De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez
maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito
sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente
dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco,
tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para
degustar do início ao fim!
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Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não
tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da
mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a
pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou
esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.
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O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir
e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock
bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e
tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música
que eles toquem.
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Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de
ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a
maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas
criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento
é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem
muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.
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Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o
trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente
Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores,
seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra
fora do que está no momento, é inspirador demais!
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Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar
dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia
apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e
trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all
that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem
de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos
deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia
completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do
disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento,
que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é
sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom
faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal
recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da
banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se
possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de
chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como
“The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred,
that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what
I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do
corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do
disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito
forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.
"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."
Vamos chegando que dessa vez a carta aberta é com um dos caras de espirito elevado ao máximo, e uma das figuras musicais que mais impressiona a sua sensatez e audácia nas palavras a atitudes. O Douglas é Vocalista e guitarrista da banda Fusage, e veio soltar o verbo conosco!
História pessoal e na música
"Sou o Douglas, nasci no Mato Grosso do Sul,
me mudei para o Paraná em 2010 e me formei em engenharia civil pela UEM. Depois
de quase dois anos morando na Irlanda eu voltei ao Brasil e formei uma banda.
Pouco antes de lançarmos o primeiro disco decidi sair da engenharia para me
dedicar à música. Hoje trabalho como professor particular de inglês e músico na
Fusage. Acho
que as minhas influências culturais vêm antes de tudo lá de casa, com meus pais
que ouviam discos de música clássica, sertanejo raiz e moda de viola, rock dos
anos 60, 70 e algumas coisas mais aleatórias. Livros sempre foram um incentivo
dentro de casa, mas acho que comecei a ler mesmo quando saí morar sozinho e
filmes era aquela história: baixar na internet discada. Teve um cinema por uma
época, mas era algo bem precário. Cresci numa cidade pequena, tive uma banda no
colégio e a gente chegou a gravar um EP em 2007. Quando vim pra Maringá estudar
me lembro que no final do primeiro ano da faculdade já estava procurando formar
uma banda. O
resto da história vocês podem conferir no documentário Uma forma de seguir do
nosso grande amigo Jean Cedemachi em parceria com o Junior Conejo que aborda um
tema recorrente no nosso meio sobre viver a arte e ser artista independente
além de contar com Stolen Byrds e pedaços da nossa tour juntos."
A vida durante a pandemia
"Como eu citei anteriormente, além da música
hoje trabalho como professor de inglês, então desde o início da quarentena (que
nunca começou de verdade no Brasil) as minhas aulas estão sendo exclusivamente
online. Tem seus pros e contras, como tudo, mas tem sido muito mais pro do que
contra ultimamente. Eu acordo mais cedo, tomo meu café tranquilo, faço minha
rotina matinal e quando dá uns 5 minutinhos antes da aula eu ligo pros alunos,
é uma maravilha. Eu digo isso porque dou várias aulas, uma atrás da outra,
simplesmente conectando outra pessoa na sala virtual, e assim tenho tempo pra
cozinhar, cuidar mais da casa, etc. Todas as incumbências do jovem adulto se
tornaram uma parte mais prazerosa da minha rotina. Por outro lado, tenho pecado
muito no quesito atividades físicas. Nunca fui sedentário, mas ultimamente
acabei cedendo ao comodismo, é algo que preciso corrigir urgentemente. Quando
não estou dando aula, estou produzindo algo pra Fusage ou estudando música,
produção, gravação, mixagem, divulgando, pesquisando. Cuidamos das redes
sociais juntos, os 4, mas de certa forma eu que faço as publicações na maioria
das vezes. Estamos preparando várias coisas pra poder lançar enquanto o Outburst
Desert não pode ser gravado e também lapidando as faixas que vão estar nele.Tivemos
a ação das cartas na qual nós enviamos uma carta pra cada pessoa que mais
interagiu com a banda nos últimos meses. A carta continha instruções e imagens
com o tema do próximo disco e cada um deveria produzir uma colagem cotada para
ser a capa do álbum. Houve alterações de cronograma por conta da pandemia, mas
no final deu tudo certo porque os correios atrasaram pra chegar em alguns
endereços e estendemos o prazo pra galera fazer a colagem. Ainda não escolhemos
a arte que vai ser a capa do disco, mas estamos tendo ideias muito legais pra
usar todas as colagens que foram produzidas, são peças únicas de pessoas que
conhecemos nas turnês, gente que descobriu a Fusage e acompanha nosso trabalho,
tem sido uma experiência sensacional."
