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quarta-feira, 8 de julho de 2020

A nova fase do The Old Skull Guz




Em um papo bem simplista conversei com o vocalista da banda The Old Skull Guz, nosso amigo de data Gustavo Oliveira ou Guz” como muitos o conhecem. Falamos de pandemia, projetos futuros e até a nova formação da banda! Se liga que tem material novo saindo do forno! Chega junto!

Período de pandemia

"Tá sendo um período bem diferente, tínhamos muitos planos para 2020, todos eles foram colocados em espera por causa da pandemia, acredito que é um momento que exige muita responsabilidade e paciência, principalmente para nós que trabalhamos com música, estamos focando na composição, produção e tentando extrair ao máximo disso."

Novo disco      
                                                                 
"Nosso próximo disco vai ter em torno de oito faixas, no momento já temos seis decididas, e alguns retalhos que vamos levar nos ensaios para trabalhar e definir quais vão entrar no álbum. Algumas destas músicas já estamos tocando ao vivo, é bom pra sentir como vão funcionar. Em setembro vamos nos reunir para fazer a nossa pré produção, e tudo indica que ainda este ano entramos em estúdio para a gravação."

Novo integrante

"O Bruno agrega muito a banda, sua entrada foi definitivamente "A peça que faltava", temos uma química excelente com ele dentro e fora dos palcos. Ele é um músico excelente, afiado e muito dedicado. Acho que o Old Skull vai soar com a personalidade de sempre, pois o Bruninho possui um perfil muito parecido com o nosso, logo após sua saída do Stolen, muitas pessoas já vieram me perguntar se ele ia entrar no Old Skull, isso mesmo antes de termos comentado sobre a possibilidade dele trabalhar conosco, isso já mostra como ele tem a cara da banda e o quanto nos enriquece a sua presença."
Recado a galera

"Queria como sempre, agradecer a todos que escutam a nossa música, que nos acompanham pelas redes sociais, fiquem ligados, tem coisa boa chegando, acabamos de finalizar o clipe de “Lovin' Odissey” com a produção do Leandro Correa e do Bulla Jr, e ta lindo! Logo vai estar disponível. No mais, fiquem em casa o quanto puderem, logo estaremos todos juntos pra fazer um som pra vocês!"


Links da banda


sábado, 13 de julho de 2019

Gustavo Oliveira e Fusage esquentam a calada noite de Campo Mourão



Ontem, precisamente dia doze de Julho, houve uma viagem de ida para outra dimensão com o show acústico do Gustavo e ainda a paulera que fez todos no recinto sacudirem suas almas com a Fusage. O início foi com o Guz (vocalista da The Old Skull Guz) que veio fazer uma performance solo e acústico, ali somente ele o violão e o microfone, e devo dizer que a muito tempo não conseguia ver uma apresentação com tanta emoção e tão bem feito como foi!

Ele diversificou seu setlist entre blues antigos, canções que ainda nem ele nem a banda havia lançado, e alguns hits da banda em formato acústico como o single “Mutt Dog” e a lindíssima e super tocante “True” que é sem dúvida dos sons mais deliciosos de se ouvir em todo canto! Sempre falo que é um orgulho tanto a amizade como poder apreciar esse cara soltando sua alma para que todos possam escutar! O show se fecha, as luzes ficaram vermelhas e uma fumaça aos poucos saindo, os diabólicos da Fusage entraram a mil por hora, sem nem pensar em ir acostumando os ouvidos, nos prometeram uma viagem cósmica e cumpriram. A quem estava no teatro sentiu cada pancada dentro de si com a bateria, as batidas entontes que vinham do baixo faziam a linha completa do transe, junto da guitarra que solava a cada minuto fazendo você se intoxicar-se de magia e a base com vocal estridente fazia você arregalar os olhos sem dúvida de que já nem estava mais ali! A banda vem de uma turnê pelo Brasil, eles já estão enormes musicalmente, explodiram todos os padrões que poderiam ter se fechado neles! Tocaram várias músicas do último disco lançado que faziam você balançar ao lembrar de vários riff’s, e como a banda sabe faze-los! Mas pra quem ficou até o fim deram uma canja do que vem por ai com um som que ainda nem foi lançado ! Foi o fechamento de uma noite cósmica que tivemos a oportunidade de ir na nave desses magos musicais!

Acompanhe os trabalho de ambos os artistas nas mídias sociais, e um pedido especial quando houver eventos vá e prestigiem pois não se arrependerão! A cultura vive se você der vida a ela em sua cidade, apenas falar e não agir não adiantara nada, e ela falecerá, pense mais nisso!

FUSAGE:


THE OLD SKULL GUZ


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Cinco motivos para degustar AMO, novo disco do BMTH




O novo disco do Bring Me The Horizon vem com todas as falas clichês dos fãs de todo disco, comentando que está muito diferente, que a banda não é mais a mesma e tem saudades da época cheio de screamos. Mas a mudança é algo inevitável em qualquer âmbito de uma vida, o novo pode ser bom, então porque não experimentar? Aqui lhe dou cinco motivos que farão você repensar a
crítica do disco!

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"É o disco com a sonoridade mais limpa que a banda já lançou! Nele você nota os timbres do Oliver em todas as músicas, a guitarra em sua parte funcional e não tanto principal como antes, a bateria ganhou uma nova vida e mais dinâmica, com o baixo e o teclado tendo importâncias maiores do que já existiu em toda a historia da banda!"

