sexta-feira, 21 de maio de 2021
O abraço de Twenty One Pilots em "Scaled And Icy"
sexta-feira, 14 de maio de 2021
O Carlos em seu Salto Grande
Em um papo muito bacana com um amigo de longa data o Caique Fermentão, ou melhor nesse projeto especifico e solo se denomina o Carlos, consegui detalhes de como foi trabalhar nesse novo projeto e como desenvolveu todos os aspectos de criação da arte. Se liga ai que veio quente!
Pandemia e lançar um disco solo
Quando a pandemia começou foi bem complicado (e ainda é)
entender tudo o que estava acontecendo. Eu tava vivendo uma realidade que do
dia pra noite acabou. Tocava em várias bandas, ensaiava muito, tava sempre no
estúdio Costella gravando algo e vivia na estrada tocando. Quando tudo foi
colocado em espera por tempo indeterminado sofri muito e por um tempo não quis
mais fazer muita coisa. Aí um dia eu pensei que já que não tinha mais nenhuma
banda ou projeto rolando, poderia criar o meu. Como eu toco vários instrumentos
comecei a criar uma rotina de todo dia tentar criar alguma coisa. As músicas
foram saindo e quando vi tinha um disco.
Fazia um tempo que eu queria voltar a cantar, tocar guitarra e fazer um som meu. Não pensava necessariamente em ser uma banda ou algo assim, só queria criar algo com a minha cara. O Corona Kings, onde eu fui guitarrista, vocalista e fazia grande parte das músicas e letras, não toca a mais de dois anos e eu ultimamente tinha assumido a bateria de outros projetos em tempo integral. No fim de 2019 eu comecei a fazer umas músicas sozinho em casa por pura saudade de tocar guitarra e cantar. E com o tempo aquilo foi tomando forma.Nessa época a Gabriella, minha namorada, me motivou muito a continuar compondo. Ela vivia falando que eu precisava mostrar aquilo para as pessoas e eu comecei a pegar gosto pela ideia. Um dia eu tomei coragem e mostrei algumas demos minhas pro Alexandre Capilé e na hora ele falou que queria produzir meu disco. Depois de um tempo nos isolamos do mundo no estúdio Costella e gravamos o meu disco em uma semana, e o disco do Ator Morto na outra.
Cara, são várias! O disco disco tem psicodelia, grunge, stoner, Rock’n Roll , música caipira, gritaria e umas baladas. Eu quis tomar posse de tudo que escuto desde criança e fazer uma parada com a minha cara mesmo, sem medo de ser feliz. Algo que mudou bastante, desse meu projeto pros outros que já tinha lançado é que passei a ouvir muito mais música brasileira, e isso entrou bastante no som.Posso dizer também que fui influenciado por pessoas. Tem muitas músicas do disco que escrevi pra pessoas específicas, então acho que as músicas acabam tendo um pouco a cara dessas pessoas.
Engraçado que você até perguntou com “Caique” e esse foi um dos motivos que eu escolhi chamar esse projeto de “O Carlos”. Quando tava pensando no nome do projeto tive essa brisa que o Caique já é o cara das 25 mil bandas e eu queria ser algo novo. Então a resposta da sua pergunta é que o “Caique” continua tocando em todas as bandas e projetos que ele faz parte, com toda a vontade e coração que ele pode ter, e “O Carlos” é só solo.
Cara, esse disco é fruto de muita coisa que passei nos
últimos anos, muita gente que cruzou meu caminho, tá tudo ali pra qualquer um
ouvir. Eu coloquei minha vida e alma nas músicas e fechei muita coisa da minha
vida nesse disco. Pra mim ele tem muito disso de virar a página e me
reencontrar no caminho.Durante o processo de composição dele fui de morrer de
rir em algumas músicas até chorar por dias quando escrevi outras. To muito
feliz com o resultado final, acho que quem me acompanha e sabe da minha história
vai entender o que fiz e o que quis dizer com tudo isso. Com relação ao
que está por vir, na quarta que vem já lanço uma live onde eu toquei
praticamente o disco todo e todos os instrumentos, fiz a banda toda mesmo. O
meu parceiro Denis Carrion dirigiu e filmou a parada toda e já posso te dizer
que tá um absurdo de foda.Vou continuar lançando coisas do Carlos ao longo do
ano. Mais clipes, lives, mais pra frente gravar músicas novas e ainda tenho que
anunciar a banda que vai me acompanhar nessa doideira toda. Aí quando todo
mundo tiver vacinado a gente marca de cantar junto as músicas em algum
inferninho por ai.
sábado, 6 de março de 2021
O estrondoso EP “Quem é alcino?” da Oversong
Os caras se reinventaram mais uma vez, a quem está acostumado com as baladas românticas de “7 infernos” pode assustar um pouquinho com o novo som da banda, uma reformulação instrumental bem nítida com o acido da guitarra fazendo o corpo vibrar do inicio ao fim.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
Precisamos falar sobre Medicine At Midnight do Foo Fighters
O ano mal começou e ainda bem que Dave Grohl e companhia nos
presenteou com essa obra prima, que disco delicioso de se ouvir do começo ao
fim. Gravado durante a pandemia, a banda em diversas entrevistas comentava que
estava produzindo algo, que não tinham certeza perante ao lançamento e como
seria, tudo por conta da pandemia. Mas eles tomaram a frente e acharam bacana lançar mesmo sem fazer turnê por agora, mas com o intuito de acalmar um pouco
os corações da população em geral que vive essa loucura de pandemia desde o ano
passado, pessoalmente, já digo um muito obrigado a banda, vocês conseguiram.
