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sábado, 26 de setembro de 2020

Cinco motivos para escutar “Take Off Your Pants and Jacket” do Blink 182

 


Dessa vez o disco é mais antigo, meados de 2000 saia essa obra prima da banda e com isso a explosão total do estilo Blink pelo mundo a fora, trazendo em si os estilos de cabelo, as roupas, o lifestyle do skate, a loucura dos shows e a rapidez que tocavam. Abaixo tem cinco motivos para saborear esse que é um dos melhores discos da nossa geração.

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O primeiro motivo é óbvio e fácil de falar, é o melhor disco da banda em sua história e tenho dito. Une a maioria dos singles que explodiram na mídia, as letras estão carregas e tem contextos mais pesados e mais sentimentais que nos discos anteriores, a partir daqui o estilo Blink foi lançado e até hoje é seguido por muitas pessoas e bandas, então esse disco é sim o maior marco na história da banda.

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Um fato curioso que no início das gravações desse disco o intuito era trazer um tom mais pesado, como na faixa “Stay Together for the kids”, mas o empresário da banda disse que queria musicas mais animadas, mais lúdica e besteirentas, com isso ambos, Mark e Tom, foram pra casa putos das vida, um compôs “The rock show” e o outro “First Date” com raiva do empresário. Se a raiva deles pelo empresário fez eles criarem esses hits, esse empresário merece uma estatua, porque ambas se tornaram músicas marcantes da banda!

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É palpável em como a banda nesse disco está mais na sincronia um com o outro, não são batidas repentinas, nem acordes saindo aqui e ali fora de ordem, meio que arrumaram um pouco a bagunça instrumental (não que fosse ruim, longe disso), e começaram a soar mais harmonicamente nesse disco, como se fosse um polimento no estilo musical da banda.

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Uma banda que ainda está ativa, sem o vocalista frontal que mudou mas a banda está até hoje. Com uma imagem irretocável no cenário punk ou como os rótulos queiram dar, com discos monumentais, colocaram uma enorme quantidade de bandas no mapa pelo estilo musical que eles são percurssores, discos cheios de prêmios e tudo mais, eram reis na extinta MTV, ainda embalam romances e rolês e tudo mais com suas músicas, não pode ser deixado de fora, o Blink é sim uma das maiores bandas da história, e digo que é a maior do seu gênero musical, torço que as próximas gerações consigam apreciar a banda e degustar desse energia que eles sempre mantiveram.

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Agora vamos de top três do disco, por mim eu colocava o disco inteiro mas vai ficar muito extenso, então vamos la. Inicio com a “Shut Up” que foi a primeira música do disco que eu escutei quando foi lançada, ainda estava começando a aprender um pouco inglês mas mesmo assim eu já entendia o poder da letra, a raiva e os gritos em que o Mark cantava “I'll never ask permission from you, fuck off, I'm not listening to you, i'm not coming home, I'm never going to come back home!” é a exclamação da mudança que a alma necessita! Depois vou colocar “Everytime i look for you” que é sensacional, nela há varias trocas dos vocais entre o Mark e o Tom, que deixa a música mais dinâmica ainda, as batidas do Travis deixando rapidamente a loucura, a guitarra predomina um pouco mais a frente, o tom é alto e a barulheira faz você querer sair correndo pro mundo a fora, é uma energia surreal, e a letra me traz que é o encontro com uma pessoa que sempre deixa alguém pra baixo como “Everytime I look for you the sun goes down, and I stumble when this whole thing runs aground, i left another message you are never around, but everytime I look for you the sun goes down once more.”, como se tentasse estar ali mas a pessoa só suga toda a energia da outra. Depois e não poderia faltar, eu tenho de colocar “Stay togheter for the kids”, que é o marco na banda como som e como estilo, nela há a separação do som mais leve e do pesado, o tema de tentar manter a família unida apesar de tudo e se importar pela criança que está ali, se importar mais com a vida do outro e manter uma casa sem ter ruinas, vem junto com um barulho ensurdecedor da guitarra e do baixo, as batucadas do Travis vem latejando na mente e faz a música mais pesada e sensível que a banda já fez, o trecho “So here's your Holiday,hope you enjoy this time, you gave it all away, it was mine, so, when you're dead and gone, will you, remember this night, twenty years now lost?, it's not right”, e se repete várias vezes com um piano ao fundo, é lindamente pesada essa música. Claro, tem várias músicas sensacionais como, “The rock show”, “Online songs”, “Please take me home” entre outras, o disco é fenomenal pode confiar e apreciar! 