Humanidade e os problemas do cotidiano
"'É muito difícil hoje em dia quem consiga
olhar para a humanidade e sentir Humanidade. A gente convive com Fake News já
faz muito tempo, mas uma outra parcela da sociedade, pessoas de várias idades, não
só o típico ‘tiozão do zap’, mas de posições conservadoras no geral; para esse
público essa disseminação de mentiras tem sido o artificio capaz de validar
seus privilégios, preconceitos, atrasos sociais, injustiças, etc., sempre
provocando medo, incentivando o caos, a violência gratuita. Eles tripudiam a
ciência, seja a área que for, se recusam a ter um debate racional e quando
tentam é sempre com discursos vazios, argumentos sem pé nem cabeça, não tem
diálogo. Essa massificação da informação é produto de um modelo político,
econômico e social desequilibrado; fadado ao colapso. Eu
enxergo mais ou menos como o professor Domenico De Masi, no livro O Ócio
Criativo: Ele afirma que os últimos dez anos do século XX foram marcados pela
forte atuação do liberalismo e o discurso amplamente propagado por essa frente que
ataca tudo o que é público. Primeiro sucateando os serviços e infraestrutura e
em seguida inflamando críticas para desvalorizar empresas estatais no geral, áreas
de transporte, ensino, comunicação, eletricidade, recentemente até mesmo os
recursos hídricos. Se valendo dessa estratégia, a elite nos vende as
privatizações principalmente dos setores mais lucrativos da economia e
geralmente necessidades básicas do povo. Compram empresas estatais e vencem
licitações de concessão de serviços por um preço muito a baixo do mercado e
ainda obtém investimentos do próprio governo em forma de incentivos fiscais,
financiamentos a perder de vista, concessões de décadas e mais décadas, enfim,
só vantagens. A
gente vive isso com a empresa de transporte público de Maringá, numa menor
escala, mas população toda sabe, e é um puta atraso. No fim das contas ainda
existe o discurso de se investir nas grandes empresas privatizadas para gerar
mais empregos e aquecer a economia e por melhores que pareçam os resultados,
eles são pontuais, não há solução permanente enquanto insistirmos num modelo
desequilibrado. As crises voltam e tendem a se tornar mais recorrentes,
desemprego, fome, violência, enfim um abismo socioeconômico que impacta na vida
em todas as suas áreas. O
ponto é que nós estamos vivendo e tendo experiências constantes de demonstrações
de que as coisas precisam mudar. Quando a gente pensa na luta feminista, na
luta contra o racismo, na luta LGBTQ+ e tantas outras mais frentes que só
exigem respeito, dignidade e iguais condições, nos parece que tudo isso é
recente, mas não é. As questões sociais que já clamam respostas e mudanças há
décadas, mas agora estão tendo uma maior exposição e visibilidade
principalmente nos últimos meses por conta da condição atual em que estamos
isolados fisicamente, mas unidos pelos meios de comunicação. Nesse sentido eu
penso que estamos vivendo transições importantes, mas de processos muito
antigos e que levam um certo tempo para se estabelecerem. Numa escada de longo
prazo talvez estejamos vivendo o começo da mudança positiva em muitos setores,
mas dificilmente viveremos para ver o mundo ideal."
Recado do Douglas vocalista da Fusage/ Douglas do cotidiano
"Acho que não há separação entre o Douglas
da Fusage e o do cotidiano, mas há uma diferenciação. O primeiro atua em um
projeto com outras pessoas para expressar e discutir tanto o que ele pensa e
sente quanto o que pensam e sentem os seus irmãos de banda e contribuir de
todas as formas possíveis por meio dessa ferramenta para ajudar/entreter/melhorar/acalentar
a vida das pessoas que a gente atingir. O segundo é uma pessoa normal dentro
das suas esquisitices que procura lidar da forma que pode com essa vida maluca
que a gente compartilha aqui no planeta Terra. O
recado ao mundo é simples. Que tenhamos mais compaixão pelos nossos semelhantes
e por nós mesmos, que tenhamos mais tempo para ficar em silêncio e simplesmente
ouvir. Eu espero que cada um de nós encontre a paz de espírito e serenidade ao
enxergar a vida como uma oportunidade de evolução espiritual em todos os seus
momentos."
Esse foi nada mais nada menos que o nono disco de estúdio
que a banda lançou, mais um disco extremamente bem produzido, cheio de pontos
de exclamação que havíamos questionado a alguns
anos ou meses, sim, o Foo
Fighters voltou cheio de vida e muita energia. O hiato da banda serviu para que
Dave fosse a um passo à frente sozinho, buscou produtores, e apenas mostrava a
eles o projeto em mente, a maioria faria facilmente, mas claro, ele queria
inovar de alguma forma. Assim buscou o produtor Greg Kurstin que já havia
trabalhado e estourado diversos artistas principalmente no gênero do pop, e
nunca havia produzido um disco de rock em si. Mas essa união improvável fez com
que nascesse um disco bem diferente de tudo que já havia sido criado pela
banda, um disco leve em harmonia, mas pesado em riffs, letras e os gritos do
nosso adorado.
Se aconchegue, abra bem o olho, coloque o disco de fundo e
mergulhe comigo, agora vamos destrinchar o disco, ALL YOU REAAAAAADY?
O disco já inicia naquela pegada diferente, mostrando um ar
bem mais rock clássico oitentista, a voz e a viola de um jovem solitário, de
repente tudo explode de uma forma meio cósmica e fica com um coral de fundo que
te faz arrepiar o corpo todo, ao ouvir você encaixa ela como música de começo
de filme facilmente, “T-shirt” é o início perfeito para uma história que está
começando. Ao finalizar ela se liga com “Run” que foi o primeiro single lançado
desse disco, e de certa forma todos que ouviram aclamaram a música, lembrando os
tempos de Wasting Light, que era bem porradeiro e os instrumentais dominavam a
música em si, junto com a voz gritada que o Dave faz com primor nessa música.
