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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A carta aberta de Edwards Neto



Hoje a nossa matéria é com um cara que não consigo nem identificar de que universo ele é, puro amor em forma de humano, esse artista sensacional que é o Neto, soltou a lábia e nos contou muitas curiosidades além de falar sobre a cena e o cenário em que vivemos, chega junto pra entender o porque esse cara é tão diferenciado!

História pessoal e na música


"Em primeiro lugar, agradeço imensamente pelo convite e pela iniciativa do Vivendo a Música e de você Matheus! Bom, a minha vida inteira eu sempre estive em contato com a música, tenho um avô compositor e músico de chorinho, tive o privilégio de lhe ouvir tocar desde criança, além dele, meu pai e minha mãe sempre tiveram uma grande paixão por música, sendo assim, a minha veia cultural é aberta nos primeiros anos de idade através da música, hoje já se ramificou em muitas áreas, pois a arte e a cultura são coisas do dia-a-dia, tudo é cultura, tudo é arte, compreendendo assim, aprendi a enxergar muitas faces da realidade. Conforme a compreensão sobre o que é a arte, a cultura, as realidades (infinitas), foram aumentando, eu fui enxergando assim a minha função dentro da banda, dentro dos Stolen Byrds, que nada mais é do que um organismo vivo, mutável, em movimento e em constante troca, produzir com eles é uma verdadeira lição e aprendizado, pois a todo momento estamos em comunhão com a criação, ou seja, criamos em comunhão, sabemos que de certa forma a nossa função é transmitir algo que nos faça sentido através das percepções e mensagens que nos chegam, cada um de nós é um instrumento, apenas deixamos fluir, claro que cada um trás algo específico, um ponto de vista, um ângulo da mesma coisa, isso, diariamente, acaba se tornando uma verdadeira escola. Por tudo isso, minha história, minha profissão, minha banda e a veia cultural que se expressa através de mim são junções de vivências que esclarecem o que cada dia devo fazer, aperfeiçoar e me orientar, organicamente, no presente, que é viver."


Pandemia e lições

"Hehehehe, é um tanto quanto caótico, geralmente o que me ocorre é acordar e sentir o que devo fazer no presente, quando começo a pensar ou imaginar demais as coisas começam a entrar em ebulição, que de vez em quando rola, pode ser bom, mas não deixo isso direcionar meus sentires. A pandemia é uma oportunidade de vasculhar minhas interioridades, eu encarei assim, tudo aquilo que é inconsciente, subconsciente, profundo, seja qual for o nome. Tem sido bem um momento (longo) de muita reflexão, indagação, silêncio e menos ação. O que tenho feito mesmo é buscar cuidar do mínimo, que na verdade, quando você vê é o máximo! Como cuidar do quarto, da casa, dos amigos, da companheira, do bem estar. Resumidamente, estou cuidando de coisas, coisas que muitas vezes não consigo nem saber direito o que são, mas são coisas que me fazem pulsar, no fundo, adoro imersões e esta tem sido uma grande."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Primeiramente, fora Bolsonaro, em segundo lugar: Está acontecendo uma inversão de valores em níveis bizarros, estamos enxergando o monstro que foi criado a milênios na nossa cara e não conseguindo derrubar ele, está na nossa frente todo o acúmulo de preconceito, desprezo, desrespeito e egoísmo, que além de tudo incita a morte e a ignorância.  Essa realidade influência quase 100% da nossa população brasileira e está completamente tomada por genocidas, é muito tóxico ter que entender, absorver, acompanhar o cenário como um todo, ao mesmo tempo temos a necessidade, pois precisamos nos situar, posicionar e não fechar os olhos para o absurdo que é isso. Todas as lutas que travamos hoje estão tencionando pois tem que tencionar, não podemos dar mais passos para trás como humanidade, este é um momento muito importante para olharmos para o futuro com mais amor, respeito e igualdade. As lutas não são de hoje, mas chegou a hora de realmente dar um basta, pra tudo que é opressivo, desigual e desumano. O que faço é sentir, posicionar, resistir sendo resiliente e crescer com a adversidade que me é proposta. Vou sempre defender o lado oprimido e fortalecer aqueles que amam a vida, o que fazem e transmitem esta verdade. A vida é muito mais do que essa destruição, com certeza. Ainda acredito no amanhã."

Deixe sua fala se existe a diferença entre Neto artista e Neto do cotidiano

"Não há separação. Só quero dizer pra quem tá lendo, que se você chegou até aqui é porque você gosta de mim e eu gosto de você, isso é mais importante que tudo, amar e se amado. Um grande beijo no coração de vocês, nos encontramos em breve. <3"

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Links do artista





quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A carta aberta de Douglas Takazono


Vamos chegando que dessa vez a carta aberta é com um dos caras de espirito elevado ao máximo, e uma das figuras musicais que mais impressiona a sua sensatez e audácia nas palavras a atitudes. O Douglas é Vocalista e guitarrista da banda Fusage, e veio soltar o verbo conosco!

