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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A carta aberta de Andressa Munizo

De volta com a carta aberta! Dessa vez a convidada é integrante da banda Binarious, que vem chamando atenção pela sua autenticidade musical e sua extrema força de opinar nas demais formas de arte! Então senta ai, entre nesse texto e entenda que a voz tem de ser escutada também, vem com a gente!

História pessoal e na música


"Então, vamos começar do começo, nasci em Montes Claros (MG), atualmente tenho 21 anos. Venho de uma família musical e logo aos 5 anos aprendi a tocar violão e teclado de ouvido, com o meu pai, aos 10 comecei as primeiras composições e a editar vídeos e aos 15 comecei a produzir. Música e audiovisual sempre fizeram parte da minha veia cultural e é sempre um imenso prazer poder dividir experiências e trabalhar com outros artistas. Me mudei para Brasília (DF) em 2018, onde comecei a estudar ''Cinema e Mídias Digitais'' e desenvolver o projeto autoral Binarious. Isso sempre foi o meu sonho e é incrível poder realiza-lo a cada dia ao lado das minhas companheiras, Lídia e Clara. Em minha cidade natal pude contribuir com a cena local, toquei e produzi alguns artistas e lancei a minha primeira música autoral '' Tesouro '', através do movimento cultural ''Psiu Poético''.  Em 2017, lancei e produzir a música'' O Sol Nascer em Festa '', com o mineiro Raphael Piêit. Juntos, abrimos o show do Emicida no festival '' Mineiro Beat'' em Patos de Minas e também tocamos na ''Parada LGBT+ de Montes Claros''. Quando escolhi me mudar para Brasília em 2018, segui a minha intuição com o projeto Binarious onde componho, faço produção musical e desenvolvo os projetos audiovisuais, além disso, pude trabalhar com vários artistas brasilienses de diversos estilos. Eu amo o som que é feito em Brasília, é uma cidade muito rica musicalmente e artisticamente, cada vez mais me surpreendo com o talento das pessoas que compartilham da veia cultural brasiliense comigo, é inspirador poder fazer parte disso."

Pandemia e Lições


"Durante a pandemia os dias se parecem e o tempo parece não ter mais medida pois não importa que horas são o sentimento tende a ser o mesmo de qualquer outra hora, uma angústia mascarada no presente de um dia após o outro dentro de casa, uma consequência de ter que absorver a energia de todos os acontecimentos ao redor. Tenho assistido muitos documentários, aprendido a pintar, ouvido muita música, produzido e composto bastante sem me preocupar se essas músicas vão ter uma finalidade específica, talvez sim, talvez não, só estou focada em registrar esses sentimentos no momento, se isso será lançado de alguma forma, só saberemos depois. Tenho passado mais tempo com o meu cachorro e com a minha familia e essa parte tem sido muito boa, afinal é nas pequenas coisas que encontramos a nossa felicidade e leveza."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"O mundo todo está passando por uma série de transformações na era mais tecnológica até agora e toda ação gera uma reação, uma mudança pequena é o que move uma mudança maior, precisamos ser fortes e confiar na nossa intuição que aclama por todas essas mudanças, esse é o mundo onde vivemos e onde as próximas gerações irão viver então precisamos mudar a rota pois seguindo nessa direção, vamos dar de cara com nosso precipício. É triste e lamentável ver o Brasil com um presidente como Bolsonaro, usando a mentira, a loucura e a aleatoriedade dos fatos como forma de manipulação e auto defesa de seu governo e isso tem funcionado muito bem, basta olhar ao seu redor. Temos um país dividido preparado para retroceder, um país conservador que insiste em conservar o racismo, o machismo, a pobreza, a homofobia e o desrespeito pela natureza. Faço parte das pessoas que estão em busca de uma sociedade mais justa e transparente, usando a cultura e a arte como minhas armas nessa guerra."

Deixe sua fala se existe diferença entre Andressa cotidiano e Andressa artista

"Essa separação existe mas ao mesmo tempo não, eu sinto a Andressa personagem artística vivendo dentro de mim e convivendo comigo no meu dia a dia, mas em poucos momentos ela realmente se torna presente. Eu digo que só quem já me viu no palco me conhece de verdade hahaha. A Andressa artista tem muito o que dizer ao mundo com suas músicas e muita determinação para correr atrás do seus sonhos, já a Andressa do dia dia, tem muito o que aprender com sua coragem.


Pra finalizar,gostaria de agradecer imensamente ao Matheus Hodniuk pelo convite e parabenizá-lo por essa matéria tão especial e necessária em tempos necessários. Para todos os que acreditam em dias melhores assim como eu, lute pelos seus sonhos e por uma sociedade mais inclusiva e melhor para todos, um grande abraço aos leitores."



