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sexta-feira, 14 de maio de 2021

O Carlos em seu Salto Grande


 

Em um papo muito bacana com um amigo de longa data o Caique Fermentão, ou melhor nesse projeto especifico e solo se denomina o Carlos, consegui detalhes de como foi trabalhar nesse novo projeto e como desenvolveu todos os aspectos de criação da arte. Se liga ai que veio quente!

Pandemia e lançar um disco solo

Quando a pandemia começou foi bem complicado (e ainda é) entender tudo o que estava acontecendo. Eu tava vivendo uma realidade que do dia pra noite acabou. Tocava em várias bandas, ensaiava muito, tava sempre no estúdio Costella gravando algo e vivia na estrada tocando. Quando tudo foi colocado em espera por tempo indeterminado sofri muito e por um tempo não quis mais fazer muita coisa. Aí um dia eu pensei que já que não tinha mais nenhuma banda ou projeto rolando, poderia criar o meu. Como eu toco vários instrumentos comecei a criar uma rotina de todo dia tentar criar alguma coisa. As músicas foram saindo e quando vi tinha um disco. 


O surgimento da ideia de um disco solo

Fazia um tempo que eu queria voltar a cantar, tocar guitarra e fazer um som meu. Não pensava necessariamente em ser uma banda ou algo assim, só queria criar algo com a minha cara. O Corona Kings, onde eu fui guitarrista, vocalista e fazia grande parte das músicas e letras, não toca a mais de dois anos e eu ultimamente tinha assumido a bateria de outros projetos em tempo integral. No fim de 2019 eu comecei a fazer umas músicas sozinho em casa por pura saudade de tocar guitarra e cantar. E com o tempo aquilo foi tomando forma.Nessa época a Gabriella, minha namorada, me motivou muito a continuar compondo. Ela vivia falando que eu precisava mostrar aquilo para as pessoas e eu comecei a pegar gosto pela ideia. Um dia eu tomei coragem e mostrei algumas demos minhas pro Alexandre Capilé e na hora ele falou que queria produzir meu disco. Depois de um tempo nos isolamos do mundo no estúdio Costella e gravamos o meu disco em uma semana, e o disco do Ator Morto na outra.

Influencias nas composições

Cara, são várias! O disco disco tem psicodelia, grunge, stoner, Rock’n Roll , música caipira, gritaria e umas baladas. Eu quis tomar posse de tudo que escuto desde criança e fazer uma parada com a minha cara mesmo, sem medo de ser feliz. Algo que mudou bastante, desse meu projeto pros outros que já tinha lançado é que passei a ouvir muito mais música brasileira, e isso entrou bastante no som.Posso dizer também que fui influenciado por pessoas. Tem muitas músicas do disco que escrevi pra pessoas específicas, então acho que as músicas acabam tendo um pouco a cara dessas pessoas.

Caique solo ou apenas mais um projeto?

Engraçado que você até perguntou com “Caique” e esse foi um dos motivos que eu escolhi chamar esse projeto de “O Carlos”. Quando tava pensando no nome do projeto tive essa brisa que o Caique já é o cara das 25 mil bandas e eu queria ser algo novo. Então a resposta da sua pergunta é que o “Caique” continua tocando em todas as bandas e projetos que ele faz parte, com toda a vontade e coração que ele pode ter, e “O Carlos” é só solo. 

O que é esse novo projeto e o que está por vir

Cara, esse disco é fruto de muita coisa que passei nos últimos anos, muita gente que cruzou meu caminho, tá tudo ali pra qualquer um ouvir. Eu coloquei minha vida e alma nas músicas e fechei muita coisa da minha vida nesse disco. Pra mim ele tem muito disso de virar a página e me reencontrar no caminho.Durante o processo de composição dele fui de morrer de rir em algumas músicas até chorar por dias quando escrevi outras. To muito feliz com o resultado final, acho que quem me acompanha e sabe da minha história vai entender o que fiz e o que quis dizer com tudo isso. Com relação ao que está por vir, na quarta que vem já lanço uma live onde eu toquei praticamente o disco todo e todos os instrumentos, fiz a banda toda mesmo. O meu parceiro Denis Carrion dirigiu e filmou a parada toda e já posso te dizer que tá um absurdo de foda.Vou continuar lançando coisas do Carlos ao longo do ano. Mais clipes, lives, mais pra frente gravar músicas novas e ainda tenho que anunciar a banda que vai me acompanhar nessa doideira toda. Aí quando todo mundo tiver vacinado a gente marca de cantar junto as músicas em algum inferninho por ai. 