As músicas se ligam no disco todo, a terceira é “Make it right” que ao ouvir a
primeira vez tem algo que me remete aos Rolling Stones, talvez pela forma com
que é cantada e no fundo fica uma guitarra base mudando o percurso e voltando
na
música, Pat fez muito bem o papel nesse disco, talvez é o disco que ele mais
apareça, além dele tem uma participação (bem mínima) do Justin Timberlake
fazendo um coro ao fundo da música, de acordo com a banda o cantor apareceu no
estúdio bem nos dias de gravação e aproveitou e deu uma canjinha. Olhe para o
céu e grite bem alto “THE SKY IS A NEIGHBORHOOD” e se agite junto com a banda,
essa é a música que fez com que a ansiedade pelo disco dobrasse a qualquer um
que é fã da banda, é muito diferente de tudo, tem um coral ao fundo, as batidas
do Taylor misturam marretadas com algo bem suave, a base é primorosa com o
Nate, as três guitarras funcionam com uma sicronização impressionante, e a
letra é de uma profundida que toca a alma mesmo como “Gotta get to sleep
somehow, Bangin' on the ceiling, bangin' on the ceiling, Keep it down, The sky
is a neighborhood!” transforme na letra o teto como se fosse a sua cabeça, e
veja o sentido que dá a letra para nós, humanos! Depois dessa vem nada menos
que a “White limo” do disco, sim tem uma, dessa vez ela se chama “La dee da”
que é uma porradaria extrema do começo ao fim, com vocal gritante do Dave do
inicio ao fim, as guitarras se predominam na música, mas aparece bastante o
toque do Rami com o sintetizador ao fundo mudando toda a cara da música, é um
baita som pra te fazer eletrizar! O principal em um disco são as músicas
tocarem você tão fundo que você não consegue desconectar dele, pois bem, essa
música “Dirty Water” fez isso comigo, pois iniciando ela te deixa em um transe
que você sai de um plano habitual, mas com o limiar do som transparecendo rola
uma explosão, mas você já não esta mais em átomos terrestres, a banda te deixou
no espaço e por favor, viaje com a banda, e grite bem alto “I'm a natural
disaster, And you're the morning after all my storms, Bleed dirty water, Breathe
dirty sky!” fiz isso nesse momento, minha alma prospera em paz. Depois de uma
explosão astral dessa vem “Arrows” que é um som muito bem feito, arranjos,
letra tocante e muita guitarra no som, o som me lembra intros de filmes de
terror, talvez pela guitarra manter um ritmo de fundo e as batidas da bateria
mais forte. Suspire, agora vem a lina do disco, falo de “Happy Ever After” que
fica naquele toque de violão do inicio ao fim, tirando um pouco da aceleração
que você estava no disco, a letra é
muito bonita como “There ain't no
superheroes, They're underground, Happy ever after, Counting down to zero hour”que
te deixa tranquilo ao finalizar. Agora tem a surpresa boa que é “Sunday Rain”
cantada pela voz incrível de Taylor Hawkins (baterista original), e nada menos
que Paul Mccartney na bateria, o som é uma viagem aos anos 70 cheio de batidas,
muito teclado com o Rami e a voz ensurdecedor do Taylor que é muito, mas muito
gostosa de se curtir, com certeza a música tem de entrar entre as três melhores
do disco, é uma daquelas baitas surpresas ao curtir. Vamos falar um tanto
sério, essa se chama “The line” e desde que foi lançada até antes do disco tive
a opinião que é uma mistura de “Walk” com “These days” mas com o ar forte de “Best
of you”, misturou essas três e deu essa música, pela emoção ENSURDECEDORA que
ela tem, pelos riffs pegajosos que você adora, pelo
amor cantado do Dave pra
gente, e pelo ritmo que te entrega e abraça na música toda, é um amor musical
de primeira, se emocione em “The tears in your eyes, Someday will dry, We fight
for our lives, 'Cause everything's on the line!” pode chorar, vai secar, e tudo
vai melhorar. Fechando o disco vem “Concret and Gold” um som muito diferente de
tudo que a banda já havia feito, tem um “Q” de Pink Floyd muito as claras, o início
com a explosão lembra “Comfortably numb” com as batidas pesadas e uma explosão
junto com a voz e no fundo aquele arco clássico, mas sempre deixando o peso dos
Foo’s junto, é uma baita música pra finalizar o disco, e mostrar que a banda
tem muito o que se recriar e nos presentear.
Assim os Foo’s mostram que tem muita boa pra se fazer, além de material a banda
vem ao Brasil ano que vem, trazendo na turnê esse baita trabalho embaixo dos
braços juntos com o QOSA, esperamos estar lá perto, vendo essa mágica acontecer.
Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link
pra download do disco:
O vivendo a música teve um bate papo bem bacana com o mestre Marcelo Zarske, onde ele comentou sobre o seu trio, o disco que foi produzido, o futuro e ainda de quebra deu indicação de música! Saca ai que ta caliente!
Sobre o disco
"A ideia é que eu já tinha as composições por eu
sempre escrever tanto sendo letras como melodias ou o que fosse, sempre que eu
estava estudando como um acorde diferente já testava tocando e colocava alguma
coisa pra gravar e eu não esquecer, desde a minha época no conservatório onde
eu anotava tudo mesmo e passava pra transcrever no instrumento, assim sendo eu
tinha muitos rascunho e coisas guardadas como futuros projetos. Assim quando eu
peguei elas a um tempo eu lembrei que tinha vontade de gravar, fazer um som e
um disco com aquilo, dai me veio em juntar uma galera pra fazer o som no estilo
que eu já havia escrito, mais pra ter um trabalho feito com aquilo, não
deixando só ser uns rascunhos que nunca viraram algo em si, fazendo o disco com
esse som que eu já tinha anotado além de fazer alguns improvisos na hora
misturando do que tinha antigo com algo atual. Mas dai me veio a cabeça quem
iria participar disso comigo, me veio o Rhuan (baterista) o Saulo
(Baixista), toda essa galera, mas como todo mundo eles estavam em outros
projetos e isso não ia acabar harmonizando no projeto que eu estava pensando,
pela logística e tudo mais, mesmo eles sendo animais além de grandes músicos e
amigos meus não ia acabar rolando da forma que tinha na minha cabeça. Dai
chamei o lau que é o pianista e o baterista que é o barsa, assim como todos nos conhecemos e já fizemos paralelos trabalhos juntos seria mais fácil, ai eu
escrevi a melodia das músicas cheguei neles e só falei pra gente tocar os três
elas, porque eu não queria ser o dono das músicas, queria que os três
participassem da criação total dos sons, assim tocando fizemos apenas um tack
pra testar alguns sons e depois o tack já de uma vez pro disco sem aquele
ensaio todo pra deixar tudo quadradinho, era algo muito instrumental e livre
pra criar na hora, sem correção nem nada. Tanto que no “Improviso 2” foi algo
que o baterista e o pianista fizeram na hora e eu liguei os dois microfones e
acabei gravando, deixando livre e ficou muito bom, dai pedi a eles e colocamos
no disco, da forma que eles tocaram ali mesmo. A faixa “Trapiche” que é a
ultima do disco, eu criei em um trapiche mesmo la na usina (hahahhaha) eu
estava la com minha namorada e uns amigos e acabei compondo alguma coisa, mas
eu não escrevi nem nada, só gravei como áudio pra me lembrar depois e fui
criando em cima daquilo que eu vivi no dia mesmo. Assim foi feito de uma forma
totalmente caseira, gravamos aqui na escola mesmo, eu que mixei as faixas, em
uma tarde conseguimos gravar tudo, fazendo algo que era bem verdadeiro para o
trio."
