Hoje a nossa matéria é com um cara que não consigo nem identificar de que universo ele é, puro amor em forma de humano, esse artista sensacional que é o Neto, soltou a lábia e nos contou muitas curiosidades além de falar sobre a cena e o cenário em que vivemos, chega junto pra entender o porque esse cara é tão diferenciado!
História pessoal e na música
"Em primeiro lugar, agradeço imensamente pelo convite e pela
iniciativa do Vivendo a Música e de você Matheus! Bom, a minha vida inteira eu
sempre estive em contato com a música, tenho um avô compositor e músico de
chorinho, tive o privilégio de lhe ouvir tocar desde criança, além dele, meu
pai e minha mãe sempre tiveram uma grande paixão por música, sendo assim, a
minha veia cultural é aberta nos primeiros anos de idade através da música,
hoje já se ramificou em muitas áreas, pois a arte e a cultura são coisas do
dia-a-dia, tudo é cultura, tudo é arte, compreendendo assim, aprendi a enxergar
muitas faces da realidade. Conforme a compreensão sobre o que é a arte, a
cultura, as realidades (infinitas), foram aumentando, eu fui enxergando assim a
minha função dentro da banda, dentro dos Stolen Byrds, que nada mais é do que
um organismo vivo, mutável, em movimento e em constante troca, produzir com
eles é uma verdadeira lição e aprendizado, pois a todo momento estamos em
comunhão com a criação, ou seja, criamos em comunhão, sabemos que de certa
forma a nossa função é transmitir algo que nos faça sentido através das
percepções e mensagens que nos chegam, cada um de nós é um instrumento, apenas
deixamos fluir, claro que cada um trás algo específico, um ponto de vista, um
ângulo da mesma coisa, isso, diariamente, acaba se tornando uma verdadeira
escola. Por tudo isso, minha história, minha profissão, minha banda e a veia
cultural que se expressa através de mim são junções de vivências que esclarecem
o que cada dia devo fazer, aperfeiçoar e me orientar, organicamente, no
presente, que é viver."
Pandemia e lições
"Hehehehe, é um tanto quanto caótico, geralmente o que me
ocorre é acordar e sentir o que devo fazer no presente, quando começo a pensar
ou imaginar demais as coisas começam a entrar em ebulição, que de vez em quando
rola, pode ser bom, mas não deixo isso direcionar meus sentires. A pandemia é
uma oportunidade de vasculhar minhas interioridades, eu encarei assim, tudo
aquilo que é inconsciente, subconsciente, profundo, seja qual for o nome. Tem
sido bem um momento (longo) de muita reflexão, indagação, silêncio e menos
ação. O que tenho feito mesmo é buscar cuidar do mínimo, que na verdade, quando
você vê é o máximo! Como cuidar do quarto, da casa, dos amigos, da companheira,
do bem estar. Resumidamente, estou cuidando de coisas, coisas que muitas vezes
não consigo nem saber direito o que são, mas são coisas que me fazem pulsar, no
fundo, adoro imersões e esta tem sido uma grande."
O mundo a sua volta e o que está acontecendo
"Primeiramente, fora
Bolsonaro, em segundo lugar: Está acontecendo uma inversão de valores em níveis
bizarros, estamos enxergando o monstro que foi criado a milênios na nossa cara
e não conseguindo derrubar ele, está na nossa frente todo o acúmulo de
preconceito, desprezo, desrespeito e egoísmo, que além de tudo incita a morte e
a ignorância. Essa realidade influência quase 100% da nossa população
brasileira e está completamente tomada por genocidas, é muito tóxico ter que
entender, absorver, acompanhar o cenário como um todo, ao mesmo tempo temos a
necessidade, pois precisamos nos situar, posicionar e não fechar os olhos para
o absurdo que é isso. Todas as lutas que travamos hoje estão tencionando pois tem
que tencionar, não podemos dar mais passos para trás como humanidade, este é um
momento muito importante para olharmos para o futuro com mais amor, respeito e
igualdade. As lutas não são de hoje, mas chegou a hora de realmente dar um
basta, pra tudo que é opressivo, desigual e desumano. O que faço é sentir,
posicionar, resistir sendo resiliente e crescer com a adversidade que me é
proposta. Vou sempre defender o lado oprimido e fortalecer aqueles que amam a
vida, o que fazem e transmitem esta verdade. A vida é muito mais do que essa
destruição, com certeza. Ainda acredito no amanhã."
Deixe sua fala se existe a diferença entre Neto artista e Neto do cotidiano
"Não há separação. Só quero dizer pra quem tá lendo, que
se você chegou até aqui é porque você gosta de mim e eu gosto de você, isso é
mais importante que tudo, amar e se amado. Um grande beijo no coração de vocês,
nos encontramos em breve. <3"
De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez
maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito
sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente
dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco,
tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para
degustar do início ao fim!
-
Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não
tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da
mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a
pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou
esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.
-
O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir
e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock
bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e
tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música
que eles toquem.