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"A diferença de cada etapa da banda é sempre intrigante, esse em si se trata de um disco sobre o amor  e destacando em suas letras os pontos e baixos da vida em si, de tudo que  há de bom e o que há
de ruim em sentir muito todas as coisas. O Oliver vem de uma passagem a uns anos atrás das drogas, fazendo Sempiternal a resposta a todos que duvidaram dele, o That’s the Spirit a afirmação que está evoluindo, e nesse disco e sensitivel que estão no mais alto nível de suas emoções!"

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"Sendo divulgado de varias formas, foi o disco que houve maior contato com o publico e toda publicidade envolvida de uma forma mais adentro. Acompanhando as redes sociais da banda você notava que muita coisa estava sendo feita, e da pra notar no disco que ele é muito bem trabalhado em todos os mínimos detalhes, tem uma sonoridade perfeita do começo ao fim."

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"Primeira vez ao escutar o disco você vai tomar um certo susto pela diferença entre uma música e outra, ele viaja em uma onda totalmente indie, que passa pelo eletrônico, pegando algumas mais um
post punk e uma pitada de pop rock, é uma verdadeira mistura que a banda está vivendo, tornando agradável para todos os fãs."

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"Colocaria agora um levantamento especial para quatro músicas, que a primeira com toda certeza seria “Wonderful Life” que tem a participação do Dani Flith, trazendo a parte mais pesada do disco e com uma letra que balança sua mente! Depois iria alavancar “Medicine” pelo quesito principal que é a letra, dizendo pra tirar tudo e todos de negativo que nos sugam e deixar que o universo te cure e deixe as coisas boas nos guiar para a felicidade. E pra fechar seria “MANTRA” que já se tornou o hino do novo disco, com letra chiclete que gruda na cabeça, além de uma pegada pesada também!"

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Esse novo disco é o famoso que se deve ouvir varias vezes pra se notar tudo que há nele, não escute com pressa mas deguste dele! Vale a pena demais escutar e deixar a onda nova do BMTH te levar!






segunda-feira, 9 de abril de 2018

Seja abduzido, Abdusounds está chegando


Em um papo com o Douglas (Organizador/Vocalista da Fusage) descobri um pouco do que vai rolar nesse festival que vai tirar você do chão e levar para cima, onde o céu fica infinito, viajemos! Com a palavra, caro Douglas:

"Esse evento promovido pelas bandas independentes para divulgar o próprio trabalho, e que desde a primeira edição já havia exposições artísticas em geral, e nessa edição se manteve a essência de ser um festival de arte com vários focos das mais diversas artes. Essa edição (terceira) o Neto (vocal Stolen Byrds) entrou em contato e comentou sobre uma banda que ambos gostávamos e éramos fãs chamado Quarto Astral e essa banda viria tocar em Maringá junto com ela também viria a Aminoácidos que tem a vontade de fazer todo esse role em Maringá. Além delas a Barbara uma das criadoras do evento havia conversado com a Cadillac Dinossauros pra tocar também em maringá, fazendo parte do Abdusounds. De primeiro momento a Fusage iria até ficar sem tocar porque o propósito do festival é abrir para todas as bandas tocarem e mostrar seu trabalho, não sempre as mesmas bandas tocar, mas como resolução resolvemos juntar todas as bandas com que estávamos conversando, adicionar a Fusage também e fazer o maior evento que já existiu. Vai rolar mais de 20 artistas no lugar, Foodtrucks, Flash tattoo entre outras coisas. Então o Abdusounds em si é o festival pra unir e fazer uma interação maior da classe artística, promover o contato, troca de ideia e tudo mais, fazendo a ferramenta pra fortalecer todo o role. A galera pode esperar a maior edição e mais forte que já fizemos, estamos trabalhando com muito carinho desde fevereiro para que seja um dia memorável a todos os presentes. Estamos tendo o apoio de diversas frentes como Enjoy Maringá, da Mundo Livre FM, do jornal Metro, do Vivendo a Música um portal especializado eu sempre nos dá muito apoio e visibilidade não só pra gente mas todas as bandas que conhecemos e tivemos privilegio de trabalhar juntos."

Palavras de um dos caras mais correria que nós do projeto já conhecemos, fazendo com que a estiga para o dia chegar logo e que seja um baita festival, nos vemos lá!  


Abaixo link do evento e playlist com as bandas do role!



sábado, 10 de março de 2018

Foo Fighters e Queens of stone Age no Brasil, o sonho

Posters dos  shows, primeiro em São Paulo e ao lado Curiiba.