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Cinco motivo para escutar II II II da Oversong




A Oversong lançou hoje o seu primeiro EP, cheio de lirismo e muita sensibilidade, um trabalho autoral que dá prazer de sentir as entrelinhas e toda a magia que tem por trás dela, sinto uma enorme alegria de estar junto com eles desde os inícios das gravações. Correr atrás do sonho e fazer maior esforço a realizar é das maiores coisas que o ser humano pode fazer, e esses caras estão fazendo de uma forma esplendorosa! Sem mais delongas, lá vai os cinco motivos!!

“O gostoso de ouvir a Oversong é o misto de influencias, pega ali um riff de 70’’, uma base das balados 80” e a pancadaria de um grunge 90’’, mas ao mesmo tempo tem a sensibilidade da banda
mesmo, sabendo unir tudo isso em uma música só e deixando muito único o som que se extrai e faz você chacoalhar por dentro.”

“O disco é extremamente bem produzido, você escuta todos os timbres ressoando de uma forma muito limpa, as entradas e saídas de solos são precisos e as proclamações de poesia que vem do João faz um enquadramento perfeito, como se o disco fosse uma bela pintura que te absorve a atenção por horas e horas.”

“É fácil de se notar que a banda tem uma química sensacional, amigos que sabem se expressar em conjunto e de uma forma esplendorosa, até em depoimento com um dos integrantes ele cita em como foi feito de forma amistosa e tranquila o disco, mesmo tendo de ser tudo certinho, mas em completa harmonia.”

“Não tem como deixar de dar evidência ao como a banda é nova, feita por integrantes novos e soando tão maduros, o nascimento da banda faz pouquíssimo tempo, e já lançam um trabalho tão profundo e sensível como esse, é isso que devemos vangloriar, dar valor e enaltecer, a correria é intensa mas eles souberam correr e finalizaram bem demais essa primeira “prova”!”

“Se solte e tire as amarras que tem em seus ouvidos, fique livre e deixe tudo te penetrar ao decorrer desse disco. Das batidas intensas em “Espero que seja má” a balada melódica de “Balada do café
preto”, temos de absorver tudo e tomar o quanto mais puder. A você que se senta nessa momento e precisa de uma dose de melancolia eu já deixo a você o play em “Vou ouvir falar de você” que é um poema descorrente em alguns minutos, as batidas te entretêm e faz você se remexer do mais profundo ar do seu pulmão ao ar em volta de ti, sinta isso. Talvez o maior e mais potente single da banda é “7 infernos”, ao tocar em shows você vê toda a plateia se contagiando e gritando pelos quatro cantos, uma resposta ao seu eu, uma resposta em te dizer quem sou eu, com uma emocionante harmonia de fundo que faz arrepiar demais. Páreo a páreo coloque também “Deixa” com sua sensação de uma balada extremamente sensual a se dançar em uma noite estrelada, deixe tudo ao seu redor desconfigurar pra bailar noite a dentro, deixe que o tesão do universo faça você vibrar ao cantarolar por um noite inteira. O ápice do disco pra mim é “Espero que seja má”, a desaceleração e explosão instrumental sempre é algo que me deixa animado ao escutar um disco, e dentro de uma mesma música faz com que você se imploda e sinta mais ainda, seguindo um ritmo extremamente frenético, então torça pra que ela seja má, e vai ser. Sinta tudo, ao extremo.”


Há mais músicas além das listadas, mas deixo para que todos tenham um pouco suas próprias sensações ao ouvir também. Sinta, sinta e sinta tudo que esse disco pode te dar, esse é o único pedido.


