Em um papo bem simplista conversei com o vocalista da banda
The Old Skull Guz, nosso amigo de data Gustavo Oliveira ou Guz” como muitos o
conhecem. Falamos de pandemia, projetos futuros e até a nova formação da banda!
Se liga que tem material novo saindo do forno! Chega junto!
Período de pandemia
"Tá sendo um período bem diferente, tínhamos muitos planos
para 2020, todos eles foram colocados em espera por causa da pandemia, acredito
que é um momento que exige muita responsabilidade e paciência, principalmente
para nós que trabalhamos com música, estamos focando na composição, produção e
tentando extrair ao máximo disso."
Novo disco
"Nosso próximo disco vai ter em torno de oito faixas, no
momento já temos seis decididas, e alguns retalhos que vamos levar nos ensaios
para trabalhar e definir quais vão entrar no álbum. Algumas destas músicas já
estamos tocando ao vivo, é bom pra sentir como vão funcionar. Em setembro vamos
nos reunir para fazer a nossa pré produção, e tudo indica que ainda este ano
entramos em estúdio para a gravação."
Novo integrante
"O Bruno agrega muito a banda, sua entrada foi
definitivamente "A peça que faltava", temos uma química excelente com
ele dentro e fora dos palcos. Ele é um músico excelente, afiado e muito
dedicado. Acho que o Old Skull vai soar com a personalidade de sempre, pois o
Bruninho possui um perfil muito parecido com o nosso, logo após sua saída do
Stolen, muitas pessoas já vieram me perguntar se ele ia entrar no Old Skull,
isso mesmo antes de termos comentado sobre a possibilidade dele trabalhar
conosco, isso já mostra como ele tem a cara da banda e o quanto nos enriquece a
sua presença."
Recado a galera
"Queria como sempre, agradecer a todos que escutam a nossa
música, que nos acompanham pelas redes sociais, fiquem ligados, tem coisa boa
chegando, acabamos de finalizar o clipe de “Lovin' Odissey” com a produção do
Leandro Correa e do Bulla Jr, e ta lindo! Logo vai estar disponível. No mais,
fiquem em casa o quanto puderem, logo estaremos todos juntos pra fazer um som
pra vocês!"
Ontem, precisamente dia doze de Julho, houve uma viagem de
ida para outra dimensão com o show acústico do Gustavo e ainda a paulera que
fez todos no recinto sacudirem suas almas com a Fusage. O início foi com o Guz
(vocalista da The Old Skull Guz) que veio fazer uma performance solo e acústico,
ali somente ele o violão e o microfone, e devo dizer que a muito tempo não
conseguia ver uma apresentação com tanta emoção e tão bem feito como foi!
Ele
diversificou seu setlist entre blues antigos, canções que ainda nem ele nem a
banda havia lançado, e alguns hits da banda em formato acústico como o single “Mutt
Dog” e a lindíssima e super tocante “True” que é sem dúvida dos sons mais
deliciosos de se ouvir em todo canto! Sempre falo que é um orgulho tanto a
amizade como poder apreciar esse cara soltando sua alma para que todos possam
escutar! O show se fecha, as luzes ficaram vermelhas e uma fumaça aos poucos
saindo, os diabólicos da Fusage entraram a mil por hora, sem nem pensar em ir
acostumando os ouvidos, nos prometeram uma viagem cósmica e cumpriram. A quem
estava no teatro sentiu cada pancada dentro de si com a bateria, as batidas entontes
que vinham do baixo faziam a linha completa do transe, junto da guitarra que
solava a cada minuto fazendo você se intoxicar-se de magia e a base com vocal
estridente fazia você arregalar os olhos sem dúvida de que já nem estava mais
ali! A banda vem de uma turnê pelo Brasil, eles já estão enormes musicalmente,
explodiram todos os padrões que poderiam ter se fechado neles! Tocaram várias
músicas do último disco lançado que faziam você balançar ao lembrar de vários riff’s,
e como a banda sabe faze-los! Mas pra quem ficou até o fim deram uma canja do
que vem por ai com um som que ainda nem foi lançado ! Foi o fechamento de
uma noite cósmica que tivemos a oportunidade de ir na nave desses magos
musicais!
Acompanhe os trabalho de ambos os artistas nas mídias sociais, e um pedido especial quando houver eventos vá e prestigiem pois não se arrependerão! A cultura vive se você der vida a ela em sua cidade, apenas falar e não agir não adiantara nada, e ela falecerá, pense mais nisso!
O novo disco do Bring Me The Horizon vem com todas as falas clichês
dos fãs de todo disco, comentando que está muito diferente, que a banda não é
mais a mesma e tem saudades da época cheio de screamos. Mas a mudança é algo
inevitável em qualquer âmbito de uma vida, o novo pode ser bom, então porque não
experimentar? Aqui lhe dou cinco motivos que farão você repensar a
crítica do
disco!
-
"É o disco com a sonoridade mais limpa que a banda já lançou!
Nele você nota os timbres do Oliver em todas as músicas, a guitarra em sua
parte funcional e não tanto principal como antes, a bateria ganhou uma nova
vida e mais dinâmica, com o baixo e o teclado tendo importâncias maiores do que
já existiu em toda a historia da banda!"
-
"A diferença de cada etapa da banda é sempre intrigante, esse
em si se trata de um disco sobre o amor e destacando em suas letras os
pontos e baixos da vida em si, de tudo quehá de bom e o que há
de ruim em sentir muito todas as coisas. O Oliver
vem de uma passagem a uns anos atrás das drogas, fazendo Sempiternal a resposta
a todos que duvidaram dele, o That’s the Spirit a afirmação que está evoluindo,
e nesse disco e sensitivel que estão no mais alto nível de suas emoções!"
