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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Um grito ecoante chamado Marmozets

 

Um das bandas que mais me fez sentir novamente ao escutar a música pela primeira vez, lembro bem do momento que a música era “Major System Error” e eu não sabia nem explicar o porquê estava gostando. O som é muito diferente de tudo, é rápido, agitado, agressivo e pede mais e mais, uma droga constante que corre nas suas veias ao escutar, fazendo ter mil delírios em pouco tempo de música.

A banda é formada desde 2007, nas origens humildes do sul da Inglaterra mais precisamente em Bingley, nas terras mais desertas e sol que existe do reino unido. Talvez a banda possa ter usado da falta de luz pra criar em si uma luz tão forte que ofusca sua mente de pensar no momento em que escuta. Um quinteto que era pra ser simplesporém a força da sua frontgirl é inexplicável, a “Becca” Macintyre é um estrondo, ela coloca sua voz em alguns tons que você jura que depois ela pode ficar até sem falar, são gritos de uma natureza tão forte clamando pela mudança do mundo, mas se engane quem diga que é apenas ela e a banda é comum, o instrumental dentro da mesma música se reinventa e muda de forma muito rápida, é de uma mutação muito forte e deliciosa de se escutar.

Com dois discos de estúdio lançados, o primeiro “The weird and wonderful marmozets”, olha que nome sensacional de disco que ganhou o prêmio de melhor disco do ano no Kerrang Awards uma das premiações mais aclamadas pra gêneros menos “brilhosos” nas américas. O segundo é o“Knowing what you know now”, que traz uma sensibilidade muito forte nas letras mas com o instrumental botando fogo em tudo no redor.

A banda é extremamente bem falada e aclamada pela Europa, um rock alternativo com pitadas de post hardcore faz mundo se chacoalhar, apesar de já terem uns anos de banda ela não estourou de forma que merecem aqui na américa do sul, mas com certeza ainda vão chegar por aqui. Com a passagem e fim dessa pandemia, que seja logo, torcemos que eles venham fazer um show pra cá ou consigam trabalhar em materiais novos, porque a qualidade da banda é um absurdo.


LINKS DA BANDA



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A carta aberta de Edwards Neto



Hoje a nossa matéria é com um cara que não consigo nem identificar de que universo ele é, puro amor em forma de humano, esse artista sensacional que é o Neto, soltou a lábia e nos contou muitas curiosidades além de falar sobre a cena e o cenário em que vivemos, chega junto pra entender o porque esse cara é tão diferenciado!

História pessoal e na música


"Em primeiro lugar, agradeço imensamente pelo convite e pela iniciativa do Vivendo a Música e de você Matheus! Bom, a minha vida inteira eu sempre estive em contato com a música, tenho um avô compositor e músico de chorinho, tive o privilégio de lhe ouvir tocar desde criança, além dele, meu pai e minha mãe sempre tiveram uma grande paixão por música, sendo assim, a minha veia cultural é aberta nos primeiros anos de idade através da música, hoje já se ramificou em muitas áreas, pois a arte e a cultura são coisas do dia-a-dia, tudo é cultura, tudo é arte, compreendendo assim, aprendi a enxergar muitas faces da realidade. Conforme a compreensão sobre o que é a arte, a cultura, as realidades (infinitas), foram aumentando, eu fui enxergando assim a minha função dentro da banda, dentro dos Stolen Byrds, que nada mais é do que um organismo vivo, mutável, em movimento e em constante troca, produzir com eles é uma verdadeira lição e aprendizado, pois a todo momento estamos em comunhão com a criação, ou seja, criamos em comunhão, sabemos que de certa forma a nossa função é transmitir algo que nos faça sentido através das percepções e mensagens que nos chegam, cada um de nós é um instrumento, apenas deixamos fluir, claro que cada um trás algo específico, um ponto de vista, um ângulo da mesma coisa, isso, diariamente, acaba se tornando uma verdadeira escola. Por tudo isso, minha história, minha profissão, minha banda e a veia cultural que se expressa através de mim são junções de vivências que esclarecem o que cada dia devo fazer, aperfeiçoar e me orientar, organicamente, no presente, que é viver."