Links da artista



FOTOSO POR: Pedro Ribas.

sábado, 19 de setembro de 2020

Cinco motivos para escutar "The Fine Line Between Loneliness and Solitude" do Gustavo Bertoni

 


Nessa quarentena muita coisa tem rolado, notícias e sensações andam vindo ao extremo, e alguns artistas tem nos ajudado com sua arte. Não diferente disso o Gustavo lançou o seu trabalho mais sensível e intimista, com uma pegada que toca a alma e com muita energia o terceiro disco solo veio pra nos dar o afago nesse momento conturbado. Então separei cinco motivos para degustar essa obra prima.

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Ao escutar os três discos nota-se similaridades mas acima de tudo também muitas diferenças, coloco em evidencia que esse disco é harmonizado de uma forma estupenda,a música te penetra e coloca em um transe total, há sons diferentes usados que não são de instrumentos em si, perceptível só quando se separa a música, pois está harmonizado de forma impecável.

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O disco foi gravado em São Paulo e em Berlim, tendo as suas sensações e paisagens sendo absorvidas pelo Gustavo, onde tudo que viveu nas cidades sendo transmitido em forma de música e sentimento.

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Coloque a música e se deixe abraçar por você mesmo, nesse disco uma das mensagens é sobre a solitude, que muitos de nós pensamos ter a derivação de solidão, mas não é, pois a solitude é a vibração e a glória de estar sozinho, uma enorme diferença do peso negativo que se vem com a solidão.

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Os dois clipes lançados do disco, para “Waves” e “Sit down let’s talk” são muito bem produzidos, uma temática de grandes diretores como a visão em cortes fortes como Kubrick e as paletas de cores e a magia da ação com Tarantino. São clipes imensamente penetrantes e que te fazem absorver tudo que vê e escuta!

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Agora vamos com nosso top três do disco! De cara já inicio com “Waves” que tem toda uma sensação música clássica mas com a pegada do folk, é uma mistura muito única e feita de forma esplendorosa pelo Gustavo a letra tratando de sentimentos e suas derivações em como uma hora estamos em cima do nada podendo estar pra baixo em um ciclo infinito, além do clipe que é uma obra prima! Depois eu coloco “Midnight Sun” que fez uma menção no incio com os acordes de Mumford & Sons, mas já vem com um dedilhado depois que muda bastante e entra alguns sons como se fossem experimentais de fundo e com o vocal ficando mais suave deixando emergir os sons da sala de gravação por completo, é uma viagem sensacional! E pra fechar destaco “Patience” que é a favorita do disco, pelo nome me chamou a atenção desde o inicio, a letra a meu vr trata de uma paixão que se notou que não estava preparado e deu a si um tempo uma paz, e que estava tudo bem ficar sozinho naquele momento, como em “Give yourself someti-me, patience, my friend, you’re still worth fighting for..” e vai finalizando a música, é realmente um abraço em forma de música.

Esse é um disco sobre sentir, se sentir em completo e livre, faça isso e coloque em um momento consigo mesmo e deixe que as músicas façam a trilha sonora do momento de você com você.


Links do artista


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Vou falar é da Radio Front



Aumenta o volume ai que vem pedrada! Em um conversa descontraída com o Leonardo (baterista), conseguimos conhecer mais sobre a banda, projetos futuros e o que vem sendo lançado até agora! Se aconchegue, coloca a música dos caras e bora pra essa matéria logo!

Trajetória da Radio Front


"Nós somos do Rio de janeiro, todos da zona norte. Inicialmente a banda foi formada por três amigos de escola, o Felipe, Marcelo e Bruno, que tocavam num estúdio improvisado por eles na casa do Felipe, no Méier. Lá eles faziam jams e convidavam amigos pra tocar, e aí vinham os amigos dos amigos, até que um dia eu caí por lá de para quedas e toquei bateria. Sempre aparecia alguém novo, em legítimas jams de "garagem". Um tempo depois disso me deparei com um vídeo do Felipe simplesmente tocando as músicas da Radio Front em um programa de Hollywood. Achei aquilo incrível e fiquei muito feliz por eles. Até que alguns dias depois inacreditavelmente o próprio Felipe me liga, não sei nem com quem ele conseguiu meu telefone, e pergunta se eu quero gravar uma música com eles. Oi? O cara tocou semana passada em Hollywood e tá me chamando pra gravar? Não dei nem tempo de ele terminar de perguntar e aceitei. E assim eu estou aqui até hoje, e a banda foi se solidificando até a formação que temos atualmente."

Projetos Lançados e plano futuros

"Em 2018 lançamos nosso primeiro disco "Into The Rain", após um longo ano de pré-produção, gravação e pós-produção, além da honra de tê-lo masterizado pelo mestre Chris Hanzsek, que já trabalhou com o Soundgarden e Far From Alaska. Lançamos também três videoclipes de músicas do disco. Após este lançamento e muitos shows, tivemos tempo de amadurecer novas idéias e entramos em uma nova fase, que teve início com o lançamento do single "Butterfly". Um tempo depois disso fomos procurados por um selo Canadense, ficamos muito animados, pois é uma coisa que não esperávamos que fosse acontecer tão cedo, e assinamos com eles para o nosso som tocar na América do Norte, Europa e Austrália. Atualmente trabalhamos em novas músicas às quais estamos muito animados e ansiosos pra lançar. Por isso fiquem ligados que tem novidade saindo do forno em breve!"