-
"Sendo divulgado de varias formas, foi o disco que houve
maior contato com o publico e toda publicidade envolvida de uma forma mais
adentro. Acompanhando as redes sociais da banda você notava que muita coisa
estava sendo feita, e da pra notar no disco que ele é muito bem trabalhado em
todos os mínimos detalhes, tem uma sonoridade perfeita do começo ao fim."
-
"Primeira vez ao escutar o disco você vai tomar um certo
susto pela diferença entre uma música e outra, ele viaja em uma onda totalmente
indie, que passa pelo eletrônico, pegando algumas mais um
post punk e uma
pitada de pop rock, é uma verdadeira mistura que a banda está vivendo, tornando
agradável para todos os fãs."
-
"Colocaria agora um levantamento especial para quatro
músicas, que a primeira com toda certeza seria “Wonderful Life” que tem a
participação do Dani Flith, trazendo a parte mais pesada do disco e com uma
letra que balança sua mente! Depois iria alavancar “Medicine” pelo quesito
principal que é a letra, dizendo pra tirar tudo e todos de negativo que nos
sugam e deixar que o universo te cure e deixe as coisas boas nos guiar para a
felicidade. E pra fechar seria “MANTRA” que já se tornou o hino do novo disco,
com letra chiclete que gruda na cabeça, além de uma pegada pesada também!"
-
Esse novo disco é o famoso que se deve ouvir varias vezes
pra se notar tudo que há nele, não escute com pressa mas deguste dele! Vale a
pena demais escutar e deixar a onda nova do BMTH te levar!
Em um papo com o Douglas (Organizador/Vocalista da Fusage) descobri um pouco do que vai rolar nesse festival que vai tirar você do chão e levar para cima, onde o céu fica infinito, viajemos! Com a palavra, caro Douglas:
"Esse evento promovido pelas bandas independentes para divulgar o próprio
trabalho, e que desde a primeira edição já havia exposições artísticas em
geral, e nessa edição se manteve a essência de ser um festival de arte com vários
focos das mais diversas artes. Essa edição (terceira) o Neto (vocal Stolen
Byrds) entrou em contato e comentou sobre uma banda que ambos gostávamos e éramos
fãs chamado Quarto Astral e essa banda viria tocar em Maringá junto com ela
também viria a Aminoácidos que tem a vontade de fazer todo esse role em Maringá. Além delas a Barbara uma das criadoras do evento havia conversado com a Cadillac Dinossauros pra tocar também em maringá, fazendo parte do Abdusounds. De
primeiro momento a Fusage iria até ficar sem tocar porque o propósito do
festival é abrir para todas as bandas tocarem e mostrar seu trabalho, não
sempre as mesmas bandas tocar, mas como resolução resolvemos juntar todas as
bandas com que estávamos conversando, adicionar a Fusage também e fazer o maior
evento que já existiu. Vai rolar mais de 20 artistas no lugar, Foodtrucks, Flash
tattoo entre outras coisas. Então o Abdusounds em si é o festival pra unir e
fazer uma interação maior da classe artística, promover o contato, troca de ideia
e tudo mais, fazendo a ferramenta pra fortalecer todo o role. A galera pode
esperar a maior edição e mais forte que já fizemos, estamos trabalhando com
muito carinho desde fevereiro para que seja um dia memorável a todos os
presentes. Estamos tendo o apoio de diversas frentes como Enjoy Maringá, da
Mundo Livre FM, do jornal Metro, do Vivendo a Música um portal especializado eu
sempre nos dá muito apoio e visibilidade não só pra gente mas todas as bandas
que conhecemos e tivemos privilegio de trabalhar juntos."
Palavras de um dos caras mais correria que nós do projeto já conhecemos, fazendo com que a estiga para o dia chegar logo e que seja um baita festival, nos vemos lá!
Abaixo link do evento e playlist com as bandas do role!
Posters dos shows, primeiro em São Paulo e ao lado Curiiba.
Isso vai soar de forma muito pessoal, as letras estão sendo
escritas com a mais pura onda de amor que eu senti nesses dias, desculpe se me
emocionar ao proclamar minhas falas sobre tais dias, pois dias assim são
vividos com o meu máximo, pra que em minha memória sempre fique um belo sorriso
dos
dias passados, em que revivo na minha mente. Pois bem, a data marcava dia
27/02/18, São Paulo
mais precisamente, cidade onde não se para pôr nada mas se
corre por tudo, a vida alucina se estiver pisando no solo Paulistano, isso faz
o frenesi pelo show aumentar cada vez mais. Os portões de um estádio verde
cheio de esperança de uma noite maluca, onde eu não queria mais habitar dentro
de mim, queria me elevar e me desabitar, será que a música tem esse poder
dentro de mim? As horas começam a passar, pelo movimento acabei pegando o fim
do show da banda de abertura, a Ego Kill Talent, então nesse dia não posso dar
minha opinião do show deles, mas aparentemente sabem faze chacoalhar o
esqueleto. O céu que encobria o sol vai se dissipando e dando lugar ao luar, a
noite chega como um pressagio do que estava por vir, ah meu deus do céu, meu
vilões adentram ao palco. O elvis ruivo
dançando ao palco cumprimentando a
todos que o via a frente, eu vibrava de uma forma inimaginável, era a primeira
vez que eu assistia uma das bandas que me moldam, eu estava fora de mim. Com um
show cheio de luzes, conversas, e muitos hits o Queens of Stone Age deu uma
aula de como se faz o público adentrar na banda e dançar tudo que tem direito,
das mais sentimentais como “No one Knows”, a um novo ritmo que é impossível você
não dançar com “The way you used to do”, ou a poderosa “Domesticated Animals”
que não teve comparação, ao vivo esse som te explode o cérebro e não tem
como decifrar o motivo. A banda foi formidável na elaboração do setlist, uniu
hits das mais antigas até lançamentos de menos de um ano, fez dos fãs antigos
chacoalharem com os novos fãs, fez com que um estádio inteiro dançasse e
requebrasse junto a banda. Assim a banda sai de campo, as luzes se acendem e a
esperança toma conta que eu ainda tenha um show memorável ao resto da noite.
