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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A carta aberta de Débora Louize


Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música, da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora, musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!

História pessoal e na música

"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos, sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança, meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas, descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra, comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas outras ainda."

Vida durante a pandemia


"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia, eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar, então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor, comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês de pandemia."

Opinião do mundo atual e nosso país


"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres, por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso, mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço. Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo. Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo logo, eu temo pelo que possa acontecer."

Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet


"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir. Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta. Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos. Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"


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FOTOS: Bia Colnago, Alex Reis, Marcelo Zavan, Igor Moura.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Cinco motivo para escutar II II II da Oversong




A Oversong lançou hoje o seu primeiro EP, cheio de lirismo e muita sensibilidade, um trabalho autoral que dá prazer de sentir as entrelinhas e toda a magia que tem por trás dela, sinto uma enorme alegria de estar junto com eles desde os inícios das gravações. Correr atrás do sonho e fazer maior esforço a realizar é das maiores coisas que o ser humano pode fazer, e esses caras estão fazendo de uma forma esplendorosa! Sem mais delongas, lá vai os cinco motivos!!

“O gostoso de ouvir a Oversong é o misto de influencias, pega ali um riff de 70’’, uma base das balados 80” e a pancadaria de um grunge 90’’, mas ao mesmo tempo tem a sensibilidade da banda
mesmo, sabendo unir tudo isso em uma música só e deixando muito único o som que se extrai e faz você chacoalhar por dentro.”

“O disco é extremamente bem produzido, você escuta todos os timbres ressoando de uma forma muito limpa, as entradas e saídas de solos são precisos e as proclamações de poesia que vem do João faz um enquadramento perfeito, como se o disco fosse uma bela pintura que te absorve a atenção por horas e horas.”

“É fácil de se notar que a banda tem uma química sensacional, amigos que sabem se expressar em conjunto e de uma forma esplendorosa, até em depoimento com um dos integrantes ele cita em como foi feito de forma amistosa e tranquila o disco, mesmo tendo de ser tudo certinho, mas em completa harmonia.”

“Não tem como deixar de dar evidência ao como a banda é nova, feita por integrantes novos e soando tão maduros, o nascimento da banda faz pouquíssimo tempo, e já lançam um trabalho tão profundo e sensível como esse, é isso que devemos vangloriar, dar valor e enaltecer, a correria é intensa mas eles souberam correr e finalizaram bem demais essa primeira “prova”!”

“Se solte e tire as amarras que tem em seus ouvidos, fique livre e deixe tudo te penetrar ao decorrer desse disco. Das batidas intensas em “Espero que seja má” a balada melódica de “Balada do café
preto”, temos de absorver tudo e tomar o quanto mais puder. A você que se senta nessa momento e precisa de uma dose de melancolia eu já deixo a você o play em “Vou ouvir falar de você” que é um poema descorrente em alguns minutos, as batidas te entretêm e faz você se remexer do mais profundo ar do seu pulmão ao ar em volta de ti, sinta isso. Talvez o maior e mais potente single da banda é “7 infernos”, ao tocar em shows você vê toda a plateia se contagiando e gritando pelos quatro cantos, uma resposta ao seu eu, uma resposta em te dizer quem sou eu, com uma emocionante harmonia de fundo que faz arrepiar demais. Páreo a páreo coloque também “Deixa” com sua sensação de uma balada extremamente sensual a se dançar em uma noite estrelada, deixe tudo ao seu redor desconfigurar pra bailar noite a dentro, deixe que o tesão do universo faça você vibrar ao cantarolar por um noite inteira. O ápice do disco pra mim é “Espero que seja má”, a desaceleração e explosão instrumental sempre é algo que me deixa animado ao escutar um disco, e dentro de uma mesma música faz com que você se imploda e sinta mais ainda, seguindo um ritmo extremamente frenético, então torça pra que ela seja má, e vai ser. Sinta tudo, ao extremo.”