O depois do disco
"Depois de gravarmos isso ficou na cabeça que quero fazer
isso de novo, todo esse processo bem natural e de forma caseira, sendo feito
totalmente por nós três em conjunto. Porque até mesmo quando a gente toca
deixamos as músicas que gravamos com a melodia que foi criada, mas durante
podemos mudar com distorções diferentes, alguma batida ou um toque diferente
pleo piano, dificilmente vamos tocar exatamente como no disco em algum lugar,
porque o improviso meio que vai a todo momento que o trio está. Porque como na
escola do Jazz, você recebe uma moldura e durante a música você pode fazer o
que for mas não foge do que é a moldura em si, então é mais ou menos isso que
fazemos a cada vez que tocamos. Porque a
maior preocupação nossa não era tocar para alguém e sim tocar pra nós, vomitar
tudo que tem de dentro de nós pra fora sem algo a vender ou como for, e sim
tocar algo nosso. Dai tem diversos outros temas escritos e prontos pra gente
tocar, até toquei uma ou outra já com eles e vi que pode dar certo pra ser um
som novo, tem tudo pra dar certo, não sei se algo físico mas em mídias como
streaming e esses com certeza vamos lançar, porque eu pirei nessa formação
desses músicas, além de não ter a estrutura com o baixo ali segurando tudo, deixando algo meio bagunçado mas de forma harmoniosa, deixando muito a nossa
cara. Mas como falei que eu tenho escrito tudo, mas quando colocarmos todos nós
na sala pra ter os elementos juntos vai mudar completamente, e esse é o mais
legal do nosso trio."
Dica de som pelo Marcelo
"Cara eu escuto de tudo, como sempre gosto do meu rock como
gosto de curtir muito o som instrumental, como tipo se tem de beber água de vez
em quando mas você sempre gosta de uma cerveja ou um vinho assim, é assim com a
musica, sempre vejo coisas novas mas os velhos gostos também ficam pra sempre
por ali. Curto muitos os instrumentais que já falei pra ti na outra conversa
brasileira e tals, mas tem um trio de fora que eu ando curtindo muito que se
chama Virta, lá da Finlândia com um som instrumental muito bom, dai a formação
que me chamou atenção, porque é um batera, um guitarrista e um cara que toca
trompete, que usa uns sintetizador e deixa uns sons bem diferente mas que
harmoniza com a banda toda, e eu pirei nelas porque se escuta e imagina mil
integrante mas dai se vê os três e o que cada um toca você fica de cara o quão
bom é. Porque na musica eu curto muito fugir do famoso quadrado, como se é jazz
tem que ter um Saxofone, mas e se meu som não precisa de um Saxofone? (hahahahha),
não vou colocar pra ficar agradando e sim pra fazer uma música que eu vá curtir, por isso essa banda me chamou muito a atenção."
Assim foi o papo com um dos maiores parceiros do projeto, vida longa a nós Marcelo, que seja só mais um capitulo de muitos acontecimentos! Abaixo os link's pra conhecer o trabalho do trio.
Essa banda tem sempre um espaço reservado em todas as
discografias que eu poderia escolher, seja por suas letras que sempre me
recordam de histórias contadas pela minha imaginação ou até mesmo as que já são
contadas por si só, é das bandas da vida com toda certeza, além de que esse
disco é o mais completo da banda com certeza. O disco foi lançado em 2004,
cheio de futuros singles e
canções que pra sempre marcou os fãs da banda, com
isso sendo nomeados a várias premiações como melhor disco de rock e melhor
música do ano. Esse disco tem toda a cara de ser a banda em si, tem toda
tecnologia que eles gostam de usar além de suas guitarras vibrantes e seu vocal
aguçado. Mas vamos destrinchar o mesmo, começamos com “Jenny Was a Friend of
Mine” pra abrir o disco de uma forma mais pesada que de costume da banda, ela
tem uma pegada mais forte com uns timbres que saem do vocal e alguns riff que
não se tem em todas as músicas do Killers, fazendo uma mistura de algo que
nunca se viu com uma ferocidade nova, ali talvez você já notasse que o disco
poderia vir para ser o melhor da banda. Seguido vamos com talvez a música mais
conhecida da banda, se liga em "Mr. Brightside" e cante junto
com Brandon, aqui já tem uma volta do que já era a banda mas com uma evolução
principalmente no ritmo da banda, fazendo algumas oscilações de velocidade
entre um trecho e outro da música, tendo algumas explosões da guitarra junto da
bateria, a letra trata de alguém que perde sua amada para um outro ser,
mas
mesmo assim ele vem com todo seu “otimismo” percebendo que ela vai se desgarrar
daquilo e voltar a ter ele, fazendo um ir e vir na música que deixa a
melancolia de lado e vira um hit dos mais pop’s que pode ser. Seguindo como tem
de ser, vamos com "Smile Like You Mean It" que como opinião
particular tem um dos melhores ritmos do disco, fazendo você entrar com toda
certeza dentro da música e de alguma forma dançar, se não com os pés mas sim
com sua alma, pois essa é a carta de uma pessoa que precisa sorrir independente
do que, sabendo que em algum futuro aquela outra pessoa vai te ajudar a passar
desse ponto, só tem de sorrir mesmo que seja de uma forma forçada, além dos
solos que são exclamados na música que dá todo um tom maluco na música! Mias um
single da banda que também deve ter sido escutado por boa parte da população,
falo de “Somebody told me” que já começa em um ritmo bem rápido e alucinante,
Brandon vem cantarolando como se fosse um major e comandando todos seu exército
na parte de trás, de repete ele ordena “Bring it back down, bring it back down
tonight, Never thought I'd let a rumour ruin my moonlight, Well, somebody told
me, You had a boyfriend, Who looked like a girlfriend!” e a banda não deixa a
desejar nos instrumentais e fazem com toda certeza das três melhores músicas
que a banda já fez na carreira, dançante e contagiante, que é a marca da banda!