Não foquei muito nas músicas em si porque vai sair um “5 Motivos para escutar..." desse disco futuramente!
LINKS DA BANDA
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terça-feira, 27 de outubro de 2020
A carta aberta de Olivia Yells
História pessoal e na música
"Meu nome é Olivia Yells e eu me criei e recriei desde o começo. E “começos” são muito subjetivos pra mim, por que acho que a minha vida inteira passei pelo processo de me reinventar de novo, de novo e de novo. Eu sou uma artista lançada em meio a uma pandemia, e nem em meus sonhos mais doidos eu me preparei para isso !!! ! !! ! O lançamento da meu primeiro single “Good Manners” estava planejado para ser feito, mais ou menos, uns 4 dias depois que começou a quarentena aqui em Curitiba, minha cidade natal. Estava planejando um evento de apresentação do meu trabalho, e meu segundo single, “Bittersweet Lullaby” já estava engatilhado para a produção. Mas daí eu fui lá e recomecei. Não sou uma pessoa muito paciente, confesso, mas eu esperei por tanto tempo a hora pela qual eu poderia finalmente me por a cara tapa, que me dispus a esquecer que existe algo como “tempo passando”, por que percebi que já não tinha controle sobre isso (se algum dia já tive, foi ilusório). E essa é uma das maiores verdades sobre mim e sobre o meu trabalho: a paciência e a memória de me lembrar a todo momento que quase nada está 100% em meu controle. E olha, tem dia que dá vontade de espernear igual criança e gritar “por que as coisas não saem como eu planejo!!???!??!!?!?!?!?!!”, tem dia que não é fácil não. Mas em geral, eu não fico mais tããão brava com o universo, até que nossa relação tem dado certo. Será que é nesse ponto que a gente começa a aprender a jogar esse jogo? Atualmente, com as duas músicas lançadas, já comecei a trabalhar no meu EP lindão, junto com o meu produtor, Lipe Borba. E quando for o momento certo, Olivia Yells vai vir pra tocar um pouco mais de terror nesse mundão."
Pandemia e lições
"Nos primeiros 3 meses da pandemia, eu estava na corda bamba entre estar motivada a continuar os trabalhos, e depois me encontrar completamente jogada no sofá assistindo “The Office” tentando esquecer todo o cenário do mundo estar fora dos trilhos. Agora, no oitavo mês de isolamento, não posso dizer que isso mudou muito, mas infelizmente tudo ao redor nos obriga a se adaptar. Os dias tem sido menos difíceis, mas continuam complicados. Estudo música sempre que eu posso, tento compor um pouco todos os dias e estudos assuntos relacionados à minha faculdade de Fotografia. Estou quase sempre estudando, independente do que seja, isso me mantém sã. Infelizmente é difícil pra mim parar tudo e ficar um pouco mais “alheia”. Sempre foi assim, mas nesse momento é ainda mais complicado, parece que a ansiedade vem como um soco no estômago. É algo que eu preciso mudar, ou pelo menos, normalizar um pouco."
O mundo a sua volta e o que está acontecendo
"Acho que eu nem
preciso dizer que tá tudo errado né? E isso traz uma ansiedade enorme sobre o
que podem ser dos próximos dias, meses e anos. As vezes sinto muito medo quando
estou em contato direto por muito tempo com a internet e a mídia. É apavorante,
vivemos em tempos completamente sombrios. Por outro lado, é muito animador ver
que temos pessoas na resistência, e por isso, eu acredito muito no “ainda há
tempo”, por que, como falei anteriormente, é nisso que eu tento me focar.
Precisamos buscar todos os dias formas que estejam ao nosso alcance e que possa
fazer alguma diferença sobre tudo isso. A arte tem se mostrado meu instrumento
mais forte de combate, e por isso, absolutamente nada pode me impedir de lutar
por dias melhores."
Deixe um recado como Olivia artista e Olivia cotidiano
"Lute pelo o que você acredita, e tá tudo bem se
contradizer as vezes. A gente nunca sabe realmente de algo até ser colocado
frente a frente com aquilo. Nossas verdades mudam com o tempo, e a gente tem
que acompanhar o curso da vida. Sinta seu coração! Ah, e grite quando puder.
Gostoso demais."
