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sexta-feira, 21 de maio de 2021

O abraço de Twenty One Pilots em "Scaled And Icy"


Isso pode comemorar pois os caras se reinventaram de novo e nos entregaram um abraço em forma de música em uma época em que mal conseguimos abraças quem amamos, eu sinto o amor vindo desse disco de forma plena e extremamente forte. No seu sexto disco a banda usou e abusou de suas experiências instrumentais e melodias que faz você agitar de alguma forma, a sensibilidade musical está à tona aqui e eles souberam aproveitar um amadurecimento de seus fãs mostrando todas as fases que possa existir dentro de nós, passagens e momentos em que cada disco pode se fazer presente e ter um sentido maior em nós, de uma melancolia aguda a uma extrema alegria e alguns gritos para extravasar, eles nos dão tudo isso e muito mais. Uma grande experiência é notar os singles que foram apresentados antes do disco lançar com “Choker” e “Shy Away”, e já digo que Shy Away é uma obra prima de um nível que eu jamais achei que escutaria viu, é um primor de batidas irreverentes que ajudam em todo o processo musical, em forma de uma explosão e implosão magnifica, eu ainda estou maravilhado desde quando foi lançada a um tempinho atrás. Mas outro ponto que a banda não forçou uma reformulação de seu som ou usou de seus fãs estarem com outras sintonias, mas sim aos poucos mostraram que sim podem mudar tons aqui, melodias ali, uma letra mais profunda ali, e ao mesmo tempo e as vezes na mesma canção retornar a algo mais leve e mais simples, não forçaram a barra para atrair mais fãs, mas sim abraçaram mais ainda os que já tinham e fizeram isso de forma esplendorosa.
Vamos agora tratar mais das canções desse disco, vai coloca “Saturday” pra deixar essa leitura bem gostosa e dançante, solta ai suas amarras da cadeira e requebre da forma que quiser, porque o poder dessa música em fazer dançar é enorme e faz bem demais meu deus, que música deliciosa. Essa vibe é sentida bastante no disco, em músicas que fazem bem e faz você se libertar, talvez o foco da banda seja esse em tirar um pouco dessas amarras intensas que a pandemia nos trouxe, terminou a música? Então não abaixe a vibe e coloque “Shy Away” e dance, dance, dance sem pensar e nem se importar, talvez o sentir é a forma mais importante nesse momento em tudo que o mundo anda vivendo, se liberte. Outras músicas chamaram bastante atenção também, como “Choker” com uma letra mais pesada e densa mas de uma forma mais leve a sonoridade, outra é a “Never Take It” que já puxou uma linha um pouco mais rápida e lembrando uma sonoridade antiga da banda, mas deixemos pra tratar música por música nos cinco motivos que virá daqui uns dias.

Um pacote bem embalado e bem fechadinho que a banda nos entregou, amarra muito bem do começo ao fim e como sempre nos dá a sensação clara que é uma história sendo contada em vários capítulos, particularmente acho isso formidável. As artes dos clipes, as cores da capa e tudo que vem junto também é feito de uma forma muito gostosa de se observar. É isso, a banda nos entregou essa beleza alegre que faz parte da vida, então se entregue a absorva o máximo que conseguir, a vida é feita pra viver e com essa trilha sonora fica mais fácil ainda!


LINKS DA BANDA



sexta-feira, 14 de maio de 2021

O Carlos em seu Salto Grande


 

Em um papo muito bacana com um amigo de longa data o Caique Fermentão, ou melhor nesse projeto especifico e solo se denomina o Carlos, consegui detalhes de como foi trabalhar nesse novo projeto e como desenvolveu todos os aspectos de criação da arte. Se liga ai que veio quente!

Pandemia e lançar um disco solo

Quando a pandemia começou foi bem complicado (e ainda é) entender tudo o que estava acontecendo. Eu tava vivendo uma realidade que do dia pra noite acabou. Tocava em várias bandas, ensaiava muito, tava sempre no estúdio Costella gravando algo e vivia na estrada tocando. Quando tudo foi colocado em espera por tempo indeterminado sofri muito e por um tempo não quis mais fazer muita coisa. Aí um dia eu pensei que já que não tinha mais nenhuma banda ou projeto rolando, poderia criar o meu. Como eu toco vários instrumentos comecei a criar uma rotina de todo dia tentar criar alguma coisa. As músicas foram saindo e quando vi tinha um disco. 


O surgimento da ideia de um disco solo

Fazia um tempo que eu queria voltar a cantar, tocar guitarra e fazer um som meu. Não pensava necessariamente em ser uma banda ou algo assim, só queria criar algo com a minha cara. O Corona Kings, onde eu fui guitarrista, vocalista e fazia grande parte das músicas e letras, não toca a mais de dois anos e eu ultimamente tinha assumido a bateria de outros projetos em tempo integral. No fim de 2019 eu comecei a fazer umas músicas sozinho em casa por pura saudade de tocar guitarra e cantar. E com o tempo aquilo foi tomando forma.Nessa época a Gabriella, minha namorada, me motivou muito a continuar compondo. Ela vivia falando que eu precisava mostrar aquilo para as pessoas e eu comecei a pegar gosto pela ideia. Um dia eu tomei coragem e mostrei algumas demos minhas pro Alexandre Capilé e na hora ele falou que queria produzir meu disco. Depois de um tempo nos isolamos do mundo no estúdio Costella e gravamos o meu disco em uma semana, e o disco do Ator Morto na outra.