Influencias musicais


"Ouvimos do metal à música eletrônica, do rock progressivo ao punk, é uma salada de influências e cada integrante contribui com as suas no processo criativo, que acontece geralmente de duas formas. Através de jams no estúdio com todo mundo jogando suas idéias recentes no ar, e também, principalmente nesse momento que vivemos, trocando gravações pessoais de riffs e melodias. Aí cada um de sua casa contribuí e aos poucos para construirmos algo novo."

Mensagem ao fãs

"Aos nossos fãs só temos a agradecer. É deles que vem toda a energia que nos motiva a continuar produzindo e tocando um som totalmente autoral. Tivemos experiências incríveis em diversos lugares que tocamos, inclusive no interior, onde tivemos uma receptividade incrível! Aos novos fãs, que ainda não tiveram oportunidade de nos assistir ao vivo, queremos dizer que o mais breve possível, quando todos estivermos seguros para nos reunir novamente após o fim da pandemia, anunciaremos datas para próximos shows, estamos muito ansiosos pra faze-los!"


Links da banda





sábado, 20 de junho de 2020

Cinco motivos para escutar o EP "Folego" da Scalene


Esse EP me emocionou demais, não sei se é ligado extremamente pela pandemia ou pelos dias atuais, me tocou de uma forma estupenda e eu sou grato a banda por isso, a música que nos toca o mais fundo da alma, são as que fazem o dia valer a pena, assim já deixo a linha desse novo EP da Scalene, e solto os cinco motivos aqui!

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O fio da verdade e da melancolia andam de mãos dadas nos dias atuais, porém o EP tem um poder imenso e consegue te dar o afago necessário nesse distanciamento social, a falta de um quem é suprido por cantos que colorem o nosso dia a dia.

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São apenas cinco músicas mas que te fazem remexer bastante, há um eu lírico imenso em cada canção e faz você sobrevoar nas entrelinhas de sua fala, o instrumental divaga e remodela em cada parte, é uma imensa desconstrução de sons que se reconstrói em segundos, como se fosse uma implosão passando a explosão, fantástico.

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Esse EP é a linha de continuação perfeita do último disco lançado o “Respiro”, que trouxe uma sinfonia mais calma, um toque mais leve nos timbres, e uma calmaria que faz um relaxamento em sua alma, é o que mais precisamos hoje em dia, e veio de forma estupenda.

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Ele foi feito totalmente durante esse período de quarentena em que vivemos e quem sa viveremos por mais um tempo, talvez seja dessa euforia em que todos nós não entendemos o que sentir, a banda transpôs nas canções, e meio que você sente muito que as letras são falar do eu interior de cada um, como pode ser a sua fala também, uma conexão gigante.

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Agora não se pode perder o costume então vamos alavancar as três favoritas do disco. Em ordem mesmo coloque a primeira com a “Caburé” que inicia com acordes e um sorrateiro som do Gustavo (vocalista) no fundo, e vai iniciando e indo, e levando com a cantoria e você sente uma forte onde de calmaria, é realmente um som muito relaxante dos que tira todos os anseios do dia e  que for, meio que descarrega essa mala em suas costas de emoções e põe ali do lado pra que você não precise lidar no agora com isso. Depois vem “Passageiro” que me pegou pelo nome na primeira vez que escutei o EP, e com certeza já se tornou das favoritas, ela tem um toque mais forte e um pouco mais agitado do que a faixa anterior, as linhas do baixo são bem marcantes, alinham perfeitamente com a letra “Navegar, esse mar imenso, suportar, tudo é passageiro..” e vai deslizando e fechando de forma sensacional. Ai vem a “Estar a ver o Mar” que é a favorita do EP, começa com um toque de piano bem agudo, junto com a voz em seguida, e você se emociona instantaneamente, a letra vem te tocando e te fazendo vibrar, vem com  “Somos diferentes tão iguais, não sei o que escrever, deixo a canção nascer, das memórias do nosso verão..” a emoção vem tomando a conta de tudo sem restrições e ainda finaliza com “Estar a ver o mar, estar a ver o mar, amar atento.” e fecham-se as cortinas e escorrem os suspiros de sua alma em seus olhos, se libere, sinta mesmo que fará melhor a você, o EP foi feito a isso! 


Links da banda:




sábado, 13 de junho de 2020

This is Little Triggers



Passamos a linha do continente e paramos em Liverpool, isso mesmo. Batemos um papo com um representante da banda Little Triggers, da Inglaterra comentando sobre a banda, projetos futuros e recentes, e até mesmo curiosidades de onde já tocaram. Então segue ai a matéria juntamente da tradução das falas! Vem que é quenteeee!