Links do artista



quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Os dez mais de 2020

Fim de ano sempre rola a retrospectiva certo? E por aqui não será diferente, alavanquei os dez principais trabalhos no ano, que nos ajudaram a passar por um ano tão difícil e tão atípico, trazendo um pouco de conforto para nossa alma. Aqui é em forma cronologia, não coloquei como melhor/pior, até porque se está aqui já é que eu ache sensacional o trabalho! Então se aconchegue e delicie-se com as maravilhas musicais que esse ano nos trouxe.

Fine Line – Harry Styles 

Que disco lindo, uma transformação constante que o Harry apresentou para nós, musicas com muito sentimento e algumas com batidas que ficam em nossa mente até amanhecer, a dança das palavras que ele fez sempre é algo de se valorizar! Além dele em si que vem quebrando mil tabus e desmitificando muitos aspetos no mundo da música, o disco e ele não poderia passar em branco, merece demais todo o sucesso que vem tendo.

The Slow Rush – Tame Impala

Quando você pensa que a banda não tem como se reinventar o Kevin Parker vem e BAM, choca nossa cabeça com seus riffs mágicos e toda a simplicidade dos mil instrumentos em alguns minutos musicais. Por muito tempo esse disco entoou o meu ano, desde a balada “Lost in yesterday” até mesmo a forte “On track”, famosos disco para todos os gostos!

Wake up Sunshine – All time low

O All time low tem uma formula magica de fazer quem escute a banda se animar sempre, trouxeram nas letras problemas sérios e tentaram tratar junto de suas melodias, um disco leve mas com uma pegada bem reflexiva, com riffs e batidas bem envolvente, o disco é a obra prima da banda!

II II II – Oversong

Particularmente rola um imenso orgulho desse trabalho, os caras são batalhadores demais e merecem tudo que o universo e o mundo possa proporcionar para eles. O disco é uma obra do MPB a uma mescla do rok’n roll oitentista, faz um balanço sensacional nas faixas e te abduz pra sempre dentro do som, “Espero que seja má” já é um hino.

The new abnormal – The Strokes

A banda ficou em um hiato de sete anos sem lançar nada em compacto, mas dai vem e mandam essa balada eletrônica com riffs rápidos, que você não sabe se é hora de chacoalhar ou de sentar e aproveitar o universo sabe? A mescla de vários estilos no mesmo som fez com que o disco atingisse novos fãs e agradece boa parte dos antigos, acertaram de novo!

Future Nostalgia – Dua Lipa

Caraca, que disco sensacional. A Dua Lipa acertou em cheio no disco, com seu visual oitentista, discursos atuais e batidas sensuais, ela fez um disco completo como se contasse uma história da música em sua batidas mais envolvente que há de ser! As músicas do disco vem tocando até hoje em diversos lugares, ganhando prêmios atrás de prêmios, e é muito merecido, o disco alavancou a carreira dela por méritos, porque o disco te faz ressurgir em diversos aspectos. E eu amo ela, é isso também.

Folego – Scalene

Agora vem um EP no momento certo para fazer uma respiração bem funda e acalmar um pouco todo o nervosismo que vivemos. Lembro que o EP saiu na época em que o corona estava no ápice e não entendíamos muito bem nada, era uma prisão mental muito forte, e o disco em si trouxe esse folego a nós de uma forma primordial. Aqui ai um agradecimento especial a banda, vocês nos ajudaram a continuar.

All Distortions are intetional – Neck Deep

Um dos discos que eu mais escutei no ano, e eu sinto que ele até entrou em minhas veias. Porque todas as músicas é uma reflexão intensa de uma forma animada de se sentir, o disco conta uma história utópica em meia a uma realidade utópica que vivemos. Talvez esse encaixe perfeito fez om que o disco tivesse esse impacto tão grande em mim, escutem “Telling Stories” e vão entender um pouco desse meu sentimento mágico.

The fine line between loneliness and solitude – Gustavo Bertoni

Um disco intimista e com um ar bem diferente do que escutamos no geral do mundo da música. O Gustavo soube misturar bastante das pegadas pessoais e do que ele gosta, e trouxe bem forte uma pegada Folk que ele se sentiu livre pra criar e mandou muito bem, o disco é uma viagem sem volta as estrelas e um caminho com volta pelo luar, faz literalmente você levitar pelo mundo.

Post Human: Survival Horror – Bring Me The Horizon

Sem sombra de duvidas o disco mais forte do ano. Aqui eles mexeram na ferida de todos e cutucaram com suas letras e riffs pra la de pesado, trouxeram a tona tudo que pode ser de errado e literalmente gritaram perguntando onde está a mudança que tanto prometemos. O disco é forte e faz você repensar em tudo e em si mesmo, a força das letras é impressionante e os clipes das músicas são SENSACIONAIS! Abracei de vez a loucura com esse disco, e me sinto melhor ainda.