Agora a motivacional "All These Things That I've Done" que vem com um
toque bem no fundo de um lindo piano, que já te faz sentir milhares de
calafrios desde o seu início, vindo com um suave segure firme cantarolado pelo
vocal, entrando um riff magnifico da guitarra que se mistura a tudo
perfeitamente levando você no ritmo, a letra te destrói “Help me out, yeah, You
know you gotta help me out, yeah, Oh, don't you put me on the back burner..”
por essa música eu dei o nome de disco que conta histórias, como colocar ela
dentro de você em algo que você está passando ou sentindo é fácil demais,
porque se ali te destrói, depois ele veem e te erguem com “I got soul, but I'm
not a soldier, I got soul, but I'm not a soldier, (Time, truth, and hearts)!”
escute essa parte no último volume e o que vem depois, chore, porque a música
que te emociona te deixa mais vivo, viva por esse som que vai valer a pena, eu
te garanto! O próximo destaque sem deixa o som abaixar é “Change Your Mind” que
vem com uma linha de baixo bem ao estilo Funky de James Brown ou Wild Cherry,
com uma guitarra bem suave ao seu lado como se fossem companheiros inseparáveis,
único aos elementos da bateria e da voz que dão um tom delicioso de ouvir o
disco e deixar rolando pra você relaxar com ele, vem a acelerada com “But my,
oh, my, Tragic eyes, I can't even recognise myself behind, So if the answer is
no, Can I change your mind?” que se mantem durante a música, como a letra é uma
carta de
explicação a alguém que você mesmo ela negando entender você possa se
explicar fazendo ela alterar algo e mudar a sua opinião, esse som me faz viajar
de uma inimaginável! Agora descemos um degrau e vamos a um som um tanto mais melancólico
mas não menos eletrônico com “Believe me Natalie” que é o típico som que te faz
entender um pouco da mensagem que Flowers e cia tentam passar no disco, com uma
sonoridade diferente, um toque a mais de sintetizador, batidas na bateria mais
fortes e distorções que antes não eram vistos na banda, que faz desse disco uma
evolução gradativa da banda para algo que se consolidou depois de alguns anos.
Para fechar os destaques vamos com “Midnight Show” que vem com a explosão de início,
compare ele a um foguete preste a se partir no céu e quando se parte você nota
que é sua cabeça, sim ela te explode de uma forma que se recompor depois pode
ter lá suas dificuldades, é elétrica de um nível que não se é comum de escutar,
como na parte que ele proclama “I took my baby's breath beneath the chandelier,
Of stars and atmosphere, And watched her disappear, Into the midnight show...”
assim dança, dança e dança com a banda pra você se sentir por inteiro, que essa
é a sensação que se pode ter ao apreciar esse disco! Assim o disco é fechadinho
e colocado pra poder ser apreciado em diversos momentos a que você quiser,
talvez seja a obra prima da banda cheio de singles e letras que te dão
histórias, com certeza absoluta vale a aquisição do disco e claro, escutar ele
junto com alguém olhando as estrelas correrem no céu com suas mil e uma
mensagens.
Abaixo link para download do disco e um dos singles mais famosos da banda,
Esse é o disco mais sentimental que você pode escutar, seja
em um momento propício para mil lagrimas mantidas atrás de seus olhos ou para
mil sorrisos que você guarda para dar, é um dos discos
que eu mais amo. O disco
é sucessor de Boys and Girls, um disco que mostrou ao mundo o que era a banda,
com toda sua pegada única, um leve blues que se eleva a um rock pra lá de
pesado, em variações na mesma música, talvez seja essa essência que o Alabama
Shakes tem que algumas bandas não conseguem, eles não se prendem na música e
mudam em outra, uma música tem mil e uma variações de velocidade. Pelo disco a
banda foi convidada para se apresentar no Grammy em 2016, e estava concorrendo
a quatro indicações e ganhando 3 delas, perdeu apenas para Taylor Swift como
melhor álbum do ano, deixo vocês julgarem qual disco é melhor de verdade. Agora
saindo um pouco da história do disco e da banda, vamos começar a falar do disco
em si! De primeira o toque inconfundível é “Sound & Colou” que tem o mesmo
nome do disco te deixa em uma dimensão de tranquilidade do começo ao fim sem
comparação com qualquer coisa, é um groove perfeito em que te deixa em transe
absoluto, cantarolando ao fundo “sound and colour, sound and colour...” você já
começa em uma viajem pelo disco! Seguido vem a mais funk do disco “Don’t wanna
Fight” onde de inicio a doce Brittany já solta um agudo que você fica em
choque, entrando com os instrumentos e a batida bem leve de fundo na bateria
vai introduzindo você em um ritmo que você danças por dentro, querendo transpor
todo esse sentimento, mas daí vem a explosão mais a frente “Your pride and my
pride, Don't waste my time, I don't wanna fight no more!” e vai se balançando
junto com toda a música, é sensacional! É agora o chão treme, o próximo destaque
é “Future people” que faz meu coração palpitar, é uma das melhores músicas que
eu já escutei na minha vida, eu a coloco entre minhas cinco favoritas na
história, ela é perfeitamente encaixada em instrumental que fica em uma passada
meio psicodélica, mas a voz em frente tem um tom melancólico que te faz
aprofundar mais ainda nela, mas dai explode com “Children, take or leave it,
Come people you got to, Give a little, get a little, And see it, Like future
you people!” e vai
levando um ritmo que você já imagina que vai se aprofundar
mais pra frente mas não é a hora, ele retorna no ritmo do começo bem leve e com
aquele ar melancólico com a voz inconfundível da Brittany de frente, mas é
questão de segundos pra voltar a agitar e querer explodir tudo, dessa vez
acontece com “Imagine the sound, And listen loud and then, You'll reach the top!”