History of band

“Little Triggers got together when Tom Hamilton, the lead singer and guitarist got together with some other young musicians when he went to study music in Liverpool, the home of the Beatles. The band is now a duo with Tom joined by drummer and backing vocalist Jay Radcliffe. Tom was born in London but Liverpool is his adopted home. The pandemic and lockdown meant that several gigs were cancelled and the band were not able to go into the studio to record a new single as planned. They have spent the time writing and practising with Tom learning to play keyboards. Lockdown is now slowly lifting and the recording studios have reopened.”

Little Triggers se formou quando Tom Hamilton, o vocalista e guitarrista, se juntou a outros jovens músicos quando foi estudar música em Liverpool, a casa dos Beatles. A banda agora é uma dupla com Tom acompanhado pelo baterista e vocalista Jay Radcliffe. Tom nasceu em Londres, mas Liverpool é seu lar adotivo. A pandemia e o bloqueio significaram que vários shows foram cancelados e a banda não pôde entrar no estúdio para gravar um novo single, como planejado. Eles passaram o tempo escrevendo e praticando com Tom aprendendo a tocar teclados. O bloqueio aqui está diminuindo aos poucos assim os estúdios irão reabrir em breve.”

Launched works and future projects.

“The band released their first album last year with the single 'So Fine' featuring on curated Spotify playlists and being chosen as one of Classic Rock magazine's tracks of the year. The band released a new single 'Bang' in February this year and played a 12 gig UK tour. We will record a new single in June for release in August with a video. If allowed, we will go on a UK tour in September/October and will open a huge festival in November called Hard Rock Hell ABC in front of 5,000 people.”

“A banda lançou seu primeiro álbum no ano passado com o single 'So Fine', apresentando em playlists do Spotify e sendo escolhido como uma das faixas da revista Classic Rock do ano. A banda lançou um novo single 'Bang' em fevereiro deste ano e fez uma turnê de 12 shows no Reino Unido. Gravaremos um novo single em junho para lançamento em agosto com um vídeo. Se permitido, faremos uma turnê pelo Reino Unido em setembro / outubro e abriremos um grande festival em novembro chamado Hard Rock Hell ABC pra mais de 5.000 pessoas.”

Memorable band shows
“We played a festival in France near the city of Poiters last year where 3,000 fans went crazy with girls climbing onstage to dance, guys stage diving into the crowd and it ended with a mass stage invasion - crazy! We played another festival in France supporting Iggy Pop and ended up partying with his band.”


“No ano passado, tocamos em um festival na França, perto da cidade de Poiters, onde 3.000 fãs enlouqueceram com garotas subindo ao palco para dançar, caras mergulhando no meio da multidão e terminou com uma invasão em massa - loucura! Tocamos em outro festival na França apoiando Iggy Pop e acabamos festejando com sua banda.”

Leave a message for Brazil fans

”A great big hello to everyone in Brazil who likes our music. We would love to come over for you to see us live as we put on a fantastic show. Love from Little Triggers.”

“Um grande olá para todos no Brasil que gostam da nossa música. Gostaríamos muito de ir até vocês para que nos vissem ao vivo e fazer um show fantástico. Com amor dos Little Triggers.”



Links da banda





sábado, 6 de junho de 2020

Vou lhe falar é da Disaster Cities


Com um som extremante frenético e muita atitude, a banda Disaster Cities já tem muito material lançado e está pra chegar mais coisas nesse ano.  Com isso em um papo bem tranquilo com o Matheus integrante da banda, descobrimos mais particularidades e histórias da banda. Então vai, se acomode e saca que está o fino da bola esse bate papo.

História da banda

"A DC nasceu como uma banda na internet, via conversas casuais sobre projetos musicais e anseios sobre o que deixar registrado na vida musical de cada um. Nos víamos de quatro em quatro meses, em média, para ensaiar e iniciar as primeiras gravações, em curtas rápidas viagens à São Paulo durante 2017. Dois integrantes (Matheus e Rafael) em Chapecó, Santa Catarina, que já se conheciam de longa data. Em São Paulo o ex-baterista Ian Bueno. Em meados de 2018, após os primeiros lançamentos de singles, todos se concentraram em SP capital para início de alguns projetos profissionais e tendo como centro deles a banda funcionando de forma presencial. Ao longo da gravação do Lowa, nosso disco de estreia registrado no Estúdio Costella, Vinicius Cripa também de Chapecó, porém residente de São Paulo há longa data também passou a integrar a banda na função dos sintetizadores. Ainda em 2018 o baterista Daniel Bacon, natural de Natal-RN e músico que já havia integrado algumas outras bandas relacionadas também passou a integrar a DC. O projeto continuou como um quarteto nos seus primeiros dois anos de vida. Por fim, Júlio Miotto (natural do RS e até então em Florianópolis), amigo de longa data - e produtor do segundo álbum que está em processo de finalização - passou a integrar a banda na função de baixista, o qual era desempenhado pelo Rafa, que agora passa a ocupar de forma integral os vocais."