História pessoal e na música

"Sou o Douglas, nasci no Mato Grosso do Sul, me mudei para o Paraná em 2010 e me formei em engenharia civil pela UEM. Depois de quase dois anos morando na Irlanda eu voltei ao Brasil e formei uma banda. Pouco antes de lançarmos o primeiro disco decidi sair da engenharia para me dedicar à música. Hoje trabalho como professor particular de inglês e músico na Fusage. Acho que as minhas influências culturais vêm antes de tudo lá de casa, com meus pais que ouviam discos de música clássica, sertanejo raiz e moda de viola, rock dos anos 60, 70 e algumas coisas mais aleatórias. Livros sempre foram um incentivo dentro de casa, mas acho que comecei a ler mesmo quando saí morar sozinho e filmes era aquela história: baixar na internet discada. Teve um cinema por uma época, mas era algo bem precário. Cresci numa cidade pequena, tive uma banda no colégio e a gente chegou a gravar um EP em 2007. Quando vim pra Maringá estudar me lembro que no final do primeiro ano da faculdade já estava procurando formar uma banda. O resto da história vocês podem conferir no documentário Uma forma de seguir do nosso grande amigo Jean Cedemachi em parceria com o Junior Conejo que aborda um tema recorrente no nosso meio sobre viver a arte e ser artista independente além de contar com Stolen Byrds e pedaços da nossa tour juntos."

A vida durante a pandemia

"Como eu citei anteriormente, além da música hoje trabalho como professor de inglês, então desde o início da quarentena (que nunca começou de verdade no Brasil) as minhas aulas estão sendo exclusivamente online. Tem seus pros e contras, como tudo, mas tem sido muito mais pro do que contra ultimamente. Eu acordo mais cedo, tomo meu café tranquilo, faço minha rotina matinal e quando dá uns 5 minutinhos antes da aula eu ligo pros alunos, é uma maravilha. Eu digo isso porque dou várias aulas, uma atrás da outra, simplesmente conectando outra pessoa na sala virtual, e assim tenho tempo pra cozinhar, cuidar mais da casa, etc. Todas as incumbências do jovem adulto se tornaram uma parte mais prazerosa da minha rotina. Por outro lado, tenho pecado muito no quesito atividades físicas. Nunca fui sedentário, mas ultimamente acabei cedendo ao comodismo, é algo que preciso corrigir urgentemente. Quando não estou dando aula, estou produzindo algo pra Fusage ou estudando música, produção, gravação, mixagem, divulgando, pesquisando. Cuidamos das redes sociais juntos, os 4, mas de certa forma eu que faço as publicações na maioria das vezes. Estamos preparando várias coisas pra poder lançar enquanto o Outburst Desert não pode ser gravado e também lapidando as faixas que vão estar nele.Tivemos a ação das cartas na qual nós enviamos uma carta pra cada pessoa que mais interagiu com a banda nos últimos meses. A carta continha instruções e imagens com o tema do próximo disco e cada um deveria produzir uma colagem cotada para ser a capa do álbum. Houve alterações de cronograma por conta da pandemia, mas no final deu tudo certo porque os correios atrasaram pra chegar em alguns endereços e estendemos o prazo pra galera fazer a colagem. Ainda não escolhemos a arte que vai ser a capa do disco, mas estamos tendo ideias muito legais pra usar todas as colagens que foram produzidas, são peças únicas de pessoas que conhecemos nas turnês, gente que descobriu a Fusage e acompanha nosso trabalho, tem sido uma experiência sensacional."