Pandemia e lições

"Hehehehe, é um tanto quanto caótico, geralmente o que me ocorre é acordar e sentir o que devo fazer no presente, quando começo a pensar ou imaginar demais as coisas começam a entrar em ebulição, que de vez em quando rola, pode ser bom, mas não deixo isso direcionar meus sentires. A pandemia é uma oportunidade de vasculhar minhas interioridades, eu encarei assim, tudo aquilo que é inconsciente, subconsciente, profundo, seja qual for o nome. Tem sido bem um momento (longo) de muita reflexão, indagação, silêncio e menos ação. O que tenho feito mesmo é buscar cuidar do mínimo, que na verdade, quando você vê é o máximo! Como cuidar do quarto, da casa, dos amigos, da companheira, do bem estar. Resumidamente, estou cuidando de coisas, coisas que muitas vezes não consigo nem saber direito o que são, mas são coisas que me fazem pulsar, no fundo, adoro imersões e esta tem sido uma grande."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Primeiramente, fora Bolsonaro, em segundo lugar: Está acontecendo uma inversão de valores em níveis bizarros, estamos enxergando o monstro que foi criado a milênios na nossa cara e não conseguindo derrubar ele, está na nossa frente todo o acúmulo de preconceito, desprezo, desrespeito e egoísmo, que além de tudo incita a morte e a ignorância.  Essa realidade influência quase 100% da nossa população brasileira e está completamente tomada por genocidas, é muito tóxico ter que entender, absorver, acompanhar o cenário como um todo, ao mesmo tempo temos a necessidade, pois precisamos nos situar, posicionar e não fechar os olhos para o absurdo que é isso. Todas as lutas que travamos hoje estão tencionando pois tem que tencionar, não podemos dar mais passos para trás como humanidade, este é um momento muito importante para olharmos para o futuro com mais amor, respeito e igualdade. As lutas não são de hoje, mas chegou a hora de realmente dar um basta, pra tudo que é opressivo, desigual e desumano. O que faço é sentir, posicionar, resistir sendo resiliente e crescer com a adversidade que me é proposta. Vou sempre defender o lado oprimido e fortalecer aqueles que amam a vida, o que fazem e transmitem esta verdade. A vida é muito mais do que essa destruição, com certeza. Ainda acredito no amanhã."

Deixe sua fala se existe a diferença entre Neto artista e Neto do cotidiano

"Não há separação. Só quero dizer pra quem tá lendo, que se você chegou até aqui é porque você gosta de mim e eu gosto de você, isso é mais importante que tudo, amar e se amado. Um grande beijo no coração de vocês, nos encontramos em breve. <3"

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Links do artista





quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A carta aberta de Débora Louize


Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música, da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora, musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!

História pessoal e na música

"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos, sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança, meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas, descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra, comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas outras ainda."

Vida durante a pandemia


"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia, eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar, então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor, comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês de pandemia."

Opinião do mundo atual e nosso país


"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres, por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso, mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço. Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo. Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo logo, eu temo pelo que possa acontecer."

Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet


"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir. Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta. Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos. Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"


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FOTOS: Bia Colnago, Alex Reis, Marcelo Zavan, Igor Moura.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Cinco motivos para escutar “Respiro”, nova obra da Scalene


A Scalene lançou hoje o seu quarto álbum de estúdio, intitulado “Respiro”, vem para abraçar a nossa alma em um caos total que o mundo vive. A revolução intrigante que banda vive em cada obra é uma das coisas mais palpáveis de sentir, é gostoso e afunda dentro de nós a cada grito que há em suas
letras, o amor resplandecente dos integrantes faz com que a banda só cresça e sempre nos mostra belas obras, como essa, de novo. Agora sem mais delongas, alavanquei cinco motivos para você colocar esse disco, e aproveitar extremamente o momento em que você se encontra!

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"A mudança imensa que tem na sonoridade de todos os discos anteriores para o dito cujo. É brutal mas é muito bem feita e gostosa de sentir, traz mais densidade nas letras e composições, e muito da cultura brasileira com timbres, instrumentos e estilos dentro das músicas, é um disco novo com uma banda nova por assim se dizer, abra seus horizontes e cabeça para escutar e apreciar, não se arrependerá, prometo."

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"Tem diversas participações especiais no disco, como Ney Matogrosso vem com sua voz única e
incrivelmente potente em “Esse Berro”, passando para a música “Vai Ver” tem o toque brazuca do bandolim com o saudosista Hamilton de Holanda, e finalizando as participações tem Xênia França e toda sua força na intrigante “Furta Cor”."

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"O disco marca o aniversário de dez anos da banda, se acompanhar a mudança brusca que tem do primeiro single da banda para esse último disco em questão é algo forte, a mudança visual, instrumental, vocal e principalmente as novas ideias que são incrementadas nas músicas, é como disse, uma das coisas mais gostosas de se notar!"

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"Não tem como falar de Scalene e não falar das letras, e nesse disco é sensacional, como a profundidade e o raso é elevado a cada segundo das músicas, te levando com uma onda gigantesca e
trazendo a uma simples maresia na beira do mar. Se deixe banhar com esse disco."