Tempo passa, tudo cronometrado, Grohl entra correndo, lagrimas caem, “Run”
começa. Essa foi a sequência
do que foi o início do show do Foo Fighters, é difícil
dizer o que eu sinto ao ver eles, é uma mistura de uma emoção GIGANTESCA,
fazendo ter vontade de cantar ou gritar o tempo inteiro. Aqueles acordes de “Run”
com o incio “Wake up, run for your life with me’, meu deus do céu, eu me
arrepio até agora do poder que essa música tem sobre mim. A emoção abaixa um
pouco e começa a dançar mais com a banda e todas as músicas que estavam por
vir, a banda tocou muitos hits, não deixou fã de nenhuma época fora da dança.
Teve até em determinado momento do show um pedido de casamento em cima do
palco, que casal felizardo, não é? Dave é um frontman que todo músico devia se
espelhar, gostando ou não do Foo Fighters, ele é de um carisma muito surreal,
te prende ali coma banda do início ao fim do show. Dentre as músicas tocaram de
“Breakout”, para “Dirty water” (<3), além de covers como “Under pressure”
que já se tornou um marco com o Taylor assumindo os vocais. Não
tem como não
falar de “Sky is a Neighborhood” que é inegualavel, imabtivel ou seila o que
mais ao vivo, esse som com as luzes e todo o coro atrás da banda, faz você pulsar
do inicio ao fim! O setlist ia se desenhando perfeitamente, a famosa pausa ao
fim pedindo bis, a banda fecha com “Everlong” fazendo ter ao meu lado pessoas
gritando e umas ao choro, talvez das músicas mais fortes que banda tem e faz do
público uma sintonia perfeita com a letra, o Foo Fighters sabe fazer um espetáculo.
Os dias passaram, o adeus a São Paulo foi bem rápido, chegamos a Curitiba, o
show tem que continuar. O caminho foi como um jato, rápido e sem muita
hesitação, chegou o segundo dia de março, o segundo e último show em que eu
acompanhei. A chuva e os céus emaranhados de nuvens não negava, estava tudo
prescrito para um show sobre as águas de um céu imenso, nada abalava. Pedreira
Paulo Leminski, 02/03/18, que lugar sensacional, que sonoridade linda que tem nas imagens
daquele lugar, revivo agora em minha memória. Sem mais delongas o Ego Kill
Talent chega ao palco e mostra quem é a banda, um som bem forte e cheio de
vocais super graves e altos, fizeram uma passagem rápida mas bem marcante. O
céu começava a avermelhar, a noite ia chegando mas a nuvens não se dissipavam,
os vilões estava
prestes a adentrar no seu palco, as luzes vermelhas tomam o
lugar, o Queens of Stone Age veio me chacoalhar. Nesse a banda começou com o cântico
ao sol, “My god is the sun” estourava meus sensores e me espatifava por todos
os cantos, berrei em proclamação ao sol, sentia que essa noite ia ser mais
quente do que nunca havia sido. A banda estava em uma energia fora do normal,
Josh virava doses de Vodka várias vezes, notava na cara dele o desejo transpor
tudo que ele tinha nas músicas para o público, e ele conseguia. Uma setlist
diferente, havia mais hits antigos como “Burn the witch”, “Sick, sick, sick”
mas também trouxe músicas mais recentes como “Smooth Sailing” e a dançante “The
evil has landed”, o fato marcante e bem pessoal foi tocarem “...Millionaire”
que é sem dúvidas um dos sons mais eletrizantes que a banda já fez na vida! O
céu não se abria, o palco trocava de cores mas a vermelhidão no céu arrematava
que ao fim teria de ter uma música caótica a todos, la vem, riffs
iniciam, “Songs
for the dead” chegou, Josh não se contém e durante as exclamações que as
guitarras faziam, ele subiu em diversas caixas de som, além de derrubar várias partes
do palco, e por fim jogar sua guitarra e uma parte da caixa de som, com um
sorriso maquiavélico diz um adeus e manda beijos a plateia. O fim de um show
literalmente infernal que minha memória vibra ao lembrar, meus vilões favoritos
me deram dois shows memoráveis. O palco é desmontado, a emoção vai tomando
conta ao notar que aquele momento ali foi único, e pode demorar um tempo a
rever, mas ao olhar o palco noto no fundo o símbolo do último disco do Foo
Fighters, e penso que ainda tenho muito o que sentir. Parecia um repeteco de
São Paulo no início, Grohl entra elétrico correndo e gritando, a emoção toma
conta, levo as mãos ao rosto e limpo meu rosto marejado em lacrimejos, jogo o
cabelo pra trás, vai
começar. “Run” é uma música que dificilmente vai se bater
como entrada da banda, ela é perfeita pois já mostra do que a banda é feita e o
que se pode esperar de um show, muita eletricidade e muita energia! Olho para o
palco, nesse show fiquei a menos de 2 metros de distância do mesmo, Grohl
correndo a lateral, desce uma parte do palco e vem MUITO perto da plateia,
mostrando como sua guitarra faz a alma chacoalhar, a meu deus do céu está
ficando difícil. Seguindo com “All my life” que é um dos maiores gritos da
banda também, forte e astuta, sem frescura como um soco na sua cara, essa nunca
pode faltar também. Pouco depois algumas músicas, em um intervalo eu olho para
o céu, ele estava abrindo, as estrelas estava brilhando como sentinelas para
mim, gritantes e vivas, quando eu noto os acordes e estava chegando, era hora
de “Sky is a Neighborhood”, talvez a música que mais decorei de antes do show e