-
Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de
ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a
maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas
criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento
é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem
muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.
-
Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o
trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente
Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores,
seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra
fora do que está no momento, é inspirador demais!
-
Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar
dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia
apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e
trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all
that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem
de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos
deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia
completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do
disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento,
que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é
sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom
faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal
recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da
banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se
possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de
chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como
“The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred,
that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what
I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do
corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do
disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito
forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.
"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."
Vamos chegando que dessa vez a carta aberta é com um dos caras de espirito elevado ao máximo, e uma das figuras musicais que mais impressiona a sua sensatez e audácia nas palavras a atitudes. O Douglas é Vocalista e guitarrista da banda Fusage, e veio soltar o verbo conosco!
História pessoal e na música
"Sou o Douglas, nasci no Mato Grosso do Sul,
me mudei para o Paraná em 2010 e me formei em engenharia civil pela UEM. Depois
de quase dois anos morando na Irlanda eu voltei ao Brasil e formei uma banda.
Pouco antes de lançarmos o primeiro disco decidi sair da engenharia para me
dedicar à música. Hoje trabalho como professor particular de inglês e músico na
Fusage. Acho
que as minhas influências culturais vêm antes de tudo lá de casa, com meus pais
que ouviam discos de música clássica, sertanejo raiz e moda de viola, rock dos
anos 60, 70 e algumas coisas mais aleatórias. Livros sempre foram um incentivo
dentro de casa, mas acho que comecei a ler mesmo quando saí morar sozinho e
filmes era aquela história: baixar na internet discada. Teve um cinema por uma
época, mas era algo bem precário. Cresci numa cidade pequena, tive uma banda no
colégio e a gente chegou a gravar um EP em 2007. Quando vim pra Maringá estudar
me lembro que no final do primeiro ano da faculdade já estava procurando formar
uma banda. O
resto da história vocês podem conferir no documentário Uma forma de seguir do
nosso grande amigo Jean Cedemachi em parceria com o Junior Conejo que aborda um
tema recorrente no nosso meio sobre viver a arte e ser artista independente
além de contar com Stolen Byrds e pedaços da nossa tour juntos."
A vida durante a pandemia
"Como eu citei anteriormente, além da música
hoje trabalho como professor de inglês, então desde o início da quarentena (que
nunca começou de verdade no Brasil) as minhas aulas estão sendo exclusivamente
online. Tem seus pros e contras, como tudo, mas tem sido muito mais pro do que
contra ultimamente. Eu acordo mais cedo, tomo meu café tranquilo, faço minha
rotina matinal e quando dá uns 5 minutinhos antes da aula eu ligo pros alunos,
é uma maravilha. Eu digo isso porque dou várias aulas, uma atrás da outra,
simplesmente conectando outra pessoa na sala virtual, e assim tenho tempo pra
cozinhar, cuidar mais da casa, etc. Todas as incumbências do jovem adulto se
tornaram uma parte mais prazerosa da minha rotina. Por outro lado, tenho pecado
muito no quesito atividades físicas. Nunca fui sedentário, mas ultimamente
acabei cedendo ao comodismo, é algo que preciso corrigir urgentemente. Quando
não estou dando aula, estou produzindo algo pra Fusage ou estudando música,
produção, gravação, mixagem, divulgando, pesquisando. Cuidamos das redes
sociais juntos, os 4, mas de certa forma eu que faço as publicações na maioria
das vezes. Estamos preparando várias coisas pra poder lançar enquanto o Outburst
Desert não pode ser gravado e também lapidando as faixas que vão estar nele.Tivemos
a ação das cartas na qual nós enviamos uma carta pra cada pessoa que mais
interagiu com a banda nos últimos meses. A carta continha instruções e imagens
com o tema do próximo disco e cada um deveria produzir uma colagem cotada para
ser a capa do álbum. Houve alterações de cronograma por conta da pandemia, mas
no final deu tudo certo porque os correios atrasaram pra chegar em alguns
endereços e estendemos o prazo pra galera fazer a colagem. Ainda não escolhemos
a arte que vai ser a capa do disco, mas estamos tendo ideias muito legais pra
usar todas as colagens que foram produzidas, são peças únicas de pessoas que
conhecemos nas turnês, gente que descobriu a Fusage e acompanha nosso trabalho,
tem sido uma experiência sensacional."