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"Aqui tenho de cometer um crime e alavancar apenas três músicas que mexeram e me tocaram mais nesse tempo em que escutei o disco. De primeira que me levou a outro mundo foi “Casa Aberta” que me trouxe uma paz e uma emoção muito grande, como a música é levada em uma calmaria de um som acústico com uma pegada bem leve do nosso mpb, com a voz suave que o Gustavo leva nessa música, com um toque de violino ao fundo, a letra traz o presente que vivemos, apenas a história de um cotidiano que precisa-se dar tempo, como “presenteou-se pois desligou o seu celular, sentiu falta de sentir falta de alguém, concordou que andava ansioso, a espera da luz da manhã..”, é como um desligue-se e sinta mais, deixe um pouco da prisão virtual que estamos vivendo e sinta mais o ao redor e sinta mais forte tudo que tem dentro de si, e isso foi um abraço, especifico,
em mim. Depois colocaria “Assombra” que inicia com dedilhados de violão e aparenta vir mais forte ao decorrer da música, mas mantém uma calmaria intrigante que vai te abduzindo para dentro, a letra trata de uma despedida e todas as nuances que disso se tem, trata da verdade que se é difícil de se fazer mas de como é libertador não ter de fugir dela, ter de se entregar ao real e deixar o irreal de lado, faz-se sentir o medo mesmo que lhe assombre, para ai sim, sentir-se livre. Das músicas mais belas que tocou meu coração é essa, “O que será” é uma carta de amor a vida e seus percursos, ela é simples com apenas um piano e a voz doce do Gustavo nessa canção, traz uma melancolia gostosa mas ao mesmo tempo um afago cheio de amor que você sente sim ao escutar, tratando dos cantos e becos da cidade onde você já passou e viveu, de pessoas que vem e vão e você continua a seguir, os medos e alegrias que você sente ao sair da cama com a sua rotina, mostra o que você guarda ai dentro do seu peito que só você sabe e isso é lindo, termina com a frase extremamente intrigante com “o que foi já se foi, o que for o que é, será, o que é será”, é como um viva o momento e abrace tudo que vier do futuro, viva o agora mais que nunca."

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O disco ao todo é sensacional, é uma obra prima do nosso lindo país, que mesmo em um grande caos vem esse “Respiro” para nos acalmar. Essa é a ideologia do disco, pare um tempo, coloque ele e respire, bem fundo, e sinta o máximo tudo que puder com as músicas, jogue elas ao tempo com o seu tempo, sinta, sinta muito mesmo, e não se esqueça nunca de respirar.


Um agradecimento especial ao Gustavo Bertoni (vocalista), que disponibilizou a obra tempos antes para matéria ser feita e sentida, assim apoiando o projeto, obrigado de coração.



Agora se quiser falar a nós o que achou da matéria clica em algum desses links





sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Gustavo Betoni lança Where Lights Pours in






Gustavo Bertoni vocalista da banda Scalene, mas também um musico que se aventura sempre, lançou seu novo trabalho solo, segundo do mesmo, com o nome Where light pours in. O disco é uma obra super delicada e de simplicidade ao mesmo tempo, fazendo transgredir ao trabalho anterior do mesmo, ter umas pitadas da banda onde ele toca mas muita coisa nova também. A pronuncia de um inglês puxado lembrando um britânico e os acordes de um violão bem afinado é a escrita da beleza nas músicas, o acerto foi em cheio. Colocando os pontos em cada estrofe, o disco é escutado em uma batida ou se quiser colocar em seus tempos pode-se colocar também, o importante é saborear isso  e com muita intensidade, que é o que transparece em todas músicas. Enfim é um trabalho super minimalista, desde a divulgação como foi feito, a fotografia do clipe de “Be here now”, todo o cuidado para lançar e ao mesmo tempo o cuidado do cantor em não misturar os trabalhos em que participa, mas sempre entregar o cem por cento em tudo,ele é um joia rara em tempos da eletricidade e velocidade, nos ensina a saborear mais os momentos e dar uma pausa na cabeça, esse é o ensinamento que absorvi do novo trabalho dele, e um muito obrigado Gustavo, continue sempre.