Links da banda




**Todas fotos da matéria fornecida pela própria banda.

sábado, 20 de maio de 2017

Foo Fighters em The colour and the shape



Talvez seja o disco que mudou completamente o futuro da banda mesmo sem a mesma saber que os frutos de algumas decisões faria isso. No disco a gravação foi refeita principalmente a bateria pelo próprio Dave, fazendo o baterista que era na época William ficar um tanto quanto desagradado com a situação, tendo apenas terminado o disco e quando fosse sair para turnê sair da banda, dando lugar a nada menos que Taylor Hawkins que está na banda até os dias de hoje. O disco foi produzido no ano de 1997 sendo o segundo disco lançado pela banda, sendo dos favoritos da maioria dos fãs por contar
com diversos hits. Agora vamos ao que interessa, começar os pontos de destaque do disco pois nesse temos vários! De começo já vem a elétrica “Monkey Wrench” que é rapidez e gritos de Dave por toda ela, fazendo uma completa eletricidade passar dali e penetrar em sua cabeça fazendo você vagar do lugar que está para algo que nem sabe o que é, como quando ele manda “I still remember every single word you said, And all the shit that somehow came along with it, Still there's one thing that comforts me, Since I was always caged but now IM FREEEEEEEEEE!” e explode de vez o som e vai se alinhando de forma muito gostosa de curtir! Depois seguido vem uma das minhas favoritas da banda, estou falando de “Hey, johnny park!” que de alguma forma é um som super nostálgico e cheio de energia ao mesmo tempo, as linhas que o Nate bate no baixo nesse som é muito gostoso de curtir, é um groove bem diferente de outros sons da banda, o decorrer dela também meio que eletrifica você como “Your eyes still remind me of, Angels that hover above, Eyes that can change from blind to blue...” é como se a musica desacelerasse como um carro e do nada ela atingia velocidade máxima mesclando todos os instrumentos, além dos solos que rolam nesse som que são de outro universo! Agora vem uma maluquice, estou falando de “Wind up” que lembra um hardcore dos bons e antigos, super acelerado e voz gritada que o Dave sempre soube fazer muito bem, por um bom tempo foi a música de abertura da bandas para seus shows! Agora alinda, super linda, super amor, é “Up in arms” , sim essa música consegue te tocar em qualquer momento que você esteja, como “Together now I don't know how this love could end, My lonely heart, it falls apart for you to mend...” e vem cheio de guitarras ao fundo com a bateria em sincronia total! É, agora vem nada mais
nada menos que “My hero” por muito tempo e pra sempre terá um pedaço de meu coração nessa música, é inimaginável o poder que ela tem sobre mim, a letra te pega e te amarra de uma forma que você não imagina, e vem junto todos os elementos que se pode ter na banda, com memórias vividas e o canto de Grohl “Kudos my hero, leaving all the best, You know my hero, the one that's on....” e me arrepia tudo de dentro pra fora, é sem duvidas uma das mais emocionais da banda. Seguido vem com uma paulera “Enough space”, vem com umas linhas pesadas de baixo e um solinho bem no fundo da guitarra que vem crescendo, e quando ela explode ela fica pela musica inteira sem ter vez de diminuir ou desacelerar, é uma porrada completa dentro da cabeça sem tempo de reação algum! Agora vem um som bem pesado, essa é a carta de amor que talvez seja de Dave para seu amado amigo que se foi Kurt Cobain, não entrarei nessa discussão, mas poderia ser usada perfeitamente como isso, mas também pode ser usada como uma bela canção que foi composta por um dos maiores letristas que nesse mundo existe, a música te puxa de uma forma que você nem percebe, vai meio que te colocando dentro dela e voc~e vai sentindo tudo, até que rola uma explosão como se fosse um grito dentro de você que precisa sair e te libertar, com “February stars, Floating in the dark, Temporary
scars, February stars!” e vai repetindo essa parte mais duas vezes, se você se emocionar é normal, não se acanhe e sinta por completo esse som! Talvez um hino da banda vem a seguir, “Everlong” já embalou muitos casais e muitas festas, é um típico som de se curtir e ouvir em todos os momentos de sua vida, saiba utilizar ele de forma correta e aprecie tudo que tem dentro dele, as notas tocadas são formidáveis, a vocal tem a linha perfeita, distorções feitas em tempos certos, talvez seja uma das três obras primas que a banda já fez sem dúvidas, meio difícil quem nunca tenha escutado essa música, ou a famosa parte “Hello, I've waited here for you, Everlong..” e dançou com tudo isso. Notei escrevendo esse texto como no disco tem letras pesadas e de certa forma bem emocionais, diferente de alguns discos da banda, talvez tenha sido uma época turbulenta de emoções para nosso querido Dave, como a seguir vem “Walking after you” que é um bela carta de amor sincero que você que está lendo tem de escutar e pensar em uma pessoa a quem você já amou ou ama, sinta tudo, tudo mesmo que esse som pode trazer pra você, como “If you walk out on me, I'm walking after you, Another heart is cracked, In two, I'm on your back!” é uma delicia de se escutar e amar. E pra fechar o disco vem “New way home” que já tem bem mais a cara da banda dos dias atuais, com toda a rapidez que a banda tem junto da energia e as mudanças de voz que rola com o Dave, ela vem em um ritmo normal e parece até mais um single de fim de ano vamos assim dizer, mas para o fim começa uma loucura com “I felt like this on my way home, I'm not scared, I pass the boats and the kingdome, I'm not scared!” junto disso tem uma loucura instrumental, perfeita pra fechar o disco! Assim o disco termina, esse é o segundo da banda e um dos melhores que eles fizeram, cheio de hits e hinos da banda, não da pra gostar da banda sem ter escutado pelo menos metade desse disco e não reconhecido. Mais uma obra prima que você deve ter guardado junto de seus pertences, vale muito a pena!