Lançamentos já feitos da banda e projetos a serem lançados


"Temos o Lowa, que é nosso primeiro álbum de estúdio, lançado no dia 01.03.2018 e alguns singles que vieram nesse meio tempo entre a gravação do segundo disco, que vai se chamar Erasing Karma. Ainda em 2018 a gente lançou uma versão de Helter Skelter, dos Beatles e também um último registro que havia ficado guardado desde antes da entrada do Daniel, que se chama Into the Abyss. A gente sempre curtiu dar uma revisitada nas próprias músicas, então re-lançamos em 2018 também uma versão em piano e violino pra Right Next to You, um dos singles do Lowa, que a gente particularmente gosta muito. Estamos fazendo essa mesma dinâmica agora em tempos de quarentena, enquanto as gravações e o mundo não voltam ao novo normal. Pegamos algumas coisas do primeiro disco e estamos revisitando em outros formatos, em outros gêneros que também gostamos, mas não praticamos muito dentro do cotidiano da banda. Essas músicas tão ganhando um webclip exclusivo pro IGTV, mas todo esse material vai pro streaming logo mais. Em outubro de 2019 a gente botou no ar o primeiro single do Erasing Karma, "The Best Way You Used to Know", que ganhou um clipe maravilhoso de fazer, com um personagem que acabou virando nosso amigo pessoal. Seu sérgio. Esse disco novo, que tá previsto para 2020 e ainda não saiu devido essa paralisação mundial vai trazer muita coisa embutida sobre essas vivências pessoais em São Paulo pós mudança. Desde o lançamento desse primeiro single estamos buscando retratar ao máximo a humanização, rostos, pessoas, histórias, karmas pra apagar de todos os dias. Vai ser um bom momento pra gente como indivíduo, frente à todo esse recomeço que a humanidade tá entrando num panorama geral."

Onde já fizeram shows e a mensagem em sua música 

"Desde o começo da banda rodando, a gente fez em torno de 50 shows pra promover o Lowa. Cada uma das cidades que tocamos meio que deu um pouco do gás que serviu pra compor o Erasing Karma agora. Todos os integrantes já vêm de outros projetos e rodagens há algum tempo, mas mesmo assim em alguns lugares é como estar indo pela primeira vez. Me lembro de uma mini tour com o Dead Fish no mato grosso em 2018 que marcou muito, pela recepção das pessoas, organização, contexto. Eu já havia tocado antes nos mesmos lugares, mas foi como uma coisa nova. A parte nordeste da tour, em dezembro de 2018 foi muito marcante também por todas as coisas. Dirigir juntos pelo interior, encontrar alguns amigos de longa data em suas cidades de origem é algo que recorrentemente me passa na memória de um jeito muito bom. A primeira vez (e única até então) que voltamos para Chapecó em fase de tour foi maravilhoso. Florianópolis concentra a maior parcela de amigos e risadas, enfim...De cada lugar a gente leva um pouquinho na hora de voltar. Ainda mais pelo Brasil ser tão "suado" de fazer as coisas acontecerem pra uma banda independente. Então só pelo fato de ter ido já dá uma romantizada maravilhosa na memória. Lugar de banda é no asfalto. A gente quer falar um pouco mais sobre o que ta rolando hoje, enquanto pessoa, enquanto crise existencial de um tempo que começou agora pouco e a grande maioria, praticamente todos os humanos, ainda tão tentando aprender como lidar. Que é essa parada do mundo girando a todo vapor sem tempo pra gente dissecar a gente mesmo como indivíduo e organismo vivo. Esse tipo de olho grosso gera problemas na juventude de hoje, de sempre, mas hoje a gente ta lidando com mil notícias por segundo. Se antes faltava falar sobre, imagina agora. Então acho que a mensagem é uma soma entre as questões do velho e do novo mundo..."quem se vê sozinho levanta a mão, vamos falar sobre isso de uma vez por todas". Acho que esse é o centro das músicas da DC, até porque esse é o sentimento que mais passa pela nossa cabeça também, então a forma de conversar com todo o resto da galera que vive a mesma coisa é de uma forma cantada."

Recado a todos para que conheçam a banda


"A gente agradece demais o espaço e nos botamos disponíveis sempre pra galera que quiser conhecer um pouco mais, trocar um papo e falar sobre música e a vida. Ainda mais nesse momento de isolamento, né. Precisamos nos fortalecer entre os humanos e o que sai desse encontro entre as pessoas vira arte sempre. Logo mais tem segundo álbum na área, enquanto isso é só colar com a gente nas redes sociais, nesse projeto de quarentena que vai abranger alguns capítulos e já a gente ta abordando novos contextos pras músicas que já foram lançadas. Falando um pouco em forma de vídeo sobre os dias de quarentena e convívio. Um grande abraço e saúde à todos."