Esse ano foi atípico, mas como já falei essas pessoas citadas ai em cima nos ajudaram muito, então um muito obrigado a vocês. Tanto aos artistas quanto aos leitores, espero que tenham um ótimo ano novo, que seja infernal de bom 2021, e se cuidem, ainda existe uma pandemia, sejam responsáveis e preguem mais amor.


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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A carta aberta de Lidia Pessoa

Mais uma carta aberta, dessa vez com a Lidia, baixista da banda Binarious que tem uma veia musical muito forte desde sua infância, além de trazer a entonação que precisamos e alavancar cada vez mais a arte no nosso universo. Então se aconchegue e aproveite essa matéria que ficou fina demais!

História pessoal e na música

"A minha relação com música começou muito cedo. Sou a caçula e tenho uma irmã e um irmão que começaram a estudar música bem cedo e já me influenciaram a entrar nesse universo. Seguindo a mesma estrada dos meus irmãos, com 12 anos, eu entrei na Escola de Música de Brasília. Era nova e não sabia qual instrumento eu realmente queria, lembro que as meninas na época tocavam violino ou flauta transversal, eu escolhi a flauta transversal. Mas em 2 anos eu abandonei, entendi que aquele não era o meu instrumento e com 15 anos escolhi o contrabaixo pra vida. Comecei tocando com amigos pra me divertir, e com 17 anos, fui chamada para integrar uma banda que começava com grandes ambições, o Sentupé. Éramos quatro integrantes, e eu bem mais nova que todos. Fazíamos muitos shows, ensaios constantes pra deixar tudo bem redondo, planejamentos consistentes em cada fase que a banda entrava. Gravamos 2 cds demos e nosso primeiro disco saiu em 2002. Conquistamos um grande público em Brasília e como próximo passo dos nossos planos, saímos de Brasília para alcançar novos territórios. Fomos pra Porto Alegre, mas em 1 anos a banda se desfez, e cada foi pra um canto do país. Eu fiquei em Porto Alegre pra terminar a faculdade de publicidade. Por alguns anos acompanhei a banda gaúcha Tom Bloch nos shows que faziam na capital gaúcha, junto com o Iuri Freiberger, Pedro Veríssimo e Ray Zimmer. Gravei um clipe com eles da música "Entre nós Dois". Uma banda que sou muito fã até hoje. Em novembro do ano passado, fui convidada pra participar do show de 20 anos da banda, realizado no Bar Ocidente e foi uma experiência incrível estar no palco com eles novamente. Por muito tempo fiz parte de bandas covers por falta de tempo pra me dedicar à uma banda autoral. Tocar covers sempre foi muito divertido e me manteve sempre ativa e nos palcos. Já montei bandas covers de: The Cure, Green Day, Alanis Morissette, Foo Fighters, The Hives e Indie Rock. Assim que voltei a morar em Brasília, entrei na Escola de Música de Brasília, e dessa vez pra fazer o instrumento certo: o Contrabaixo Acústico. Logo depois montei uma banda de versões em jazz de clássicos do rock e pop. Se chamava Pingado Jazz. O baterista, Bruno Zaban, insistiu pra que eu cantasse também, mesmo muito insegura comecei a me soltar pra cantar e não quero parar mais! Você criou um monstro Zaban. Ainda no contrabaixo acústico, corri para o folk com um tributo de Johnny Cash, junto com grandes amigos e músicos de Brasília: Fill Braga, Hélio Miranda, Adriah, Carlos Beleza. A saudade aperta forte desse projeto, mas ele tá sempre ali pronto pra voltar aos palcos. Ano passado, a guitarrista e vocalista Andressa Munizo me convidou para entrar na banda Binarious. A gente teve sintonia logo de cara, tanto musical, quanto na parceria e na forma de trabalhar. Fizemos vários shows antes da pandemia mudar nossos planos. Durante a pandemia lançamos nossa versão pra música da Tuyo, Vida Loca, junto com um clipe feito de forma colaborativa e caseira com amigos. E já estamos com planos pra 2021 e compondo para o próximo EP. Fora dos palcos, minha paixão pela música e pelo jazz me fez produtora cultural quando fundei o Jazz no Porão. A ideia foi tirar o jazz de pano de fundo, como eu via constantemente em bares, e trazer como protagonista e grande estrela da noite. Durante 2019 foram edições mensais na Cervejaria Criolina, sempre com casa cheia e músicos incríveis no palco. Foi um ano bom demais."