Abaixo link de um dos hits e pra baixar o disco



https://www.4shared.com/rar/qfvUNm_9ba/1997_-_The_Colour_and_the_Shap.htm


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sábado, 15 de outubro de 2016

Precisamos falar sobre o Aerosmith.


Mais precisamente vamos falar sobre o dia 11 de outubro de 2016, que foi a data que aconteceu a destruição de barreiras do Aerosmith em Porto Alegre. Que a banda é genial e  enérgica até o ultimo suspiro de qualquer fã, isso não tem como negar, o que pensávamos é que não era tão absurdo como é na realidade. Pois bem, um dia agradável se deu desde o começo do dia onze, algumas nuvens no céu, mas nada preocupante a ponto de pensar que choveria ou algo parecido para atrapalhar o show, era o dia perfeito para uma noite de muito rock. Então vamos ao show, que foi do inicio da banda até os maiores clássicos colocando todo fã aos seus ápices e ainda rolando um cover de Beatles que faz a platéia delirarem. A banda começou com “Back in the sadle” como já é de praxe de vários shows, nesse momento eu ainda
não acreditava que estava vendo minha banda de infância tão perto, difícil descrever. O que restava era tentar acompanhar o ritmo da banda e as loucuras de Steven Tyler no palco, no auge dos seus 68 anos, com seus pulos danças e maluquices no palco como se fosse um garotão de vinte e poucos. A ficha foi caindo esperando amansar a criança interior que gritava dentro de mim, mas a banda não deixou e já mandou “Love in elevator” uma das músicas mais gostosa de ouvir da banda e agitou a todos do estádio, até aos zeladores que estavam em serviço, foi lindo de ver todos na dança. Nesse momento eu cantava, gritava e dançava tudo ao mesmo tempo, era uma euforia que eu ainda não havia sentido na vida. A banda seguiu com “Cryin”, "Crazy" e “Kings and Queens” que todas foram loucas de se ver ao vivo, mas seguido delas veio “Livin on the edge” onde foi o meu ápice de emoção e eu não consegui me controlar, olhei tudo ao meu redor, cantei o mais alto que eu pude como se houvesse de alguma forma a sintonia da banda comigo e toda a emoção que eu sinto nessa letra, quando cantei “And God knows it ain't His, It sure ain't no surprise, WE’RE LIVIN’ ON THE EDGE!” meus lábios pulsavam mais que meu coração, eu não agüentei e comecei a chorar e a cantar junto, tudo em uma única sintonia, tudo feito pela música. Essa música teve um significado gigantesco em grande parte da minha vida pessoal, nunca imaginei que sentiria o que eu senti, nunca imaginei viver o que eu vivi, a gratidão exalava de mim por minhas lagrimas. Seguiu com “Rats” onde eu comecei a respirar um pouco mais e seguiu com “Dude” que foi sensacional e até consegui gravar uma parte cantando onde o Steven aponta na direção onde eu estava, nunca vou saber se era pra mim, mas pra mim foi, então beleza. Depois veio “Song & dance”, “Monkey” e “Pink” que a banda fez uma lindíssima homenagem ao outubro rosa aqui no Brasil, onde todos colocaram