eu cantava gritando para o palco, como se tentasse lavar a minha alma junto com
a banda, “OH MY DEAR HEAVEN IS A BIG BANG NOW, GOTTA GET TO SLEEP SOMEHOW,
BANGIN’ON THE CEILING, BANGIN’ON THE CEILING, KEEP IT DOWN, THE SKY IS A
NEIGHBORHOOD!”, nesse momento eu olhei para os céus e lembrei de quem está lá
sentado
olhando por mim, aquele misero momento, valeu por tudo, eu me senti
infinito. Depois a banda veio com o setlist parecido com o de São Paulo,
mudando uma ou outra música, mas a energia é diferente a cada show da banda, o
sentimento transmuta de uma forma sem igual. “Sunday Rain” com o Taylor la em
cima com a bateria, e a voz dele que chega a uns tons de outro universo foi dos
pontos altos dos dois shows! Mandaram hits como “Monkey Wrench”, “Times like
These”, “The pretender”, “Best of you” e mais atuais como “These Days” e a emblemática
“Walk”. Além de cantarem um pedaço de "Love of my life" que é golpe baixo no quesito se emocionar em frente a tantas mil pessoas, obrigado Taylor! Um show incrível, emocionante e super forte, a banda faz a pausa pro
charme e volta tocando “Dirty water” que é impecável, e finaliza com a marcante“Everlong”, apagam-se as luzes o show acabou. Mero momento em que todos saem e
ficam
apenas algumas pessoas pela grade, em um tom de brincadeira peço a um
segurança um setlist da banda que estava colado perto do Dave, pouco tempo
depois ele passa e me entrega como se fosse um mero papel, uma recordação física
que pra sempre vou ter em meu coração. VALEU SEGURANÇA. Saio do local do show
com uma sensação infinita de felicidade, eu realizei dos meus maiores sonhos,
duas bandas de minha vida de perto e em dose dupla, espero repetir um dia tudo
isso, pois é disso que eu vivo, eu vivo de música, pra sempre vivendo a música.
PS: Não poderia deixar de agradecer a três pessoas que
tornaram tudo isso mais lindo ainda. A um amigo pouco provável mas guardarei em
recordações, o Anderson, cara correria e que soube apreciar tudo do show de São
Paulo, mesmo quando parecia que ele não conseguiria assistir ao show, obrigado
irmão. As outras duas pessoas a Eleiza e ao Alan, um casal fora do normal de
tão lindos de coração, me ajudaram por São Paulo e em Curitiba também, estarão
sempre nas minhas memórias. Que o texto toque vocês, e saibam que não teria
sido tão prazeroso se não tivesse vocês na minha história, realmente muito
obrigado, meu coração pulsa por vocês!
De uma forma interestelar cheguei ao meu recinto, agora me
sinto em terra firme mais uma vez, pois no dia desse role eu já não me
encontrava na forma física em que estou hoje. O abdusounds realmente te
transporta pra algum lugar nessa imensa galáxia que você não se encontra
direito, é realmente uma explosão. Tratemos de falar da trilha sonora então que
me conduziu de um corpo físico para vários átomos perdidos no ar, se iniciou
com nada menos que os caras da Fusage, que eu já tenho um
carinho imenso pela
banda, mas tratando das músicas fica até batido eu falar que a onda rápida e
forte que eles fazem te giram o cérebro de uma forma desigual com o restante do
mundo, eles mandam muito bem, conduziram o role de uma forma excepcional e
mostraram que estão ai sempre pra quebrar todo o role! Lembrando que o Douglas
(vocalista) tem uma potência vocal fora de série mesmo, o cara eleva o som em
uma potência que deixa o som em linha perfeita com o instrumental, sendo que as
músicas não são operas pra afinar de uma forma lenta, é pura porradaria na
cabeça! Após a fusage, voltando de terras internacionais, os irmãos da Stolen
Byrds vieram dar o veredito que são uma banda do caralho, desculpe o
palavreado, mas a emoção que eu sinto toda vez
que eu vejo esses caras tocando
é fora do comum, são todos meus amigos, mas quando sobem ao palco eu sinto uma transferência
cósmica de todos pra plateia que é surreal, o Bruninho vai na marretada em toda
música de fundo, o “AJ” é o condutor da banda totalmente, o “Guz” manda bala na
base e ainda manda um som nos vocais, o João é tipo um extraterrestre tocando e solando, o que ele faz não é desse
mundo, e a explosão de alma que sai da boca do Neto toda vez que ele canta é um
negócio que chega ser meio angelical, não é por menos que esses pássaros já
começaram a voar bem longe de onde eles nasceram, e espero que voem o mais
longe que puder, porque merecem DEMAIS! Fechando o trio de bandas que mexeram
com tudo que estava naquele plano astral, veio a banda mais pesada que se tem
nesse paranazão, a Red Mess faz uma aula de Stoner tacando o baixo no mais alto
grave que pode, a bateria transbordando força e marretada o tempo todo, a
guitarra mostrando que o
ritmo é quente vai te pulsar por dentro o tempo todo
que a banda estiver tocando, e o vocal conduzindo o som de forma densa e que te
coloca em um transe sem igual. Além disso estava rolando umas exposições de
artistas autorais no role, teve flash tattoo e a galera se entusiasmou mesmo em
tatuar, entre outras apreciações do espaço. Assim foi essa viagem ultra espacial
que aconteceu no dia oito de dezembro, teve o pouso da nave, mas depois de todo
esse percurso eu não me acho de novo no mesmo plano astral que eu estava antes!