Links da banda



Mas se preferir pode falar aqui no Instagram também!


Créditos pelas imagens: Rafael Botelho.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Cinco motivos para escutar The New Abnormal do The Strokes



Uma das bandas mais queridas dessa geração, sempre trouxe uma inovação a cada disco que lançava, esse novo sendo o sexto de estúdio, e de novo trouxe a mudança perfeita. Já fazia sete anos do último lançamento de estúdio, muito se especulou, EP’S foram lançados, mas uma obra concreta não chegava, até que chegou e trouxe essa viagem intensa junto que é o novo disco, sem mais delongas, vamos aos cinco motivos.

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"A banda que consegue ficar sete anos sem lançar um disco e ainda sim fica nas rádios tocando sempre, em festas, bares e o que for sempre toca alguma música da banda, é algo muito relevante e
faz com que o trabalho que possa vir a seguir extremamente aguardado. Mas tratando da longa demora do disco e como mesmo assim a banda se manteve em um topo em um “x” estilo musical faz com que seja mais grandioso ainda esse disco."

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"Não há como não citar o amadurecimento da banda e em como não são mais um meninos fazendo música e curtindo o momento apenas, o disco é cheio de nuances fortes e que fazem auto critica a nós e até mesmo uma passada no governo no qual terá eleições esse ano (citando o USA), duras criticas e cínicas ao comandante do país, onde podíamos usar aqui no nosso facilmente."

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"Tem muita coisa nova que nunca foi feita nos passados do Strokes, tem algumas batidas e alguns
solos que existem mais harmonizados que antes eram simplesmente estourados e vinham como dinamites a nós, não que fosse ruim, é questão de gosto e momento, mas a banda é muito mais harmonizada hoje sim."

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"A dança é liberada e mais que obrigatória nesse disco, difícil escutar alguma música e não pensar que seria um tema delicioso para uma sexta feira a noite sem tempo para acabar, mas também tem o lírico e a letra por trás, como sempre tem letras malucas que o Julian sempre brinca em fazer e diversas críticas amorosas ao mundo, traga isso a uma pista e dance sem parar."

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"Agora colocando como um top 3 das músicas do disco eu inicio facilmente com “The adults are talking” que é a música de abertura mesmo do disco, ela deixa bem nítido como vai funcionar o disco e mostra tudo o que pode mostrar, é dançante e com um tom melancólico do mesmo jeito, os “gemidos” que o Julian vai cantarolando durante varias partes na música transparece até uma carta a ele mais novo, falando que uma hora vai dar certo. Depois coloco “Bad decisions” que traz aquele ar
da banda antiga com uma pitada que lembra bastante um “The cure” em sua fase mais pop, tem ritmo e muita levada com a guitarra mantendo um ritmo eloquente durante a viagem que você está, sensibiliza demais e da uma ótima nostalgia. Gostei de “Why are Sundays so depressing” já pelo titulo em particular, mas ao escutar ela virou a música perfeita pra se ouvir em um dia meio monótono que você precisa de um calma e um pouco de vibração, e ela traz isso na dose certinha, citando “My baby's gone, but I don't miss her, like a swan, I don't miss swimming, all my friends left, and they don't miss me...”, é a melancolia perfeita de um fim de domingo. Já foram três mas não tem como não citar “Not the same anymore” que é a música que diz tudo já no titulo e em como ela é tocada, muito diferente de tudo que o Strokes já fez, parece grava no lugar onde se escuta, é crua, forte e muito intensa, faz o barulho perfeito pra mostrar como esse disco é sensacional!"


O disco tem mais coisas a serem descobertas mas deixo aqui aberto para que você entre nessa nova fase da banda, e se encontre também.