Pandemia e lições

"Paralelamente aos trabalhos musicais, bandas, produções culturais eu trabalho com publicidade, sou diretora de arte. Nas agências de publicidade o trabalho tem sido intenso no home office, o que acaba não sobrando muito tempo livre mesmo em isolamento social. O Jazz no Porão foi forçado a parar e as bandas também, com exceção da Binarious que segue em produção mesmo remotamente. Então aproveitei pra estudar no meu tempo livre, quem sabe eu saio falando francês dessa quarentena. ;) "

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Acho que estamos em um momento que todas as minorias estão ganhando mais voz, seja pelo poder de alcance que a internet nos proporciona ou pelo apoio que temos nos dados uns aos outros. Falando especificamente sobre a equidade de gênero, nunca vivi um momento na minha vida com tantas mulheres se levantando tanto. Fico emocionada como essa rede que ganha força a cada dia, conquistando espaço e fortalecendo um movimento muito importante pra conquistarmos direitos iguais. Mesmo em pandemia, segue o mantra: ninguém solta a mão de ninguém. É só passar um alquingél antes. Porque precisamos mais do que nunca do apoio e força um dos outros, considerando o governo que temos hoje e só dificulta nossas lutas."

Deixe um recado com Lidia musicista e Lidia do cotidiano 

"O meu recado ao mundo é que se você quer algo, corre atrás! Se arrisca, sem medo ou com medo, mas se joga. Para as mulheres da música, eu digo #ToqueComoUmaGarota e bora juntas nessa jornada pra aumentar a presença feminina nos palcos, nos festivais, enfim, na música."


LINKS DA ARTISTA





Fotos: Pedro Ribas; Camila Mazzini; Daniel Sasso.

sábado, 26 de setembro de 2020

Cinco motivos para escutar “Take Off Your Pants and Jacket” do Blink 182

 


Dessa vez o disco é mais antigo, meados de 2000 saia essa obra prima da banda e com isso a explosão total do estilo Blink pelo mundo a fora, trazendo em si os estilos de cabelo, as roupas, o lifestyle do skate, a loucura dos shows e a rapidez que tocavam. Abaixo tem cinco motivos para saborear esse que é um dos melhores discos da nossa geração.

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O primeiro motivo é óbvio e fácil de falar, é o melhor disco da banda em sua história e tenho dito. Une a maioria dos singles que explodiram na mídia, as letras estão carregas e tem contextos mais pesados e mais sentimentais que nos discos anteriores, a partir daqui o estilo Blink foi lançado e até hoje é seguido por muitas pessoas e bandas, então esse disco é sim o maior marco na história da banda.

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Um fato curioso que no início das gravações desse disco o intuito era trazer um tom mais pesado, como na faixa “Stay Together for the kids”, mas o empresário da banda disse que queria musicas mais animadas, mais lúdica e besteirentas, com isso ambos, Mark e Tom, foram pra casa putos das vida, um compôs “The rock show” e o outro “First Date” com raiva do empresário. Se a raiva deles pelo empresário fez eles criarem esses hits, esse empresário merece uma estatua, porque ambas se tornaram músicas marcantes da banda!

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É palpável em como a banda nesse disco está mais na sincronia um com o outro, não são batidas repentinas, nem acordes saindo aqui e ali fora de ordem, meio que arrumaram um pouco a bagunça instrumental (não que fosse ruim, longe disso), e começaram a soar mais harmonicamente nesse disco, como se fosse um polimento no estilo musical da banda.

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Uma banda que ainda está ativa, sem o vocalista frontal que mudou mas a banda está até hoje. Com uma imagem irretocável no cenário punk ou como os rótulos queiram dar, com discos monumentais, colocaram uma enorme quantidade de bandas no mapa pelo estilo musical que eles são percurssores, discos cheios de prêmios e tudo mais, eram reis na extinta MTV, ainda embalam romances e rolês e tudo mais com suas músicas, não pode ser deixado de fora, o Blink é sim uma das maiores bandas da história, e digo que é a maior do seu gênero musical, torço que as próximas gerações consigam apreciar a banda e degustar desse energia que eles sempre mantiveram.