Humanidade e os problemas do cotidiano

"'É muito difícil hoje em dia quem consiga olhar para a humanidade e sentir Humanidade. A gente convive com Fake News já faz muito tempo, mas uma outra parcela da sociedade, pessoas de várias idades, não só o típico ‘tiozão do zap’, mas de posições conservadoras no geral; para esse público essa disseminação de mentiras tem sido o artificio capaz de validar seus privilégios, preconceitos, atrasos sociais, injustiças, etc., sempre provocando medo, incentivando o caos, a violência gratuita. Eles tripudiam a ciência, seja a área que for, se recusam a ter um debate racional e quando tentam é sempre com discursos vazios, argumentos sem pé nem cabeça, não tem diálogo. Essa massificação da informação é produto de um modelo político, econômico e social desequilibrado; fadado ao colapso. Eu enxergo mais ou menos como o professor Domenico De Masi, no livro O Ócio Criativo: Ele afirma que os últimos dez anos do século XX foram marcados pela forte atuação do liberalismo e o discurso amplamente propagado por essa frente que ataca tudo o que é público. Primeiro sucateando os serviços e infraestrutura e em seguida inflamando críticas para desvalorizar empresas estatais no geral, áreas de transporte, ensino, comunicação, eletricidade, recentemente até mesmo os recursos hídricos. Se valendo dessa estratégia, a elite nos vende as privatizações principalmente dos setores mais lucrativos da economia e geralmente necessidades básicas do povo. Compram empresas estatais e vencem licitações de concessão de serviços por um preço muito a baixo do mercado e ainda obtém investimentos do próprio governo em forma de incentivos fiscais, financiamentos a perder de vista, concessões de décadas e mais décadas, enfim, só vantagens. A gente vive isso com a empresa de transporte público de Maringá, numa menor escala, mas população toda sabe, e é um puta atraso. No fim das contas ainda existe o discurso de se investir nas grandes empresas privatizadas para gerar mais empregos e aquecer a economia e por melhores que pareçam os resultados, eles são pontuais, não há solução permanente enquanto insistirmos num modelo desequilibrado. As crises voltam e tendem a se tornar mais recorrentes, desemprego, fome, violência, enfim um abismo socioeconômico que impacta na vida em todas as suas áreas. O ponto é que nós estamos vivendo e tendo experiências constantes de demonstrações de que as coisas precisam mudar. Quando a gente pensa na luta feminista, na luta contra o racismo, na luta LGBTQ+ e tantas outras mais frentes que só exigem respeito, dignidade e iguais condições, nos parece que tudo isso é recente, mas não é. As questões sociais que já clamam respostas e mudanças há décadas, mas agora estão tendo uma maior exposição e visibilidade principalmente nos últimos meses por conta da condição atual em que estamos isolados fisicamente, mas unidos pelos meios de comunicação. Nesse sentido eu penso que estamos vivendo transições importantes, mas de processos muito antigos e que levam um certo tempo para se estabelecerem. Numa escada de longo prazo talvez estejamos vivendo o começo da mudança positiva em muitos setores, mas dificilmente viveremos para ver o mundo ideal."

Recado do Douglas vocalista da Fusage/ Douglas do cotidiano

"Acho que não há separação entre o Douglas da Fusage e o do cotidiano, mas há uma diferenciação. O primeiro atua em um projeto com outras pessoas para expressar e discutir tanto o que ele pensa e sente quanto o que pensam e sentem os seus irmãos de banda e contribuir de todas as formas possíveis por meio dessa ferramenta para ajudar/entreter/melhorar/acalentar a vida das pessoas que a gente atingir. O segundo é uma pessoa normal dentro das suas esquisitices que procura lidar da forma que pode com essa vida maluca que a gente compartilha aqui no planeta Terra. O recado ao mundo é simples. Que tenhamos mais compaixão pelos nossos semelhantes e por nós mesmos, que tenhamos mais tempo para ficar em silêncio e simplesmente ouvir. Eu espero que cada um de nós encontre a paz de espírito e serenidade ao enxergar a vida como uma oportunidade de evolução espiritual em todos os seus momentos."



Link's do artista




sábado, 25 de julho de 2020

Cinco motivos para escutar “All Distortions Are Intentional” do Neck Deep



E chegou esse grande dia, saiu o novo disco do Neck Deep! E os fãs da banda podem ficar muito felizes e se satisfazerem com esse baita disco! Veio cheio de potência e muita energia pra cima, super mesclado com alguns tons diferentes mas ainda é a pegada da banda, muito única! Então aproveite e mergulhe na matéria escutando essa baita obra!



Esse é o quarto disco de estúdio da banda, onde sempre se inovou mas em especial nesse deram um passo gigante e uma revolução que eles sempre falavam que haveria, é uma nova onda musical mas ainda com toda a identidade da banda. Tornando cada vez uma nova cara ao pop punk, muito fiel aos seus primórdios também.
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As músicas emanam uma energia muito boa, é uma pegada de superação misturada com alto astral que eles empenham sempre dentro dos discos, segundo algumas entrevistas da banda, o disco se passa em “Sonderland” que é um mundo ficcional com inspiração na palavra “sonder’, que significa “percepção de que qualquer transeunte aleatório está vivendo uma realidade tão vívida e complexa quanto a sua”.

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Esse disco também foi lançado pela Hopeless Records, que já haviam lançado seu disco anterior e também já lançou varias bandas do gênero como All Time Low, e varias do pop punk também.

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Uma das coisas que sempre me faz gostar mais da banda é que sempre tem um tom de motivação por trás da maioria de suas musicas, sempre dizendo que tudo que fazem mal na real um dia vai ser um aprendizado, ou que tudo bem estar em uns dias ruins que tudo há de melhorar, esse ar motivacional com a pegada da banda deixa uma sincronia muito importante pra nos animar nos dias de hoje principalmente, então um obrigado especial a banda, de coração.