LINK'S DA ARTISTA
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Fotos: Kevin Agostinho; Maju Tohme.
quarta-feira, 1 de julho de 2020
Vou falar é da Radio Front
sábado, 20 de junho de 2020
Cinco motivos para escutar o EP "Folego" da Scalene
Agora não se pode perder o costume então vamos alavancar as três
favoritas do disco. Em ordem mesmo coloque a primeira com a “Caburé” que inicia
com acordes e um sorrateiro som do Gustavo (vocalista) no fundo, e vai iniciando
e indo, e levando com a cantoria e você sente uma forte onde de calmaria, é
realmente um som muito relaxante dos que tira todos os anseios do dia e que for, meio que descarrega essa mala em
suas costas de emoções e põe ali do lado pra que você não precise lidar no
agora com isso. Depois vem “Passageiro” que me pegou pelo nome na primeira vez
que escutei o EP, e com certeza já se tornou das favoritas, ela tem um toque
mais forte e um pouco mais agitado do que a faixa anterior, as linhas do baixo
são bem marcantes, alinham perfeitamente com a letra “Navegar, esse mar imenso,
suportar, tudo é passageiro..” e vai deslizando e fechando de forma
sensacional. Ai vem a “Estar a ver o Mar” que é a favorita do EP, começa com um
toque de piano bem agudo, junto com a voz em seguida, e você se emociona instantaneamente,
a letra vem te tocando e te fazendo vibrar, vem com “Somos diferentes tão iguais, não sei o que
escrever, deixo a canção nascer, das memórias do nosso verão..” a emoção vem
tomando a conta de tudo sem restrições e ainda finaliza com “Estar a ver o mar,
estar a ver o mar, amar atento.” e fecham-se as cortinas e escorrem os suspiros
de sua alma em seus olhos, se libere, sinta mesmo que fará melhor a você, o EP
foi feito a isso! sábado, 13 de junho de 2020
This is Little Triggers
“Little Triggers got together when Tom Hamilton, the lead
singer and guitarist got together with some other young musicians when he went
to study music in Liverpool, the home of the Beatles. The band is now a duo
with Tom joined by drummer and backing vocalist Jay Radcliffe. Tom was born in
London but Liverpool is his adopted home. The pandemic and lockdown meant that
several gigs were cancelled and the band were not able to go into the studio to
record a new single as planned. They have spent the time writing and practising
with Tom learning to play keyboards. Lockdown is now slowly lifting and the
recording studios have reopened.”
“We played a festival in France near the city
of Poiters last year where 3,000 fans went crazy with girls climbing onstage to
dance, guys stage diving into the crowd and it ended with a mass stage invasion
- crazy! We played another festival in France supporting Iggy Pop and ended up
partying with his band.”sábado, 6 de junho de 2020
Vou lhe falar é da Disaster Cities
sábado, 30 de maio de 2020
Cinco motivos para escutar o disco de estréia da Violet Soda
Chegou a hora de alavancar a top três do disco, e não tem
como não colocar em primeiro lugar “Charlie” que desde a primeira vez que
escutei sempre me trouxe alguma sensação de quebra de comodismo, não sei se é o
ritmo em si da música que é muito dinâmica e rápida, ou o refrão que gruda na
mente e faz você ter aquela sensação de gritar a quem precisa ouvir, é
literalmente uma explosão em sentimento em si. Depois vamos continuar bem rápidos
e pra ajudar coloca bem alto o volume ai, vamos com “I’m trying”, que é o
cansaço e a indignação mental em não parecer com seu algoz, diz bem alto que
está tentando mas tem vezes que o mundo provoca e pede das nossas mais surtadas
atitudes, muito instigante e intensamente forte o vocal em especial dessa
música. Depois tem de colocar “Fade out” que de primeira já me agradou,
lembrando bem bandas noventistas e toda aquela onda grunge que atingia o mundo
fortemente, mas é mais limpo e um pouco mais melancólico o tom vocal, tem mais
sentimento como “Leave it all behind with no excuses, go, you wanna prove it, with
holy words, you only think about you, i am fading out!”, e aquela levada
instrumental que vai te puxando dentro do frenesi que é a música, faz você
sentir em si o que é proclamado, por favor façam clipe dessa música. BÔNUS!
É isso ai, disco bom tem que ter bônus, e vamos de “Don’t like this song” que
me lembra bastante também as músicas do inicio do Foo Fighters mas com uma
pegada vocal do The runaways, é bem misturado mas o ingrediente final é a banda
em si, é muito único o som, é extremante Violet Soda, o disco coo um todo.sábado, 9 de maio de 2020
Cinco motivos para escutar Why me? Why not do Liam Gallagher
"Antes do lançamento do disco muito foi falado sobre a potência
da voz do Liam e se ele ainda aguentava aquela potencia toda que ele cantava,
principalmente no disco anterior, onde em algumas músicas ele realmente chega a
gritar com todo ar esvarando de seus pulmões, e digo a verdade, ele vai
conseguir cantar por mil anos ainda se quiser, quanto mais velho melhor está a
voz dele, é












