sábado, 18 de março de 2017

Scalene em Éter



Dessa vez vamos falar de uma das melhores e mais poéticas banda brasileira, se trata da Scalene e todo seu peso na música. A banda de Brasília é uma das fagulhas de um fogo que o rock não apaga no nosso pais, é mais uma que vive o bom som e luta pra que não acabe a revolução da arte dia após dia. A banda foi formada em 2009 e já tem três discos de estúdio, esse o Éter é o mais recente que foi lançado no ano de 2015. A banda é um tom diferente de muitos sons que já se passaram no nosso país, é uma pegada bem melódica mas com riffs e batidas um tanto quanto pesadas, fazendo uma
mescla perfeita e inconfundível aos ouvidos de fãs. Com esse disco a banda conquistou o Grammy Latino de melhor álbum de rock em língua portuguesa. Pra começar os destaques do disco já é a primeira canção do disco, a carta de superação em vida denominada “Sublimação” que é a típica música que você escuta em todo lugar, mas em um determinado momento em sua vida com certeza vai te fazer repensar e avançar um degrau onde você está, o degrau do medo, ela pode te auxiliar a pula-lo como na parte “Você que diz até onde vai, cada limite um novo começo, infinitas chances vão surgir, se permitir!” e os arrepios juntos de todos os instrumentos te inflando, é sensacional! O segundo som de destaque é “O peso da pena” que tem um tom mais baixo e mais pesado, as linhas do baixo vem mais a tona com o Lucas (baixista) onde tem todo aquele tom de stonner pesado e com a letra forte junto com os riffs que o Tomas (guitarrista) traz a todo momento. O terceiro destaque vem pra “Histeria” que já começa elétrica e com o “Gustavo” (vocal/guitarra) ditando o ritmo frenético
que é a música, lembrando um tanto quanto um Metallica principalmente no disco St. Anger, onde a frenesia da guitarra junto da letra fez jus ao que se tornou, mas na histeria da Scalene vem com a letra “De olhos aberto, Deixa lhe devorar, Qual o seu limite?, Até onde vai?” e o “Philipe” vai só marretando na bateria até tudo acabar. O próximo destaque fica por “Gravidade” que começa com um piano junto da bateria, e algumas palavras proclamadas pelo Gustavo, é o som mais tranquilo e gostoso de se escutar em um momento, mas chega uma parte que tudo explode, junta todos os elementos da banda e vira um frenesi total,  vem com “Minha gravidade é a chave que mantém, nunca me encontrou!” e parece que explode e acaba, é formidável. Talvez agora vem a melhor música do disco a “Naufrago”, digo tanto por instrumental, quanto pelo canto e os encantos que ela transparece, a música é um encaixe perfeito da banda, a letra te toca de uma forma que é genial, como no começo proclama “Existe mais alguém? Ou estou sozinho nesse mar? Navego mais além pra nesse mapa me encontrar!” e você já fica todo mexido porque atrás disso tem toda batida e eletricidade passando de tudo que a banda tem, além que a música não tem oscilações de altura do som, eles mantém ele lá em cima do começo ao fim, é o maior destaque do disco e da banda! Mas se naufrago é o destaque do disco, agora vem a mais linda música de todas que tem nesse disco, estou falando de “Tiro cego” que é a carta de amor que a banda passa para nós, algo que transparece tanto sentimento que é impossível você não mexer no seu interior e sentir a flor da pele a música, como na parte “Não é um tiro cego, te protejo atiro em mim!” você nota o quão poético é isso? E o quão lindo também é isso, a musica é sem duvida uma das
canções que mais mexe comigo de todas que já escutei, é sensacional o poder e a alma que ela lança para nós, ai finaliza “ Não é um tiro cego, sem um alvo sem um fim, Mesmo tão incerto, te protejo atiro em mim!” e finaliza essa pura emoção. Depois de tanta emoção a banda vem com “Loucure-se” que é exemplo do nome todo o resto da música, é uma loucura do começo ao fim, o inicio tem todo um ar de uma música assombrada mas dai entra o Gustavo cantando “Quem vive sem loucura, não sabe o que é ter o real livre arbítrio em si!” e o som continua elétrico do começo ao fim, com um ar de música de filme de terror que faz a música ter um tom muito gostoso de curtir mas com a letra que faz pensar também, como ‘Não siga a luz, não se ela for, seu conforto!” e os arrepios vem à tona, sensacional! Fechando o disco tem “Legado” que é um dos sons mais conhecidos da banda, que também tem uma letra poética como quase todas da banda mas traz um ritmo diferente das demais, e nele é difícil comparar com alguma outra banda, é muito único, é muito Scalene, como na parte “Só me sentirei (Só me sentirei), Pronto pra partir (Pronto pra partir), Quando me doar, (Quando me doar) pelos outros ser, Ser, ser, ser, se!” e tem a batida final do disco. Assim o disco finaliza, é um disco fechadinho e muito bom, a banda é um sopro de que a música vive muito bem no nosso país, só temos de começar a valorizar mais o trabalho daqui! Vale cada segundo o disco, vale a pena comprar o disco físico que tem uma arte muito legal e assim você fortalece a cena do som autoral!




Abaixo o link pra download do disco, da loja da banda e da música que é puro sentimento