Influencias nas composições

Cara, são várias! O disco disco tem psicodelia, grunge, stoner, Rock’n Roll , música caipira, gritaria e umas baladas. Eu quis tomar posse de tudo que escuto desde criança e fazer uma parada com a minha cara mesmo, sem medo de ser feliz. Algo que mudou bastante, desse meu projeto pros outros que já tinha lançado é que passei a ouvir muito mais música brasileira, e isso entrou bastante no som.Posso dizer também que fui influenciado por pessoas. Tem muitas músicas do disco que escrevi pra pessoas específicas, então acho que as músicas acabam tendo um pouco a cara dessas pessoas.

Caique solo ou apenas mais um projeto?

Engraçado que você até perguntou com “Caique” e esse foi um dos motivos que eu escolhi chamar esse projeto de “O Carlos”. Quando tava pensando no nome do projeto tive essa brisa que o Caique já é o cara das 25 mil bandas e eu queria ser algo novo. Então a resposta da sua pergunta é que o “Caique” continua tocando em todas as bandas e projetos que ele faz parte, com toda a vontade e coração que ele pode ter, e “O Carlos” é só solo. 

O que é esse novo projeto e o que está por vir

Cara, esse disco é fruto de muita coisa que passei nos últimos anos, muita gente que cruzou meu caminho, tá tudo ali pra qualquer um ouvir. Eu coloquei minha vida e alma nas músicas e fechei muita coisa da minha vida nesse disco. Pra mim ele tem muito disso de virar a página e me reencontrar no caminho.Durante o processo de composição dele fui de morrer de rir em algumas músicas até chorar por dias quando escrevi outras. To muito feliz com o resultado final, acho que quem me acompanha e sabe da minha história vai entender o que fiz e o que quis dizer com tudo isso. Com relação ao que está por vir, na quarta que vem já lanço uma live onde eu toquei praticamente o disco todo e todos os instrumentos, fiz a banda toda mesmo. O meu parceiro Denis Carrion dirigiu e filmou a parada toda e já posso te dizer que tá um absurdo de foda.Vou continuar lançando coisas do Carlos ao longo do ano. Mais clipes, lives, mais pra frente gravar músicas novas e ainda tenho que anunciar a banda que vai me acompanhar nessa doideira toda. Aí quando todo mundo tiver vacinado a gente marca de cantar junto as músicas em algum inferninho por ai. 


Links do artista



sábado, 6 de março de 2021

O estrondoso EP “Quem é alcino?” da Oversong


Os caras se reinventaram mais uma vez, a quem está acostumado com as baladas românticas de “7 infernos” pode assustar um pouquinho com o novo som da banda, uma reformulação instrumental bem nítida com o acido da guitarra fazendo o corpo vibrar do inicio ao fim.

Trouxeram uma pegada mais White Stripes em algumas formulas, onde a guitarra simplesmente conversa com a bateria de forma bem nítida, o grave da voz vem de complemento mas ao mesmo tempo é o carro chefe da banda, a voz do João é muito diferente e nesse disco eu senti que ele se soltou mais em arriscar até onde ele alcança, saiu um pouco do seguro que ele fazia bem, se arriscou, e acertou em cheio. Nesse disco tem foco em uma guitarra mas o Anderson fez com que o trabalho ficasse mais limpo e mais aguçado em todas as faixas, é como se limpasse o som e deixasse ele mais fino, mais autêntico ainda e com a cara bem forte da banda, talvez a reformulação sem intenção mas que casou perfeitamente na nova cara da banda. Falar das linhas de baixo é chover no molhado, o Luiz é literalmente um animal quando se tem o trabalho da condução da música e o groove do ritmo, te faz dançar com o corpo e alma e não deixa com que paremos um segundo de sentir em si os acordes que estão mais altos,
e por favor continuem a deixar esse baixo alto que faz bem demais! As batidas encantadoras do Victor também faz com que gire um pouco o estilo musical, ele desacelera e acelera em poucos segundos fazendo que a música não entre em uma monotonia, fazendo aguçar mais ainda os ouvidos em todo som que a banda reproduz, a evolução é constante dos caras, mas a dele é um absurdo em como ele manda bem em todas as faixas! Com tendências vindo como já disse do White Stripes, uma pegada mais lenta das baladas do Queens of stone age e uma brasilidade do Los Hermanos,
mistura tudo isso com a essência em si dos caras e torna a banda mais autentica do sul do mundo. Um complemento, o disco é fechado e aberto tão facilmente que parece que a banda está ali proclamando as músicas com uma facilidade absurda, mas se engana quem ache que isso é fácil, fechar um trabalho como esse requer além de esforço um tremendo talento, e como falei a banda está cheio disso, talento, correria, vontade e amor, é isso que eu sinto sempre quando eu escuto e vejo tudo que a Oversong transpira, é inspirador estar perto e conhecer esses caras, o mundo é pequeno pra eles e “2004” é a melhor música feita da banda, meu deus que som delicioso de escutar.