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Agora vamos de top três do disco, por mim eu colocava o disco inteiro mas vai ficar muito extenso, então vamos la. Inicio com a “Shut Up” que foi a primeira música do disco que eu escutei quando foi lançada, ainda estava começando a aprender um pouco inglês mas mesmo assim eu já entendia o poder da letra, a raiva e os gritos em que o Mark cantava “I'll never ask permission from you, fuck off, I'm not listening to you, i'm not coming home, I'm never going to come back home!” é a exclamação da mudança que a alma necessita! Depois vou colocar “Everytime i look for you” que é sensacional, nela há varias trocas dos vocais entre o Mark e o Tom, que deixa a música mais dinâmica ainda, as batidas do Travis deixando rapidamente a loucura, a guitarra predomina um pouco mais a frente, o tom é alto e a barulheira faz você querer sair correndo pro mundo a fora, é uma energia surreal, e a letra me traz que é o encontro com uma pessoa que sempre deixa alguém pra baixo como “Everytime I look for you the sun goes down, and I stumble when this whole thing runs aground, i left another message you are never around, but everytime I look for you the sun goes down once more.”, como se tentasse estar ali mas a pessoa só suga toda a energia da outra. Depois e não poderia faltar, eu tenho de colocar “Stay togheter for the kids”, que é o marco na banda como som e como estilo, nela há a separação do som mais leve e do pesado, o tema de tentar manter a família unida apesar de tudo e se importar pela criança que está ali, se importar mais com a vida do outro e manter uma casa sem ter ruinas, vem junto com um barulho ensurdecedor da guitarra e do baixo, as batucadas do Travis vem latejando na mente e faz a música mais pesada e sensível que a banda já fez, o trecho “So here's your Holiday,hope you enjoy this time, you gave it all away, it was mine, so, when you're dead and gone, will you, remember this night, twenty years now lost?, it's not right”, e se repete várias vezes com um piano ao fundo, é lindamente pesada essa música. Claro, tem várias músicas sensacionais como, “The rock show”, “Online songs”, “Please take me home” entre outras, o disco é fenomenal pode confiar e apreciar! 



terça-feira, 23 de junho de 2020

A carta aberta de Luiz Miguel


Lançando essa proposta de matérias, onde vou buscar vozes potentes no meio musical e excitar elas a soltarem o verbo dos assuntos que mais precisam ser debatidos no momento, englobando claro cultura, musica e tudo mais. A primeira voz é Luiz Miguel, baixista da banda Fusage, vive com a arte e vibra em sua alma o basquete. Então vem conosco nessa nova proposta, e aprecie a língua afiadíssima desse cara!

Sua história pessoal e na musica

"Sou Luiz Miguel da Costa Neto (nome do meu avô) tenho 30 anos, Design Gráfico e Diretor de arte, baixista na Fusage e amante de basquete, cerveja e café. Cara, minha história com a Fusage é algo da hora demais, até porque eu e o Douglas (Vocalista) já nos conhecíamos das antiga, somos de Naviraí-MS, a gente teve banda na mesma época em Naviraí e tínhamos vários amigos em comum e nessa ai a vida deu conta de cruzar nossos caminhos aqui em Maringá, a ideia inicial da banda foi do Douglas, ele tava fervoroso assim que voltou da Irlanda, me chamou várias vezes pra colar no estúdio e tirar um som mas eu não tava muito na vibe de tocar, eu tava bem focado na Faculdade de Publicidade e Propaganda que eu acabei trancando no último ano. Até que teve um dia que eu aceitei e fui no estúdio pra ver o que ia rolar, acabei brisando demais, foi quando ele chegou e falou “ Ta afim de fazer parte da banda?”  ai eu acabei assumindo esse compromisso. E tem sido algo muito fodaa, sério, o que eu pude experienciar com a banda ou melhor família, é algo surreal, as viagens, a galera, a energia que a gente pode trocar tanto com público em cima do palco quanto as pessoas boas que encontramos ao longo desse período de banda, é sinistro. Bom acho que meu som vem sempre do momento que estamos passando, sou muito de tentar sentir a vibe do momento, as vezes mais agressivo e as vezes mais “deboista”  eu sou de escutar muita coisa, quando criança tinha muita influência direta da minha mãe Dona Maria que já cantou em banda baile durante um tempo, ela sempre colocava vários CD’s pra tocar, Djavan, Tim Maia, Eliana de Lima, Phill Collins, Raça Negra… entre outros, Na adolescência era mais revolts kkkkk, ouvi muito, Slipknot, Mudvayne, System of Down… Só que esse período todo eu era muito mais influenciado pelo Hip Hop por conta do basquete, eu só usava roupas gigantescas, tênis branco, camiseta branca, trancinhas no cabelo, sempre no estilo gangsta rap kkkkkkkkk (bons tempos). Então acho que meu som tenta beber de várias fontes mas não tem nada específico, uma mistura do caralho que até está dando certo. Eu cursei publicidade e propaganda mas não concluí, no segundo ano eu sentia a necessidade de entrar logo no mercado de trabalho e nessa, as pessoas exigiam a experiência com os softwares de criação, ai comecei a aprender por conta mesmo, eu sempre falo que essa profissão me escolheu. Eu vejo uma importância tão grande na publicidade e propaganda, pois ela é capaz de mudar padrões e conceitos que estão enraizados dentro de uma sociedade, é capaz de trazer a representatividade para minorias. Eu como homem negro atuando nesse mercado de trabalho sei da minha importância e do meu papel social, então sempre que posso tento contribuir com a representatividade do negro em peças publicitárias e assim tenho seguido. Hoje em dia estou muito focado em criar Identidades visuais( Marca, logo) faço alguns cursos tenho estudado e buscado aperfeiçoar meu trabalho cada dia mais."