Isso vai soar de forma muito pessoal, as letras estão sendo escritas com a mais pura onda de amor que eu senti nesses dias, desculpe se me emocionar ao proclamar minhas falas sobre tais dias, pois dias assim são vividos com o meu máximo, pra que em minha memória sempre fique um belo sorriso dos
dias passados, em que revivo na minha mente. Pois bem, a data marcava dia 27/02/18, São Paulo
mais precisamente, cidade onde não se para pôr nada mas se corre por tudo, a vida alucina se estiver pisando no solo Paulistano, isso faz o frenesi pelo show aumentar cada vez mais. Os portões de um estádio verde cheio de esperança de uma noite maluca, onde eu não queria mais habitar dentro de mim, queria me elevar e me desabitar, será que a música tem esse poder dentro de mim? As horas começam a passar, pelo movimento acabei pegando o fim do show da banda de abertura, a Ego Kill Talent, então nesse dia não posso dar minha opinião do show deles, mas aparentemente sabem faze chacoalhar o esqueleto. O céu que encobria o sol vai se dissipando e dando lugar ao luar, a noite chega como um pressagio do que estava por vir, ah meu deus do céu, meu vilões adentram ao palco. O elvis ruivo
dançando ao palco cumprimentando a todos que o via a frente, eu vibrava de uma forma inimaginável, era a primeira vez que eu assistia uma das bandas que me moldam, eu estava fora de mim. Com um show cheio de luzes, conversas, e muitos hits o Queens of Stone Age deu uma aula de como se faz o público adentrar na banda e dançar tudo que tem direito, das mais sentimentais como “No one Knows”, a um novo ritmo que é impossível você não dançar com “The way you used to do”, ou a poderosa “Domesticated Animals” que não teve comparação, ao vivo esse som te explode o cérebro e não tem como decifrar o motivo. A banda foi formidável na elaboração do setlist, uniu hits das mais antigas até lançamentos de menos de um ano, fez dos fãs antigos chacoalharem com os novos fãs, fez com que um estádio inteiro dançasse e requebrasse junto a banda. Assim a banda sai de campo, as luzes se acendem e a esperança toma conta que eu ainda tenha um show memorável ao resto da noite. Tempo passa, tudo cronometrado, Grohl entra correndo, lagrimas caem, “Run” começa. Essa foi a sequência
do que foi o início do show do Foo Fighters, é difícil dizer o que eu sinto ao ver eles, é uma mistura de uma emoção GIGANTESCA, fazendo ter vontade de cantar ou gritar o tempo inteiro. Aqueles acordes de “Run” com o incio “Wake up, run for your life with me’, meu deus do céu, eu me arrepio até agora do poder que essa música tem sobre mim. A emoção abaixa um pouco e começa a dançar mais com a banda e todas as músicas que estavam por vir, a banda tocou muitos hits, não deixou fã de nenhuma época fora da dança. Teve até em determinado momento do show um pedido de casamento em cima do palco, que casal felizardo, não é? Dave é um frontman que todo músico devia se espelhar, gostando ou não do Foo Fighters, ele é de um carisma muito surreal, te prende ali coma banda do início ao fim do show. Dentre as músicas tocaram de “Breakout”, para “Dirty water” (<3), além de covers como “Under pressure” que já se tornou um marco com o Taylor assumindo os vocais. Não
tem como não falar de “Sky is a Neighborhood” que é inegualavel, imabtivel ou seila o que mais ao vivo, esse som com as luzes e todo o coro atrás da banda, faz você pulsar do inicio ao fim! O setlist ia se desenhando perfeitamente, a famosa pausa ao fim pedindo bis, a banda fecha com “Everlong” fazendo ter ao meu lado pessoas gritando e umas ao choro, talvez das músicas mais fortes que banda tem e faz do público uma sintonia perfeita com a letra, o Foo Fighters sabe fazer um espetáculo. Os dias passaram, o adeus a São Paulo foi bem rápido, chegamos a Curitiba, o show tem que continuar. O caminho foi como um jato, rápido e sem muita hesitação, chegou o segundo dia de março, o segundo e último show em que eu acompanhei. A chuva e os céus emaranhados de nuvens não negava, estava tudo prescrito para um show sobre as águas de um céu imenso, nada abalava. Pedreira Paulo Leminski, 02/03/18, que lugar sensacional, que sonoridade linda que tem nas imagens daquele lugar, revivo agora em minha memória. Sem mais delongas o Ego Kill Talent chega ao palco e mostra quem é a banda, um som bem forte e cheio de vocais super graves e altos, fizeram uma passagem rápida mas bem marcante. O céu começava a avermelhar, a noite ia chegando mas a nuvens não se dissipavam, os vilões estava
prestes a adentrar no seu palco, as luzes vermelhas tomam o lugar, o Queens of Stone Age veio me chacoalhar. Nesse a banda começou com o cântico ao sol, “My god is the sun” estourava meus sensores e me espatifava por todos os cantos, berrei em proclamação ao sol, sentia que essa noite ia ser mais quente do que nunca havia sido. A banda estava em uma energia fora do normal, Josh virava doses de Vodka várias vezes, notava na cara dele o desejo transpor tudo que ele tinha nas músicas para o público, e ele conseguia. Uma setlist diferente, havia mais hits antigos como “Burn the witch”, “Sick, sick, sick” mas também trouxe músicas mais recentes como “Smooth Sailing” e a dançante “The evil has landed”, o fato marcante e bem pessoal foi tocarem “...Millionaire” que é sem dúvidas um dos sons mais eletrizantes que a banda já fez na vida! O céu não se abria, o palco trocava de cores mas a vermelhidão no céu arrematava que ao fim teria de ter uma música caótica a todos, la vem, riffs
iniciam, “Songs for the dead” chegou, Josh não se contém e durante as exclamações que as guitarras faziam, ele subiu em diversas caixas de som, além de derrubar várias partes do palco, e por fim jogar sua guitarra e uma parte da caixa de som, com um sorriso maquiavélico diz um adeus e manda beijos a plateia. O fim de um show literalmente infernal que minha memória vibra ao lembrar, meus vilões favoritos me deram dois shows memoráveis. O palco é desmontado, a emoção vai tomando conta ao notar que aquele momento ali foi único, e pode demorar um tempo a rever, mas ao olhar o palco noto no fundo o símbolo do último disco do Foo Fighters, e penso que ainda tenho muito o que sentir. Parecia um repeteco de São Paulo no início, Grohl entra elétrico correndo e gritando, a emoção toma conta, levo as mãos ao rosto e limpo meu rosto marejado em lacrimejos, jogo o cabelo pra trás, vai
começar. “Run” é uma música que dificilmente vai se bater como entrada da banda, ela é perfeita pois já mostra do que a banda é feita e o que se pode esperar de um show, muita eletricidade e muita energia! Olho para o palco, nesse show fiquei a menos de 2 metros de distância do mesmo, Grohl correndo a lateral, desce uma parte do palco e vem MUITO perto da plateia, mostrando como sua guitarra faz a alma chacoalhar, a meu deus do céu está ficando difícil. Seguindo com “All my life” que é um dos maiores gritos da banda também, forte e astuta, sem frescura como um soco na sua cara, essa nunca pode faltar também. Pouco depois algumas músicas, em um intervalo eu olho para o céu, ele estava abrindo, as estrelas estava brilhando como sentinelas para mim, gritantes e vivas, quando eu noto os acordes e estava chegando, era hora de “Sky is a Neighborhood”, talvez a música que mais decorei de antes do show e eu cantava gritando
para o palco, como se tentasse lavar a minha alma junto com a banda, “OH MY DEAR HEAVEN IS A BIG BANG NOW, GOTTA GET TO SLEEP SOMEHOW, BANGIN’ON THE CEILING, BANGIN’ON THE CEILING, KEEP IT DOWN, THE SKY IS A NEIGHBORHOOD!”, nesse momento eu olhei para os céus e lembrei de quem está lá sentado
olhando por mim, aquele misero momento, valeu por tudo, eu me senti infinito. Depois a banda veio com o setlist parecido com o de São Paulo, mudando uma ou outra música, mas a energia é diferente a cada show da banda, o sentimento transmuta de uma forma sem igual. “Sunday Rain” com o Taylor la em cima com a bateria, e a voz dele que chega a uns tons de outro universo foi dos pontos altos dos dois shows! Mandaram hits como “Monkey Wrench”, “Times like These”, “The pretender”, “Best of you” e mais atuais como “These Days” e a emblemática “Walk”. Além de cantarem um pedaço de "Love of my life" que é golpe baixo no quesito se emocionar em frente a tantas mil pessoas, obrigado Taylor! Um show incrível, emocionante e super forte, a banda faz a pausa pro charme e volta tocando “Dirty water” que é impecável, e finaliza com a marcante“Everlong”, apagam-se as luzes o show acabou. Mero momento em que todos saem e ficam
apenas algumas pessoas pela grade, em um tom de brincadeira peço a um segurança um setlist da banda que estava colado perto do Dave, pouco tempo depois ele passa e me entrega como se fosse um mero papel, uma recordação física que pra sempre vou ter em meu coração. VALEU SEGURANÇA. Saio do local do show com uma sensação infinita de felicidade, eu realizei dos meus maiores sonhos, duas bandas de minha vida de perto e em dose dupla, espero repetir um dia tudo isso, pois é disso que eu vivo, eu vivo de música, pra sempre vivendo a música.