um acessório rosa e ao fundo no telão deixaram um laço rosa enquanto tocavam, foi uma atitude simples mas com muito significado para todos que estão nessa luta, eu tenho certeza. Chegando com “Rag Doll” e sua batida e agito que não para um segundo na música, coreografias sendo feitas na platéia com as mãos, nessa hora eu já me sentia nas nuvens. Depois veio “Stop Messin' Around” com Joe Perry arregaçando tudo, e agitando todos que estavam vivos no local. Depois veio uma das maiores músicas de amor com “I don't wanna miss a thing” que foi uma das coisas mais bonitas que eu vi na minha vida, não consegui gravar o vídeo de tão dentro da música que eu me encontrava, a cada frase e a cada acorde batido meu corpo vibrava de tanta emoção que eu estava sentindo naquele momento, com certeza as imagens na minha cabeça vão ser usadas pra vida toda! Seguiu na batida com um cover maluco de “Come together!” dos Beatles, que foi muito bem tocado pela banda por sinal e por todo o coro que tinha no estádio que cantou e se mexiam durante a música toda, aposto que o Paul ficaria orgulhoso. Seguiu com “Walk this way” que foi um dos marcos na banda voltar ao topo das paradas e “Train” antes de darem uma mini pausa para o marco principal do show. De longe já se percebia um piano lindo branco sendo montado no palco, uma versão de “Dream on” que me emociono toda vez de escutar foi tocado em um piano branco, os espaços na cabeça se completaram, assim veio a banda para tocar a música, sim, era dream on, de novo eu não me aguentei. A entrada do piano com a guitarra, juntando com todos os elementos da banda,
seguindo a voz do Steven, eu não conseguia pensar muito bem só estava tentando me prometer curtir até o último segundo daquela música, que sim é a música que eu sempre amei e pra sempre vou amar. Cada estrofe era um calafrio, cada pausa de uma letra a outra era um suspiro, mas ai vem “Sing with me, If it's just for today, Maybe tomorrow the good lord will take you away...” ai veio o completo ápice de emoção, o Steven sobe em cima do piano e proclama “ DREAM ON, DREAM ON, DREAM ON, AND DREAM UNTIL YOUR DREAM COMES TRUE!” assim eu me acabei, todas as lágrimas possíveis que poderia sair de mim estavam rolando, toda a emoção que eu vivi nos últimos tempos, tudo que eu estava me guardando a anos foi liberado, foi extraído de uma forma mais gostosa que foi sentindo a música, que fez a marca em meu peito pulsar mais e mais, que me mostrou como viver a música literalmente me faz viver. Depois dessa música eu não esperava mais nada, já não precisava de mais nada, mas ainda tinha “Sweet Emotion” e um grande final com explosões e papeis picados voando pelo estádio todo, parecia uma cena de filme que eu estava vendo, eu me senti mais realizado do que nunca. Assim acabou o show, com um sentimento de sonho realizado do tamanho do universo, com o sentimento de euforia e alegria que não cabia mais em mim, eu estava feliz. Mais um show que o projeto esteve e tomara que continue nessa ordem, sempre a frente!


Agradecimentos: Muito obrigado aos meus amigos que estiveram ao meu lado, Paulão, Giuliano, Rafaela, Vinicius e Nilson. Alguns mesmo não sendo tão conhecidos antes, mas depois desse momento com certeza vão ser lembrado na minha vida, grato a todos.