http://www.lojascalene.com.br/

http://www.cdedvd.org/rock/scalene/eter



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sábado, 11 de março de 2017

Jack White em Lazaretto



Segundo disco de um dos maiores caras da música, Sr. Jack White de novo nos deu um baita material pra você apreciar em diversos momentos. Desde a estreia do disco já houve uma enorme repercussão boa, vendendo discos ao redor do mundo inteiro, a primeira plataforma lançada foi em vinil, onde
vendeu mais de 40.000 cópias na estreia do mesmo. A pegada é bem diferente de algumas músicas que ele já havia lançado em seu disco anterior, nele você encontra pouca semelhança do que foi o Jack em Whites stripes, é totalmente um novo músico, tendo os lados bons e ruins. Quando estava em época de gravação do disco em um entrevista ele comentou que estava trabalhando em cerca de 20/25 músicas, mas só iria lançar as que estivessem perfeitamente em sintonia com que ele sentia no estúdio, que não ia lançar material por lançar, tanto que o disco contem onze músicas e a duração do disco com apenas trinta e oito minutos, é porrada de uma vez. Agora tratando do disco em si, ele começa com a elétrica “Three Woman”, que nela você já percebe toda uma diferença no som da banda, alguns arranjos diferentes, alguns instrumentos que antes não apareciam tanto, e a forma em que o Jack canta também tem uma diferença, nesse disco ele recita histórias mais do que parece estar apenas cantando, é gostoso de se curtir. Seguida vem com o single do disco que tem o nome do mesmo, “Lazaretto”, e vem com uma porrada na cabeça, a guitarra sentindo tudo que tem no redor e os riffs que soam do começo ao fim, a bateria sendo só porrada e seu cérebro aparenta girar quando você ta escutando, como na parte que ele proclama “And I shake god's hand, I jump up and let her know when I can,This is how I'm gonna do it!” e começa toda a loucura instrumental, com um solo magnifico de guitarra junto com a pancadaria na bateria, é sensacional! O próximo ponto alto do disco vem com “Would You Fight For My Love” que é a melhor música do disco em minha humilde opinião, ela é
perfeitamente encaixada em harmonia, voz, letra, melodia e sentimento, a o sentimento da música sempre tão importante e nela você sente muito, como ele começa nela “It's not enough that I love you,There's all these things I have to prove to you, You use the sun to erase the past, But you think it only raises for you!” e todo aquele feeling vem percorrendo você, e continua até o fim, com elevações e ondas com a guitarra que é com certeza o ponto alto do disco. A próxima música a se comentar é “High Ball Stepper” que é totalmente instrumental, não contém letra nem voz alguma, é só uma maluquice cheio de ondas sonoras e que te faz vibrar do início ao fim, se você está enjoado de tudo, escute esse som e depois fale se não vai ficar vibrante! Agora vem a música mais gostosa de se escutar “Just One More Drink” e todo seu blues cósmico onde você se encontra na década de 70/80, a que viajem que esse som te proporciona, na música ele meio que confronta alguém que é um ser todo diferente do que o alter ego do Jack é, como “You drink water, I drink gasoline, One of us is happy, One of us is mean, I love you, But honey, why don't you love me?” mesmo ele sendo todo apaixonado por essa pessoa,
como falei, o disco é puro ele contando várias histórias. O próximo ponto altíssimo é “That Black Bat Licorice” que segue até um ponto um tanto quanto Funk das antigas, onde a batida se junta com o canto, os instrumentos parecem mais batidas do que algo sendo tocado, o riff de fundo deixa tudo perfeito, ai vem Jack cantarolando “Good for the needy, like Nietzsche, Freud and Horus, But I'm skin, flint, broke, making no money, making jokes!” e a loucura toma conta de você. Por fim chega “Want and able” que é perfeitamente a última carta proclamada por um guerreiro que finaliza sua batalha, que som sensacional de se escutar e sentir tudo por tras dela, como na parte “Who is the who, telling who what to do? Being able is to freedom what wanting is to cruel, It's hard to tell it seems, which one of them's the foolIs freedom a gift, That we only give to the ones that say I love you?” e o violão te conduz com a música e você fecha o disco perfeitamente. Como nas ultimas matérias, só alavanquei as músicas de grande destaque no disco, mas confira ele por inteiro que talvez seu gosto possa ser diferente, venha debater dai sobre isso. Vale cada segundinho do disco, é uma obra prima musical para o mundo, além de que o material físico é muito bonito e cheio de detalhes que engrandece ele.



Abaixo link para download e single do disco ao vivo para sentir ainda mais o que é a banda!