LINKS DA BANDA


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Precisamos falar sobre Medicine At Midnight do Foo Fighters

 


O ano mal começou e ainda bem que Dave Grohl e companhia nos presenteou com essa obra prima, que disco delicioso de se ouvir do começo ao fim. Gravado durante a pandemia, a banda em diversas entrevistas comentava que estava produzindo algo, que não tinham certeza perante ao lançamento e como seria, tudo por conta da pandemia. Mas eles tomaram a frente e acharam bacana lançar mesmo sem fazer turnê por agora, mas com o intuito de acalmar um pouco os corações da população em geral que vive essa loucura de pandemia desde o ano passado, pessoalmente, já digo um muito obrigado a banda, vocês conseguiram. 

O primeiro single lançado que foi “Shame Shame” é um pouco mais densa e de um caráter mais pesado do que todo o disco restante, a banda também comentava antes que o disco era a medicina perfeita para sacudir o esqueleto, assumo minha dúvida quando escutei e pensei que o disco soaria mais pesado por tudo que estamos vivendo e tudo mais, mas foi só ela com esse tom mais pesado, a presença de David Bowie em seu sucesso “Let’s Dance” é perceptível em diversos momentos e em várias faixas, com um mix da esse da banda mas com o tom irreverente do camaleão do Rock. Talvez a banda tenha acertado de novo como em “Wasting Light”, no quesito de simplicidade, sem uma super produção em si da história do disco, sem enredos históricos em cada música e sim focado mais que 100% no som, talvez isso faltou um pouco em Sonic Highways e Concret and Gold, a banda resgatou uma essência e trouxe uma inovação que combinou muito ao seu som, a nova era deles é mais que perfeita. Uma dica aos músicas e bandas que estão por ai e são fissurados como eu pelo som de sintetizador, escute demais esse disco, ele é usado na medida perfeita sem transformar o som em algo eletrônico brega e sim um acréscimo na onda da musica, que faz te balançar e eletrocutar por completo na música. Ai como não falar das mil vozes que aparecem nas musicas desse disco? As vozes de coral por trás de diversas músicas te fazem arrepiar do começo ao fim, a dança vai fervendo dentro das veias enquanto você vai mergulhando dentro da medicina da salvação, me de um milhão dessas doses Dave, porque eu estou adorando. O disco é bem curto que faz a degustação ser rápida mas que pede para repetir diversas vezes, o êxtase pode vir do primeiro ao último segundo, vem de baladas dançantes a rapidez emocionante como em “Son of mine” que me remete e muito ao Motorhead! Talvez se escutar sem colocar o nome da banda a identificação fique até um pouco turva, é um som muito diferente de tudo que eles fizeram, até em algumas o tom da voz do Dave se mistura bastante com os vocais de fundo que fica algo intenso e bem diferente de tudo. 

Um disco que começa falando “Making a fire” e termina com “Love dies Young” com certeza tem uma história profunda por trás, e tem mesmo, letras sensíveis e rápidas com um teor de pop dançante dos anos oitenta, havia a promessa do disco mais enérgico e dançante e eles conseguiram, mais uma vez o Foo Fighters acertou em cheio e nos deu um disco que satisfaz os seus faz e com certeza vai atrair muitos outros, a mescla do gênero faz engrandecer mais ainda a arte e acima de tudo a música. Com o peso de ser o decimo disco da banda, eles souberam passar a barreira e se tornar algo novo, algo leve mas com muito amor em tudo, literalmente já chorei e já sorri com esse disco, o Foo Fighters vem quente nesse ano, e que bom que podemos apreciar isso por aqui! 

Não foquei muito nas músicas em si porque vai sair um “5 Motivos para escutar..." desse disco futuramente! 

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

A carta aberta de Olivia Yells

 


A carta aberta de hoje é cheio de força e de muita autenticidade, sem papas na língua a Olivia soltou o verbo, contou um pouco de sua história e projetos, então se liga que a matéria está finíssima!

História pessoal e na música

"Meu nome é Olivia Yells e eu me criei e recriei desde o começo. E “começos” são muito subjetivos pra mim, por que acho que a minha vida inteira passei pelo processo de me reinventar de novo, de novo e de novo. Eu sou uma artista lançada em meio a uma pandemia, e nem em meus sonhos mais doidos eu me preparei para isso !!! ! !! ! O lançamento da meu primeiro single “Good Manners” estava planejado para ser feito, mais ou menos, uns 4 dias depois que começou a quarentena aqui em Curitiba, minha cidade natal. Estava planejando um evento de apresentação do meu trabalho, e meu segundo single, “Bittersweet Lullaby” já estava engatilhado para a produção. Mas daí eu fui lá e recomecei. Não sou uma pessoa muito paciente, confesso, mas eu esperei por tanto tempo a hora pela qual eu poderia finalmente me por a cara tapa, que me dispus a esquecer que existe algo como “tempo passando”, por que percebi que já não tinha controle sobre isso (se algum dia já tive, foi ilusório). E essa é uma das maiores verdades sobre mim e sobre o meu trabalho: a paciência e a memória de me lembrar a todo momento que quase nada está 100% em meu controle. E olha, tem dia que dá vontade de espernear igual criança e gritar “por que as coisas não saem como eu planejo!!???!??!!?!?!?!?!!”, tem dia que não é fácil não. Mas em geral, eu não fico mais tããão brava com o universo, até que nossa relação tem dado certo. Será que é nesse ponto que a gente começa a aprender a jogar esse jogo? Atualmente, com as duas músicas lançadas, já comecei a trabalhar no meu EP lindão, junto com o meu produtor, Lipe Borba. E quando for o momento certo, Olivia Yells vai vir pra tocar um pouco mais de terror nesse mundão."