A vida durante a pandemia 

"Cara essa pandemia realmente deixou tudo a flor da pele, mas sigo uma rotina de muito trabalho na verdade, to fazendo Home Office na empresa que estou trabalhando e nos momentos livres estou tentando usar esse tempo pra poder melhorar minhas habilidades profissionais, estudando marca, desenvolvimento, técnicas de criatividade e desenvolver projetos pessoais de Design, mas também não estou me cobrando muito não. A terapia tem me ajudado bastante com a saúde mental no entanto acho que o que mais está pegando é  a saudade da minha mãe e meu irmão mais novo que moram MS isso ai ta foda irmão. Em relação a saúde física ta foda acho que corri na primeira semana de pandemia e até hoje não fiz nada de nada, só bebendo e comendo dentro de casa. Queria muito voltar ao basquete, mas agora só Deus sabe o que vai ser e quando poderemos jogar novamente TRISTÃOO com isso."


Governo atual e preconceitos 

"Poxa as vezes eu nem consigo expressar todo esse meu descontentamento com a situação do governo atual brasileiro, penso muito que com esse presidente no poder ele conseguiu dar voz há pessoas que tinham um racismo velado e que não expressavam por não ter um “aval” e vejo que o atual governo tem dado todo esse aval. Eu não faço parte de movimentos sociais negros nem nada do tipo no entanto eu luto pela causa como eu posso, como eu disse vejo que a publicidade é uma ferramenta muito importante como representatividade do povo negro, não é hora de ficar em cima do muro precisamos nos posicionar e levar a tona todo tipo de preconceito, seja racismo, homofobia, transfobia é tempo de “FOGO NOS RACISTAS”. Em Maringá eu sofri várias formas de racismo  do tipo “segurar a bolsa quando eu tava passando”  “ ser seguido por segurança de mercado”, sem contar os olhares ao entrar em lugares “mais sofisticados”. Hoje eu tenho total consciência do lugar que ocupo mas nem sempre foi assim, antes eu não frequentava lugares mais sofisticados por conta de se sentir coagido com olhares que me mediam de cima em baixo, hoje vejo que se eu posso frequentar lugares assim, porque não matar meu desejos de comer algo que eu tenho vontade, beber algo que quero experimentar ? Ocupar esses lugares acho que é uma forma de normalizar essa situação sabe. A situação global mais do que nunca coloca em pauta tanta coisa, por que depois de tanto tempo com essa falsa  “LIBERDADE” e ainda nos matam a troco de nada, não só na gringa, no Brasil o índice de morte do homem negro é bizarro, ser negro nessa sociedade racista é se revoltar com olhares, é ter medo de policia, é saber que a culpa pode ser jogada no seu colo a todo momento. Então assim socão na boca de racista e poucas ideia."

Recado de Luiz miguel baixista/Luiz miguel do cotidiano

"Luiz integrante da Fusage PAU NO CU DO BOZONARO QUE JAJA VAI CAIR , Luiz do cotidiano  “A VIDA É MUITO CURTA PARA SER PEQUENA” Benjamin Disraeli … Assistam o doc brasileiro “EU MAIOR”."


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Links para encontrar o artista




sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

The Old Skull Guz por trás do novo disco


Em pouco tempo estará entre nós um dos trabalhos que mais anseio nesse ano, estou falando do primeiro disco da nova banda The Old Skull Guz. Já fizemos uma matéria não há muito tempo sobre como foi a formação da banda e o que ela vem trazer de novo para os fãs de uma boa música. Agora em uma nova conversa com o frontman da banda, Gustavo Oliveira, conseguimos algumas pistas do que vem por ai, tanto do disco quanto da banda em si com seu futuro, então sente ai, coloque a música da banda já lançada ( Só apertar aqui) e leia essa preciosidade! 

A ideia do novo disco!

MUTT foi gravado da forma mais orgânica possível, fizemos tudo sem metrônomo e ao vivo, acho que a ideia principal é transmitir de forma fiel um show do The Old Skull Guz, simples e direto.


Por dentro do disco!

O disco foi produzido e mixado por Stone Ferrari no estúdio Pé de Manga em Maringá, tivemos as ilustres participações especiais de Claudio Caldeira no saxofone e órgão, Felipe Gerardi no Violino, Patricia Borges, além de Bruno Abreu e Bruno Meneghetti nos backing vocals.

O sentimento de um lançamento!

A sensação não poderia ser melhor, um grande orgulho para nós três ter concebido esse disco, o resultado final ficou muito além do esperado, tem músicas para todos os gostos, desde as mais lentas e acústicas até as elétricas e pesadas, acredito que este álbum é um grande ponto de partida para podermos conquistar grandes coisas.