Midias sociais das bandas:
https://www.facebook.com/fusagerock/
https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial/
https://www.facebook.com/redmessmusic/
Curtiu a matéria ou o evento e não sabe onde dar oipinão? Chega no link abaixo:
A banda está em uma das suas fases de mudança, deixando o lápis
no olho de lado e todo peso de um emo hardcore, se transformando em uma banda
super madura e com um trabalho fechadinho em
todos os lados, o disco é a obra
prima da banda. Cheio de guitarras que faltava na banda em diversas músicas, o
abaixar o tom e deixa um solo conduzir tudo no percurso, é resultado da troca
de um integrante principal, Justin Shekoski vem à tona para mostrar o que um
bom dedilhado na guitarra pode mostrar muita emoção além de berros e
velocidade, talvez a ponta que transformou a banda. Bert ainda tem toda a ginga
para ser um frontman perfeito, ele encanta com seu jeito e canta como poucos,
transformando agudos em graves em questão de segundos, a banda está mais
encaixada, a batida entra junto do baixo de forma mais ampla e mais fácil, os
gritos permanecem mas entram em pontos em que as letras pedem que se expressem
em gritos mesmo, onde o coração palpita tão rápido que você quer gritar junto. As
melodias estão trabalhadas, as composições em geral são bem diferente de tudo
que se possa ter escutado da banda, tendo em diversos momentos até toques mais clássicos,
mas ainda tem a pontinha de The Used que sempre te transcende para fora do seu
corpo.
O disco foi o sétimo álbum de estúdio da banda, que havia tirado um
tempo de férias para gravações
e começaram a se dedicar mais em seus próprios projetos
paralelos, em artes em geral, mas a partir do momento que resolveram colocar a
mão na massa se fecharam e só deram pistas a partir do lançamento do single “Over
and Over again”. O nome do disco é extremamente particular para o vocalista,
que o denominou por ser o local onde na infância conseguia ter a paz necessária
com sua família, fazendo esse disco ser repleto de emoção e muita e muita
paixão, dá pra notar de longe que é o disco com a alma de todos os integrantes,
e não somente o melhor disco deles.Até o momento foram lançados clipes para o single já citado
Over and Over again” e para a “Rise up lights” que tem um charme que lembra a
banda mais antiga, mas como disse tem tudo novo dentro de cada integrante, que
deixa o disco mais denso e prazeroso de se escutar.
Agora vamos fazer aquele breve relato do disco em si, das
músicas, o que no fim é o mais importante. Levantei cinco músicas que devem
fazer parte de sua playlist gostando ou não da banda, pois quem tiver um
apreço, nem que mínimo, pela banda vai gostar do disco completo. Mas vamos lá,
de
primeira lhe mando “Funeral Post” que foi a primeira do disco também que me
chamou a atenção, tendo uma pegada no início bem calma levemente puxada para um
jazz, trazendo um baixo bem alto e algumas batidas na bateria, a música retrata
de algo que o atormenta mas ele quer que vá de uma vez por todas embora, seja o
tormento de uma memória passada que voa longe, e nunca volta, sem as promessas
em que não acredita mais, tendo junto muitos solos, bateria super forte e um
ótimo baixo nesse som, é o destaque! Depois seguimos com “Upper falls” que é a
mais emocionante do disco, não sabemos ao certo a quem foi escrita
sinceramente, mas tem o mais próximo que foi a um amigo de Bert ou até mesmo
para Kurt Cobain, isso mesmo, em trechos da música lhe faz a menção como “I see
a loaded gun, I can't take anymore, I see the truck parked up in the canyon, With
nobody home!” é forte e é impossível não se emocionar com o vocal do Bert do início
ao fim que muda de gritos a agudos que entram em sua alma, é realmente a música
mais bonita do disco. Depois vou colocar “The divine abscence” como daquele som
que fica dentro da sua cabeça por vários e vários dias, que
poderia ter sido
single da banda também, porque nela você nota muito fácil a diferença na banda,
na falta dos gritos e bagunça instrumental e sim em cada nivelamento perfeito
de todos instrumentos, a batida se junta bonitinho com o baixo, a voz completa
o solo de guitarra, fazendo a mescla de uma base perfeita, além da letra como
em “The rot that hollows out the core, Divines the absence on its own, Death
streets paved in gold, I won’t stay buried forever, One can be more than a
million, This I swear: I will never say sorry, You’ll thank me when this is
over!” e é explosiva do começo ao fim, coloque pra sua alma vibrar, por favor!