Há mais músicas além das listadas, mas deixo para que todos tenham um pouco suas próprias sensações ao ouvir também. Sinta, sinta e sinta tudo que esse disco pode te dar, esse é o único pedido.


Links da banda




**Todas fotos da matéria fornecida pela própria banda.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Fusage chegando quente em 2018!


A Fusage é daquelas bandas que você coloca o som no último, põe aquele fone maroto e viaja pra outra dimensão em um cometa dos mais rápidos que pode existir, sim, você não fica nesse plano astral. Enfim, batemos um papo super legal com o Douglas Takazono que é vocal e guitar da banda,
sobre vários pontos da banda e seu futuro!

Ano passado foi um ano cheio de acontecimentos pra banda em geral, mas destaque um especial que foi um divisor de águas pra vocês?

Acho que no caso da Fusage foi participar do Stolen Fuzztival. Estivemos em contato com muitas bandas que todo mundo curtia já fazia uns anos, e a energia do festival com certeza foi determinante pra dar aquele gás de “agora a porra ficou séria”. Desde o momento em que fomos confirmados no line até o momento em que finalizamos nosso show as vibrações geradas alimentaram muita coisa boa que aconteceu e que está por acontecer.

O grupo é visível que está cada vez mais alinhado e fino na questão musical, mas qual seria o segredo por trás da banda?

Essa é uma questão bem ampla, mas não há segredo. O importante para nós é realmente estarmos em sintonia fina com o que sentimos e expressar isso da forma que reflita em um trabalho que nos orgulhe. A parte técnica e “burocrática” da coisa é levar com profissionalismo, evoluir no sentido de servir quem consome nosso som, existe toda uma correria por trás da coisa, mas em qual trabalho não tem né? A diferença é que pra banda, todos os corres são sempre um prazer, é ver o sonho sendo construído a cada passo dado.

O ano está começando e a banda já tem algo planejado que ainda vai acontecer no mesmo ano?

Estamos com muitos planos, ainda não traçamos completamente o planejamento estratégico de cada meta, mas a ideia é gravar novas músicas, produzir um clipe e registrar ao vivo, que consiga extrair

exatamente o que é a experiência do nosso show. Já temos músicas novas e estamos bem empolgados em relação a isso, ainda não firmamos datas para tudo isso acontecer, mas até o começo de março queremos ter tudo bem alinhado.


O que esperar da banda pra esse ano e os próximos que estão por vir?

Muita ação. Vamos promover um evento enorme, vamos produzir material novo e queremos visitar cidades que ainda não tocamos. Começamos

tocando em Londrina no final de janeiro e já fizemos o primeiro show no tribão junto com o Montanas Trio. A ideia é conciliar da melhor forma os compromissos pessoais de cada um com os compromissos e metas da própria banda. Como ainda não sobrevivemos com a grana proveniente da Fusage precisamos otimizar nossos horários e fazer o que está ao nosso alcance no momento. Para os próximos anos pode-se esperar muito fuzz, riffs e psicodelia, o resto a gente tá correndo atrás!


Por fim as palavras do nosso frontman explosivo:

Somos gratos a cada um que contribui e alimenta esse sonho da forma que pode! E estamos muito empolgados pra fazer não só pela banda, mas pela arte independente como um todo.


Abaixo link's pra acompanhar a banda:




sábado, 7 de outubro de 2017

Queens of Stone Age em Villains



Depois de um estrondo musical como “Like clockwork” a banda se pressionava muito em trazer aos fãs algo que iria revolucionar, pois bem, depois de escutar o disco a única certeza que se pode ter, é
que acertaram em cheio. O disco tem pontos la em cima quase estourando como tem os pontos la embaixo cheio de emoção e muita melancolia, o disco te faz dançar como se estivesse em uma festa dos anos 70’ mas também dançar uma valsa com seu verdadeiro amor.