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Dessa vez não será top três mas sim top cinco!!! Porque o disco é bom demais, então não tem como eleger só algumas músicas.  De primeira já vou colocar “Sonderland” que é a primeira faixa do álbum e traz tudo que o disco vai mostrar, ela é bem forte no instrumental e também na letra que mostra em como os dias de hoje estão tão sombrios, cheio de julgamentos e em como estamos de saco cheio sem querer falar de política, ou ciências sociais em contradições quando se está a beira de um precipício emocional, e termina meio que tentando se afirmar que tudo vai ficar bem e há de tudo ficar bem, pesado mas ótimo para se refletir. Depois vem “Fall” também que é um dos singles do disco, tem um clipe lançado na pandemia e tem todo um ar muito de skate life que é uma delícia de acompanhar, cheio de visual bacana, e a música é bem o estilo da banda com progressões rápidas e elevações da bateria, junto de um vocal que chama o coro em algumas partes, sensacional.  Vamos de “Telling Stories” agora que é uma das melhores musicas da história da banda, que é muito boa de se curtir e aproveitar totalmente o momento em si, com uma letra forte também como “Everybody else, everybody only talks about themselves, have you ever felt lost in a window, desperate to be loved and just been thrown out?” e explode tudo de uma vez, sensacional de novo!! Agora tem de ser a queridinha do disco com “When you know” que faz você sentir um abraço ao escutar, o clipe é formado com vários vídeos de fãs que mandaram durante a pandemia trechos da letra, tendo fãs de todas as partes do mundo participando, é bem divertido assistir, e tratando da letra tem vários momentos dizendo que o amor deve sempre prevalecer e que devemos antes de tudo amar a nós mesmos em diversos momentos. Pra fechar o top cinco vamos com “Pushing Daisis” que fecha o disco em si também, é uma daquelas músicas que anima demais com seu ritmo, e te toca já de primeira quando se escuta, como “Life is a joke and we get dead anyhow, lowlife kids got to live how you wanna live, fuck society, fuck your politics, fuck yourself and fuck the way it is.” E termina o disco com esse grito pra nos libertarmos de todas as amarras emocionais que o mundo impõe a nós, sejamos mais livres das opiniões alheias e saibamos viver mais do momento! Citei cinco músicas mas é real, o disco por completo é sensacional, vale escutar todas como "Sick Joke", "Lowlife", "I revolve (around you)" entre outras, se deliciem ao descobrir os encantos que a banda pronuncia a nós!



Links da banda




quarta-feira, 8 de julho de 2020

A nova fase do The Old Skull Guz




Em um papo bem simplista conversei com o vocalista da banda The Old Skull Guz, nosso amigo de data Gustavo Oliveira ou Guz” como muitos o conhecem. Falamos de pandemia, projetos futuros e até a nova formação da banda! Se liga que tem material novo saindo do forno! Chega junto!

Período de pandemia

"Tá sendo um período bem diferente, tínhamos muitos planos para 2020, todos eles foram colocados em espera por causa da pandemia, acredito que é um momento que exige muita responsabilidade e paciência, principalmente para nós que trabalhamos com música, estamos focando na composição, produção e tentando extrair ao máximo disso."

Novo disco      
                                                                 
"Nosso próximo disco vai ter em torno de oito faixas, no momento já temos seis decididas, e alguns retalhos que vamos levar nos ensaios para trabalhar e definir quais vão entrar no álbum. Algumas destas músicas já estamos tocando ao vivo, é bom pra sentir como vão funcionar. Em setembro vamos nos reunir para fazer a nossa pré produção, e tudo indica que ainda este ano entramos em estúdio para a gravação."

Novo integrante

"O Bruno agrega muito a banda, sua entrada foi definitivamente "A peça que faltava", temos uma química excelente com ele dentro e fora dos palcos. Ele é um músico excelente, afiado e muito dedicado. Acho que o Old Skull vai soar com a personalidade de sempre, pois o Bruninho possui um perfil muito parecido com o nosso, logo após sua saída do Stolen, muitas pessoas já vieram me perguntar se ele ia entrar no Old Skull, isso mesmo antes de termos comentado sobre a possibilidade dele trabalhar conosco, isso já mostra como ele tem a cara da banda e o quanto nos enriquece a sua presença."
Recado a galera

"Queria como sempre, agradecer a todos que escutam a nossa música, que nos acompanham pelas redes sociais, fiquem ligados, tem coisa boa chegando, acabamos de finalizar o clipe de “Lovin' Odissey” com a produção do Leandro Correa e do Bulla Jr, e ta lindo! Logo vai estar disponível. No mais, fiquem em casa o quanto puderem, logo estaremos todos juntos pra fazer um som pra vocês!"


Links da banda


sábado, 4 de julho de 2020

Cinco motivos para escutar "Forever and Ever x infinity" do New Found Glory


Pra se alegrar um pouco nesse momento pandêmico que vivemos, os caras do NFG lançaram um disco daqueles estilo dos primórdios pop punk, e alegraram os críticos demais! Fazendo uma somzeira bem enérgica e cheio de riffs contagiantes os caras acertaram mais uma vez, então vamos lá pros cinco motivos de se energizar com esse discaço!

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De prima temos de falar sempre, bandas que ficam tanto tempo em estrada e ainda assim mostrar um trabalho tão bem feito tem de ser muito vangloriado, esse é o DÉCIMO, isso mesmo, décimo disco de estúdio da banda, onde sempre há algumas renovações no estilo das músicas mas a base pop-punk está presente sempre!