e ela te faz explodir pra fora todo sentimento que você possa ter dentro de
você, já me emocionei mais de mil vezes ouvindo esse som e toda vez me
emociona, é muito linda. Mas se achas que acabou, está muito enganado, pra não
deixar a batida descer la vem a porrada de “Gimme all your love” e todo seu
peso com ela ao seu lado, a meu deus do céu o que a brittany faz nessa música é
algo inexplicável, atinge um nível cósmico todo o timbre que ela faz, os riffs
são perfeitamente encaixados junto das batidas da guitarra e a linha do baixo
da todo o peso que precisa nesse momento, ela
implorando “If you just gimme all
your love, oh, Gimme all you got, babe, Gimme all your love, oh...” é uma
elevação do som e de tudo em volta que te faz com certeza ficar em transe com
tudo ao redor, mais uma das músicas que te tiram do chão e te chacoalham
inteiro pelo que a Brittany faz nela, é de outra galáxia! Seguido vem nada mais
nada menos que “This feeling” que é uma carta de amor que foi escrita, é algo
que também quebra todas as paredes da emoção que você possa ter dentro de você,
ela vai mexer contigo de uma forma gostosa mas que também te fara sentir de
verdade tudo o que tem la no fundo do seu peito, como “And I've been having me
a real fun time, And it feels so nice to know I'm gonna be alright!” e você entra junto com o trecho da música e todo o instrumental que está com ela mas
em seguida a brottany canta com tanta emoção “Please don't take my feeling, I
have found at last, If I wanted to, I'd be alright, Yeah, if I wanted to, I'd
be alright!” e você se derrama no chão e vira apenas poeira estelar de tao
forte que essa música pode ser com você, a genialidade dela e todo o feeling
que ela traz faz algo muito forte rolar com você, esse som tem um poder muito
forte dentro de mim pessoalmente falando, eu realmente tenho muita história com
a música e muito amor por ela, é até meio difícil digitar sobre ela. Pra
alavancar um pouco a agitação e maluquice que a banda também sabe fazer vamos
com “ The Greatest” que começa já com uma guitarra e bateria acelerada indo
junto com os outros elementos da banda e você vai indo junto no ritmo como se
fosse uma dança, o som
diversifica um pouco dos anteriores mas é muito bom de
se ouvir, mais a frente nele tem um festival de distorções e batidas fortes na bateria
que te deixa tonto de tão gostoso de curtir. Agora pra fechar o disco vem a belíssima “ Miss you” que te faz pensar
que é das músicas mais melancólicas do disco mas é um pouco diferente, tem sim
uma letra um tanto pesada mas o instrumental tira um pouco do peso porque eles fazem
umas explosões que não te deixa ficar em baixo, dai vem “Maybe the stars
aligned, Or maybe I just changed my mind, Maybe I'm yours, I'm yours!” e vem
junto toda uma sincronia de loucura instrumental, é uma das músicas que mais
vai te fazer viajar no disco com toda certeza! Assim o disco finaliza com seus
destaques, algumas músicas não citei por não terem um peso enorme em mim, mas
são muito boas também. O disco é dos que eu mais tenho apreço em ter e poder
escutar a todo momento que eu quiser, ele me tirou de algumas coisas e me
colocou em outras que me fizeram me sentir mais vivo, eu realmente amo essa
banda e toda sua maluquice. Então tratem de escutar e viajar com todas as
canções que nele contem, prometo que será uma jornada sem volta além de muito
proveitosa. Antes que me esqueça, se houver chance de ver a banda ao vivo faça
isso, eu prometo que não se arrependera nenhum pouco.
Abaixo link para download do disco e da melhor música do
mesmo
Segundo disco de um dos maiores caras da música, Sr. Jack
White de novo nos deu um baita material pra você apreciar em diversos momentos.
Desde a estreia do disco já houve uma enorme repercussão boa, vendendo discos
ao redor do mundo inteiro, a primeira plataforma lançada foi em vinil, onde
vendeu mais de 40.000 cópias na estreia do mesmo. A pegada é bem diferente de
algumas músicas que ele já havia lançado em seu disco anterior, nele você
encontra pouca semelhança do que foi o Jack em Whites stripes, é totalmente um
novo músico, tendo os lados bons e ruins. Quando estava em época de gravação do
disco em um entrevista ele comentou que estava trabalhando em cerca de 20/25
músicas, mas só iria lançar as que estivessem perfeitamente em sintonia com que
ele sentia no estúdio, que não ia lançar material por lançar, tanto que o disco
contem onze músicas e a duração do disco com apenas trinta e oito minutos, é
porrada de uma vez. Agora tratando do disco em si, ele começa com a elétrica “Three
Woman”, que nela você já percebe toda uma diferença no som da banda, alguns
arranjos diferentes, alguns instrumentos que antes não apareciam tanto, e a
forma em que o Jack canta também tem uma diferença, nesse disco ele recita
histórias mais do que parece estar apenas cantando, é gostoso de se curtir.
Seguida vem com o single do disco que tem o nome do mesmo, “Lazaretto”, e vem
com uma porrada na cabeça, a guitarra sentindo tudo que tem no redor e os riffs
que soam do começo ao fim, a bateria sendo só porrada e seu cérebro aparenta
girar quando você ta escutando, como na parte que ele proclama “And I shake
god's hand, I jump up and let her know when I can,This is how I'm gonna do it!”
e começa toda a loucura instrumental, com um solo magnifico de guitarra junto
com a pancadaria na bateria, é sensacional! O próximo ponto alto do disco vem
com “Would You Fight For My Love” que é a melhor música do disco em minha
humilde opinião, ela é
perfeitamente encaixada em harmonia, voz, letra, melodia
e sentimento, a o sentimento da música sempre tão importante e nela você sente
muito, como ele começa nela “It's not enough that I love you,There's all these
things I have to prove to you, You use the sun to erase the past, But you think
it only raises for you!” e todo aquele feeling vem percorrendo você, e continua
até o fim, com elevações e ondas com a guitarra que é com certeza o ponto alto
do disco. A próxima música a se comentar é “High Ball Stepper” que é totalmente
instrumental, não contém letra nem voz alguma, é só uma maluquice cheio de
ondas sonoras e que te faz vibrar do início ao fim, se você está enjoado de
tudo, escute esse som e depois fale se não vai ficar vibrante! Agora vem a
música mais gostosa de se escutar “Just One More Drink” e todo seu blues cósmico
onde você se encontra na década de 70/80, a que viajem que esse som te
proporciona, na música ele meio que confronta alguém que é um ser todo
diferente do que o alter ego do Jack é, como “You drink water, I drink
gasoline, One of us is happy, One of us is mean, I love you, But honey, why
don't you love me?” mesmo ele sendo todo apaixonado por essa pessoa,
como
falei, o disco é puro ele contando várias histórias. O próximo ponto altíssimo é
“That Black Bat Licorice” que segue até um ponto um tanto quanto Funk das
antigas, onde a batida se junta com o canto, os instrumentos parecem mais
batidas do que algo sendo tocado, o riff de fundo deixa tudo perfeito, ai vem
Jack cantarolando “Good for the needy, like Nietzsche, Freud and Horus, But I'm
skin, flint, broke, making no money, making jokes!” e a loucura toma conta de
você. Por fim chega “Want and able” que é perfeitamente a última carta
proclamada por um guerreiro que finaliza sua batalha, que som sensacional de se
escutar e sentir tudo por tras dela, como na parte “Who is the who, telling who
what to do? Being able is to freedom what wanting is to cruel, It's hard to
tell it seems, which one of them's the foolIs freedom a gift, That we only give
to the ones that say I love you?” e o violão te conduz com a música e você
fecha o disco perfeitamente. Como nas ultimas matérias, só alavanquei as
músicas de grande destaque no disco, mas confira ele por inteiro que talvez seu
gosto possa ser diferente, venha debater dai sobre isso. Vale cada segundinho
do disco, é uma obra prima musical para o mundo, além de que o material físico é muito bonito e cheio de detalhes que engrandece ele.