http://www.euescuto.com.br/2014/06/02/jack-white-lazaretto-download/


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sábado, 4 de março de 2017

Foo Fighters em One by one


Então vamos lá falar desse disco que foi o percursor da maior mudança da banda, sabiam disso? Em meados de 2001/2002 a banda começou a ter algumas crises internas, processos de gravações viravam obrigações, shows não eram mais encantadores, crise com drogas pelo Taylor (baterista), entre vários outros fatores. Tanto que ao gravar a primeira vez o disco ele valia em cerca de um
milhão de reais com toda a gravação, em estúdio e tudo mais, mas ao terminar a gravação a banda decide não lançar e tirar uma mini férias pra ver o que estava rolando. Cada um vai para um lado, Dave se interna junto com o Queens Of Stone Age na bateria e acaba ajudando na gravação de um disco, saindo em turnê por alguns lugares na América com a banda, isso não foi muito bem recebido pelo seu melhor amigo e baterista do Foo Fighters, Taylor. Mas em um fatídico festival denominado Coachella onde tanto Foo Fighters e QOSA iam tocar onde no primeiro dia foi a vez de Dave ficar nas baquetas, onde o Taylor que nunca havia visto o seu amigo do outro lado foi assistir, um pouco enciumado não falou nada. Antes do show do Foo Fighters no segundo dia a banda decide que faria o show, se fosse ruim acabariam por ali e não lançariam mais nada, pois bem, para todos foi o melhor show da vida deles, onde tudo se encaixou e fluía uma energia muito diferente. Ao fim do festival Dave e Taylor saem pra conversar e ficam em paz (graças a deus não é?) mas tomam a decisão de regravar o disco porque ele não estava com a cara do Foo Fighters e sim de uma banda vendida. Reúnem a banda no estúdio do Dave mesmo, regravam todo o disco em sete dias e lançam, assim foi feito o verdadeiro one by one que a gente escuta até hoje. O disco é o quarto disco da banda lançado em 2002, nele conta diversos hits da banda e melodias que embalam muitas noites a todos, tem participação especial de Brian May (Guitarrista do Queen) na faixa “Tired of you”. O disco como um todo é levantado como o melhor da
banda, dele saiu a transformação de todos os integrantes em apreciar a gravação do disco e fazer tudo de uma forma mais analógica e natural, isso nós vemos até hoje em todos os discos da banda. O disco começa com nada mais nada menos que “All my life” que é um dos melhores sons feito na história do Rock, a sintonia entre aa voz e os acordes batendo ao fundo, a explosão em seguida com todos os instrumentos em sincronia com a letra forte e acida como “Hey, don't let it go to waste, I love it but I hate the taste, Weight keeping me down!” e o feeling vai percorrendo toda sua alma. O próximo destaque do disco vem com “Low” que é a segunda música do disco mesmo, tem um ar bem mais pesado que o normal da banda, o Nate (baixista) tem um papel fundamental nessa música que você controla o ritmo totalmente pelas cordas dele que vem te balançando, ai no fundo os riffs do Chris (Guitarra solo) e vai te induzindo em um som que lembra um som mais gótico meio stonner, é o som mais pesado do disco com certeza! O próximo destaque do disco é a linda “Times like theese” que representa para a banda toda a fase ruim que estavam passando e conseguiram superar virando uma das maiores bandas do universo, leu isso odin? A música te envolve para cantar, se está escutando onde você for aquela cantarolada é impossível de segurar, sem falar na letra que é extremamente inspiradora e animadora, eu a uso como um remédio pessoal diversas vezes assumo, porque olha isso “It's times like these, You learn to live again, It's times like these, You give and give again, It's times like these, You learn to love again, It's times like these, Time and time again” aposto que quem conhece a música leu esse trecho cantando, pessoalmente é umas das 5 melhores músicas
já feito na história da música. Seguindo os destaques, a próxima é “Halo” que é um pouco diferente das outras do disco, começa em um ritmo meio animado levando todos os elementos da banda junto com o ritmo que você está, sendo uma música ambiente perfeita, mas chega uma hora que parece que o Taylor (baterista) encarna algo e só da marretada na bateria e o Dave encaixa com alguns gritos em frente a tudo como “Disappear, the light is breaking, Disappear, outside their range, Disappear, I'm tired of waiting, Disappear before we fade away!” e vem todo aquele frenesia junto sentindo em todo o seu corpo, é de arrepiar a alma, se você chorar não há problema algum é muito feeling rolando! O próximo destaque fica por conte de “Overdrive” que já vem com um som puramente no estilo da banda, aquela balada rock animante que te faz dançar e cantar onde estiver, tudo se encaixa nessa música, como na parte “Overdrive, we're going life or death, Two strangers on the mend!” e tudo vem junto com a letra, o ritmo a sinfonia de tudo está ali! Pra fechar ficamos com “Come Back” que é a música mais sujo em questão instrumental, tenho certeza que deixaram nesse estilo para que o som combinasse com a letra, algo mais pesado, como “Changes, changing, Back and forth again, Trading faces, Strangers in the end!” e vem a guitarra controlando toda a música junto com algumas marretadas na bateria, por fim fica os gritos de Dave com “I will come back, I will come back, For you..” e a letra te contagia totalmente.  O disco é sim um dos melhores da banda, tanto que foi o segundo disco deles a ganhar o grammy de melhor álbum de rock. Algumas faixas não foram citadas mas assim mesmo são muito boas, só não tem um destaque tão grande quanto essas citadas. Vale a pena conferir toda a história que percorre o disco e também escutar de cabo a rabo.



Abaixo o link para download do disco e o single mais forte de todos os tempos.