PS: Não poderia deixar de agradecer a três pessoas que tornaram tudo isso mais lindo ainda. A um amigo pouco provável mas guardarei em recordações, o Anderson, cara correria e que soube apreciar tudo do show de São Paulo, mesmo quando parecia que ele não conseguiria assistir ao show, obrigado irmão. As outras duas pessoas a Eleiza e ao Alan, um casal fora do normal de tão lindos de coração, me ajudaram por São Paulo e em Curitiba também, estarão sempre nas minhas memórias. Que o texto toque vocês, e saibam que não teria sido tão prazeroso se não tivesse vocês na minha história, realmente muito obrigado, meu coração pulsa por vocês!




sábado, 9 de dezembro de 2017

A viagem intergaláctica da Abdusounds



De uma forma interestelar cheguei ao meu recinto, agora me sinto em terra firme mais uma vez, pois no dia desse role eu já não me encontrava na forma física em que estou hoje. O abdusounds realmente te transporta pra algum lugar nessa imensa galáxia que você não se encontra direito, é realmente uma explosão. Tratemos de falar da trilha sonora então que me conduziu de um corpo físico para vários átomos perdidos no ar, se iniciou com nada menos que os caras da Fusage, que eu já tenho um
carinho imenso pela banda, mas tratando das músicas fica até batido eu falar que a onda rápida e forte que eles fazem te giram o cérebro de uma forma desigual com o restante do mundo, eles mandam muito bem, conduziram o role de uma forma excepcional e mostraram que estão ai sempre pra quebrar todo o role! Lembrando que o Douglas (vocalista) tem uma potência vocal fora de série mesmo, o cara eleva o som em uma potência que deixa o som em linha perfeita com o instrumental, sendo que as músicas não são operas pra afinar de uma forma lenta, é pura porradaria na cabeça! Após a fusage, voltando de terras internacionais, os irmãos da Stolen Byrds vieram dar o veredito que são uma banda do caralho, desculpe o palavreado, mas a emoção que eu sinto toda vez
que eu vejo esses caras tocando é fora do comum, são todos meus amigos, mas quando sobem ao palco eu sinto uma transferência cósmica de todos pra plateia que é surreal, o Bruninho vai na marretada em toda música de fundo, o “AJ” é o condutor da banda totalmente, o “Guz” manda bala na base e ainda manda um som nos vocais, o João é tipo um extraterrestre  tocando e solando, o que ele faz não é desse mundo, e a explosão de alma que sai da boca do Neto toda vez que ele canta é um negócio que chega ser meio angelical, não é por menos que esses pássaros já começaram a voar bem longe de onde eles nasceram, e espero que voem o mais longe que puder, porque merecem DEMAIS! Fechando o trio de bandas que mexeram com tudo que estava naquele plano astral, veio a banda mais pesada que se tem nesse paranazão, a Red Mess faz uma aula de Stoner tacando o baixo no mais alto grave que pode, a bateria transbordando força e marretada o tempo todo, a guitarra mostrando que o
ritmo é quente vai te pulsar por dentro o tempo todo que a banda estiver tocando, e o vocal conduzindo o som de forma densa e que te coloca em um transe sem igual. Além disso estava rolando umas exposições de artistas autorais no role, teve flash tattoo e a galera se entusiasmou mesmo em tatuar, entre outras apreciações do espaço. Assim foi essa viagem ultra espacial que aconteceu no dia oito de dezembro, teve o pouso da nave, mas depois de todo esse percurso eu não me acho de novo no mesmo plano astral que eu estava antes! 