Pandemia e lições

"Nos primeiros 3 meses da pandemia, eu estava na corda bamba entre estar motivada a continuar os trabalhos, e depois me encontrar completamente jogada no sofá assistindo “The Office” tentando esquecer todo o cenário do mundo estar fora dos trilhos. Agora, no oitavo mês de isolamento, não posso dizer que isso mudou muito, mas infelizmente tudo ao redor nos obriga a se adaptar. Os dias tem sido menos difíceis, mas continuam complicados. Estudo música sempre que eu posso, tento compor um pouco todos os dias e estudos assuntos relacionados à minha faculdade de Fotografia. Estou quase sempre estudando, independente do que seja, isso me mantém sã. Infelizmente é difícil pra mim parar tudo e ficar um pouco mais “alheia”. Sempre foi assim, mas nesse momento é ainda mais complicado, parece que a ansiedade vem como um soco no estômago. É algo que eu preciso mudar, ou pelo menos, normalizar um pouco."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Acho que eu nem preciso dizer que tá tudo errado né? E isso traz uma ansiedade enorme sobre o que podem ser dos próximos dias, meses e anos. As vezes sinto muito medo quando estou em contato direto por muito tempo com a internet e a mídia. É apavorante, vivemos em tempos completamente sombrios. Por outro lado, é muito animador ver que temos pessoas na resistência, e por isso, eu acredito muito no “ainda há tempo”, por que, como falei anteriormente, é nisso que eu tento me focar. Precisamos buscar todos os dias formas que estejam ao nosso alcance e que possa fazer alguma diferença sobre tudo isso. A arte tem se mostrado meu instrumento mais forte de combate, e por isso, absolutamente nada pode me impedir de lutar por dias melhores."

Deixe um recado como Olivia artista e Olivia cotidiano

"Lute pelo o que você acredita, e tá tudo bem se contradizer as vezes. A gente nunca sabe realmente de algo até ser colocado frente a frente com aquilo. Nossas verdades mudam com o tempo, e a gente tem que acompanhar o curso da vida. Sinta seu coração! Ah, e grite quando puder. Gostoso demais."

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Fotos: Kevin Agostinho; Maju Tohme.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Vou falar é da Radio Front



Aumenta o volume ai que vem pedrada! Em um conversa descontraída com o Leonardo (baterista), conseguimos conhecer mais sobre a banda, projetos futuros e o que vem sendo lançado até agora! Se aconchegue, coloca a música dos caras e bora pra essa matéria logo!

Trajetória da Radio Front


"Nós somos do Rio de janeiro, todos da zona norte. Inicialmente a banda foi formada por três amigos de escola, o Felipe, Marcelo e Bruno, que tocavam num estúdio improvisado por eles na casa do Felipe, no Méier. Lá eles faziam jams e convidavam amigos pra tocar, e aí vinham os amigos dos amigos, até que um dia eu caí por lá de para quedas e toquei bateria. Sempre aparecia alguém novo, em legítimas jams de "garagem". Um tempo depois disso me deparei com um vídeo do Felipe simplesmente tocando as músicas da Radio Front em um programa de Hollywood. Achei aquilo incrível e fiquei muito feliz por eles. Até que alguns dias depois inacreditavelmente o próprio Felipe me liga, não sei nem com quem ele conseguiu meu telefone, e pergunta se eu quero gravar uma música com eles. Oi? O cara tocou semana passada em Hollywood e tá me chamando pra gravar? Não dei nem tempo de ele terminar de perguntar e aceitei. E assim eu estou aqui até hoje, e a banda foi se solidificando até a formação que temos atualmente."

Projetos Lançados e plano futuros

"Em 2018 lançamos nosso primeiro disco "Into The Rain", após um longo ano de pré-produção, gravação e pós-produção, além da honra de tê-lo masterizado pelo mestre Chris Hanzsek, que já trabalhou com o Soundgarden e Far From Alaska. Lançamos também três videoclipes de músicas do disco. Após este lançamento e muitos shows, tivemos tempo de amadurecer novas idéias e entramos em uma nova fase, que teve início com o lançamento do single "Butterfly". Um tempo depois disso fomos procurados por um selo Canadense, ficamos muito animados, pois é uma coisa que não esperávamos que fosse acontecer tão cedo, e assinamos com eles para o nosso som tocar na América do Norte, Europa e Austrália. Atualmente trabalhamos em novas músicas às quais estamos muito animados e ansiosos pra lançar. Por isso fiquem ligados que tem novidade saindo do forno em breve!"

Influencias musicais


"Ouvimos do metal à música eletrônica, do rock progressivo ao punk, é uma salada de influências e cada integrante contribui com as suas no processo criativo, que acontece geralmente de duas formas. Através de jams no estúdio com todo mundo jogando suas idéias recentes no ar, e também, principalmente nesse momento que vivemos, trocando gravações pessoais de riffs e melodias. Aí cada um de sua casa contribuí e aos poucos para construirmos algo novo."