É o sétimo disco da banda, sendo trabalhado dessa vez com Mark Ronson, famoso por ter várias parcerias com artistas pop, exemplo Bruno Mars que arrebenta na música “Uptown Funk”! O disco teve uma parceria com o artista gráfico Boneface, que fez artes incríveis para cada música do disco, ilustrando tudo que cada letra tenta transmitir para os fãs, e conseguiu muito bem fazer seu papel! O disco não tem participação especial nenhuma na questão musical, é só a banda em si, como já é de praxe do Queens.

Tratando das músicas, o disco inicia com "Feet Don't Fail Me" que tem todo um tom sombrio de início, com uma batida na corda da guitarra e uma voz no fundo, fazendo se aproximar a batida do baixo juntamente com os outros elementos da banda, seguida tudo explode e mostra a cara que a banda quis nesse disco, um ritmo forte e quente, te fazendo chacoalhar por inteiro. Agora o single "The Way You Used to Do"  te mostra que a banda é diferente no disco, todo o estilo ‘Rockabilly” prevalecendo, umas batidas e a guitarra gritante de fundo mostrando que a bagunça ta feita, a letra tentando ser o hino do amor e muito rock’n roll, como “But it doesn't matter now, Just come and love me how, Like the way you used to do...” e as distorções comendo solta de fundo, é um single
perfeito pra nova cara que a banda quer ser. A mais complexa "Domesticated Animals" já não tem aquela batida de festa e tem um peso a mais que o normal previsto nesse disco, a música retrata as formas quadradas em que não devemos nos encontrar, os riff’s denominam que você saia do casulo, as batidas que você progrida sempre em frente, a eletricidade de tudo te motiva, e o vocal do Josh te proíbe de arrepender-se por não ser um animal doméstico na sociedade. A beleza de se dançar juntinho começa com "Fortress", que é uma música super dócil e muito forte ao mesmo tempo, como em “So get up and go through, If ever your fortress caves, You're always safe...” trantando do levantar de mais uma queda, um tom bem motivacional tem dentro das entrelinhas. Vamos dançar como nunca, agora vem a maluca "Head Like a Haunted House"  que começa com uma guitarra e sua batidas na bateria te transformando no maior John Travolta que se pode na face da terra, te balança por completo e te remexe por fora num êxtase fora do normal, aqui é o ponto extremo que a banda atingiu em fazer sons que fizessem as pessoas dançarem ao invés de pensativas, a letra também tem muito desse meio como
“And in a race for second place, Circumstances in my pants, Is calling for action, Girl, I'll blow your mind..” uma doidera que só escutando você sente. Depois vem "Un-Reborn Again" que é uma daquelas musicas seguras que a banda faz com primor, ela fica uma boa parte em uma eletricidade, mas com o tempo inicia uma mini pausa com a proclamação de “Screaming, mm-hm, mm-hm, hm-hm, hmmm-hmmm-hmmm...” ficando só um ar totalmente mlancolico, fazendo a música ter diversas ondas dentro de uma música só! Uma baladinha com "Hideaway" fazendo você desconectar um pouco da viagem que o disco já estava te fazendo, Josh canta de uma forma diferente nessa música, um tom abaixo sem ser tão agudo como de costume, deixando ela totalmente no ritmo de abaixar a adrenalina que já estava estourando. Vamos acalmar, não é uma boa frase nesse disco, a porrada come solta com "The Evil Has Landed" e o significado da música vem junto, a maldade que os riffs te penetram junto com as pancadas da bateria e do baixo te deixam atordoado em um sinal caótico, o nosso padre Josh vem
proclamando pra chegarmos mais perto e mais perto, até que te balança em um frenesi sem tamanho, te deixando a deriva para um fechamento épico do disco. E o fechamento chegou, a música mais linda de todas que a banda já fez com certeza, "Villains of Circumstance" é a música que te penetra dentro dos seus poros mesmo entre abertos, é a música que te eleva dessa sua matéria denominada como corpo, a voz do Josh é como um hino cantado por aqueles bêbados que te entretêm um dia na rua, mas é incrivelmente bem cantada, a voz dele é como sons de anjos te mostrando os caminhos a qual percorrer, a música leva uma batida super melancólica como o Queens sempre teve, na parte “There's no magic bullet, no cure for pain, What's done is done, 'til you do it again, Life in pursuit of a nameless prey, I've been so close, I'm so far away, It's so hard to explain, so easy to feel, I need you now, nothing is real, Save me from the villains of circumstance, Before I lose my place!” só de reler essa parte eu me arrepio por completo, essa música com toda certeza está entre as 5 melhores na história da banda.