Abaixo link para download e single do disco ao vivo para
sentir ainda mais o que é a banda!
Esse nada mais é que o décimo segundo disco da banda, alguns
críticos de fora consideram a obra prima da banda e o disco vem sendo muito bem
recebido por nós brasileiros. O disco teve seu lançamento faz pouco tempo, no
dia 7 de outubro do ano passado. A banda mudou uma ou outra coisa, mas o legal é a
essência deles que você encontra em cada segundo de todas as músicas, a
eletricidade que a banda transpõe para nossos tímpanos é incrível! Em uma
entrevista sobre as curiosidades do disco Billie Joe comenta o sentido da
música “Bang Bang” como “a cultura do tiroteio em massa que acontece
na América envolvida com uma mídia social narcisista",
ainda
acrescenta que o disco pode ser encarado como um significado de reflexão
pelo estado de violência que se encontra os estados unidos tanto em política
como nas mentes das pessoas. Que a banda sempre teve esse ar de revolução como
tem no titulo da banda ninguém tem como negar, o estilo de todos os integrantes
dentro e fora da banda, as letras que podem ser usadas como tiros de respostas
contra uma política ou um país corrupto é de se invejar! Podemos usar elas a
nos inspirar a revolucionar o nosso que anda de mal a pior, porque não
responder tudo com música? Voltando ao disco, já é o disco favorito nosso do
projeto, os outros são muito bons e tem hits mega marcantes, mas o disco em um
todo é incrível, você escuta todas as músicas em qualquer estado emocional ou
físico que você esteja, é pedrada! O disco começa com “Somewhere now” que é uma
das músicas mais fortes e bonitas da banda, inicia com alguns acordes em violão
e o Billie Joe mandando “I never wanted to compromise or bargain with my
soul,How did a life on the wild side ever get so dull?” ai vem a explosão com
Mike Dirnt no seu baixo porradeiro e Tré Cool e a sua magistral bateria
colocando tudo em fogos e explosivos, essa é dos pontos mais altos do disco com
toda a certeza! Após ela vem o single do disco “Bang Bang” como falei ali em
cima é o grito da banda para o atual estado em que se encontra os Estados
Unidos, como na parte “I got a fever for the violent behavior, I'm sweating
bullets like a modern Romeo” é muito pesado e elétrico como já dito! Sem se
alongar muito vou fazer os destaques do restante do disco, que vem “Revolution
Radio” que tem o nome do disco e é super pra cima, famosas músicas que te
animam a ter um belo dia de sol e rock’n roll! Após algumas vem “Outlaws” que é
a música mais linda do disco, famosa música feita para arrepios, começa estilo
uma balada dos anos 60’ por um tempo, depois explode tudo com “Outlaws, When we
were forever Young, When we were outlaws, We're outlaws of redemption, baby!” e
fica nessa onda de balada e estouros, é incrível de sentir! Outro destaque que
também tem um ar pesado é “Still Breathing” que é de um lirismo na letra
impressionante, motivadora como na parte “Cause I'm still breathing, 'Cause I'm
still breathing on my own, My head's above the rain and roses, Making my way
away, My way to you!” nãotem como eu negar que é a mais linda e forte do disco.
Depois dessa vem “Youngblood” que tem a pegada bem parecida com a banda das
antigas com uma letra com um teor cômico e uma levada rápida, famosa música que
você nem respira e só segue o ritimo, como na letra “Youngblood, Punch drunk
and youngblood!” e vem junto uma frenética guitarra e bateria! Mas não abaixem
o tom e experimente “Too dumb to die” chega na calmaria vem tranqüila e leve
com tudo que tem direito, mas em seguida vem a banda toda e te explode e te
balança sem nem mesmo você perceber com “Looking for a cause, But all I got was
camouflage, I'm hanging on a dream that's too dumb to die!” e você dança e se
agita com ela, sem esquecer que ela tem o melhor solo do disco, vale a pena
escutar DEMAAAAAAIS! Tem ainda a belíssima “Ordinary World” que eles colocaram
como ultima música acho que pra acalmar de toda loucura que foi no disco, um
estilo acústico e calmo com a voz do Billie Joe qe vem cantando “Baby, I don't
have much, But what we have is more than enough!” e o disco é fechado. Tem
algumas músicas que não foram citadas do disco, por não terem uma pegada tão marcante quanto as outras, mas o disco completo é muito bom e vale muito à pena adquirir ele e escutar!