Mensagem ao fãs

"Aos nossos fãs só temos a agradecer. É deles que vem toda a energia que nos motiva a continuar produzindo e tocando um som totalmente autoral. Tivemos experiências incríveis em diversos lugares que tocamos, inclusive no interior, onde tivemos uma receptividade incrível! Aos novos fãs, que ainda não tiveram oportunidade de nos assistir ao vivo, queremos dizer que o mais breve possível, quando todos estivermos seguros para nos reunir novamente após o fim da pandemia, anunciaremos datas para próximos shows, estamos muito ansiosos pra faze-los!"


Links da banda





sábado, 20 de junho de 2020

Cinco motivos para escutar o EP "Folego" da Scalene


Esse EP me emocionou demais, não sei se é ligado extremamente pela pandemia ou pelos dias atuais, me tocou de uma forma estupenda e eu sou grato a banda por isso, a música que nos toca o mais fundo da alma, são as que fazem o dia valer a pena, assim já deixo a linha desse novo EP da Scalene, e solto os cinco motivos aqui!

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O fio da verdade e da melancolia andam de mãos dadas nos dias atuais, porém o EP tem um poder imenso e consegue te dar o afago necessário nesse distanciamento social, a falta de um quem é suprido por cantos que colorem o nosso dia a dia.

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São apenas cinco músicas mas que te fazem remexer bastante, há um eu lírico imenso em cada canção e faz você sobrevoar nas entrelinhas de sua fala, o instrumental divaga e remodela em cada parte, é uma imensa desconstrução de sons que se reconstrói em segundos, como se fosse uma implosão passando a explosão, fantástico.

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Esse EP é a linha de continuação perfeita do último disco lançado o “Respiro”, que trouxe uma sinfonia mais calma, um toque mais leve nos timbres, e uma calmaria que faz um relaxamento em sua alma, é o que mais precisamos hoje em dia, e veio de forma estupenda.

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Ele foi feito totalmente durante esse período de quarentena em que vivemos e quem sa viveremos por mais um tempo, talvez seja dessa euforia em que todos nós não entendemos o que sentir, a banda transpôs nas canções, e meio que você sente muito que as letras são falar do eu interior de cada um, como pode ser a sua fala também, uma conexão gigante.

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Agora não se pode perder o costume então vamos alavancar as três favoritas do disco. Em ordem mesmo coloque a primeira com a “Caburé” que inicia com acordes e um sorrateiro som do Gustavo (vocalista) no fundo, e vai iniciando e indo, e levando com a cantoria e você sente uma forte onde de calmaria, é realmente um som muito relaxante dos que tira todos os anseios do dia e  que for, meio que descarrega essa mala em suas costas de emoções e põe ali do lado pra que você não precise lidar no agora com isso. Depois vem “Passageiro” que me pegou pelo nome na primeira vez que escutei o EP, e com certeza já se tornou das favoritas, ela tem um toque mais forte e um pouco mais agitado do que a faixa anterior, as linhas do baixo são bem marcantes, alinham perfeitamente com a letra “Navegar, esse mar imenso, suportar, tudo é passageiro..” e vai deslizando e fechando de forma sensacional. Ai vem a “Estar a ver o Mar” que é a favorita do EP, começa com um toque de piano bem agudo, junto com a voz em seguida, e você se emociona instantaneamente, a letra vem te tocando e te fazendo vibrar, vem com  “Somos diferentes tão iguais, não sei o que escrever, deixo a canção nascer, das memórias do nosso verão..” a emoção vem tomando a conta de tudo sem restrições e ainda finaliza com “Estar a ver o mar, estar a ver o mar, amar atento.” e fecham-se as cortinas e escorrem os suspiros de sua alma em seus olhos, se libere, sinta mesmo que fará melhor a você, o EP foi feito a isso! 


Links da banda:




sábado, 13 de junho de 2020

This is Little Triggers



Passamos a linha do continente e paramos em Liverpool, isso mesmo. Batemos um papo com um representante da banda Little Triggers, da Inglaterra comentando sobre a banda, projetos futuros e recentes, e até mesmo curiosidades de onde já tocaram. Então segue ai a matéria juntamente da tradução das falas! Vem que é quenteeee!

History of band

“Little Triggers got together when Tom Hamilton, the lead singer and guitarist got together with some other young musicians when he went to study music in Liverpool, the home of the Beatles. The band is now a duo with Tom joined by drummer and backing vocalist Jay Radcliffe. Tom was born in London but Liverpool is his adopted home. The pandemic and lockdown meant that several gigs were cancelled and the band were not able to go into the studio to record a new single as planned. They have spent the time writing and practising with Tom learning to play keyboards. Lockdown is now slowly lifting and the recording studios have reopened.”