Midias sociais das bandas:

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sábado, 11 de novembro de 2017

The Used revoluciona com The Canyon



A banda está em uma das suas fases de mudança, deixando o lápis no olho de lado e todo peso de um emo hardcore, se transformando em uma banda super madura e com um trabalho fechadinho em
todos os lados, o disco é a obra prima da banda. Cheio de guitarras que faltava na banda em diversas músicas, o abaixar o tom e deixa um solo conduzir tudo no percurso, é resultado da troca de um integrante principal, Justin Shekoski vem à tona para mostrar o que um bom dedilhado na guitarra pode mostrar muita emoção além de berros e velocidade, talvez a ponta que transformou a banda. Bert ainda tem toda a ginga para ser um frontman perfeito, ele encanta com seu jeito e canta como poucos, transformando agudos em graves em questão de segundos, a banda está mais encaixada, a batida entra junto do baixo de forma mais ampla e mais fácil, os gritos permanecem mas entram em pontos em que as letras pedem que se expressem em gritos mesmo, onde o coração palpita tão rápido que você quer gritar junto. As melodias estão trabalhadas, as composições em geral são bem diferente de tudo que se possa ter escutado da banda, tendo em diversos momentos até toques mais clássicos, mas ainda tem a pontinha de The Used que sempre te transcende para fora do seu corpo. 

O disco foi o sétimo álbum de estúdio da banda, que havia tirado um tempo de férias para gravações
e começaram a se dedicar mais em seus próprios projetos paralelos, em artes em geral, mas a partir do momento que resolveram colocar a mão na massa se fecharam e só deram pistas a partir do lançamento do single “Over and Over again”. O nome do disco é extremamente particular para o vocalista, que o denominou por ser o local onde na infância conseguia ter a paz necessária com sua família, fazendo esse disco ser repleto de emoção e muita e muita paixão, dá pra notar de longe que é o disco com a alma de todos os integrantes, e não somente o melhor disco deles.Até o momento foram lançados clipes para o single já citado Over and Over again” e para a “Rise up lights” que tem um charme que lembra a banda mais antiga, mas como disse tem tudo novo dentro de cada integrante, que deixa o disco mais denso e prazeroso de se escutar.

Agora vamos fazer aquele breve relato do disco em si, das músicas, o que no fim é o mais importante. Levantei cinco músicas que devem fazer parte de sua playlist gostando ou não da banda, pois quem tiver um apreço, nem que mínimo, pela banda vai gostar do disco completo. Mas vamos lá, de
primeira lhe mando “Funeral Post” que foi a primeira do disco também que me chamou a atenção, tendo uma pegada no início bem calma levemente puxada para um jazz, trazendo um baixo bem alto e algumas batidas na bateria, a música retrata de algo que o atormenta mas ele quer que vá de uma vez por todas embora, seja o tormento de uma memória passada que voa longe, e nunca volta, sem as promessas em que não acredita mais, tendo junto muitos solos, bateria super forte e um ótimo baixo nesse som, é o destaque! Depois seguimos com “Upper falls” que é a mais emocionante do disco, não sabemos ao certo a quem foi escrita sinceramente, mas tem o mais próximo que foi a um amigo de Bert ou até mesmo para Kurt Cobain, isso mesmo, em trechos da música lhe faz a menção como “I see a loaded gun, I can't take anymore, I see the truck parked up in the canyon, With nobody home!” é forte e é impossível não se emocionar com o vocal do Bert do início ao fim que muda de gritos a agudos que entram em sua alma, é realmente a música mais bonita do disco. Depois vou colocar “The divine abscence” como daquele som que fica dentro da sua cabeça por vários e vários dias, que
poderia ter sido single da banda também, porque nela você nota muito fácil a diferença na banda, na falta dos gritos e bagunça instrumental e sim em cada nivelamento perfeito de todos instrumentos, a batida se junta bonitinho com o baixo, a voz completa o solo de guitarra, fazendo a mescla de uma base perfeita, além da letra como em “The rot that hollows out the core, Divines the absence on its own, Death streets paved in gold, I won’t stay buried forever, One can be more than a million, This I swear: I will never say sorry, You’ll thank me when this is over!” e é explosiva do começo ao fim, coloque pra sua alma vibrar, por favor! O single do disco entra também nos destaques pois é a primeira música da banda em que sinto leveza em tudo, no instrumental, na harmonia e no vocal, é uma música descontraída mas cheio de “pegadinhas” na letra, deixando ela claramente um destaque profundo do disco. Pra fechar os cinco destaques do disco vou colocar “The nexus” que veio pesadíssima, como uma banda daquelas de metal sinistra, a guitarra em pausas matando tudo ao redor, o Bert no vocal parecendo que está contando uma história, o baixo desacelera e explode ao mesmo tempo, e a bateria cheio de marretadas do início ao fim, é a música mais pesada em questão instrumental do disco, e ainda de fundo um coral de auxílio a banda deixa tudo PERFEITO no som, é sensacional! Levantei apenas cinco músicas, mas o disco contém dezessete músicas, então trate de ouvir tudo e ver se concorda nos aspectos levantados.