O futuro da banda! 

Temos o clipe de Mutt Dog agendado para o dia 25 de janeiro, produzido por Emanuel Vasconcelos e estamos preparando uma tour de lançamento do MUTT, passaremos por algumas cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a ideia agora é rodar bastante para divulgarmos nossa música.



Abaixo Links para achar a banda e onde curtir!





terça-feira, 13 de novembro de 2018

Vos apresento Guto Ferreira





Agora é a vez do viajante musical nos dizer um pouco quem é e o porquê o som dele é vibrante. Em um papo bem bacana e solto, Guto Ferreira soltou o verbo sobre sua carreira, cena autoral e o que vem por ai!

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 Seu projeto de música em geral

Eu comecei a trabalhar com música na rua né. Antes só tocava por hobby e pouco. No ano de 2012, já na Bolívia, encontro um irmão argentino, Agustín, e com ele desenvolvi a técnica e desenvoltura de calçadões e ônibus de Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Saí do Brasil como artesão e de bicicleta. Volto ao Brasil músico e de ônibus (ou carona). Já de volta ao Brasil, eu passo a focar mais em uma outra paixão que tenho, que é o circo, e daí passo a tirar meu sustento. Mas a música não fica fácil esquecida. Passei a pesquisar mais, e me interessar por escrever e musicalizar minhas letras, mas sem qualquer pretensão de um dia grava-las. Isso até conhecer o Ni (produtor Nicholas Emmanuel), ano passado, e ele me convidar pra gravar. Eu não entendi nada a princípio. Como assim? Minhas músicas? Sério? E ele super me incentivando e tal. Entrei nessa barca todo entusiasmado e cheio de energia. Gravamos duas faixas: um samba e um rap. Gostei do resultado e achei que era isso. Mas não. Esse ano o ni me convida novamente. Desta vez um pouco mais sério, gravar um EP Uma música já tinha toda construída, mas as outras todas foram criadas nesse processo. Uma música que fala sobre viajar, outra fala sobre queda e ascensão. E assim vai. Todo o processo de gravação foi feito na "casinha da bh".


Quem é Guto ferreira e o que tem por trás dele

Eu brinco de tocar desde criança. Costumo brincar que meu primeiro time de futebol foi também meu primeiro grupo...rs Pagode é claro. Criançada, futebol e um pandeiro e já tava feita a alegria. Mas com o tempo fui deixando o prazer de tocar de lado. Compromissos e caminhos que a vida te impõe
vão te afastando dos teus prazeres. Mas quando comecei a viajar de bike sem pressa e sem compromissos, tudo voltou, e da maneira mais linda. Estava descendo pro Uruguai com o Hector, e ambos loucos por um violão pra acompanhar nosso pandeiro solitário. Quando conhecemos um rapaz em Pelotas que nos presenteou com seu violão. Ahhhh isso me inspirou demais. Passamos felizes o verão no Uruguai esse ano. Mas tivemos que nos separar, Hector e eu, pois eu voltaria pro Brasil e ele permaneceria no Uruguai. O violão acabou com ele, e eu voltei pro Brasil na missão de fazer a grana pra comprar um violão. Mas não é que o destino queria que eu tocasse mesmo. Poucos meses depois, tentando chegar no litoral norte de São Paulo pro carnaval, já na rodoviária de Bauru, enquanto tocava passando o chapéu mais a Isa e o Agustín, um cara veio até a gente e perguntou se tocávamos corda de aço. Respondemos que sim e ele disse que queria ouvir um Bob Marley. Tocamos com o maior prazer. E qual foi a contribuição no chapéu desse cara? O violão. Sim, o violão. Daí não pude parar mais com a música né. E tudo que escrevo é o que vivencio ou vejo por onde passo todos esses anos.

O que acha do cenário da música autoral principalmente de Maringá

A cena autoral como um todo já é fraca né. Ver um monstro como Kiko Dinnuci dizer que não é fácil viver de arte em São Paulo é de chorar. Se pro Kiko tá difícil imagine pra nós...rs 
Maringá tem pouquíssimo espaço pro autoral né. Já teve melhor. Lembro de ver surgindo Sollado B, Anônimos, Cidade Verde, Melodia Preto Band, Mestre Ouriço. Algumas acabaram, outras saíram da cidade pra levantar vôos maiores, e quem fica acaba numa cena que pouco valoriza o autoral. Pra mim então que fiquei um tempo largo viajando e voltei a pouco pra Maringá, nem se fala. Vou te dizer que tá valendo mais tocar na rua do que perder tempo atrás de agradar empresário. Esqueci de citar Stolen Byrds né, muita coisa já rolou por aqui, e está rolando cada vez mais.