Little Triggers se formou quando Tom Hamilton, o vocalista e guitarrista, se juntou a outros jovens músicos quando foi estudar música em Liverpool, a casa dos Beatles. A banda agora é uma dupla com Tom acompanhado pelo baterista e vocalista Jay Radcliffe. Tom nasceu em Londres, mas Liverpool é seu lar adotivo. A pandemia e o bloqueio significaram que vários shows foram cancelados e a banda não pôde entrar no estúdio para gravar um novo single, como planejado. Eles passaram o tempo escrevendo e praticando com Tom aprendendo a tocar teclados. O bloqueio aqui está diminuindo aos poucos assim os estúdios irão reabrir em breve.”

Launched works and future projects.

“The band released their first album last year with the single 'So Fine' featuring on curated Spotify playlists and being chosen as one of Classic Rock magazine's tracks of the year. The band released a new single 'Bang' in February this year and played a 12 gig UK tour. We will record a new single in June for release in August with a video. If allowed, we will go on a UK tour in September/October and will open a huge festival in November called Hard Rock Hell ABC in front of 5,000 people.”

“A banda lançou seu primeiro álbum no ano passado com o single 'So Fine', apresentando em playlists do Spotify e sendo escolhido como uma das faixas da revista Classic Rock do ano. A banda lançou um novo single 'Bang' em fevereiro deste ano e fez uma turnê de 12 shows no Reino Unido. Gravaremos um novo single em junho para lançamento em agosto com um vídeo. Se permitido, faremos uma turnê pelo Reino Unido em setembro / outubro e abriremos um grande festival em novembro chamado Hard Rock Hell ABC pra mais de 5.000 pessoas.”

Memorable band shows
“We played a festival in France near the city of Poiters last year where 3,000 fans went crazy with girls climbing onstage to dance, guys stage diving into the crowd and it ended with a mass stage invasion - crazy! We played another festival in France supporting Iggy Pop and ended up partying with his band.”


“No ano passado, tocamos em um festival na França, perto da cidade de Poiters, onde 3.000 fãs enlouqueceram com garotas subindo ao palco para dançar, caras mergulhando no meio da multidão e terminou com uma invasão em massa - loucura! Tocamos em outro festival na França apoiando Iggy Pop e acabamos festejando com sua banda.”

Leave a message for Brazil fans

”A great big hello to everyone in Brazil who likes our music. We would love to come over for you to see us live as we put on a fantastic show. Love from Little Triggers.”

“Um grande olá para todos no Brasil que gostam da nossa música. Gostaríamos muito de ir até vocês para que nos vissem ao vivo e fazer um show fantástico. Com amor dos Little Triggers.”



Links da banda





sábado, 6 de junho de 2020

Vou lhe falar é da Disaster Cities


Com um som extremante frenético e muita atitude, a banda Disaster Cities já tem muito material lançado e está pra chegar mais coisas nesse ano.  Com isso em um papo bem tranquilo com o Matheus integrante da banda, descobrimos mais particularidades e histórias da banda. Então vai, se acomode e saca que está o fino da bola esse bate papo.

História da banda

"A DC nasceu como uma banda na internet, via conversas casuais sobre projetos musicais e anseios sobre o que deixar registrado na vida musical de cada um. Nos víamos de quatro em quatro meses, em média, para ensaiar e iniciar as primeiras gravações, em curtas rápidas viagens à São Paulo durante 2017. Dois integrantes (Matheus e Rafael) em Chapecó, Santa Catarina, que já se conheciam de longa data. Em São Paulo o ex-baterista Ian Bueno. Em meados de 2018, após os primeiros lançamentos de singles, todos se concentraram em SP capital para início de alguns projetos profissionais e tendo como centro deles a banda funcionando de forma presencial. Ao longo da gravação do Lowa, nosso disco de estreia registrado no Estúdio Costella, Vinicius Cripa também de Chapecó, porém residente de São Paulo há longa data também passou a integrar a banda na função dos sintetizadores. Ainda em 2018 o baterista Daniel Bacon, natural de Natal-RN e músico que já havia integrado algumas outras bandas relacionadas também passou a integrar a DC. O projeto continuou como um quarteto nos seus primeiros dois anos de vida. Por fim, Júlio Miotto (natural do RS e até então em Florianópolis), amigo de longa data - e produtor do segundo álbum que está em processo de finalização - passou a integrar a banda na função de baixista, o qual era desempenhado pelo Rafa, que agora passa a ocupar de forma integral os vocais."

Lançamentos já feitos da banda e projetos a serem lançados


"Temos o Lowa, que é nosso primeiro álbum de estúdio, lançado no dia 01.03.2018 e alguns singles que vieram nesse meio tempo entre a gravação do segundo disco, que vai se chamar Erasing Karma. Ainda em 2018 a gente lançou uma versão de Helter Skelter, dos Beatles e também um último registro que havia ficado guardado desde antes da entrada do Daniel, que se chama Into the Abyss. A gente sempre curtiu dar uma revisitada nas próprias músicas, então re-lançamos em 2018 também uma versão em piano e violino pra Right Next to You, um dos singles do Lowa, que a gente particularmente gosta muito. Estamos fazendo essa mesma dinâmica agora em tempos de quarentena, enquanto as gravações e o mundo não voltam ao novo normal. Pegamos algumas coisas do primeiro disco e estamos revisitando em outros formatos, em outros gêneros que também gostamos, mas não praticamos muito dentro do cotidiano da banda. Essas músicas tão ganhando um webclip exclusivo pro IGTV, mas todo esse material vai pro streaming logo mais. Em outubro de 2019 a gente botou no ar o primeiro single do Erasing Karma, "The Best Way You Used to Know", que ganhou um clipe maravilhoso de fazer, com um personagem que acabou virando nosso amigo pessoal. Seu sérgio. Esse disco novo, que tá previsto para 2020 e ainda não saiu devido essa paralisação mundial vai trazer muita coisa embutida sobre essas vivências pessoais em São Paulo pós mudança. Desde o lançamento desse primeiro single estamos buscando retratar ao máximo a humanização, rostos, pessoas, histórias, karmas pra apagar de todos os dias. Vai ser um bom momento pra gente como indivíduo, frente à todo esse recomeço que a humanidade tá entrando num panorama geral."