Esse foi um review do disco novo da banda The Used, que se transformou completamente, mas subiu vários degraus na musicalidade, escuta, curta, sinta e vibre com a resenha e principalmente com as novas músicas.

https://soundpark.pt/album/torrent-241426-the-used-the-canyon-2017


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sábado, 14 de outubro de 2017

Corona Kings vai girar seu cérebro


O Corona Kings lançou nessa semana o seu terceiro disco, denominado “Death Rides A Crazy Horse” que tem uma simples palavra pra descrever de forma abrupta, explosão. O disco foi o
primeiro da banda gravado depois que foram morar na grande São Paulo, onde a tiveram uma gigantesca evolução em todos os conceitos que se pode colocar . Em conversas, matérias e tudo que tivemos no período com os integrantes, mas principalmente com o Caíque (vocalista) ele sempre alertava que a banda viria diferente e com a pegada que sempre quiseram fazer, então minha resposta chega um pouco tarde mas está aqui, vocês botaram pra quebrar, o disco está sensacional, a banda ta em uma harmonia que nunca havia notado antes, as letras tem diálogos super cheio de emoção e muita atitude, e tem muita porrada, isso é ótimo.

O disco é lançado pelo selo  Forever Vacations Records, que tem o comando vindo do ilustríssimo estúdio Costella onde já passaram
tantas bandas do brasil e de fora, sendo conduzido diretamente pelo Alexandre Capilé, Fabricio Livre e Luas Melim. O selo teve a estreio com o disco da banda, trazendo uma nova onda nas produções de música no nosso país, com uma autoria toda nova e que torcemos muito que siga prosperando.

Nos shows a banda já mostrava algumas músicas e como você sentia que o tom era todo diferente do “Dark sun” antecessor do disco, e como tudo que já citei acima, evolução da banda foi algo muito importante. O disco tem doze faixas, é uma pancada só que você sente só quando já está se balançando com a banda, três dicas essenciais pra você ver a nova cara da banda, comece com “Try it out” que tem participação da Deb Babilonia vocalista do Deb and the mentals, que são tudo chegado um do outro, depois siga e coloque bem alto “Inner Giant” que tem muita guitarra e muita harmonia pra você sentir mesmo a banda, e fecha com “Nowhere man” que é dos destaques mais destaques que poderia colocar no disco, talvez a
faixa principal, a, agora virou quatro destaques, porque a favorita até agora é “With You” que é elétrica, forte, pancada, enérgica e como destaquei te explode completamente. Mas delicie-se com o disco todo, porque vale muito a pena! Continue nos gritos de sua alma e a guitarra pesada Caique, sole como você anda solando que tem uns gritos de almas presas em sua guitarra Felipe, mantenha essa base pesada e cheio de grunge sujo que só seu baixo faz transpirar Murilo e continue a bater na bateria com toda essa sua ferocidade Antônio, porque unindo vocês quatro, temos dos maiores destaques do Rock no nosso país.






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sábado, 30 de setembro de 2017

Foo Fighters em Concret and Gold


Esse foi nada mais nada menos que o nono disco de estúdio que a banda lançou, mais um disco extremamente bem produzido, cheio de pontos de exclamação que havíamos questionado a alguns
anos ou meses, sim, o Foo Fighters voltou cheio de vida e muita energia. O hiato da banda serviu para que Dave fosse a um passo à frente sozinho, buscou produtores, e apenas mostrava a eles o projeto em mente, a maioria faria facilmente, mas claro, ele queria inovar de alguma forma. Assim buscou o produtor Greg Kurstin que já havia trabalhado e estourado diversos artistas principalmente no gênero do pop, e nunca havia produzido um disco de rock em si. Mas essa união improvável fez com que nascesse um disco bem diferente de tudo que já havia sido criado pela banda, um disco leve em harmonia, mas pesado em riffs, letras e os gritos do nosso adorado.

Se aconchegue, abra bem o olho, coloque o disco de fundo e mergulhe comigo, agora vamos destrinchar o disco, ALL YOU REAAAAAADY?