Vídeo gravado da música que já está na pele.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Stolen byrds 2016, disco do ano!

No titulo do texto já decifro a vocês a minha opinião, é o melhor disco Brasileiro desse ano, sem mais nem menos. Agora aqui embaixo vou destrinchar as músicas pra vocês entenderem o que se passa a cada música, além do que eu sinto ao ouvir cada uma delas.Tem diversas participações especiais como : João Fortes (Gaita) – “Beggin’ For You”, Claudio Caldeira (Saxofone) – “Travelling to the Sun”, Patrícia Borges (Backing Vocals) – “Make Until the Day”, Fernanda Persona (Backing Vocals) – “Make Until the Day”, Andre Drago (Teclados) – “Son of Babylon”, “Shiva”, “Beggin’ For You”, “Rain Time”, “Make Until the Day”. Além dos integrantes da banda Edwardes Neto (Vocal); João Olivieri (Guitarra); Guz Oliveira (Guitarra); Bruno Abreu (Bateria); A.J. Filho (Baixo). Depois de apresentar todos, borá ver sobre esse disco?


1 – Come Undone – Primeira faixa do disco, nela você já nota que a banda não é a mais a mesma do disco passado, e dificilmente vai assimilar a música com o que já ouviu da banda. Noto um tom mais baixo e mais pesado, fazendo menção a um filme de terror em alguns momentos,  letra forte e com instrumental com um ar stoner, ta bom demais.

2 – Son of Babylon – Típica música que te faz dar aquela suprema viajada na sua vida, tem um estilo mais leve do que da faixa anterior, mas com a voz do “Neto” ditando as elevações das notas e a velocidade da música. Ao mesmo tempo tem um ar de que ele ta proclamando palavras para nós adoradores da vida, até na última estrofe que cita “I'll give my love and we will bring the fire” seguido de um super solo, que finalize a música. Arrepia demais.

3 – Move On – Rapaz esse som ta purissimo Black Sabbath, mas ao mesmo tempo não está não, e sim com a cara da Stolen Byrds. O ritimo da bateria vai levando sua cabeça junto com
aquele balanço do ritmo, é uma música para se ouvir dirigindo com toda e absoluta certeza, e tem mais solos ao fim da música, que deixa ela melhor ainda, além de fazer você em si viajar ouvindo ela. Pancada na cabeça.

4 – Shiva – Agora chegamos na parte espiritual do disco, a música mais calma até o momento. Começa somente com o violão e a voz do Neto, uma combinação que torcemos para que role no show ao vivo também, porque arrepia demais. Daí entra a bateria junto do solo de guitarra e vos digo, talvez a música tenha a cara do Aerosmith, mas ainda assim eles deixam com o estilo da Stolen Byrds, por fim da música é proclamado “All this time you’ve been sinking, Take my hand and sail with me..”, e quem não se emociona ouvindo ela, não sente amor em musica alguma. Das favoritas com certeza.

5 – Artemis – Essa música é meio que a mais “divertida” do álbum, com o “Guz” assumindo os vocais, parece do começo ao fim uma história que está sendo contada, sem aquele ar de blues com umas pancadas ainda da bateria que vem bem na sua testa, além dos riffs contagiantes da banda e toda sua euforia cantando. Boa demais!

6 – Beggin’ For You – Agora sim pode dizer que a música tem um ar da “antiga” Stolen Byrds, não que a nova não é incrível, longe disso, ambas tem de ser muito vangloriadas. Mas na música você tem emoção, e das fortes. A levada que a música tem, com todas as elevações é coisa que só quem sabe fazer faz, e sim a banda fez com maestria, ta incrível o som deles!

7 – Save Your Heart – O nome da música já deixa entender como a música tem de ser levada, um ataque bem no meio do peito salvando seu coração. Desculpe a piada, mas é que a música é das minhas preferidas e a letra também, o jeito que eles conduzem a música instrumentalmente com harmonia da voz faz você pirar demais. Traz um tipo de música como da banda “Rival Sons” um psicodélico hardrock, algo do tipo. Só com essa arte já da aquela adrenalina “Save your heart, set him free, Break the walls, follow him!”, é coisa boa demais!