Finalizou o disco, mostrando que o Queens of stone Age é a banda que se reinventa em cada disco, mas sempre fazem um material incrível que agrada a grande parte dos fãs e conquista novos fãs em todas suas músicas e letras tocantes, obrigado por esse trabalho. Que chegue logo março para ver eles e o Foo Fighters em ação.




Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link pra download do disco:


https://www.facebook.com/vivendoamusica1/

sábado, 30 de setembro de 2017

Foo Fighters em Concret and Gold


Esse foi nada mais nada menos que o nono disco de estúdio que a banda lançou, mais um disco extremamente bem produzido, cheio de pontos de exclamação que havíamos questionado a alguns
anos ou meses, sim, o Foo Fighters voltou cheio de vida e muita energia. O hiato da banda serviu para que Dave fosse a um passo à frente sozinho, buscou produtores, e apenas mostrava a eles o projeto em mente, a maioria faria facilmente, mas claro, ele queria inovar de alguma forma. Assim buscou o produtor Greg Kurstin que já havia trabalhado e estourado diversos artistas principalmente no gênero do pop, e nunca havia produzido um disco de rock em si. Mas essa união improvável fez com que nascesse um disco bem diferente de tudo que já havia sido criado pela banda, um disco leve em harmonia, mas pesado em riffs, letras e os gritos do nosso adorado.

Se aconchegue, abra bem o olho, coloque o disco de fundo e mergulhe comigo, agora vamos destrinchar o disco, ALL YOU REAAAAAADY?