Onde já fizeram shows e a mensagem em sua música 

"Desde o começo da banda rodando, a gente fez em torno de 50 shows pra promover o Lowa. Cada uma das cidades que tocamos meio que deu um pouco do gás que serviu pra compor o Erasing Karma agora. Todos os integrantes já vêm de outros projetos e rodagens há algum tempo, mas mesmo assim em alguns lugares é como estar indo pela primeira vez. Me lembro de uma mini tour com o Dead Fish no mato grosso em 2018 que marcou muito, pela recepção das pessoas, organização, contexto. Eu já havia tocado antes nos mesmos lugares, mas foi como uma coisa nova. A parte nordeste da tour, em dezembro de 2018 foi muito marcante também por todas as coisas. Dirigir juntos pelo interior, encontrar alguns amigos de longa data em suas cidades de origem é algo que recorrentemente me passa na memória de um jeito muito bom. A primeira vez (e única até então) que voltamos para Chapecó em fase de tour foi maravilhoso. Florianópolis concentra a maior parcela de amigos e risadas, enfim...De cada lugar a gente leva um pouquinho na hora de voltar. Ainda mais pelo Brasil ser tão "suado" de fazer as coisas acontecerem pra uma banda independente. Então só pelo fato de ter ido já dá uma romantizada maravilhosa na memória. Lugar de banda é no asfalto. A gente quer falar um pouco mais sobre o que ta rolando hoje, enquanto pessoa, enquanto crise existencial de um tempo que começou agora pouco e a grande maioria, praticamente todos os humanos, ainda tão tentando aprender como lidar. Que é essa parada do mundo girando a todo vapor sem tempo pra gente dissecar a gente mesmo como indivíduo e organismo vivo. Esse tipo de olho grosso gera problemas na juventude de hoje, de sempre, mas hoje a gente ta lidando com mil notícias por segundo. Se antes faltava falar sobre, imagina agora. Então acho que a mensagem é uma soma entre as questões do velho e do novo mundo..."quem se vê sozinho levanta a mão, vamos falar sobre isso de uma vez por todas". Acho que esse é o centro das músicas da DC, até porque esse é o sentimento que mais passa pela nossa cabeça também, então a forma de conversar com todo o resto da galera que vive a mesma coisa é de uma forma cantada."

Recado a todos para que conheçam a banda


"A gente agradece demais o espaço e nos botamos disponíveis sempre pra galera que quiser conhecer um pouco mais, trocar um papo e falar sobre música e a vida. Ainda mais nesse momento de isolamento, né. Precisamos nos fortalecer entre os humanos e o que sai desse encontro entre as pessoas vira arte sempre. Logo mais tem segundo álbum na área, enquanto isso é só colar com a gente nas redes sociais, nesse projeto de quarentena que vai abranger alguns capítulos e já a gente ta abordando novos contextos pras músicas que já foram lançadas. Falando um pouco em forma de vídeo sobre os dias de quarentena e convívio. Um grande abraço e saúde à todos."



Links da banda



Mas se preferir pode falar aqui no Instagram também!


Créditos pelas imagens: Rafael Botelho.

sábado, 30 de maio de 2020

Cinco motivos para escutar o disco de estréia da Violet Soda


Firmar e se afirmar, são coisas distintas mas que condizem muito com o que aconteceu com a Violet Soda no seu primeiro disco lançado, denominado com o mesmo nome da banda. A banda montou aos poucos uma obra firme, forte e cheia de atitude, muitos riffs e muita energia contagiante, é quente e rápido como deve ser, então se aconchegue e prepare pra entender cinco motivos dessa masterpiece.

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O primeiro disco de uma banda é das coisas mais complexas que se pode ter, mas ao mesmo tempo eu acredito que nele você encontra o mais cru da banda, onde nota mais fácil as semelhanças em inspirações, e como a banda quer mesmo ser escutada, o som é o mais puro que pode ser, e ao ver esse disco em especifico fica nítido onde a banda quer atingir e chegar.

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Esse disco foi distribuído e assinado pela Deck, mas também em parceria com a Forever Vacation Records, que anda pegando várias bandas que estão surgindo e ajudando as impulsionar com nada menos que Alexandre Capilé. Fazendo o disco ter uma distribuição maior e atingindo mais massas em si.

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Pelos EP’S passados já se tinha uma imagem pré concebida da banda, mas no discorrer do disco você vai encontrando algumas formas novas e uma identidade mais própria do que antes em si, nota o tom mais enérgico em algumas faixas e algumas mais sérias também, é uma mistura que fixa muito bem a ideia em si da banda.