8 – Face The Ligth – Desculpem, mas essa música é MUITO BOA! É a minha favorita até o momento do disco, a sintonia que a banda transfere dela é de outro mundo! Esse som ao vivo
deve ser daqueles que você se arrepia do primeiro ao ultimo segundo da música. Além de dar um ar como Led Zeppelin, com aquela pancada das guitarras e bateria, comando com a tranqüilidade da voz, daí tem uma pausa e de repente tudo explode de novo, isso é das coisas mais gostosa de se ouvir. Até o momento minha preferida.

9 – Travelling To The Sun – Essa eu havia escutado em um show em Campo Mourão, e pedi pro Neto o nome da música e ele me disse dessa tal. Desde então venho ansiosamente esperando ela ser lançada no CD, e sim ela é uma das obras primas do CD. Ao vivo ela transmite uma energia que te transfere em outra dimensão, a cada porrada na bateria é uma estremecida, a cada linha de baixo do você dança com os ombros, a cada palavra citada pelo vocal como na parte “And I'm Feeling , Like I'm Reaching the Sun” sua alma tenta explodir, e ainda entra Claudio com a loucura do saxofone que faz sua pupilas saltarem e explodirem como cosmo, assim a música absorveu tudo dentro da gravação, a emoção é a mesma! A mais forte do disco!

10 – Requiem – Gostosa de se ouvir, trazendo uma calma insana dentro de você. Depois da “Travelling...” acho que a banda falou pra acalmar o animo de quem esteja ouvindo. Essa é uma daquelas música lindas, lembrando bons momentos dos Beatles e suas baladas calmantes. Excelente tranqüilidade musical.

11 – You Gotta Believe – Pronto acabaram a calmaria e a pancadaria musical vai voltar mais forte e mais rápida ainda, se preparem. Mais uma música que é a cara da própria banda, da pra ver varias influências, mas a principal é a própria banda, com os vocais estraçalhando a música, a guitarra junto do baixo conduzindo você como se fosse o mar em fúria, e a bateria diversas explosões que acontecem na sua cabeça. É difícil de assimilar na primeira vez, mas na segunda você já entra até dentro dela. Música mais cósmica.

12 – Rain Time – Agora chegando na penúltima música, mas talvez em uma das top 5 do disco, vem a música que tem a cara de um dia que você está controverso consigo mesmo, não está se achando e tem esse som pra vamos dizer, te levantar? Famosas músicas de
 inspiração e de amor, a letra é muito tocante, “It's only the rain time, But it all it's gonna pass, Here comes the Sunshine, Lets make it last!” vem cpra você dar aquela arrepiada de corpo e alma. O “Neto” talvez mostrou nessa música que é um dos melhores vocais brasileiros da atualidade, o jeito que ele aumenta e diminui o tom simultaneamente, o jeito que ele leva a mensagem da música toca na gente que está escutando. Pra mim essa é pura alma e amor.


13 – Make Until The Day – Chegamos a ultima música do disco, ifelizmente não existe disco com mil músicas da banda, porque seria muito bom. Mas cara essa é meio que seguimento da música anterior, faz aquela leavantada no seu astral, junto da banda tem backing vocals com Patricia Borges e a Fernanda Persona, fazendo a música parecer aquelas mensagens pro mundão. A música tem toda uma levada de despedida do disco mesmo, é muito agitada e faz você levantar da cadeira e querer dançar, ta muito gostosa de ouvir. Essa é a animadora!





Assim acaba a resenha sobre o novo disco da banda, agradeça por ter esse material disponível tão facilmente, porque o som dos caras é revigorante. A quem tenha a chance de ir a um show, VÁ! A quem tem a chance de conversar com os caras, converse porque é tudo gente fina e de alma grandona. Muito obrigado ao apoio de sempre da banda, essa matéria é um agradecimento pela musica que vocês fazem. Fim e quase esqueci, VIVA A MÚSICA!

Abaixo o link para escutar o novo disco da banda e a pagina do facebook:

https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial

https://soundcloud.com/stolen-byrds/sets/stolen-byrds-stolen-byrds-2016