O disco já inicia naquela pegada diferente, mostrando um ar bem mais rock clássico oitentista, a voz e a viola de um jovem solitário, de repente tudo explode de uma forma meio cósmica e fica com um coral de fundo que te faz arrepiar o corpo todo, ao ouvir você encaixa ela como música de começo de filme facilmente, “T-shirt” é o início perfeito para uma história que está começando. Ao finalizar ela se liga com “Run” que foi o primeiro single lançado desse disco, e de certa forma todos que ouviram aclamaram a música, lembrando os tempos de Wasting Light, que era bem porradeiro e os instrumentais dominavam a música em si, junto com a voz gritada que o Dave faz com primor nessa música. As músicas se ligam no disco todo, a terceira é “Make it right” que ao ouvir a primeira vez tem algo que me remete aos Rolling Stones, talvez pela forma com que é cantada e no fundo fica uma guitarra base mudando o percurso e voltando na
música, Pat fez muito bem o papel nesse disco, talvez é o disco que ele mais apareça, além dele tem uma participação (bem mínima) do Justin Timberlake fazendo um coro ao fundo da música, de acordo com a banda o cantor apareceu no estúdio bem nos dias de gravação e aproveitou e deu uma canjinha. Olhe para o céu e grite bem alto “THE SKY IS A NEIGHBORHOOD” e se agite junto com a banda, essa é a música que fez com que a ansiedade pelo disco dobrasse a qualquer um que é fã da banda, é muito diferente de tudo, tem um coral ao fundo, as batidas do Taylor misturam marretadas com algo bem suave, a base é primorosa com o Nate, as três guitarras funcionam com uma sicronização impressionante, e a letra é de uma profundida que toca a alma mesmo como “Gotta get to sleep somehow, Bangin' on the ceiling, bangin' on the ceiling, Keep it down, The sky is a neighborhood!” transforme na letra o teto como se fosse a sua cabeça, e veja o sentido que dá a letra para nós, humanos! Depois dessa vem nada menos que a “White limo” do disco, sim tem uma, dessa vez ela se chama “La dee da” que é uma porradaria extrema do começo ao fim, com vocal gritante do Dave do inicio ao fim, as guitarras se predominam na música, mas aparece bastante o toque do Rami com o sintetizador ao fundo mudando toda a cara da música, é um baita som pra te fazer eletrizar! O principal em um disco são as músicas tocarem você tão fundo que você não consegue desconectar dele, pois bem, essa música “Dirty Water” fez isso comigo, pois iniciando ela te deixa em um transe
que você sai de um plano habitual, mas com o limiar do som transparecendo rola uma explosão, mas você já não esta mais em átomos terrestres, a banda te deixou no espaço e por favor, viaje com a banda, e grite bem alto “I'm a natural disaster, And you're the morning after all my storms, Bleed dirty water, Breathe dirty sky!” fiz isso nesse momento, minha alma prospera em paz. Depois de uma explosão astral dessa vem “Arrows” que é um som muito bem feito, arranjos, letra tocante e muita guitarra no som, o som me lembra intros de filmes de terror, talvez pela guitarra manter um ritmo de fundo e as batidas da bateria mais forte. Suspire, agora vem a lina do disco, falo de “Happy Ever After” que fica naquele toque de violão do inicio ao fim, tirando um pouco da aceleração que você estava no disco, a letra é
muito bonita como “There ain't no superheroes, They're underground, Happy ever after, Counting down to zero hour”que te deixa tranquilo ao finalizar. Agora tem a surpresa boa que é “Sunday Rain” cantada pela voz incrível de Taylor Hawkins (baterista original), e nada menos que Paul Mccartney na bateria, o som é uma viagem aos anos 70 cheio de batidas, muito teclado com o Rami e a voz ensurdecedor do Taylor que é muito, mas muito gostosa de se curtir, com certeza a música tem de entrar entre as três melhores do disco, é uma daquelas baitas surpresas ao curtir. Vamos falar um tanto sério, essa se chama “The line” e desde que foi lançada até antes do disco tive a opinião que é uma mistura de “Walk” com “These days” mas com o ar forte de “Best of you”, misturou essas três e deu essa música, pela emoção ENSURDECEDORA que ela tem, pelos riffs pegajosos que você adora, pelo
amor cantado do Dave pra gente, e pelo ritmo que te entrega e abraça na música toda, é um amor musical de primeira, se emocione em “The tears in your eyes, Someday will dry, We fight for our lives, 'Cause everything's on the line!” pode chorar, vai secar, e tudo vai melhorar. Fechando o disco vem “Concret and Gold” um som muito diferente de tudo que a banda já havia feito, tem um “Q” de Pink Floyd muito as claras, o início com a explosão lembra “Comfortably numb” com as batidas pesadas e uma explosão junto com a voz e no fundo aquele arco clássico, mas sempre deixando o peso dos Foo’s junto, é uma baita música pra finalizar o disco, e mostrar que a banda tem muito o que se recriar e nos presentear.



Assim os Foo’s mostram que tem muita boa pra se fazer, além de material a banda vem ao Brasil ano que vem, trazendo na turnê esse baita trabalho embaixo dos braços juntos com o QOSA, esperamos estar lá perto, vendo essa mágica acontecer.




Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link pra download do disco:

http://www.euescuto.com.br/2017/09/12/foo-fighters-concrete-and-gold-2017-download/

