um pais cheio de miscigenação, um número exorbitante de etnias no mesmo país e com uma cultura tão rica e única como nós temos, nota-se nas bandas que elas sabem usar isso em suas músicas, mesmo as influencias sendo de fora ou os ídolos e ícones que eles tem em si sejam lá do Japão que for, os trabalhadores musicais no país merecem mais o nosso respeito, o jogo é duro e as vezem nem tão gratificante. Quantas bandas você conhece que não foram pra frente por parte de apoio financeiro ou o que for, sendo que naquele show que era quinze reais você pediu pra um amigo da banda te liberar e entrar na faixa porque era só a banda dele, nada mais. O erro de tudo é seu também.  Muda-se a cabeça das pessoas, assim podemos abrir nossos próprios horizontes, sendo assim vos apresento uma pequena lista de bandas Brasileiras que nos mostram muita coisa boa. A lista não é de pior pra melhor nem nada, é só umas citações de artistas que valem MUITO nossa atenção, como a Scalene que lançou a pouco tempo o disco novo chamado “Magnetite” que é um álbum todo inovado dos sons antigos da banda, com uma pegada brasileira em diversos enredos. Seguida temos Liniker que vem demonstrando todo o seu talento e quebrando diversas barreiras preconceituosas, com uma voz que é de outro universo! Muda um pouco vamos pesar isso, coloco a Far From Alaska, uma banda que a vocalista é uma mulher, sim você que é um machista e acha que mulher não tem potencia vocal, ela uma voz DOS INFERNOS e bota pra quebrar, que lançou um disco a pouco tempo também chamado “Unlikely” que é super inovador e com arranjos que você não encontra em todo lugar. Daremos um pulo em Salvador agora e chegamos com a Vivendo do ócio que é a banda mais agitada e com o sotaque mais gostoso de se curtir em todos os momentos, os caras fazem um som fino demais! Os caras do Vespas mandarinas que é um dos rock’s mais brasucas que tem na atualidade, e também lançou trabalho a pouco tempo! Agitando um pouco mais temos a Water rats que vem com o Punk estourando qualquer ouvido que se deixe escutar. Parceiros do projeto que se dividem em São Paulo e Maringá nossos amigos Corona Kings que está pra lançar trabalho novo e dão a vida pela música, deixando o comodismo da cidade natal pra viver e tocar a todo momento em uma das cidades que mais se senti o underground. O Hellbenders que é uma puta banda foda la de Goiânia, que toca um Stoner infernal, gravaram o ultimo disco no rancho de la luna, um dos estúdios mais fudidos do mundo, sendo que lá você só pode gravar se é convidado. Tem a Boogarins que faz um som super psicodélico que te deixa nas nuvens, na mesma pegada tem os manos da Azulejo de vênus que faz as estrelas se aproximarem de você e te girar até você viajar. Tem duas bandas destruindo no stoner também que é Red mess de Londrina e nossos parceiros da Muñoz mineiros de respeito porque tocam um som pesadíssimo! Os nossos eternos irmãos da Stolen Byrds que fazem um rock clássico que te faz vibrar do início ao fim de qualquer música, e estão despontando no Brasil e pra fora também! Serei um pouco injusto de não falar mais bandas, me desculpe as banda e artistas solo  não citados e que merecem estar aqui também, mas em uma pequena pegada já citei vários nomes que estão destruindo no cenário nacional e com certeza internacional. O propósito do projeto é mostrar tudo que a música pode fazer com a pessoa, junto disso ajudar a todos esses nomes e de diversos outros terem a divulgação merecida pela sua arte. Então é um pedido, não parem de escutar suas bandas internacionais, ao contrário escutem mais ainda, mas adicionem essa pitada brasileira em sua vida, e acho muito difícil você se arrepender. Não seja mais um desse clã infame que só diz o negativo do mundo, e sim rebata e fale que a música vive no Brasil, e vive muito bem. 


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