Humanidade e os problemas do cotidiano
"'É muito difícil hoje em dia quem consiga
olhar para a humanidade e sentir Humanidade. A gente convive com Fake News já
faz muito tempo, mas uma outra parcela da sociedade, pessoas de várias idades, não
só o típico ‘tiozão do zap’, mas de posições conservadoras no geral; para esse
público essa disseminação de mentiras tem sido o artificio capaz de validar
seus privilégios, preconceitos, atrasos sociais, injustiças, etc., sempre
provocando medo, incentivando o caos, a violência gratuita. Eles tripudiam a
ciência, seja a área que for, se recusam a ter um debate racional e quando
tentam é sempre com discursos vazios, argumentos sem pé nem cabeça, não tem
diálogo. Essa massificação da informação é produto de um modelo político,
econômico e social desequilibrado; fadado ao colapso. Eu
enxergo mais ou menos como o professor Domenico De Masi, no livro O Ócio
Criativo: Ele afirma que os últimos dez anos do século XX foram marcados pela
forte atuação do liberalismo e o discurso amplamente propagado por essa frente que
ataca tudo o que é público. Primeiro sucateando os serviços e infraestrutura e
em seguida inflamando críticas para desvalorizar empresas estatais no geral, áreas
de transporte, ensino, comunicação, eletricidade, recentemente até mesmo os
recursos hídricos. Se valendo dessa estratégia, a elite nos vende as
privatizações principalmente dos setores mais lucrativos da economia e
geralmente necessidades básicas do povo. Compram empresas estatais e vencem
licitações de concessão de serviços por um preço muito a baixo do mercado e
ainda obtém investimentos do próprio governo em forma de incentivos fiscais,
financiamentos a perder de vista, concessões de décadas e mais décadas, enfim,
só vantagens. A
gente vive isso com a empresa de transporte público de Maringá, numa menor
escala, mas população toda sabe, e é um puta atraso. No fim das contas ainda
existe o discurso de se investir nas grandes empresas privatizadas para gerar
mais empregos e aquecer a economia e por melhores que pareçam os resultados,
eles são pontuais, não há solução permanente enquanto insistirmos num modelo
desequilibrado. As crises voltam e tendem a se tornar mais recorrentes,
desemprego, fome, violência, enfim um abismo socioeconômico que impacta na vida
em todas as suas áreas. O
ponto é que nós estamos vivendo e tendo experiências constantes de demonstrações
de que as coisas precisam mudar. Quando a gente pensa na luta feminista, na
luta contra o racismo, na luta LGBTQ+ e tantas outras mais frentes que só
exigem respeito, dignidade e iguais condições, nos parece que tudo isso é
recente, mas não é. As questões sociais que já clamam respostas e mudanças há
décadas, mas agora estão tendo uma maior exposição e visibilidade
principalmente nos últimos meses por conta da condição atual em que estamos
isolados fisicamente, mas unidos pelos meios de comunicação. Nesse sentido eu
penso que estamos vivendo transições importantes, mas de processos muito
antigos e que levam um certo tempo para se estabelecerem. Numa escada de longo
prazo talvez estejamos vivendo o começo da mudança positiva em muitos setores,
mas dificilmente viveremos para ver o mundo ideal."
Recado do Douglas vocalista da Fusage/ Douglas do cotidiano
"Acho que não há separação entre o Douglas
da Fusage e o do cotidiano, mas há uma diferenciação. O primeiro atua em um
projeto com outras pessoas para expressar e discutir tanto o que ele pensa e
sente quanto o que pensam e sentem os seus irmãos de banda e contribuir de
todas as formas possíveis por meio dessa ferramenta para ajudar/entreter/melhorar/acalentar
a vida das pessoas que a gente atingir. O segundo é uma pessoa normal dentro
das suas esquisitices que procura lidar da forma que pode com essa vida maluca
que a gente compartilha aqui no planeta Terra. O
recado ao mundo é simples. Que tenhamos mais compaixão pelos nossos semelhantes
e por nós mesmos, que tenhamos mais tempo para ficar em silêncio e simplesmente
ouvir. Eu espero que cada um de nós encontre a paz de espírito e serenidade ao
enxergar a vida como uma oportunidade de evolução espiritual em todos os seus
momentos."
Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música,
da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa
artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora,
musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em
suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!
História pessoal e na música
"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos,
sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa
criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me
envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança,
meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava
ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me
expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e
panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a
arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me
descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi
quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar
da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos
entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais
a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou
não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar
alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a
Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a
banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a
primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções
inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas,
descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra,
comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada
vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna
essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a
isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz
apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um
projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros
dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas
outras ainda."
Vida durante a pandemia
"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia,
eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que
eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu
achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas
responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as
aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do
mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu
resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu
fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu
não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas
coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem
difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri
uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa
eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de
casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com
essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a
praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns
cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de
manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e
minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar,
então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou
apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito
meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a
gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos
mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e
conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um
vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor,
comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em
breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse
quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês
de pandemia."
Opinião do mundo atual e nosso país
"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens
brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as
notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento
atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras
sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma
brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo
expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres,
por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com
a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade
que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio
a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos
sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso,
mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de
seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço.
Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos
avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo.
Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já
provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso
maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo
logo, eu temo pelo que possa acontecer."
Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet
"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet
também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas
sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes
diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir.
Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo
próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta.
Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto
que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora
de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos.
Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"
A Fusage é daquelas bandas que você coloca o som no último,
põe aquele fone maroto e viaja pra outra dimensão em um cometa dos mais rápidos
que pode existir, sim, você não fica nesse plano astral. Enfim, batemos um papo
super legal com o Douglas Takazono que é vocal e guitar da banda,
sobre vários pontos
da banda e seu futuro!
Ano passado foi um ano cheio de acontecimentos pra banda em
geral, mas destaque um especial que foi um divisor de águas pra vocês?
Acho que no caso da Fusage foi participar do Stolen
Fuzztival. Estivemos em contato com muitas bandas que todo mundo curtia já
fazia uns anos, e a energia do festival com certeza foi determinante pra dar
aquele gás de “agora a porra ficou séria”. Desde o momento em que fomos
confirmados no line até o momento em que finalizamos nosso show as vibrações
geradas alimentaram muita coisa boa que aconteceu e que está por acontecer.
O grupo é visível que está cada vez mais alinhado e fino na
questão musical, mas qual seria o segredo por trás da banda?
Essa é uma questão bem ampla, mas não há segredo. O
importante para nós é realmente estarmos em sintonia fina com o que sentimos e
expressar isso da forma que reflita em um trabalho que nos orgulhe. A parte
técnica e “burocrática” da coisa é levar com profissionalismo, evoluir no
sentido de servir quem consome nosso som, existe toda uma correria por trás da
coisa, mas em qual trabalho não tem né? A diferença é que pra banda, todos os
corres são sempre um prazer, é ver o sonho sendo construído a cada passo dado.
O ano está começando e a banda já tem algo planejado que
ainda vai acontecer no mesmo ano?
Estamos com muitos planos, ainda não traçamos completamente
o planejamento estratégico de cada meta, mas a ideia é gravar novas músicas,
produzir um clipe e registrar ao vivo, que consiga extrair
exatamente o que é a
experiência do nosso show. Já temos músicas novas e estamos bem empolgados em
relação a isso, ainda não firmamos datas para tudo isso acontecer, mas até o
começo de março queremos ter tudo bem alinhado.
O que esperar da banda pra esse ano e os próximos que estão
por vir?
Muita ação. Vamos promover um evento enorme, vamos produzir
material novo e queremos visitar cidades que ainda não tocamos. Começamos
tocando em Londrina no final de janeiro e já fizemos o primeiro show no tribão
junto com o Montanas Trio. A ideia é conciliar da melhor forma os compromissos
pessoais de cada um com os compromissos e metas da própria banda. Como ainda
não sobrevivemos com a grana proveniente da Fusage precisamos otimizar nossos
horários e fazer o que está ao nosso alcance no momento. Para os próximos anos
pode-se esperar muito fuzz, riffs e psicodelia, o resto a gente tá correndo
atrás!
Por fim as palavras do nosso frontman explosivo:
Somos gratos a cada um que contribui e alimenta esse sonho
da forma que pode! E estamos muito empolgados pra fazer não só pela banda, mas
pela arte independente como um todo.
A banda talvez mais parceira do projeto, a Stolen Byrds está
cada vez voando mais alto e mais e mais longe, ao decorrer de sua história já são inúmeros shows, conquistas e muita evolução. Em um papo
bem descontraído e rápido
(pois a banda está trabalhando em um novo material) o vocalista e frontman
Edwards Neto, deu alguma pitadas do que vem, o que foi e o que ta sendo a
Stolen Byrds.
Ano passado foi um ano cheio de acontecimentos pra banda em
geral, mas destaque um especial que foi um divisor de águas pra vocês?
Sim e somos muito gratos por isso, mas a turnê entre 7 Estados Brasileiros +
Portugal no final do ano, foi algo que abriu uma nova dimensão para nós, esse
divisor de águas, é o princípio do que faremos agora, total.
O grupo é visível que está cada vez mais alinhado e fino na
questão musical, mas qual seria o segredo por tras da banda?
Nós nos amamos muito, temos muito carinho, respeito e
admiração uns pelos outros, e isso acaba fazendo com a gente transmute
naturalmente, no final das contas a música reflete isso, acredito piamente.
O ano está começando e a banda já tem algo planejado para
acontecer?
2018 será um ano especial, fechamos com a Sony Music, temos
um clipe novinho pra lançar agora, algumas live sessions, e em março iremos
para o Rio de Janeiro gravar nosso próximo disco.
O que esperar da família Stolen Byrds pra esse ano e os
próximos que estão por vir?
O melhor, sempre.
Por fim, nas palavras do Jagger maringaense:
Estamos chegando, agradecemos a todos por tudo! Muito amor.