LINKS DA BANDA



sábado, 21 de março de 2020

Neck Deep e sua pura endorfina



Ao te escutar eu quero gritar e percorrer todos os confins desse mundo a fora, sinto uma enorme vontade de viver ao ouvir qualquer que seja o estrofe ou o ritmo da música, assim é o sentimento mais puro que o Neck Deep tem sobre mim. A banda Galesa que já estourou por muitos cantos ainda
segue o caminho forte e pretensiosamente na inovação música pessoal, a banda é sempre uma constante evolução, fortemente a deriva de um mar bravo. A banda é nova, foi fundada em 2012, não tendo nem dez anos de carreira eles já atingiram alguns patamares expressivos com a sua velocidade musical e euforia lírica. Tiveram EP’s que fizeram um enorme sucesso no reino unido e em países mais perto, mas foi a partir do disco “Life’s not out to get you” (2015) que é um patamar acima de tudo que já tinha sido produizod pela banda e fazendo com que fossem conhecidos mundo a fora! Em meio a saída de integrante e uma onda forte de como iria ocorrer as turnês o disco foi se espalhando mais e mais pelo mundo, com um intenso poder lírico e toda a sua forma bruta da guitarra rápida ia se propagando pelo
ar tudo de bom que a banda era, colocando eles em um altar da música alternativa ao redor do mundo e consolidando o nome da banda, com colocações boa na Kerrang e Billboard como disco alternativo, era assim fadado que a banda realmente estava viva! Mas em 2017 a banda viria mais firme do que queria transparecer e mostrar as caras mais profundas que tinham gardado, eles lançaram o fenomenal “The Peace and the panic” que é um disco com força e muita atitude, sendo algo muito pessoal onde é facilmente detectado pelas letras e tudo que é transposto nas músicas! Foi nele em que a banda já quebrou recordes de músicas tocadas em varia splataformas, partipou de turnês ao mundo todo, inclusive no Brasil, foi chamado para shows em que
fossem os artistas principais da noite e fortificou mais ainda o nome da banda em todos os cantos do planeta, a sensibilidade como ele é cantado do inicio ao fim parece uma carta pra que saibamos diferenciar os momentos de pânico e paz que a vida nos da e a o mesmo tempo saber como suportar tudo e tentar o máximo sobrepassar por isso, sempre que escuto eles eu noto uma vibe muito motivacional tentando jogar a quem ouvir pra cima, não somente de alegria, mas fazendo um debate da letra da música com o que rola realmente, diria que eles são cem por cento sinceros na letra e em como a banda se comporta, tentando mostrar que a luta tem gloria, mas também tem os seus perrengues. Ótima referencias e amizades sempre foram um ponto que a banda manteve como Mark Hoppus do Blink – 182 que pode ser notado como
um dos mentores da banda, sempre faz questão de estar por dentro do que está rolando com os galeses da Neck Deep. Agora eles estão se preparando para lançar o novo disco, denominado “All Distortions Are Intentional”, onde a banda promete que será uma reinvenção de tudo que já lançaram e tentaram alcançar mais um patamar mostrando uma vertente nova do pop-punk. Em depoimentos, Bem Barlow (vocalista), diz que chegou a hora em que tem de se mostrar uma nova cara ao mundo e se reinventar é a forma mais eficaz e que todos os integrante concordaram em fazer, ainda mais que tem um baixista novo (Seb Barlow) na banda, e tentam trazer em julho desse ano essa inovação toda, e com certeza virá mais um disco que fará você levantar da sua cama e querer lutar um pouco mais pelo seu dia, confie nisso. 


Links da banda








quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Ô Oversong diz pra mim o que vocês vão fazer


Em um papo bem descontraído com um dos integrantes da banda, consegui tirar algumas informações do que vem pra frente e o futuro da banda, almejando shows, festivais e o mundo. Então se liga ai que o Anderson soltou a lábia pra gente!

Shows e festivais em um futuro próximo

"Estamos bem focados no EP, então tiramos umas férias de shows pelo menos por agora, por enquanto, temos um show dia 07/03 marcado no Rocka, assim que sair o EP, vamos começar a
mandar o material para as casas de show de Maringá, Londrina e região para voltarmos a ativa de shows."

A alma da novo EP vem de onde?

 "As nossas referências são bem amplas, para timbrar as guitarras, usamos bastante reverb e chorus nas bases, um som limpo e melancólico, para as músicas mais leves, diria que eu e o Ariel pegamos muita referência de Terno Rei pra essa parte, já para as mais pesadas, usamos pedais de Overdrive pra empurrar o som, porém leve, para não ficar tão "rock", lembra um pouco de strokes e arctic monkeys. Além disso, estamos experimentando vários instrumentos diferentes, como teclas e instrumentos de percussão... Também, estamos criando varios arranjos diferentes, tem músicas que tem até 4
guitarras, até o João (vocalista) entrou nas gravações das guitarras, o que torna bem experimental e complementar. Um fato curioso é que o João Tonet, que está produzindo tudo, testa várias maneiras de ambiência e captação de som, uma bem diferente foi ter colocado um microfone dentro de um copo na gravação de algumas guitarras, bem peculiar Nas composições, foi uma maluquisse, acreditamos que rolou uma mistura de tudo que a gente gosta e até do que paramos de ouvir, desde arctic monkeys até terno rei, um fato peculiar foi estarmos produzindo um riff e o Zulu (baixo) comentar "isso está tão Guns n' Roses", ou seja, tem muita influencia diferente, trazendo um estilo um tanto característico nosso. Estamos gravando 4 músicas novas pro EP e ainda fazendo novas versões das 3 que já existem, pra postar com qualidade no spotify e outros apps de streaming, acredito que temos 2 estados de espírito, as músicas um pouco mais agitadas, estilo Balada do Café
Preto e também, mais tranquilas como a Deixa."

Desejos e sonhos que a banda vem trabalhando

"Um dos nossos sonhos que tínhamos ano passado, inclusive que foi perguntado na última entrevista, está sendo realizado agora, que é gravar um EP, agora vamos lançar no Spotify e estaremos divulgando e mandando pra Selos e revistas musicais para sermos conhecidos em outras partes do Brasil, próximo foco é tocar em festivais ao longo do país, apresentar nossas músicas pra todo mundo e quem sabe, conseguir uma vaguinha ai no lolla de 2021 ou 2022."