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A banda é dos primórdios nesse estilo musical, sendo os percursores junto do Blink, Green Day e talvez o Sum 41 também entre nessa mesma formula musical. Mas onde todas as bandas já modificaram e muito o estilo das músicas, tentando algo mais melódico, algo mais calmo ou até inovando pra algo mais pesado, o NFG se manteve as raízes e nos trouxe mais um disco de puro pop-punk.

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É um disco considerado longo, ainda mais nos dias de hoje onde tudo tem de ser rápido e informações básicas sempre. Tendo quinze faixas onde se desenrola rapidamente em 48 minutos no total, então é guitarra e bateria rápida e muito do Jordan cantando rapidíssimo.

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Acho que um erro de muitas pessoas é colocarem um estilo musical e colocar suas formas em um quadrado, como se fosse um som só trata-se de “x” assuntos, e o que sempre me chama atenção em todos os trabalhos do NFG é que eles abordam diversos temas, seja de um termino de namoro, uma paixão nova, até mandar o presidente pro inferno, fabuloso!
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Agora vou colocar as três que de cara me chamaram a atenção e não paro de escutar! Começando com “Greatest of All Time”, que é uma rapidez absurda e uma pancada na cabeça, mas que vai te elevando pra cima conforme a música vai passando e deixando tudo em um astral lá pra cima, eu colocaria ela todos dias ao acordar pra deixar o dia em um astral melhor, já fique a dica disso aqui. Depois sigo com “Same Side Sitters” que é uma bateria frenética mas o vocal tem um desacelero maior, uma melodia mais bem cantada e não tão rápida, como no refrão “Sit on the same side at the restaurant, and we'll kiss if we want, even though the locals think that we look cringey, maybe they just don't have someone to hold on to, and I'm holding on to you, to you..” que entra naquele aspecto de trazer a rapidez com a harmonia romântica nas músicas da banda. A próxima com certeza é “Do you want to settle down?” que é puríssimo a banda do começo, com falas rápidas e muito ritmo quente, e trechos que ficam na sua cabeça onde você cantarola o dia inteiro, talvez é o hit da banda que vai tocar noite a dentro nos verões da Florida. Agora um bônus tem de colocar “Trophy” que é um ritmo alucinante e uma letra daquelas que esquentam o coração, bonito dever a mistura do frenético e da paixão que a banda consegue conectar muito fácil.


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sábado, 27 de junho de 2020

Desmistificando "Parasite Eve” do Bring Me The Horizon


Com uma proposta nova, vou pegar músicas que realmente sinto mexer nas nossas entranhas e produzir um texto em cima. O primeiro é esse absurdo de música do Bring Me The Horizon lançado a poucos dias. Então chega junto e se deliciem.
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"Ao sentir e ouvir a primeira vez essa música foi um misto de euforia e uma ansiedade absurda, a letra, os toques, os riffs e o absurdísmo de tudo o que vivemos, representado nessa canção feita durante a quarentena pela banda. A beira de um colapso mundial onde estamos literalmente sem um rumo de cura ou do que for, a canção apresenta que o maior problema nessa época não é em si o vírus e sim o vazio dentro de nós. Começa em um ritmo mais tranquilo em que o Oliver (vocalista) faz uma brincadeira com as palavras ao dizer que está com uma febre que ninguém deve tocar nele, não acreditando em mais ninguém e simula um espirro, é como a loucura em que plantamos em nossa cabeça que todos podem estar infectados e que ninguém é viável de sua confiança, você está sozinho literalmente, fazendo com que nos forcemos a sentir algo, como o medo no momento mas na verdade é só o excesso da vontade de correr de tudo que sempre temos como escape nos dias “normais”, mas isso não tem como acontecer no agora! Ai vem uma voz robótica dizendo que mantenha a calma o fim está próximo e não há pra onde nem do que correr, que tudo tem uma data, tem o limite e tem o fim, mas aproveite o passeio mesmo que esse seja o fim. Em um trecho a frente é o refrão onde ele grita e exclama com todas as palavras, será que com tudo isso vamos aprender a lição? Parece algo intragável que vivemos mas é algo que deve sim fazer uma mudança em tudo de dentro pra fora de nós, e parafraseando se esse suspense não te matar outra coisa vai, é hora de mudarmos. Há um cântico dizendo que
precisamos procurar pontas de agulha em palheiros, onde temos de achar tudo que procuramos e colocar em quarentena, silenciando tudo e a todos, não apenas do vírus mas sim o grito de revolução, toda voz que grita e impõe é silenciada pelo mundo que não aceita uma revolução e um novo modo de vida, benéfico a todos, o comodismo é o maior mal em que sentamos e ficamos. Seguindo a parte mais forte onde há gritos realmente de guerra, onde se nota uma potência instrumental infernal, onde você se sente mexendo por dentro com a música, onde a alma vibra, fala-se que pode fechar suas janelas, lavar suas mãos e ficar ali sem ser infectado por nada, mas não consegue lavar sua alma em si e apagar todas as coisas em que não se mexe e em tudo que lhe incomoda e te suga sempre, “When life is a prison and death is the door, this ain't a warning, this is a war, war”, como um grito de basta e acabe tudo. Tem mais duas vezes o refrão e volta com a voz robótica onde fala que ninguém pode te salvar, que é o intuito dessa música, vivemos momentos estranhos e extremamente perturbadores, mas além disso, o mais assustador é dar ouvidos a nós mesmos, agora nessa “pausa” que vivemos estamos com a vozes que silenciamos em evidencia e temos sim que escutar e deixar sair, tratarmos de dentro pra fora e que quando isso passar, saibamos usar tudo que vivemos e presenciamos para algo benéfico, chega de opressão a todos, a banda nos escreveu uma carta extremamente forte e potente para agirmos, cabe a cada um saber como usar."