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A banda já chamou a atenção de um público que estava carente de algo com energia e atitude, ao olhar ao palco você vê muita singularidade de cada integrante mas percebe uma ligação a mais que há ali, aparenta que a mensagem que a banda tem é o contexto perfeito para união dos quatro integrantes, com o comando espetacular de Karen Dió no vocal, o grito revolucionário da banda é ouvido aos quatro cantos da alma.

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Chegou a hora de alavancar a top três do disco, e não tem como não colocar em primeiro lugar “Charlie” que desde a primeira vez que escutei sempre me trouxe alguma sensação de quebra de comodismo, não sei se é o ritmo em si da música que é muito dinâmica e rápida, ou o refrão que gruda na mente e faz você ter aquela sensação de gritar a quem precisa ouvir, é literalmente uma explosão em sentimento em si. Depois vamos continuar bem rápidos e pra ajudar coloca bem alto o volume ai, vamos com “I’m trying”, que é o cansaço e a indignação mental em não parecer com seu algoz, diz bem alto que está tentando mas tem vezes que o mundo provoca e pede das nossas mais surtadas atitudes, muito instigante e intensamente forte o vocal em especial dessa música. Depois tem de colocar “Fade out” que de primeira já me agradou, lembrando bem bandas noventistas e toda aquela onda grunge que atingia o mundo fortemente, mas é mais limpo e um pouco mais melancólico o tom vocal, tem mais sentimento como “Leave it all behind with no excuses, go, you wanna prove it, with holy words, you only think about you, i am fading out!”, e aquela levada instrumental que vai te puxando dentro do frenesi que é a música, faz você sentir em si o que é proclamado, por favor façam clipe dessa música.  BÔNUS! É isso ai, disco bom tem que ter bônus, e vamos de “Don’t like this song” que me lembra bastante também as músicas do inicio do Foo Fighters mas com uma pegada vocal do The runaways, é bem misturado mas o ingrediente final é a banda em si, é muito único o som, é extremante Violet Soda, o disco coo um todo.


Links da banda


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sábado, 9 de maio de 2020

Cinco motivos para escutar Why me? Why not do Liam Gallagher


Liam lançou esse disco com a pronuncia de que era de longe melhor que o seu primeiro disco solo e que aqui ele conseguiu demonstrar todo seu poder em forma musical, sem medos e sem amarras e cheio de potencia nas letras. Agora seguindo nesse fluxo, alavanquei cinco motivos distintos do porque de se ouvir esse baita disco, só ir de cabeça aberta e aproveitar.


"Dois anos após o conceituadíssimo “As You Were” ele voltou com uma drástica mudança no estilo
das músicas, passou de um tom mais melancólico para uma som extremamente britânico elétrico que se assemelha bem mais com o Oasis, mas com vários factoides de Beatles e até mesmo Stones."

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"O álbum como um todo vem mais trabalhado e é muito mais pensado no quesito de enredo, podendo se dizer que foi muito mais pensado em ser utilizado para apresentações em grande escala, como ele vem fazendo pela Europa nos meses antecedentes."

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"É bem forte o tom britpop que só ele consegue colocar nas música principalmente quando ele tem de
soltar a voz mesmo, os alcances de notas que ele consegue em meio a tanta transfusão de instrumentos é bem único e sempre feito com imensa maestria por ele, como exemplo claro em “Meadow”, além da lembrança intensa na voz do John Lennon nessa música, o qual o Liam já demonstrou ser o seu maior ídolo musical."

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"Antes do lançamento do disco muito foi falado sobre a potência da voz do Liam e se ele ainda aguentava aquela potencia toda que ele cantava, principalmente no disco anterior, onde em algumas músicas ele realmente chega a gritar com todo ar esvarando de seus pulmões, e digo a verdade, ele vai conseguir cantar por mil anos ainda se quiser, quanto mais velho melhor está a voz dele, é
incrível."

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"Agora tendo de alavancar três destaques do disco, início com “Gone” que tem um ar até de faroeste pelos seus ritmos e como ele vem cantando de inicio, o som é agradável demais para vários momentos do seu dia mas se você coloca ele na estrada é a trilha sonora perfeita para aproveitar todo
o momento. A quentinha “Now that i’ve found you” como um abraço de alguém que você ama, a música é uma carta linda de sensibilidade por alguém que você sente um amor, e proclamando que pra sempre estará por lá desde que a encontrou, com vozes de fundo, bastante guitarra mas é muito gostosa a ponto de te animar pra voar o mundo, revigorante ao extremo. Minha favorita e que não poderia deixar passar é “Once” que é a música mais poderosa que eu escutei nos últimos tempos, ela é com instrumental bacio e tranquilo, a voz é predominante em boa parte mas a melancolia dela te toca desde a primeira vez que escuta, vem como um soco em “You went down so easy like a glass of wine, my friend when the dawn came up you felt so inspired to do it again, but it turns out you only get to do it once, you only get to do it once...” mais algumas vezes e explode tudo, com uma mini orquestra de fundo, e seu coração vem na boca, emociona demais, é a melhor música do Liam da história!"


O disco tem muitos tesouros, mas deixo para que vocês achem os outros.



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