Alguns indícios de que a banda vem explodir mais um ano. Então saca embaixo os links para acompanha-los:
De uma forma interestelar cheguei ao meu recinto, agora me
sinto em terra firme mais uma vez, pois no dia desse role eu já não me
encontrava na forma física em que estou hoje. O abdusounds realmente te
transporta pra algum lugar nessa imensa galáxia que você não se encontra
direito, é realmente uma explosão. Tratemos de falar da trilha sonora então que
me conduziu de um corpo físico para vários átomos perdidos no ar, se iniciou
com nada menos que os caras da Fusage, que eu já tenho um
carinho imenso pela
banda, mas tratando das músicas fica até batido eu falar que a onda rápida e
forte que eles fazem te giram o cérebro de uma forma desigual com o restante do
mundo, eles mandam muito bem, conduziram o role de uma forma excepcional e
mostraram que estão ai sempre pra quebrar todo o role! Lembrando que o Douglas
(vocalista) tem uma potência vocal fora de série mesmo, o cara eleva o som em
uma potência que deixa o som em linha perfeita com o instrumental, sendo que as
músicas não são operas pra afinar de uma forma lenta, é pura porradaria na
cabeça! Após a fusage, voltando de terras internacionais, os irmãos da Stolen
Byrds vieram dar o veredito que são uma banda do caralho, desculpe o
palavreado, mas a emoção que eu sinto toda vez
que eu vejo esses caras tocando
é fora do comum, são todos meus amigos, mas quando sobem ao palco eu sinto uma transferência
cósmica de todos pra plateia que é surreal, o Bruninho vai na marretada em toda
música de fundo, o “AJ” é o condutor da banda totalmente, o “Guz” manda bala na
base e ainda manda um som nos vocais, o João é tipo um extraterrestre tocando e solando, o que ele faz não é desse
mundo, e a explosão de alma que sai da boca do Neto toda vez que ele canta é um
negócio que chega ser meio angelical, não é por menos que esses pássaros já
começaram a voar bem longe de onde eles nasceram, e espero que voem o mais
longe que puder, porque merecem DEMAIS! Fechando o trio de bandas que mexeram
com tudo que estava naquele plano astral, veio a banda mais pesada que se tem
nesse paranazão, a Red Mess faz uma aula de Stoner tacando o baixo no mais alto
grave que pode, a bateria transbordando força e marretada o tempo todo, a
guitarra mostrando que o
ritmo é quente vai te pulsar por dentro o tempo todo
que a banda estiver tocando, e o vocal conduzindo o som de forma densa e que te
coloca em um transe sem igual. Além disso estava rolando umas exposições de
artistas autorais no role, teve flash tattoo e a galera se entusiasmou mesmo em
tatuar, entre outras apreciações do espaço. Assim foi essa viagem ultra espacial
que aconteceu no dia oito de dezembro, teve o pouso da nave, mas depois de todo
esse percurso eu não me acho de novo no mesmo plano astral que eu estava antes!
Midias sociais das bandas:
https://www.facebook.com/fusagerock/
https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial/
https://www.facebook.com/redmessmusic/
Curtiu a matéria ou o evento e não sabe onde dar oipinão? Chega no link abaixo:
Antes de iniciar esse texto que é um pouco diferente da
maioria das matéria do projeto, eu já pergunto, você já ouviu a fatídica frase
“nossa, eu acho que o rock ou a boa música no Brasil acabou”, se sim, continue
a ler isso. Quando afirmamos uma opinião você tem de acatar mas dificilmente
você concorda com a pessoa, mas ao fato de deixar uma resposta, negativa, tão
grande como essa afirmação que citei, você não se cale, por favor. Deparamos em
um momento muito único musicalmente em nosso país, as bandas andam ralando o
triplo do que elas já ralam normalmente, sem restringir a um estilo musical em
si, mas na música, que te vibra e te anima. O Brasil um pais cheio de miscigenação,
um número exorbitante de etnias no mesmo país e com uma cultura tão rica e única
como nós temos, nota-se nas bandas que elas sabem usar isso em suas músicas,
mesmo as influencias sendo de fora ou os ídolos e ícones que eles tem em si
sejam lá do Japão que for, os trabalhadores musicais no país merecem mais o
nosso respeito, o jogo é duro e as vezem nem tão gratificante. Quantas bandas
você conhece que não foram pra frente por parte de apoio financeiro ou o que
for, sendo que naquele show que era quinze reais você pediu pra um amigo da
banda te liberar e entrar na faixa porque era só a banda dele, nada mais. O
erro de tudo é seu também. Muda-se a
cabeça das pessoas, assim podemos abrir nossos próprios horizontes, sendo assim
vos apresento uma pequena lista de bandas Brasileiras que nos mostram muita
coisa boa. A lista não é de pior pra melhor nem nada, é só umas citações de
artistas que valem MUITO nossa atenção, como a Scalene que lançou a pouco
tempo o disco novo chamado “Magnetite” que é um álbum todo inovado dos sons
antigos da banda, com uma pegada brasileira em diversos enredos. Seguida temos Liniker que vem demonstrando todo o seu talento e quebrando diversas barreiras
preconceituosas, com uma voz que é de outro universo! Muda um pouco vamos pesar
isso, coloco a Far From Alaska, uma banda que a vocalista é uma mulher, sim você que é um machista e acha que mulher não tem potencia vocal, ela uma voz DOS INFERNOS e bota pra quebrar, que lançou um disco a pouco tempo