Um grande agradecimento a banda, a música me tocou muito e eu me sinto mais ciente de tudo. Talvez me faltava um grito de revolução pra que me ouvisse mais por dentro, sentindo e observando mais o "eu" em si, tirando do escuro certo demônios e trazendo a vida em resolução. 




sábado, 20 de junho de 2020

Cinco motivos para escutar o EP "Folego" da Scalene


Esse EP me emocionou demais, não sei se é ligado extremamente pela pandemia ou pelos dias atuais, me tocou de uma forma estupenda e eu sou grato a banda por isso, a música que nos toca o mais fundo da alma, são as que fazem o dia valer a pena, assim já deixo a linha desse novo EP da Scalene, e solto os cinco motivos aqui!

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O fio da verdade e da melancolia andam de mãos dadas nos dias atuais, porém o EP tem um poder imenso e consegue te dar o afago necessário nesse distanciamento social, a falta de um quem é suprido por cantos que colorem o nosso dia a dia.

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São apenas cinco músicas mas que te fazem remexer bastante, há um eu lírico imenso em cada canção e faz você sobrevoar nas entrelinhas de sua fala, o instrumental divaga e remodela em cada parte, é uma imensa desconstrução de sons que se reconstrói em segundos, como se fosse uma implosão passando a explosão, fantástico.

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Esse EP é a linha de continuação perfeita do último disco lançado o “Respiro”, que trouxe uma sinfonia mais calma, um toque mais leve nos timbres, e uma calmaria que faz um relaxamento em sua alma, é o que mais precisamos hoje em dia, e veio de forma estupenda.

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Ele foi feito totalmente durante esse período de quarentena em que vivemos e quem sa viveremos por mais um tempo, talvez seja dessa euforia em que todos nós não entendemos o que sentir, a banda transpôs nas canções, e meio que você sente muito que as letras são falar do eu interior de cada um, como pode ser a sua fala também, uma conexão gigante.

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Agora não se pode perder o costume então vamos alavancar as três favoritas do disco. Em ordem mesmo coloque a primeira com a “Caburé” que inicia com acordes e um sorrateiro som do Gustavo (vocalista) no fundo, e vai iniciando e indo, e levando com a cantoria e você sente uma forte onde de calmaria, é realmente um som muito relaxante dos que tira todos os anseios do dia e  que for, meio que descarrega essa mala em suas costas de emoções e põe ali do lado pra que você não precise lidar no agora com isso. Depois vem “Passageiro” que me pegou pelo nome na primeira vez que escutei o EP, e com certeza já se tornou das favoritas, ela tem um toque mais forte e um pouco mais agitado do que a faixa anterior, as linhas do baixo são bem marcantes, alinham perfeitamente com a letra “Navegar, esse mar imenso, suportar, tudo é passageiro..” e vai deslizando e fechando de forma sensacional. Ai vem a “Estar a ver o Mar” que é a favorita do EP, começa com um toque de piano bem agudo, junto com a voz em seguida, e você se emociona instantaneamente, a letra vem te tocando e te fazendo vibrar, vem com  “Somos diferentes tão iguais, não sei o que escrever, deixo a canção nascer, das memórias do nosso verão..” a emoção vem tomando a conta de tudo sem restrições e ainda finaliza com “Estar a ver o mar, estar a ver o mar, amar atento.” e fecham-se as cortinas e escorrem os suspiros de sua alma em seus olhos, se libere, sinta mesmo que fará melhor a você, o EP foi feito a isso! 


Links da banda:




sábado, 30 de maio de 2020

Cinco motivos para escutar o disco de estréia da Violet Soda


Firmar e se afirmar, são coisas distintas mas que condizem muito com o que aconteceu com a Violet Soda no seu primeiro disco lançado, denominado com o mesmo nome da banda. A banda montou aos poucos uma obra firme, forte e cheia de atitude, muitos riffs e muita energia contagiante, é quente e rápido como deve ser, então se aconchegue e prepare pra entender cinco motivos dessa masterpiece.