http://www.4shared.com/rar/PAo1VeBc/2002_-_One_by_One.html


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Arctic Monkeys em AM



Nada mais que o quinto disco da banda mais aclamada por movimentos new indie no Brasil e no mundo, quando lançado gerou uma repercussão muito maior do que o esperado, até pelos músicos. Lançado em 2013 mas se você reparar bem toca músicas do disco por todos os cantos ainda, com várias baladas envolventes e algumas um tanto quanto apaixonadas é a formula perfeita para o disco de maior sucesso da banda. Há quem diga que Josh Homme (Produtor/Lider do QOSA) foi
responsável por esse crescimento absurdo da banda, mas também tem fãs que preferem a banda de antes do AM, antes de Josh interferir tanto no processo criativo dos discos mas ninguém pode negar que foi e é o maior disco da banda em questão de popularidade. O disco foi gravado em nada menos que no Rancho de la luna, no deserto da Califórnia que é um dos lugares mais famosos para produção de um disco por ter um visual intenso e toda aquela imensidão e só a banda ali para trabalhar e focar cada vez mais, ali diversas bandas já gravaram como de exemplo Queens of stone age, Foo Fighters, Helbenders (banda brasileira) entre outras. Com esse disco a banda concorreu a diversos prêmios e pontuou em várias partes do mundo com os hits “RU MINE” e “One for the road” diversas vezes. Agora tratando em si das faixas do disco, o disco começa com “Do i wanna know?” que foi bem escolhida como abertura de disco com todo o gingado que te obriga a fazer pelas batidas e a guitarra de fundo, a voz do Alex turner tem algo de diferente nesse disco, talvez tenha deixado de gritar um pouco mais e agora parece proclamar as suas canções. Segue depois com ‘R u mine” que é o single mais vendido da banda até hoje, o clipe é divertidíssimo de assistir e a letra condiz com uma evolução gradual da banda, a música é trabalhada e você sente isso ao escutar, ao escutar impossível não cantarolar “Well, are you mineeeeeee?” dançando junto com o ritmo, é impossível não considerar o hit do disco. Após isso vem a “One for the road” que é um pouco confusa na questão letra com estilo da música, ela leva uma batida parecendo uma balada oitentista das boas, mas a letra condiz a estrada e tudo que pode vir, talvez faltou um pouco mais de guitarra além do solo que tem em uns minutos a frente, mas o
solo dá um ar incrível na música tem de se assumir.  Agora vem a doce “Arabella” que é uma música que todos deveriam escutar na vida, Alex vem com as notas certas e cantando uma história de uma garota, do nada tem a quebra com a bateria e tudo o mais, desacelera e acelera em fração de segundos seguido de uma explosão com todos os elementos da banda, o Arabella chacoalha o meu cérebro. Depois desce um degrau e vem “I want it all” que é mais uma música da banda como outras, não tem nada de muito diferente que chame a atenção. Segue com a lindíssima “No.1 Parthy Anthem” que é a famosa música de você abraçar a sua dama ou vagabundo e dançar sob o luar com estrelas sendo suas luzes, é uma música de pura paixão que te fara transpor todo amor por algo, letra e melodia lindas que te fazem suspirar com a letra “The house of fun, The number one party anthem!” segue toda a luz que a música te da. Seguindo, tem “Mad sounds” que é uma música mais desacelerada e tem um toque diferente, uma música legal de se escutar mas também não tem aquela diferença de varias da banda. Depois já muda o panorama e vem “Fireside” com um toque de maluquice no ritmo e na letra, talvez essa possa ser um hino para muitas pessoas que há escutou juntando tudo que ela representa, um som delicioso de se escutar na estrada com certeza. Depois a cômica “Why´d You Only Call Me When You´re High?” que vem uma batida toda gostosa de se escutar seja bebendo algo ou simplesmente na rua passeando com seu fone, nela se passa o clipe um tanto quanto bêbado feito pela banda, onde na letra ele retrata do porquê uma certa pessoa te ligar justamente quando se está alto,
junto da batida da vontade de você ficar alto junto com a trupe que está tocando é a mais genial do disco. Vem depois com “Snap out if it” que também não desce degrau nenhum e mantém uma linha muito legal da banda, com uma letra um tanto quanto descontraída e o clipe da banda também, pegue um drink com alguém e dance essa música que com certeza será uma bela combinação, ou junte algumas pessoas em seu carro e cantarole ela pela sua cidade, outra combinação muito boa que faz dela ser mais um dos belos hits do disco, ainda mais pela letra que vem “I’ll be here waiting ever so patiently for you to, Snap out of it (snap out of it)” tendo uma segunda voz mais fina no fundo, é muito bom o som! A penúltima música do disco é “Knee socks” que tem a principal referência a guitarra e as distorções que se tem nela, mas em questão de letra e arranjos da música não tem nada fora do normal da banda. E pra finalizar o disco tem “I wanna be yours” que é a música do amor saca? Impossível você a escutar com alguém e não rolar aquele feeling entre os dois, é pura magia, o som vem te conduzindo de uma forma tudo dentro de você consegue seguir o ritmo, ai vem a letra com todo seu sentimento “Secrets I have held in my heart, Are harder to hide than I thought, Maybe I just wanna be yours, I wanna be yours, I wanna be yours...” e você segue o fluxo da batida se deixando levar pelo momento, a música com mais magia que se tem no disco com certeza é essa, escute com o peito apertado em alguém e sinta tudo isso.



Abaixo link para download do disco e a música magia do disco!






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sábado, 15 de outubro de 2016

Precisamos falar sobre o Aerosmith.