também chamado “Unlikely” que é super inovador e com arranjos que você não
encontra em todo lugar. Daremos um pulo em Salvador agora e chegamos com a Vivendo
do ócio que é a banda mais agitada e com o sotaque mais gostoso de se curtir
em todos os momentos, os caras fazem um som fino demais! Os caras do Vespas
mandarinas que é um dos rock’s mais brasucas que tem na atualidade, e também lançou
trabalho a pouco tempo! Agitando um pouco mais temos a Water rats que vem com
o Punk estourando qualquer ouvido que se deixe escutar. Parceiros do projeto
que se dividem em São Paulo e Maringá nossos amigos Corona Kings que está pra
lançar trabalho novo e dão a vida pela música, deixando o comodismo da cidade
natal pra viver e tocar a todo momento em uma das cidades que mais se senti o
underground. O Hellbenders que é uma puta banda foda la de Goiânia, que toca
um Stoner infernal, gravaram o ultimo disco no rancho de la luna, um dos estúdios
mais fudidos do mundo, sendo que lá você só pode gravar se é convidado. Tem a Boogarins que faz um som super psicodélico que te deixa nas nuvens, na mesma pegada tem
os manos da Azulejo de vênus que faz as estrelas se aproximarem de você e te
girar até você viajar. Tem duas bandas destruindo no stoner também que é Red
mess de Londrina e nossos parceiros da Muñoz mineiros de respeito porque
tocam um som pesadíssimo! Os nossos eternos irmãos da Stolen Byrds que fazem
um rock clássico que te faz vibrar do início ao fim de qualquer música, e estão
despontando no Brasil e pra fora também! Serei um pouco injusto de não falar
mais bandas, me desculpe as banda e artistas solo não citados e que merecem estar aqui também,
mas em uma pequena pegada já citei vários nomes que estão destruindo no cenário
nacional e com certeza internacional. O propósito do projeto é mostrar tudo que
a música pode fazer com a pessoa, junto disso ajudar a todos esses nomes e de
diversos outros terem a divulgação merecida pela sua arte. Então é um pedido,
não parem de escutar suas bandas internacionais, ao contrário escutem mais
ainda, mas adicionem essa pitada brasileira em sua vida, e acho muito difícil você
se arrepender. Não seja mais um desse clã infame que só diz o negativo do
mundo, e sim rebata e fale que a música vive no Brasil, e vive muito bem.
O vivendo a música teve um bate papo bem bacana com o mestre Marcelo Zarske, onde ele comentou sobre o seu trio, o disco que foi produzido, o futuro e ainda de quebra deu indicação de música! Saca ai que ta caliente!
Sobre o disco
"A ideia é que eu já tinha as composições por eu
sempre escrever tanto sendo letras como melodias ou o que fosse, sempre que eu
estava estudando como um acorde diferente já testava tocando e colocava alguma
coisa pra gravar e eu não esquecer, desde a minha época no conservatório onde
eu anotava tudo mesmo e passava pra transcrever no instrumento, assim sendo eu
tinha muitos rascunho e coisas guardadas como futuros projetos. Assim quando eu
peguei elas a um tempo eu lembrei que tinha vontade de gravar, fazer um som e
um disco com aquilo, dai me veio em juntar uma galera pra fazer o som no estilo
que eu já havia escrito, mais pra ter um trabalho feito com aquilo, não
deixando só ser uns rascunhos que nunca viraram algo em si, fazendo o disco com
esse som que eu já tinha anotado além de fazer alguns improvisos na hora
misturando do que tinha antigo com algo atual. Mas dai me veio a cabeça quem
iria participar disso comigo, me veio o Rhuan (baterista) o Saulo
(Baixista), toda essa galera, mas como todo mundo eles estavam em outros
projetos e isso não ia acabar harmonizando no projeto que eu estava pensando,
pela logística e tudo mais, mesmo eles sendo animais além de grandes músicos e
amigos meus não ia acabar rolando da forma que tinha na minha cabeça. Dai
chamei o lau que é o pianista e o baterista que é o barsa, assim como todos nos conhecemos e já fizemos paralelos trabalhos juntos seria mais fácil, ai eu
escrevi a melodia das músicas cheguei neles e só falei pra gente tocar os três
elas, porque eu não queria ser o dono das músicas, queria que os três
participassem da criação total dos sons, assim tocando fizemos apenas um tack
pra testar alguns sons e depois o tack já de uma vez pro disco sem aquele
ensaio todo pra deixar tudo quadradinho, era algo muito instrumental e livre
pra criar na hora, sem correção nem nada. Tanto que no “Improviso 2” foi algo
que o baterista e o pianista fizeram na hora e eu liguei os dois microfones e
acabei gravando, deixando livre e ficou muito bom, dai pedi a eles e colocamos
no disco, da forma que eles tocaram ali mesmo. A faixa “Trapiche” que é a
ultima do disco, eu criei em um trapiche mesmo la na usina (hahahhaha) eu
estava la com minha namorada e uns amigos e acabei compondo alguma coisa, mas
eu não escrevi nem nada, só gravei como áudio pra me lembrar depois e fui
criando em cima daquilo que eu vivi no dia mesmo. Assim foi feito de uma forma
totalmente caseira, gravamos aqui na escola mesmo, eu que mixei as faixas, em
uma tarde conseguimos gravar tudo, fazendo algo que era bem verdadeiro para o
trio."