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O primeiro disco de uma banda é das coisas mais complexas que se pode ter, mas ao mesmo tempo eu acredito que nele você encontra o mais cru da banda, onde nota mais fácil as semelhanças em inspirações, e como a banda quer mesmo ser escutada, o som é o mais puro que pode ser, e ao ver esse disco em especifico fica nítido onde a banda quer atingir e chegar.

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Esse disco foi distribuído e assinado pela Deck, mas também em parceria com a Forever Vacation Records, que anda pegando várias bandas que estão surgindo e ajudando as impulsionar com nada menos que Alexandre Capilé. Fazendo o disco ter uma distribuição maior e atingindo mais massas em si.

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Pelos EP’S passados já se tinha uma imagem pré concebida da banda, mas no discorrer do disco você vai encontrando algumas formas novas e uma identidade mais própria do que antes em si, nota o tom mais enérgico em algumas faixas e algumas mais sérias também, é uma mistura que fixa muito bem a ideia em si da banda.

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A banda já chamou a atenção de um público que estava carente de algo com energia e atitude, ao olhar ao palco você vê muita singularidade de cada integrante mas percebe uma ligação a mais que há ali, aparenta que a mensagem que a banda tem é o contexto perfeito para união dos quatro integrantes, com o comando espetacular de Karen Dió no vocal, o grito revolucionário da banda é ouvido aos quatro cantos da alma.

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Chegou a hora de alavancar a top três do disco, e não tem como não colocar em primeiro lugar “Charlie” que desde a primeira vez que escutei sempre me trouxe alguma sensação de quebra de comodismo, não sei se é o ritmo em si da música que é muito dinâmica e rápida, ou o refrão que gruda na mente e faz você ter aquela sensação de gritar a quem precisa ouvir, é literalmente uma explosão em sentimento em si. Depois vamos continuar bem rápidos e pra ajudar coloca bem alto o volume ai, vamos com “I’m trying”, que é o cansaço e a indignação mental em não parecer com seu algoz, diz bem alto que está tentando mas tem vezes que o mundo provoca e pede das nossas mais surtadas atitudes, muito instigante e intensamente forte o vocal em especial dessa música. Depois tem de colocar “Fade out” que de primeira já me agradou, lembrando bem bandas noventistas e toda aquela onda grunge que atingia o mundo fortemente, mas é mais limpo e um pouco mais melancólico o tom vocal, tem mais sentimento como “Leave it all behind with no excuses, go, you wanna prove it, with holy words, you only think about you, i am fading out!”, e aquela levada instrumental que vai te puxando dentro do frenesi que é a música, faz você sentir em si o que é proclamado, por favor façam clipe dessa música.  BÔNUS! É isso ai, disco bom tem que ter bônus, e vamos de “Don’t like this song” que me lembra bastante também as músicas do inicio do Foo Fighters mas com uma pegada vocal do The runaways, é bem misturado mas o ingrediente final é a banda em si, é muito único o som, é extremante Violet Soda, o disco coo um todo.


Links da banda


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quarta-feira, 27 de maio de 2020

A revolução musical da Binarious



Com um autoral de primeira, a banda Binarious de Brasilia está vindo com uma proposta musical quente e com muito sentimento em toda sua posse, aos ventos proclamam mudanças e mais amor ao mundo. Uma matéria simplista mas cheio de informações, é o que se segue nessa resenha, chega junto e se liberte ao novo.

História da banda


"Apesar do pouco tempo de história, o trio se destaca por movimentar a cena com eventos como a Binarious Listening Party e já marcou presença em festivais importantes da capital federal, entre eles CoMA e Porão do Rock. Baseada em Brasília, a Binarious é uma banda que une trip hop, indie folk e experimental. Transformando em música suas inseguranças e fragilidades, além de reflexões sobre sonhos, esperança, sexualidade, ciência, filosofia e com forte postura girl power, o grupo se reinventa como um trio. Binarious é formada atualmente pela fundadora da banda Andressa Munizo nos vocais e guitarras e pelas multi-instrumentistas Lídia Pessoa (baixo e vocais) e Clara Vidal (bateria). Juntas, elas estão divulgando o novo EP “Um Escape Fácil”. Com edição, mixagem e masterização do vencedor do Grammy Latino, Ricardo Ponte, o EP foi produzido pela banda e está disponível em todas as plataformas de streaming de música."

Influencias musicais

"Nossas influências são principalmente da cena independente brasileira e brasiliense, artistas como Brvnks, YMA, Fresno, Far From Alaska, Supercombo, Boogarins, Vivian Kuczynski, Bolhazul, Joe Silhueta, Dennehy, Young Lights etc. Dos artistas internacionais temos bastante influencia do duo Twenty One Pilots e das meninas do Warpaint, entre outras bandas como Metronomy, The Kills, Pink Floyd, The Do, The Neighbourhood, Nothing But Thieves, Tame Impala e Cleopatrick."