Antes de começar o texto transcorrendo tudo que aconteceu e
como foi a primeira experiência em vivenciar uma viagem com uma banda, tenho de
dizer, muito obrigado pelo convite rapaziada. Iniciando a viagem você já
notaria todo o ar familiar que tem dentro de todos da banda, pelo amor até
mesmo pelo motorista e toda sua autenticidade! A estrada é algo que sempre me
atraiu desde criança até os dias de hoje, o meio termo de um lugar para o outro
pode se tornar o nosso ponto de encontro com nós mesmos, notei isso na banda
também, a estrada ao invés de desgastante é um momento de descontração total de
todos os integrantes, a família realmente é unida. Agora tratando em como fomos
falando de tudo você sentia uma simplicidade dentro dos caras da banda,
conversas com um
proposito simples sem aquele salto alto que a maioria das
pessoas pensam sobre bandas que estão deslanchando, se pensa isso da Stolen
Byrds você está pra lá de enganado, os caras são humildes e receptivos com
tudo, desde a sua opinião até a presença física. A estrada chegando ao fim do
seu percurso de ida chegando ao destino, Florianópolis, precisamente no
Taliesyn Rock Bar um lugar super autentico onde descobrimos que diversas bandas
de peso underground já tiveram por lá. Andamos por volta do lugar que era do
centro histórico da cidade, em um momento o sol estava se pondo eu , o Adilson
(AJ) (Baixista) com o Neto (Vocalista) demos uma volta e encontramos um píer
fotográfico onde as ondas do sol já estavam se esgotando e foi onde tivemos um
dos marcos da viajem, o visual era sensacional, acho que os dois conseguiram absorver bastante daquilo para colocar no palco mais tarde. Voltamos para o lugar do show
onde conhecemos um dos caras mais interessantes da viajem, o Galináceo um ser com maior conhecimento da cena underground dos últimos anos e que deu
uma aula pra mim sobre música e tudo que envolve aquilo ali, além de termos uma
conversa sobre o deslanchamento do projeto, mas
isso vem em outra ocasião, o
cara é sensacional. Depois disso saímos a banda inteira dar
uma volta na cidade completa, onde encontramos o “Professor” de Florianópolis,
um cara extremamente inteligente e peculiar, onde nos abordando sobre os
lugares históricos da cidade e querendo fazer uma tour conosco, aceitamos. A
cada rua que passávamos ele ensinava um monumento histórico, um lugar onde
aconteceu alguma briga de determinado século, até mesmo nos explicou que o píer
onde nós andamos antes era o lugar de fuga dos escravos de décadas passadas se
jogarem no mar a procura de outro continente, quase pulavam para a morte.
Terminando o passeio com o nosso professor de história particular voltamos ao lugar do show, já era quase madrugada e as
bandas de abertura já estavam fazendo o lugar balançar com covers e algumas
autorais mas ainda não era algo muito enérgico como o que estava por vir. Me
lembro bem nesse momento sentei ao lado do portão com o Gustavo “Guz”
(Guitarrista) e conversamos longas palavras sobre alguns assuntos aleatórios e
sobre o que esperar do som da noite, passando e parando chegou junto o Jõao
Manoel
(Guitarrista solo) e o Bruno (Baterista) e ficamos mais algum tempo ali
falando de tudo e de nada ao mesmo tempo, mas eram palavras agradáveis para
quem quisesse escutar. Um pouco depois
entrei no lugar para ver a banda antes, enquanto os caras da banda arrumavam os
instrumentos pessoais e a banda que estava no palco começou a tocar um Hendrix
da pesada, aquele momento me marcou que olhei pra trás na mesa e o João estava
colocando cordas novas na guitarra dele com o maior cuidado dele e foi uma cena
que o mestre Jimi ficaria orgulhoso com toda certeza. Após algum tempo a
banda saiu e os caras da Stolen começaram a ir ao palco para começar toda e
energia que tinham para transpor para todos que ali estavam. Desculpe não me
recordar da música de abertura, acho que foi Come Undone, que já deu aquela
explodida na cabeça de todos que estavam por ali, seguida veio uma das músicas
que vai sair no próximo ep dos caras daqui uns meses, e meu deus do céu, foi
frenético, acostumado com a banda elétrica mas tudo no seu tempo e tudo se
encaixando aos poucos como o timbre da voz junto da guitarra e a base do baixo,
mas não, a música veio explodindo todos que estavam ali no palco, os cinco em
uma frenética energia e não paravam, se balançavam como se o balanço fosse os
sons dos instrumentos junto com o ritmo que não abaixa nenhum segundo da
música, foi algo que eu abri a boca no meio da música e não fechei porque pode
ser a obra prima da banda, podem me cobrar. A banda continuava e as pessoas
vinham do meu lado perguntavam “de onde são esses caras?” “Esse som é autoral
mesmo? PORRA” “melhor banda autoral que já tocou aqui hein cara”, eu me sentia
orgulhoso de estar ali junto e presenciar que os pássaros estão voando de
verdade. Eles continuaram, tocaram músicas do primeiro cd, do segundo e mais
algumas novas, todas elas eu sentia algo que nunca senti em nenhum show deles,
parece que a energia da ilha inflou todos da banda e eles repassaram em todos
que estavam naquele lugar, eu estava frenético dentro de mim curtindo o som.
Ver o Gus se entendendo com o AJ do lado dele, o Neto e toda psicodélia com o
teclado, o João solando incrivelmente e o Bruninho marretando a bateria é das
coisas mais gostosas de se ver e animadora para o projeto viver. Acabando o
show fiz questão de cumprimentar um por um dizendo o que achei, a forma que
eles perguntavam o que eu achava foi de extrema importância pro desenrolar da
resenha sobre o show. Seguida eles deram a maior atenção a todos ali que
perguntavam algo da banda, comentando sobre o show também o que fosse, a banda
trata todos como iguais, isso faz o diferencial deles. Ficamos mais um tempo em
frente ao lugar conversando com mais um pessoal e depois já estávamos de
partida de Floripa dando adeus a toda a magia que nos contagiou. A volta com
todos esgotados mas com uma energia dentro de outro universo foi mais
tranquilo, mais como um descanso porque no mesmo dia a noite eles já tinham
outro show, assim finalizava a viagem.
Aqui eu dedico a agradecer a todos da banda de coração, foi
a primeira na estrada com alguma banda que fosse, foi de extrema gratidão e
alegria que falo que vocês são um dos elixires do projeto e sabem disso.
Obrigado Neto, AJ, João, Guz e Bruninho. Voem pássaros.