O depois do disco
"Depois de gravarmos isso ficou na cabeça que quero fazer
isso de novo, todo esse processo bem natural e de forma caseira, sendo feito
totalmente por nós três em conjunto. Porque até mesmo quando a gente toca
deixamos as músicas que gravamos com a melodia que foi criada, mas durante
podemos mudar com distorções diferentes, alguma batida ou um toque diferente
pleo piano, dificilmente vamos tocar exatamente como no disco em algum lugar,
porque o improviso meio que vai a todo momento que o trio está. Porque como na
escola do Jazz, você recebe uma moldura e durante a música você pode fazer o
que for mas não foge do que é a moldura em si, então é mais ou menos isso que
fazemos a cada vez que tocamos. Porque a
maior preocupação nossa não era tocar para alguém e sim tocar pra nós, vomitar
tudo que tem de dentro de nós pra fora sem algo a vender ou como for, e sim
tocar algo nosso. Dai tem diversos outros temas escritos e prontos pra gente
tocar, até toquei uma ou outra já com eles e vi que pode dar certo pra ser um
som novo, tem tudo pra dar certo, não sei se algo físico mas em mídias como
streaming e esses com certeza vamos lançar, porque eu pirei nessa formação
desses músicas, além de não ter a estrutura com o baixo ali segurando tudo, deixando algo meio bagunçado mas de forma harmoniosa, deixando muito a nossa
cara. Mas como falei que eu tenho escrito tudo, mas quando colocarmos todos nós
na sala pra ter os elementos juntos vai mudar completamente, e esse é o mais
legal do nosso trio."
Dica de som pelo Marcelo
"Cara eu escuto de tudo, como sempre gosto do meu rock como
gosto de curtir muito o som instrumental, como tipo se tem de beber água de vez
em quando mas você sempre gosta de uma cerveja ou um vinho assim, é assim com a
musica, sempre vejo coisas novas mas os velhos gostos também ficam pra sempre
por ali. Curto muitos os instrumentais que já falei pra ti na outra conversa
brasileira e tals, mas tem um trio de fora que eu ando curtindo muito que se
chama Virta, lá da Finlândia com um som instrumental muito bom, dai a formação
que me chamou atenção, porque é um batera, um guitarrista e um cara que toca
trompete, que usa uns sintetizador e deixa uns sons bem diferente mas que
harmoniza com a banda toda, e eu pirei nelas porque se escuta e imagina mil
integrante mas dai se vê os três e o que cada um toca você fica de cara o quão
bom é. Porque na musica eu curto muito fugir do famoso quadrado, como se é jazz
tem que ter um Saxofone, mas e se meu som não precisa de um Saxofone? (hahahahha),
não vou colocar pra ficar agradando e sim pra fazer uma música que eu vá curtir, por isso essa banda me chamou muito a atenção."
Assim foi o papo com um dos maiores parceiros do projeto, vida longa a nós Marcelo, que seja só mais um capitulo de muitos acontecimentos! Abaixo os link's pra conhecer o trabalho do trio.
Esse é o disco mais sentimental que você pode escutar, seja
em um momento propício para mil lagrimas mantidas atrás de seus olhos ou para
mil sorrisos que você guarda para dar, é um dos discos
que eu mais amo. O disco
é sucessor de Boys and Girls, um disco que mostrou ao mundo o que era a banda,
com toda sua pegada única, um leve blues que se eleva a um rock pra lá de
pesado, em variações na mesma música, talvez seja essa essência que o Alabama
Shakes tem que algumas bandas não conseguem, eles não se prendem na música e
mudam em outra, uma música tem mil e uma variações de velocidade. Pelo disco a
banda foi convidada para se apresentar no Grammy em 2016, e estava concorrendo
a quatro indicações e ganhando 3 delas, perdeu apenas para Taylor Swift como
melhor álbum do ano, deixo vocês julgarem qual disco é melhor de verdade. Agora
saindo um pouco da história do disco e da banda, vamos começar a falar do disco
em si! De primeira o toque inconfundível é “Sound & Colou” que tem o mesmo
nome do disco te deixa em uma dimensão de tranquilidade do começo ao fim sem
comparação com qualquer coisa, é um groove perfeito em que te deixa em transe
absoluto, cantarolando ao fundo “sound and colour, sound and colour...” você já
começa em uma viajem pelo disco! Seguido vem a mais funk do disco “Don’t wanna
Fight” onde de inicio a doce Brittany já solta um agudo que você fica em
choque, entrando com os instrumentos e a batida bem leve de fundo na bateria
vai introduzindo você em um ritmo que você danças por dentro, querendo transpor
todo esse sentimento, mas daí vem a explosão mais a frente “Your pride and my
pride, Don't waste my time, I don't wanna fight no more!” e vai se balançando
junto com toda a música, é sensacional! É agora o chão treme, o próximo destaque
é “Future people” que faz meu coração palpitar, é uma das melhores músicas que
eu já escutei na minha vida, eu a coloco entre minhas cinco favoritas na
história, ela é perfeitamente encaixada em instrumental que fica em uma passada
meio psicodélica, mas a voz em frente tem um tom melancólico que te faz
aprofundar mais ainda nela, mas dai explode com “Children, take or leave it,
Come people you got to, Give a little, get a little, And see it, Like future
you people!” e vai
levando um ritmo que você já imagina que vai se aprofundar
mais pra frente mas não é a hora, ele retorna no ritmo do começo bem leve e com
aquele ar melancólico com a voz inconfundível da Brittany de frente, mas é
questão de segundos pra voltar a agitar e querer explodir tudo, dessa vez
acontece com “Imagine the sound, And listen loud and then, You'll reach the top!”