A mensagem que a banda transmite

"Acreditamos que a nossa música seja um impulso sobre a necessidade de se conectar com si mesmo. Fazer as pessoas refletirem sobre seus sonhos e propósitos em conjunto com a ciência e filosofia em um mundo tecnológico onde somos bombardeados todos os dias por milhares de informações. Muitas vezes sentimos uma perda de identidade, pois estão sempre nos dizendo como devemos agir e o que devemos fazer, gerando questionamentos sobre o sentindo da nossa existência e a nossa relação de conexão com a natureza e o universo. Vemos a arte como uma proposta de resinificar a palavra conexão. "

Aos fãs e futuros adoradores da banda


"A Binarious é uma nova ideia e esperamos que ela faça a diferença na perspectiva de vocês ao olhar para o mundo e sentir as coisas. A Binarious é sobre vocês, sobre nós e sobre o mundo em que vivemos, é sobre saber lidar com o caos e o desconhecido e saber aproveitar os dias de sol e quietude, sejam muito bem vindos ao nosso mundo de fragilidades e aos que já conhecem o nosso som, um grande abraço."


Links da banda


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Crédio pelas imagens: Pedro Ribas.

sábado, 23 de maio de 2020

Cinco motivos para escutar Heartwork do The Used




Senta ai que la vem pedrada, o novo disco do The Used é uma porrada das grandes na nossa mente, a banda não se cansa, faz mais de quinze anos que estão na estrada e com inúmeros discos e reinvenções constantes. Com isso chegou essa obra cheio de força, mutável e com muita atitude como sempre, então fique confortável e curta os cinco motivos!

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Quase impossível uma banda continuar na estrada por tanto tempo e ainda manter a essência em si, poucas bandas conseguem isso, pois bem, The Used conseguiu com maestria e com o comandante dessa barco mostrando mais uma vez como a potência vocal importa muito sim em gritos de uma revolução necessária.

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Os discos depois de um tempo ficam bem distintos do som em primórdios das bandas, até mesmo no antecessor (The Canyon), já notava que a banda estava bem diferente, mas nesse novo disco eles conseguiram trazer vertentes desde do primeiro disco e mesclar com uma onda atual que a banda já vinha produzindo, transformando natural aos fãs mais antigos até os mais novos.

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Há diversas participações nas canções do disco e nas produções em si, como Mark Hoppus e Travis Barker do Blink-182, Jason Butler do Fever 333, John Feldmann do Goldfinger que ficou nas produções, mas o legal que até mesmo nas músicas com participações você escuta puramente a banda, sem perder em si sua essência.

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O disco foi gravado em três etapas bem distintas uma das outras, fazendo um processo bem natural, na última etapa a criatividade era tanto que flui de uma forma que criaram mais de 20 músicas, sendo que algumas foram guardadas para projetos futuros por não encaixar nas melodias do “Heartwork”.

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Agora alavancando as quatro principais faixas do disco pessoalmente, começo com “Paradise Lost, a poem by John Milton” que traz muito tudo aquilo que eu disse ali em cima, traz as guitarras e a bateria bem rápidas como dos primeiros discos, mas tem um toque a mais “eletrônico” dos novos discos e a voz incrível do Bert seguindo e conduzindo você em uma alucinante viagem a um meteoro, a música te excita a fazer tudo ao mesmo tempo, um frenesi intenso.  Depois coloca ai bem alto “Blow Me” que é um grito de revolução revelando alguns fantasmas que ecoavam dentro da banda em si, questionando se chegando lá temos a coragem de tomar a atitude em si, e o peito que a banda teve de percorrer tudo mesmo contra e se opondo a todo um sistema encontrado principalmente na América. Segue agora com “Gravity’s Rainbow” que vem
com um som de opera no início e o violino em alto e bom som, de repente estoura tudo com o instrumental de praxe da banda e vem uma explosão total, a fala do vocal contando uma história mesclam a música inteira em uma intensa onda em tranquilidade e intensa aceleração. Coloque o som bem alto e vem gritar com “The lottery” que é o puro The Used meados de 2000, vem forte e cheio de atitude mas com um toque bem suave no vocal em algumas horas com o Bert, sabendo usar das frase suas maiores amigas ao descrever uma loucura, a música no meio vira um new metal, antes da explosão vem um baixinho “Please don’t hurt me” e de repente EXPLODE TUDO, é muito intenso pra descrever, escutem e sintam. Não tem como deixar de comentar, então o bônus vai com “Wow, i hate this song”, que é uma melancolia pura em sua letra mas o instrumental é leve de certa forma, algumas explosões jogando a guitarra e a bateria em um volume intenso enquanto o vocal solta muitos screamos, fazendo um som delicioso de cantarolar, mas a letra em si aparenta falar do peso em escrever, em expor a dor, em sentir muito tudo mas ser o único modo de tirar aquilo do peito em si, como se fosse a pílula para todo problema que encontra, eu acho o Bert um dos maiores poetas musicais de nossa geração, e essa música merece muito a atenção lírica!


Links da banda


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