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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Cinco motivos para escutar “Respiro”, nova obra da Scalene


A Scalene lançou hoje o seu quarto álbum de estúdio, intitulado “Respiro”, vem para abraçar a nossa alma em um caos total que o mundo vive. A revolução intrigante que banda vive em cada obra é uma das coisas mais palpáveis de sentir, é gostoso e afunda dentro de nós a cada grito que há em suas
letras, o amor resplandecente dos integrantes faz com que a banda só cresça e sempre nos mostra belas obras, como essa, de novo. Agora sem mais delongas, alavanquei cinco motivos para você colocar esse disco, e aproveitar extremamente o momento em que você se encontra!

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"A mudança imensa que tem na sonoridade de todos os discos anteriores para o dito cujo. É brutal mas é muito bem feita e gostosa de sentir, traz mais densidade nas letras e composições, e muito da cultura brasileira com timbres, instrumentos e estilos dentro das músicas, é um disco novo com uma banda nova por assim se dizer, abra seus horizontes e cabeça para escutar e apreciar, não se arrependerá, prometo."

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"Tem diversas participações especiais no disco, como Ney Matogrosso vem com sua voz única e
incrivelmente potente em “Esse Berro”, passando para a música “Vai Ver” tem o toque brazuca do bandolim com o saudosista Hamilton de Holanda, e finalizando as participações tem Xênia França e toda sua força na intrigante “Furta Cor”."

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"O disco marca o aniversário de dez anos da banda, se acompanhar a mudança brusca que tem do primeiro single da banda para esse último disco em questão é algo forte, a mudança visual, instrumental, vocal e principalmente as novas ideias que são incrementadas nas músicas, é como disse, uma das coisas mais gostosas de se notar!"

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"Não tem como falar de Scalene e não falar das letras, e nesse disco é sensacional, como a profundidade e o raso é elevado a cada segundo das músicas, te levando com uma onda gigantesca e
trazendo a uma simples maresia na beira do mar. Se deixe banhar com esse disco."

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"Aqui tenho de cometer um crime e alavancar apenas três músicas que mexeram e me tocaram mais nesse tempo em que escutei o disco. De primeira que me levou a outro mundo foi “Casa Aberta” que me trouxe uma paz e uma emoção muito grande, como a música é levada em uma calmaria de um som acústico com uma pegada bem leve do nosso mpb, com a voz suave que o Gustavo leva nessa música, com um toque de violino ao fundo, a letra traz o presente que vivemos, apenas a história de um cotidiano que precisa-se dar tempo, como “presenteou-se pois desligou o seu celular, sentiu falta de sentir falta de alguém, concordou que andava ansioso, a espera da luz da manhã..”, é como um desligue-se e sinta mais, deixe um pouco da prisão virtual que estamos vivendo e sinta mais o ao redor e sinta mais forte tudo que tem dentro de si, e isso foi um abraço, especifico,
em mim. Depois colocaria “Assombra” que inicia com dedilhados de violão e aparenta vir mais forte ao decorrer da música, mas mantém uma calmaria intrigante que vai te abduzindo para dentro, a letra trata de uma despedida e todas as nuances que disso se tem, trata da verdade que se é difícil de se fazer mas de como é libertador não ter de fugir dela, ter de se entregar ao real e deixar o irreal de lado, faz-se sentir o medo mesmo que lhe assombre, para ai sim, sentir-se livre. Das músicas mais belas que tocou meu coração é essa, “O que será” é uma carta de amor a vida e seus percursos, ela é simples com apenas um piano e a voz doce do Gustavo nessa canção, traz uma melancolia gostosa mas ao mesmo tempo um afago cheio de amor que você sente sim ao escutar, tratando dos cantos e becos da cidade onde você já passou e viveu, de pessoas que vem e vão e você continua a seguir, os medos e alegrias que você sente ao sair da cama com a sua rotina, mostra o que você guarda ai dentro do seu peito que só você sabe e isso é lindo, termina com a frase extremamente intrigante com “o que foi já se foi, o que for o que é, será, o que é será”, é como um viva o momento e abrace tudo que vier do futuro, viva o agora mais que nunca."

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O disco ao todo é sensacional, é uma obra prima do nosso lindo país, que mesmo em um grande caos vem esse “Respiro” para nos acalmar. Essa é a ideologia do disco, pare um tempo, coloque ele e respire, bem fundo, e sinta o máximo tudo que puder com as músicas, jogue elas ao tempo com o seu tempo, sinta, sinta muito mesmo, e não se esqueça nunca de respirar.


Um agradecimento especial ao Gustavo Bertoni (vocalista), que disponibilizou a obra tempos antes para matéria ser feita e sentida, assim apoiando o projeto, obrigado de coração.



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