O disco já inicia naquela pegada diferente, mostrando um ar bem mais rock clássico oitentista, a voz e a viola de um jovem solitário, de repente tudo explode de uma forma meio cósmica e fica com um coral de fundo que te faz arrepiar o corpo todo, ao ouvir você encaixa ela como música de começo de filme facilmente, “T-shirt” é o início perfeito para uma história que está começando. Ao finalizar ela se liga com “Run” que foi o primeiro single lançado desse disco, e de certa forma todos que ouviram aclamaram a música, lembrando os tempos de Wasting Light, que era bem porradeiro e os instrumentais dominavam a música em si, junto com a voz gritada que o Dave faz com primor nessa música. As músicas se ligam no disco todo, a terceira é “Make it right” que ao ouvir a primeira vez tem algo que me remete aos Rolling Stones, talvez pela forma com que é cantada e no fundo fica uma guitarra base mudando o percurso e voltando na
música, Pat fez muito bem o papel nesse disco, talvez é o disco que ele mais apareça, além dele tem uma participação (bem mínima) do Justin Timberlake fazendo um coro ao fundo da música, de acordo com a banda o cantor apareceu no estúdio bem nos dias de gravação e aproveitou e deu uma canjinha. Olhe para o céu e grite bem alto “THE SKY IS A NEIGHBORHOOD” e se agite junto com a banda, essa é a música que fez com que a ansiedade pelo disco dobrasse a qualquer um que é fã da banda, é muito diferente de tudo, tem um coral ao fundo, as batidas do Taylor misturam marretadas com algo bem suave, a base é primorosa com o Nate, as três guitarras funcionam com uma sicronização impressionante, e a letra é de uma profundida que toca a alma mesmo como “Gotta get to sleep somehow, Bangin' on the ceiling, bangin' on the ceiling, Keep it down, The sky is a neighborhood!” transforme na letra o teto como se fosse a sua cabeça, e veja o sentido que dá a letra para nós, humanos! Depois dessa vem nada menos que a “White limo” do disco, sim tem uma, dessa vez ela se chama “La dee da” que é uma porradaria extrema do começo ao fim, com vocal gritante do Dave do inicio ao fim, as guitarras se predominam na música, mas aparece bastante o toque do Rami com o sintetizador ao fundo mudando toda a cara da música, é um baita som pra te fazer eletrizar! O principal em um disco são as músicas tocarem você tão fundo que você não consegue desconectar dele, pois bem, essa música “Dirty Water” fez isso comigo, pois iniciando ela te deixa em um transe
que você sai de um plano habitual, mas com o limiar do som transparecendo rola uma explosão, mas você já não esta mais em átomos terrestres, a banda te deixou no espaço e por favor, viaje com a banda, e grite bem alto “I'm a natural disaster, And you're the morning after all my storms, Bleed dirty water, Breathe dirty sky!” fiz isso nesse momento, minha alma prospera em paz. Depois de uma explosão astral dessa vem “Arrows” que é um som muito bem feito, arranjos, letra tocante e muita guitarra no som, o som me lembra intros de filmes de terror, talvez pela guitarra manter um ritmo de fundo e as batidas da bateria mais forte. Suspire, agora vem a lina do disco, falo de “Happy Ever After” que fica naquele toque de violão do inicio ao fim, tirando um pouco da aceleração que você estava no disco, a letra é
muito bonita como “There ain't no superheroes, They're underground, Happy ever after, Counting down to zero hour”que te deixa tranquilo ao finalizar. Agora tem a surpresa boa que é “Sunday Rain” cantada pela voz incrível de Taylor Hawkins (baterista original), e nada menos que Paul Mccartney na bateria, o som é uma viagem aos anos 70 cheio de batidas, muito teclado com o Rami e a voz ensurdecedor do Taylor que é muito, mas muito gostosa de se curtir, com certeza a música tem de entrar entre as três melhores do disco, é uma daquelas baitas surpresas ao curtir. Vamos falar um tanto sério, essa se chama “The line” e desde que foi lançada até antes do disco tive a opinião que é uma mistura de “Walk” com “These days” mas com o ar forte de “Best of you”, misturou essas três e deu essa música, pela emoção ENSURDECEDORA que ela tem, pelos riffs pegajosos que você adora, pelo
amor cantado do Dave pra gente, e pelo ritmo que te entrega e abraça na música toda, é um amor musical de primeira, se emocione em “The tears in your eyes, Someday will dry, We fight for our lives, 'Cause everything's on the line!” pode chorar, vai secar, e tudo vai melhorar. Fechando o disco vem “Concret and Gold” um som muito diferente de tudo que a banda já havia feito, tem um “Q” de Pink Floyd muito as claras, o início com a explosão lembra “Comfortably numb” com as batidas pesadas e uma explosão junto com a voz e no fundo aquele arco clássico, mas sempre deixando o peso dos Foo’s junto, é uma baita música pra finalizar o disco, e mostrar que a banda tem muito o que se recriar e nos presentear.



Assim os Foo’s mostram que tem muita boa pra se fazer, além de material a banda vem ao Brasil ano que vem, trazendo na turnê esse baita trabalho embaixo dos braços juntos com o QOSA, esperamos estar lá perto, vendo essa mágica acontecer.




Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link pra download do disco:

http://www.euescuto.com.br/2017/09/12/foo-fighters-concrete-and-gold-2017-download/