O single do disco entra também nos destaques pois é a primeira música da banda
em que sinto leveza em tudo, no instrumental, na harmonia e no vocal, é uma
música descontraída mas cheio de “pegadinhas” na letra, deixando ela claramente
um destaque profundo do disco. Pra fechar os cinco destaques do disco vou
colocar “The nexus” que veio pesadíssima, como uma banda daquelas de metal
sinistra, a guitarra em pausas matando tudo ao redor, o Bert no vocal parecendo
que está contando uma história, o baixo desacelera e explode ao mesmo tempo, e
a bateria cheio de marretadas do início ao fim, é a música mais pesada em
questão instrumental do disco, e ainda de fundo um coral de auxílio a banda
deixa tudo PERFEITO no som, é sensacional! Levantei apenas cinco músicas, mas o
disco contém dezessete músicas, então trate de ouvir tudo e ver se concorda nos
aspectos levantados.
Esse foi um review do disco novo da banda The Used, que se
transformou completamente, mas subiu vários degraus na musicalidade, escuta,
curta, sinta e vibre com a resenha e principalmente com as novas músicas.
O Corona Kings lançou nessa semana o seu terceiro disco,
denominado “Death Rides A Crazy Horse” que tem uma simples palavra pra
descrever de forma abrupta, explosão. O disco foi o
primeiro da banda gravado
depois que foram morar na grande São Paulo, onde a tiveram uma gigantesca
evolução em todos os conceitos que se pode colocar . Em conversas,
matérias e tudo que tivemos no período com os integrantes, mas principalmente
com o Caíque (vocalista) ele sempre alertava que a banda viria diferente e com
a pegada que sempre quiseram fazer, então minha resposta chega um pouco tarde
mas está aqui, vocês botaram pra quebrar, o disco está sensacional, a banda ta
em uma harmonia que nunca havia notado antes, as letras tem diálogos super
cheio de emoção e muita atitude, e tem muita porrada, isso é ótimo.
O disco é lançado pelo selo Forever Vacations Records,
que tem o comando vindo do ilustríssimo estúdio Costella onde já passaram
tantas bandas do brasil e de fora, sendo conduzido diretamente pelo Alexandre
Capilé, Fabricio Livre e Luas Melim. O selo teve a estreio com o disco da
banda, trazendo uma nova onda nas produções de música no nosso país, com uma
autoria toda nova e que torcemos muito que siga prosperando.
Nos shows a banda já mostrava algumas músicas e como você
sentia que o tom era todo diferente do “Dark sun” antecessor do disco, e como
tudo que já citei acima, evolução da banda foi algo muito importante. O disco
tem doze faixas, é uma pancada só que você sente só quando já está se
balançando com a banda, três dicas essenciais pra você ver a nova cara da
banda, comece com “Try it out” que tem participação da Deb Babilonia vocalista
do Deb and the mentals, que são tudo chegado um do outro, depois siga e coloque
bem alto “Inner Giant” que tem muita guitarra e muita harmonia pra você sentir
mesmo a banda, e fecha com “Nowhere man” que é dos destaques mais destaques que
poderia colocar no disco, talvez a
faixa principal, a, agora virou quatro
destaques, porque a favorita até agora é “With You” que é elétrica, forte,
pancada, enérgica e como destaquei te explode completamente. Mas delicie-se com
o disco todo, porque vale muito a pena! Continue nos gritos de sua alma e a
guitarra pesada Caique, sole como você anda solando que tem uns gritos de almas
presas em sua guitarra Felipe, mantenha essa base pesada e cheio de grunge sujo
que só seu baixo faz transpirar Murilo e continue a bater na bateria com toda
essa sua ferocidade Antônio, porque unindo vocês quatro, temos dos maiores
destaques do Rock no nosso país.
Esse foi nada mais nada menos que o nono disco de estúdio
que a banda lançou, mais um disco extremamente bem produzido, cheio de pontos
de exclamação que havíamos questionado a alguns
anos ou meses, sim, o Foo
Fighters voltou cheio de vida e muita energia. O hiato da banda serviu para que
Dave fosse a um passo à frente sozinho, buscou produtores, e apenas mostrava a
eles o projeto em mente, a maioria faria facilmente, mas claro, ele queria
inovar de alguma forma. Assim buscou o produtor Greg Kurstin que já havia
trabalhado e estourado diversos artistas principalmente no gênero do pop, e
nunca havia produzido um disco de rock em si. Mas essa união improvável fez com
que nascesse um disco bem diferente de tudo que já havia sido criado pela
banda, um disco leve em harmonia, mas pesado em riffs, letras e os gritos do
nosso adorado.
Se aconchegue, abra bem o olho, coloque o disco de fundo e
mergulhe comigo, agora vamos destrinchar o disco, ALL YOU REAAAAAADY?
O disco já inicia naquela pegada diferente, mostrando um ar
bem mais rock clássico oitentista, a voz e a viola de um jovem solitário, de
repente tudo explode de uma forma meio cósmica e fica com um coral de fundo que
te faz arrepiar o corpo todo, ao ouvir você encaixa ela como música de começo
de filme facilmente, “T-shirt” é o início perfeito para uma história que está
começando. Ao finalizar ela se liga com “Run” que foi o primeiro single lançado
desse disco, e de certa forma todos que ouviram aclamaram a música, lembrando os
tempos de Wasting Light, que era bem porradeiro e os instrumentais dominavam a
música em si, junto com a voz gritada que o Dave faz com primor nessa música.