Mais precisamente vamos falar sobre o dia 11 de outubro de 2016, que foi a data que aconteceu a destruição de barreiras do Aerosmith em Porto Alegre. Que a banda é genial e  enérgica até o ultimo suspiro de qualquer fã, isso não tem como negar, o que pensávamos é que não era tão absurdo como é na realidade. Pois bem, um dia agradável se deu desde o começo do dia onze, algumas nuvens no céu, mas nada preocupante a ponto de pensar que choveria ou algo parecido para atrapalhar o show, era o dia perfeito para uma noite de muito rock. Então vamos ao show, que foi do inicio da banda até os maiores clássicos colocando todo fã aos seus ápices e ainda rolando um cover de Beatles que faz a platéia delirarem. A banda começou com “Back in the sadle” como já é de praxe de vários shows, nesse momento eu ainda
não acreditava que estava vendo minha banda de infância tão perto, difícil descrever. O que restava era tentar acompanhar o ritmo da banda e as loucuras de Steven Tyler no palco, no auge dos seus 68 anos, com seus pulos danças e maluquices no palco como se fosse um garotão de vinte e poucos. A ficha foi caindo esperando amansar a criança interior que gritava dentro de mim, mas a banda não deixou e já mandou “Love in elevator” uma das músicas mais gostosa de ouvir da banda e agitou a todos do estádio, até aos zeladores que estavam em serviço, foi lindo de ver todos na dança. Nesse momento eu cantava, gritava e dançava tudo ao mesmo tempo, era uma euforia que eu ainda não havia sentido na vida. A banda seguiu com “Cryin”, "Crazy" e “Kings and Queens” que todas foram loucas de se ver ao vivo, mas seguido delas veio “Livin on the edge” onde foi o meu ápice de emoção e eu não consegui me controlar, olhei tudo ao meu redor, cantei o mais alto que eu pude como se houvesse de alguma forma a sintonia da banda comigo e toda a emoção que eu sinto nessa letra, quando cantei “And God knows it ain't His, It sure ain't no surprise, WE’RE LIVIN’ ON THE EDGE!” meus lábios pulsavam mais que meu coração, eu não agüentei e comecei a chorar e a cantar junto, tudo em uma única sintonia, tudo feito pela música. Essa música teve um significado gigantesco em grande parte da minha vida pessoal, nunca imaginei que sentiria o que eu senti, nunca imaginei viver o que eu vivi, a gratidão exalava de mim por minhas lagrimas. Seguiu com “Rats” onde eu comecei a respirar um pouco mais e seguiu com “Dude” que foi sensacional e até consegui gravar uma parte cantando onde o Steven aponta na direção onde eu estava, nunca vou saber se era pra mim, mas pra mim foi, então beleza. Depois veio “Song & dance”, “Monkey” e “Pink” que a banda fez uma lindíssima homenagem ao outubro rosa aqui no Brasil, onde todos colocaram
um acessório rosa e ao fundo no telão deixaram um laço rosa enquanto tocavam, foi uma atitude simples mas com muito significado para todos que estão nessa luta, eu tenho certeza. Chegando com “Rag Doll” e sua batida e agito que não para um segundo na música, coreografias sendo feitas na platéia com as mãos, nessa hora eu já me sentia nas nuvens. Depois veio “Stop Messin' Around” com Joe Perry arregaçando tudo, e agitando todos que estavam vivos no local. Depois veio uma das maiores músicas de amor com “I don't wanna miss a thing” que foi uma das coisas mais bonitas que eu vi na minha vida, não consegui gravar o vídeo de tão dentro da música que eu me encontrava, a cada frase e a cada acorde batido meu corpo vibrava de tanta emoção que eu estava sentindo naquele momento, com certeza as imagens na minha cabeça vão ser usadas pra vida toda! Seguiu na batida com um cover maluco de “Come together!” dos Beatles, que foi muito bem tocado pela banda por sinal e por todo o coro que tinha no estádio que cantou e se mexiam durante a música toda, aposto que o Paul ficaria orgulhoso. Seguiu com “Walk this way” que foi um dos marcos na banda voltar ao topo das paradas e “Train” antes de darem uma mini pausa para o marco principal do show. De longe já se percebia um piano lindo branco sendo montado no palco, uma versão de “Dream on” que me emociono toda vez de escutar foi tocado em um piano branco, os espaços na cabeça se completaram, assim veio a banda para tocar a música, sim, era dream on, de novo eu não me aguentei. A entrada do piano com a guitarra, juntando com todos os elementos da banda,
seguindo a voz do Steven, eu não conseguia pensar muito bem só estava tentando me prometer curtir até o último segundo daquela música, que sim é a música que eu sempre amei e pra sempre vou amar. Cada estrofe era um calafrio, cada pausa de uma letra a outra era um suspiro, mas ai vem “Sing with me, If it's just for today, Maybe tomorrow the good lord will take you away...” ai veio o completo ápice de emoção, o Steven sobe em cima do piano e proclama “ DREAM ON, DREAM ON, DREAM ON, AND DREAM UNTIL YOUR DREAM COMES TRUE!” assim eu me acabei, todas as lágrimas possíveis que poderia sair de mim estavam rolando, toda a emoção que eu vivi nos últimos tempos, tudo que eu estava me guardando a anos foi liberado, foi extraído de uma forma mais gostosa que foi sentindo a música, que fez a marca em meu peito pulsar mais e mais, que me mostrou como viver a música literalmente me faz viver. Depois dessa música eu não esperava mais nada, já não precisava de mais nada, mas ainda tinha “Sweet Emotion” e um grande final com explosões e papeis picados voando pelo estádio todo, parecia uma cena de filme que eu estava vendo, eu me senti mais realizado do que nunca. Assim acabou o show, com um sentimento de sonho realizado do tamanho do universo, com o sentimento de euforia e alegria que não cabia mais em mim, eu estava feliz. Mais um show que o projeto esteve e tomara que continue nessa ordem, sempre a frente!


Agradecimentos: Muito obrigado aos meus amigos que estiveram ao meu lado, Paulão, Giuliano, Rafaela, Vinicius e Nilson. Alguns mesmo não sendo tão conhecidos antes, mas depois desse momento com certeza vão ser lembrado na minha vida, grato a todos.


Vídeo gravado da música que já está na pele.