e ela te faz explodir pra fora todo sentimento que você possa ter dentro de
você, já me emocionei mais de mil vezes ouvindo esse som e toda vez me
emociona, é muito linda. Mas se achas que acabou, está muito enganado, pra não
deixar a batida descer la vem a porrada de “Gimme all your love” e todo seu
peso com ela ao seu lado, a meu deus do céu o que a brittany faz nessa música é
algo inexplicável, atinge um nível cósmico todo o timbre que ela faz, os riffs
são perfeitamente encaixados junto das batidas da guitarra e a linha do baixo
da todo o peso que precisa nesse momento, ela
implorando “If you just gimme all
your love, oh, Gimme all you got, babe, Gimme all your love, oh...” é uma
elevação do som e de tudo em volta que te faz com certeza ficar em transe com
tudo ao redor, mais uma das músicas que te tiram do chão e te chacoalham
inteiro pelo que a Brittany faz nela, é de outra galáxia! Seguido vem nada mais
nada menos que “This feeling” que é uma carta de amor que foi escrita, é algo
que também quebra todas as paredes da emoção que você possa ter dentro de você,
ela vai mexer contigo de uma forma gostosa mas que também te fara sentir de
verdade tudo o que tem la no fundo do seu peito, como “And I've been having me
a real fun time, And it feels so nice to know I'm gonna be alright!” e você entra junto com o trecho da música e todo o instrumental que está com ela mas
em seguida a brottany canta com tanta emoção “Please don't take my feeling, I
have found at last, If I wanted to, I'd be alright, Yeah, if I wanted to, I'd
be alright!” e você se derrama no chão e vira apenas poeira estelar de tao
forte que essa música pode ser com você, a genialidade dela e todo o feeling
que ela traz faz algo muito forte rolar com você, esse som tem um poder muito
forte dentro de mim pessoalmente falando, eu realmente tenho muita história com
a música e muito amor por ela, é até meio difícil digitar sobre ela. Pra
alavancar um pouco a agitação e maluquice que a banda também sabe fazer vamos
com “ The Greatest” que começa já com uma guitarra e bateria acelerada indo
junto com os outros elementos da banda e você vai indo junto no ritmo como se
fosse uma dança, o som
diversifica um pouco dos anteriores mas é muito bom de
se ouvir, mais a frente nele tem um festival de distorções e batidas fortes na bateria
que te deixa tonto de tão gostoso de curtir. Agora pra fechar o disco vem a belíssima “ Miss you” que te faz pensar
que é das músicas mais melancólicas do disco mas é um pouco diferente, tem sim
uma letra um tanto pesada mas o instrumental tira um pouco do peso porque eles fazem
umas explosões que não te deixa ficar em baixo, dai vem “Maybe the stars
aligned, Or maybe I just changed my mind, Maybe I'm yours, I'm yours!” e vem
junto toda uma sincronia de loucura instrumental, é uma das músicas que mais
vai te fazer viajar no disco com toda certeza! Assim o disco finaliza com seus
destaques, algumas músicas não citei por não terem um peso enorme em mim, mas
são muito boas também. O disco é dos que eu mais tenho apreço em ter e poder
escutar a todo momento que eu quiser, ele me tirou de algumas coisas e me
colocou em outras que me fizeram me sentir mais vivo, eu realmente amo essa
banda e toda sua maluquice. Então tratem de escutar e viajar com todas as
canções que nele contem, prometo que será uma jornada sem volta além de muito
proveitosa. Antes que me esqueça, se houver chance de ver a banda ao vivo faça
isso, eu prometo que não se arrependera nenhum pouco.
Abaixo link para download do disco e da melhor música do
mesmo