As músicas se ligam no disco todo, a terceira é “Make it right” que ao ouvir a
primeira vez tem algo que me remete aos Rolling Stones, talvez pela forma com
que é cantada e no fundo fica uma guitarra base mudando o percurso e voltando
na
música, Pat fez muito bem o papel nesse disco, talvez é o disco que ele mais
apareça, além dele tem uma participação (bem mínima) do Justin Timberlake
fazendo um coro ao fundo da música, de acordo com a banda o cantor apareceu no
estúdio bem nos dias de gravação e aproveitou e deu uma canjinha. Olhe para o
céu e grite bem alto “THE SKY IS A NEIGHBORHOOD” e se agite junto com a banda,
essa é a música que fez com que a ansiedade pelo disco dobrasse a qualquer um
que é fã da banda, é muito diferente de tudo, tem um coral ao fundo, as batidas
do Taylor misturam marretadas com algo bem suave, a base é primorosa com o
Nate, as três guitarras funcionam com uma sicronização impressionante, e a
letra é de uma profundida que toca a alma mesmo como “Gotta get to sleep
somehow, Bangin' on the ceiling, bangin' on the ceiling, Keep it down, The sky
is a neighborhood!” transforme na letra o teto como se fosse a sua cabeça, e
veja o sentido que dá a letra para nós, humanos! Depois dessa vem nada menos
que a “White limo” do disco, sim tem uma, dessa vez ela se chama “La dee da”
que é uma porradaria extrema do começo ao fim, com vocal gritante do Dave do
inicio ao fim, as guitarras se predominam na música, mas aparece bastante o
toque do Rami com o sintetizador ao fundo mudando toda a cara da música, é um
baita som pra te fazer eletrizar! O principal em um disco são as músicas
tocarem você tão fundo que você não consegue desconectar dele, pois bem, essa
música “Dirty Water” fez isso comigo, pois iniciando ela te deixa em um transe
que você sai de um plano habitual, mas com o limiar do som transparecendo rola
uma explosão, mas você já não esta mais em átomos terrestres, a banda te deixou
no espaço e por favor, viaje com a banda, e grite bem alto “I'm a natural
disaster, And you're the morning after all my storms, Bleed dirty water, Breathe
dirty sky!” fiz isso nesse momento, minha alma prospera em paz. Depois de uma
explosão astral dessa vem “Arrows” que é um som muito bem feito, arranjos,
letra tocante e muita guitarra no som, o som me lembra intros de filmes de
terror, talvez pela guitarra manter um ritmo de fundo e as batidas da bateria
mais forte. Suspire, agora vem a lina do disco, falo de “Happy Ever After” que
fica naquele toque de violão do inicio ao fim, tirando um pouco da aceleração
que você estava no disco, a letra é
muito bonita como “There ain't no
superheroes, They're underground, Happy ever after, Counting down to zero hour”que
te deixa tranquilo ao finalizar. Agora tem a surpresa boa que é “Sunday Rain”
cantada pela voz incrível de Taylor Hawkins (baterista original), e nada menos
que Paul Mccartney na bateria, o som é uma viagem aos anos 70 cheio de batidas,
muito teclado com o Rami e a voz ensurdecedor do Taylor que é muito, mas muito
gostosa de se curtir, com certeza a música tem de entrar entre as três melhores
do disco, é uma daquelas baitas surpresas ao curtir. Vamos falar um tanto
sério, essa se chama “The line” e desde que foi lançada até antes do disco tive
a opinião que é uma mistura de “Walk” com “These days” mas com o ar forte de “Best
of you”, misturou essas três e deu essa música, pela emoção ENSURDECEDORA que
ela tem, pelos riffs pegajosos que você adora, pelo
amor cantado do Dave pra
gente, e pelo ritmo que te entrega e abraça na música toda, é um amor musical
de primeira, se emocione em “The tears in your eyes, Someday will dry, We fight
for our lives, 'Cause everything's on the line!” pode chorar, vai secar, e tudo
vai melhorar. Fechando o disco vem “Concret and Gold” um som muito diferente de
tudo que a banda já havia feito, tem um “Q” de Pink Floyd muito as claras, o início
com a explosão lembra “Comfortably numb” com as batidas pesadas e uma explosão
junto com a voz e no fundo aquele arco clássico, mas sempre deixando o peso dos
Foo’s junto, é uma baita música pra finalizar o disco, e mostrar que a banda
tem muito o que se recriar e nos presentear.
Assim os Foo’s mostram que tem muita boa pra se fazer, além de material a banda
vem ao Brasil ano que vem, trazendo na turnê esse baita trabalho embaixo dos
braços juntos com o QOSA, esperamos estar lá perto, vendo essa mágica acontecer.
Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link
pra download do disco:
O disco de quem vem nos mostrando como o lirismo pode ser
colocado ao lado de tanto sentimento em suas músicas, a Scalene nos presenteia
com sua alma. Um disco que tem letras que nota-se os
sentimentos dos seus
integrante junto com várias respostas sociais a quem devemos nos importar mais,
a banda é um estopim a meio ao marasmo. O disco em si é um tanto diferente do
seu antecessor “Éter” que foi tão aclamado por todos, nesse atual tem muitos
elementos novos, como a utilização de mais sintetizadores e como de exemplo
palmas em algumas músicas, mas sempre tem a porrada que a banda traz da sua
formação inicial, como sempre a essência nunca muda, só evolui. Para abrir o
disco vem com “Extremos Pueris” que te faz notar os toques diferentes que o
Gustavo já tem no disco, mas vem uma paulada com tudo, a fatídica música
essencial para abertura de um disco, especial para desacoplar você de seu
corpo, faça viajar dentro de si com essa trilha sonora. Um dos primeiros
singles lançado “Ponta de Anzol” é a primeira música mais batidinha que a banda
fez, mantem um ritmo do início ao fim sem ter uma aceleração ou uma grande
porrada como de praxe da banda, mas te conduz ao som inteiro, gostosa de curtir
sem uma pretensão muito grande. Seguindo vem a sentimentalíssima “Cartão
Postal” que me fez delirar dentro de mim, a música vem com um ritmo bem calmo e
cheio de efeitos na guitarra com o Tomás, vai te conduzindo e te emocionando
sem parar como na parte em que a letra mostra “Tive que ser ator, Fingir estar
ali, De corpo e alma, Não pertencia, E se for pra jogar, O jogo ele mudar, De
dentro eu mudo, Não fico mudo” nessa parte ao fundo tem algumas palmas e um
coro ao fundo cantando, é de arrepiar essa música. Se tem banda mais Brasileira
eu não sei, mas que esse som de agora é brasuca eu não tenho dúvida, venho lhes
apresentar “esc (caverna digital)” que me remete a Gilberto Gil e uma pitada de
Tim maia na cara, mas chega a um momento que você sente apenas a banda,
Scalene, a porrada Brasileira que todos nós precisamos, um som cheio de cultura
que te faz viajar e ao mesmo tempo uma resposta ao mundos atuais em que o
digital tomou um pouco conta do sentir. O som mais pesado em questão de letra
vem agora com a revoltada “Distopia” mostrando com temos tanto a que lutar até
mesmo quando estamos parados, formadores de opiniões preconceituosas, senhores
da razão, senhores e senhores, a todos que se acham algo a mais que um ou
outro, a música mostra como estamos deixando de lado o essencial para darmos
mais a quem já tem mais, uma carta resposta a algumas igrejas em que visam
lucros a quem tem medo de perder a fé, mas logo esses que devem pregar o amor
nos mostram quão preconceituosos e pregadores de ódios como são, como a letra
proclama “Usam do medo, ingenuidade, Roubam de quem pouco já tem, Falam de
entrega, de sacrifícios, Ônus não tem, só o que lhes convém” e ainda depois nos
dão um ultimato dentro da letra “Quando alguém vai ter o peito, De se
posicionar do jeito, Que o absurdo fere, Que esse crime pede” nisso o instrumental
está
comendo solto no fundo e finaliza essa somzeira! Depois vem a “frenesi”
que é bem louca no modo que te faz balançar com o ritmo e tantos aspectos
musicais que se tem dentro da mesma música, tem elementos dentro dela que você
tem de escutar pra apreciar e curtir. A calmaria enganam-te que tem uma “maré”,
assim se inicia um som delicioso de colocar no ultimo seu fone, fechar os olhos
e se tele transportar a algum lugar onde se encontra a paz, o som é calma e
cheio de toques no fundo que te fazem viajar em um astral diferente que você já
tenha sentido, talvez o som mais diferente que a banda já tenha feito, e
acertaram em cheio! Chega com um solo do Tomás que te ensurdece, estou falando
de “fragmento” que vem com um som muito parecido com os hardcore raiz das
antigas mesmo, cheio de
respostas ao mundo e aceleração instrumental, os solos
se mantem na música inteira com um ritmo alucinante do restante, a resposta ao
mundo “Todos são parte do ciclo sem fim, causa e efeito do bom e ruim, o que
nos cabe é a escolha de ser, algo concreto que faz transcender” ai fecha esse
som infernal! Seguindo vem com “trilha” que me tem como um dos Stoner mais
pesado que você possa pensar, a letra nos condiz que cada um tem suas nuances e
problemas, que todos tem de ter o respeito ao próximo de uma forma única, assim
diz “Cada um na sua estrada, sei bem onde andei, e na trilha calçada, em
ninguém eu pisei” e vem com um solo absurdo depois que é de te deixar maluco!
Agora mais uma cheio de pegada Brasileira é o “velho lobo” que remete a
caminhos em que caminhar sem ter com que se preocupar, a batida vem com um
sintetizador na medida certa, a bateria contagia com o Philipe e tem toda uma
eletricidade nesse som. Agora o meu som favorito no disco, eu falo de
“heteronomia” que é uma letra com muita resposta a nós mesmos e a tudo a nossa
volta, como “Não é necessário, se violentar, constantes cobranças descomunais,
endeusam um lado, demonizam o outro, antigos sistemas aprisionais” e de
repente
vem o Gustavo gritando “QUEERO EXISTENCIA SEM DOR, SEEEENTIR EM LIBERDADE E
AMOR!” e eu realmente me emociono ao ouvir esse som, é muito mas muito tocante.
Fechando o disco vem “phi” que tem toda uma calmaria no seu início com uma base
no baixo do Lukão deliciosa de você ouvir os timbres, você detecta tudo que se
tem na música, é de certa forma uma abaixada na pressão de todo o disco, mas
vem com uma letra cheio de força como “O que então pretende separar, se a
harmonia em nós está” e dá uma explodida e volta a calmaria, a música é mais
uma que te pega e te amarra em emoção, forte e cheia de amor. Assim finaliza o
disco da Scalene, obrigado Gustavo, Lukão, Tomás e Philipe por entregar um
trabalho tão grande e gostoso de se apreciar, obrigação de quem escuta mudar
seus horizontes, as letras podem nos guiar mais longe do que estamos de estar,
que o mundo sinta tudo que eu consegui com vocês, esse disco já está entre meus
amores. Abaixo link’s pra escutar o disco novo e mídias da banda.