https://www.facebook.com/vivendoamusica1/

sábado, 19 de agosto de 2017

Scalene em Magnetite


O disco de quem vem nos mostrando como o lirismo pode ser colocado ao lado de tanto sentimento em suas músicas, a Scalene nos presenteia com sua alma. Um disco que tem letras que nota-se os
sentimentos dos seus integrante junto com várias respostas sociais a quem devemos nos importar mais, a banda é um estopim a meio ao marasmo. O disco em si é um tanto diferente do seu antecessor “Éter” que foi tão aclamado por todos, nesse atual tem muitos elementos novos, como a utilização de mais sintetizadores e como de exemplo palmas em algumas músicas, mas sempre tem a porrada que a banda traz da sua formação inicial, como sempre a essência nunca muda, só evolui. Para abrir o disco vem com “Extremos Pueris” que te faz notar os toques diferentes que o Gustavo já tem no disco, mas vem uma paulada com tudo, a fatídica música essencial para abertura de um disco, especial para desacoplar você de seu corpo, faça viajar dentro de si com essa trilha sonora. Um dos primeiros singles lançado “Ponta de Anzol” é a primeira música mais batidinha que a banda fez, mantem um ritmo do início ao fim sem ter uma aceleração ou uma grande porrada como de praxe da banda, mas te conduz ao som inteiro, gostosa de curtir sem uma pretensão muito grande. Seguindo vem a sentimentalíssima “Cartão Postal” que me fez delirar dentro de mim, a música vem com um ritmo bem calmo e cheio de efeitos na guitarra com o Tomás, vai te conduzindo e te emocionando
sem parar como na parte em que a letra mostra “Tive que ser ator, Fingir estar ali, De corpo e alma, Não pertencia, E se for pra jogar, O jogo ele mudar, De dentro eu mudo, Não fico mudo” nessa parte ao fundo tem algumas palmas e um coro ao fundo cantando, é de arrepiar essa música. Se tem banda mais Brasileira eu não sei, mas que esse som de agora é brasuca eu não tenho dúvida, venho lhes apresentar “esc (caverna digital)” que me remete a Gilberto Gil e uma pitada de Tim maia na cara, mas chega a um momento que você sente apenas a banda, Scalene, a porrada Brasileira que todos nós precisamos, um som cheio de cultura que te faz viajar e ao mesmo tempo uma resposta ao mundos atuais em que o digital tomou um pouco conta do sentir. O som mais pesado em questão de letra vem agora com a revoltada “Distopia” mostrando com temos tanto a que lutar até mesmo quando estamos parados, formadores de opiniões preconceituosas, senhores da razão, senhores e senhores, a todos que se acham algo a mais que um ou outro, a música mostra como estamos deixando de lado o essencial para darmos mais a quem já tem mais, uma carta resposta a algumas igrejas em que visam lucros a quem tem medo de perder a fé, mas logo esses que devem pregar o amor nos mostram quão preconceituosos e pregadores de ódios como são, como a letra proclama “Usam do medo, ingenuidade, Roubam de quem pouco já tem, Falam de entrega, de sacrifícios, Ônus não tem, só o que lhes convém” e ainda depois nos dão um ultimato dentro da letra “Quando alguém vai ter o peito, De se posicionar do jeito, Que o absurdo fere, Que esse crime pede” nisso o instrumental está
comendo solto no fundo e finaliza essa somzeira! Depois vem a “frenesi” que é bem louca no modo que te faz balançar com o ritmo e tantos aspectos musicais que se tem dentro da mesma música, tem elementos dentro dela que você tem de escutar pra apreciar e curtir. A calmaria enganam-te que tem uma “maré”, assim se inicia um som delicioso de colocar no ultimo seu fone, fechar os olhos e se tele transportar a algum lugar onde se encontra a paz, o som é calma e cheio de toques no fundo que te fazem viajar em um astral diferente que você já tenha sentido, talvez o som mais diferente que a banda já tenha feito, e acertaram em cheio! Chega com um solo do Tomás que te ensurdece, estou falando de “fragmento” que vem com um som muito parecido com os hardcore raiz das antigas mesmo, cheio de

respostas ao mundo e aceleração instrumental, os solos se mantem na música inteira com um ritmo alucinante do restante, a resposta ao mundo “Todos são parte do ciclo sem fim, causa e efeito do bom e ruim, o que nos cabe é a escolha de ser, algo concreto que faz transcender” ai fecha esse som infernal! Seguindo vem com “trilha” que me tem como um dos Stoner mais pesado que você possa pensar, a letra nos condiz que cada um tem suas nuances e problemas, que todos tem de ter o respeito ao próximo de uma forma única, assim diz “Cada um na sua estrada, sei bem onde andei, e na trilha calçada, em ninguém eu pisei” e vem com um solo absurdo depois que é de te deixar maluco! Agora mais uma cheio de pegada Brasileira é o “velho lobo” que remete a caminhos em que caminhar sem ter com que se preocupar, a batida vem com um sintetizador na medida certa, a bateria contagia com o Philipe e tem toda uma eletricidade nesse som. Agora o meu som favorito no disco, eu falo de “heteronomia” que é uma letra com muita resposta a nós mesmos e a tudo a nossa volta, como “Não é necessário, se violentar, constantes cobranças descomunais, endeusam um lado, demonizam o outro, antigos sistemas aprisionais” e de
repente vem o Gustavo gritando “QUEERO EXISTENCIA SEM DOR, SEEEENTIR EM LIBERDADE E AMOR!” e eu realmente me emociono ao ouvir esse som, é muito mas muito tocante. Fechando o disco vem “phi” que tem toda uma calmaria no seu início com uma base no baixo do Lukão deliciosa de você ouvir os timbres, você detecta tudo que se tem na música, é de certa forma uma abaixada na pressão de todo o disco, mas vem com uma letra cheio de força como “O que então pretende separar, se a harmonia em nós está” e dá uma explodida e volta a calmaria, a música é mais uma que te pega e te amarra em emoção, forte e cheia de amor. Assim finaliza o disco da Scalene, obrigado Gustavo, Lukão, Tomás e Philipe por entregar um trabalho tão grande e gostoso de se apreciar, obrigação de quem escuta mudar seus horizontes, as letras podem nos guiar mais longe do que estamos de estar, que o mundo sinta tudo que eu consegui com vocês, esse disco já está entre meus amores. Abaixo link’s pra escutar o disco novo e mídias da banda.



https://open.spotify.com/album/5JlPzVtOZzhAWpQezY3aVS

https://www.instagram.com/bandascalene/?hl=pt-br

http://www.bandascalene.com.br/




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