https://www.facebook.com/vivendoamusica1/

sábado, 11 de março de 2017

Jack White em Lazaretto



Segundo disco de um dos maiores caras da música, Sr. Jack White de novo nos deu um baita material pra você apreciar em diversos momentos. Desde a estreia do disco já houve uma enorme repercussão boa, vendendo discos ao redor do mundo inteiro, a primeira plataforma lançada foi em vinil, onde
vendeu mais de 40.000 cópias na estreia do mesmo. A pegada é bem diferente de algumas músicas que ele já havia lançado em seu disco anterior, nele você encontra pouca semelhança do que foi o Jack em Whites stripes, é totalmente um novo músico, tendo os lados bons e ruins. Quando estava em época de gravação do disco em um entrevista ele comentou que estava trabalhando em cerca de 20/25 músicas, mas só iria lançar as que estivessem perfeitamente em sintonia com que ele sentia no estúdio, que não ia lançar material por lançar, tanto que o disco contem onze músicas e a duração do disco com apenas trinta e oito minutos, é porrada de uma vez. Agora tratando do disco em si, ele começa com a elétrica “Three Woman”, que nela você já percebe toda uma diferença no som da banda, alguns arranjos diferentes, alguns instrumentos que antes não apareciam tanto, e a forma em que o Jack canta também tem uma diferença, nesse disco ele recita histórias mais do que parece estar apenas cantando, é gostoso de se curtir. Seguida vem com o single do disco que tem o nome do mesmo, “Lazaretto”, e vem com uma porrada na cabeça, a guitarra sentindo tudo que tem no redor e os riffs que soam do começo ao fim, a bateria sendo só porrada e seu cérebro aparenta girar quando você ta escutando, como na parte que ele proclama “And I shake god's hand, I jump up and let her know when I can,This is how I'm gonna do it!” e começa toda a loucura instrumental, com um solo magnifico de guitarra junto com a pancadaria na bateria, é sensacional! O próximo ponto alto do disco vem com “Would You Fight For My Love” que é a melhor música do disco em minha humilde opinião, ela é
perfeitamente encaixada em harmonia, voz, letra, melodia e sentimento, a o sentimento da música sempre tão importante e nela você sente muito, como ele começa nela “It's not enough that I love you,There's all these things I have to prove to you, You use the sun to erase the past, But you think it only raises for you!” e todo aquele feeling vem percorrendo você, e continua até o fim, com elevações e ondas com a guitarra que é com certeza o ponto alto do disco. A próxima música a se comentar é “High Ball Stepper” que é totalmente instrumental, não contém letra nem voz alguma, é só uma maluquice cheio de ondas sonoras e que te faz vibrar do início ao fim, se você está enjoado de tudo, escute esse som e depois fale se não vai ficar vibrante! Agora vem a música mais gostosa de se escutar “Just One More Drink” e todo seu blues cósmico onde você se encontra na década de 70/80, a que viajem que esse som te proporciona, na música ele meio que confronta alguém que é um ser todo diferente do que o alter ego do Jack é, como “You drink water, I drink gasoline, One of us is happy, One of us is mean, I love you, But honey, why don't you love me?” mesmo ele sendo todo apaixonado por essa pessoa,
como falei, o disco é puro ele contando várias histórias. O próximo ponto altíssimo é “That Black Bat Licorice” que segue até um ponto um tanto quanto Funk das antigas, onde a batida se junta com o canto, os instrumentos parecem mais batidas do que algo sendo tocado, o riff de fundo deixa tudo perfeito, ai vem Jack cantarolando “Good for the needy, like Nietzsche, Freud and Horus, But I'm skin, flint, broke, making no money, making jokes!” e a loucura toma conta de você. Por fim chega “Want and able” que é perfeitamente a última carta proclamada por um guerreiro que finaliza sua batalha, que som sensacional de se escutar e sentir tudo por tras dela, como na parte “Who is the who, telling who what to do? Being able is to freedom what wanting is to cruel, It's hard to tell it seems, which one of them's the foolIs freedom a gift, That we only give to the ones that say I love you?” e o violão te conduz com a música e você fecha o disco perfeitamente. Como nas ultimas matérias, só alavanquei as músicas de grande destaque no disco, mas confira ele por inteiro que talvez seu gosto possa ser diferente, venha debater dai sobre isso. Vale cada segundinho do disco, é uma obra prima musical para o mundo, além de que o material físico é muito bonito e cheio de detalhes que engrandece ele.



Abaixo link para download e single do disco ao vivo para sentir ainda mais o que é a banda!



http://www.euescuto.com.br/2014/06/02/jack-white-lazaretto-download/


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