O que o seu som pode atingir nas pessoas

 Meu som retrata minha vivência. Viajante, artista de rua, observador e absorvedor das culturas e cotidianos por onde passo. Acredito que ao ouvir as pessoas vão conseguir viajar junto comigo um pouco. E é isso que quero transmitir pro meu público. Que as pessoas acreditem nos seus sonhos e sejam sinceras consigo mesmas. E foco na missão. E que as quedas nos engrandece. Sejam elas causadas por forças alheias a nós, ou causadas por nós mesmos. O importante é se levantar. Isso é muito do que quero transmitir com minha música.

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Uma carta sobre Abdusounds


Por meio de uma carta, o nosso correspondente nos falou de como é viajar na presença de todas as atrações desse festival.


“Voltei, de um lugar onde eu não consigo expressar em palavras como é ao certo. Fui abduzido, e vou lhes contar a história, pois faz poucos dias, exatamente no dia 13.04 aconteceu, alguns denominaram isso de ABDUSOUNDS! Nessa viagem me colocaram uma trilha sonora pesada e das boas, lembro-me de início um belo e grande groove com uns caras, a banda era o Montanas Trio e já deram um início forte e cheio de vibrações que faziam o corpo transcender de onde estivesse, o ritmo já me contagia mas não sinto ao certo o local, isso é o de menos, o local de nada importa. Quando me contaram sobre dinossauros eu penei a crer, mas tinha uma banda com o nome Cadillac Dinossauros que aguçou meu ouvido na hora em que deram a primeira chacoalhada dentro do palco, as luzes ajudaram a fazer a galera inteira se chacoalhar e pular, o frenesi era absoluto por todos os presentes nesse local, a paulada que a banda transborda faz seu coração dar umas palpitadas a mais. Um tempo se passa até que umas batidas bem mais fortes em tambores estrondosos aparecem em alguns passos de onde me encontro, o Maracatu Ingazeiro chegou explodindo os tímpanos dos acomodados, aquele ritmo ensurdecedor de animação do começo ao fim, as cores de todos ao redor, as batidas ecoando aos céus, foi uma das cenas mais bonitas de toda essa viagem. Até chegarem as guitarras fortes que ecoam pelo universo, a Fusage é uma banda das mais fortes que já vi nesse plano astral, vem com respostas rápidas e as guitarras mais ainda, o grave bate lá em cima com um agudo perfeito, suas sinapses entram em colapso e você está no momento certo e sendo eletrocutado, a banda sabe te dar um choque dos bons no cérebro, faz a ti dançar como nunca! La vem a Aminoácido com sua malemolência total, a banda é o toque de calmaria que te faz ficar por um tempo viajando dentro de si, faz os sentidos aguçarem como se você realmente paralisasse completamente e comece a penetrar em todas as ondas sonoras que a banda te apresenta, faz um autoconhecimento dentro de seu próprio corpo, mas de uma forma mais forte e centradas. O Quarto astral vem sendo das bandas com mais psicodélia dentro de suas músicas aqui nesse brasilzão velho, fazendo jus a toda a viagem em seus instrumentos e sabendo utilizar isso mandando ver pro público que estava sedento de um pouco de universo dentro da musicalidade! Teve um cântico feito por pássaros, os Stolen Byrds também estiveram na mixtape da abdução, fazendo um ritmo intenso e muito forte, mostrando que ainda é a banda que mais faz mexer e conduzir tudo que esteja na sua frente para um balanço geral, mostrando como que uma guitarra une-se ao vocal fazendo um grito ensurdecedor ao comodismo, faz minha viagem ser completa e tão prazerosa.”





sábado, 14 de outubro de 2017

Corona Kings vai girar seu cérebro


O Corona Kings lançou nessa semana o seu terceiro disco, denominado “Death Rides A Crazy Horse” que tem uma simples palavra pra descrever de forma abrupta, explosão. O disco foi o
primeiro da banda gravado depois que foram morar na grande São Paulo, onde a tiveram uma gigantesca evolução em todos os conceitos que se pode colocar . Em conversas, matérias e tudo que tivemos no período com os integrantes, mas principalmente com o Caíque (vocalista) ele sempre alertava que a banda viria diferente e com a pegada que sempre quiseram fazer, então minha resposta chega um pouco tarde mas está aqui, vocês botaram pra quebrar, o disco está sensacional, a banda ta em uma harmonia que nunca havia notado antes, as letras tem diálogos super cheio de emoção e muita atitude, e tem muita porrada, isso é ótimo.

O disco é lançado pelo selo  Forever Vacations Records, que tem o comando vindo do ilustríssimo estúdio Costella onde já passaram
tantas bandas do brasil e de fora, sendo conduzido diretamente pelo Alexandre Capilé, Fabricio Livre e Luas Melim. O selo teve a estreio com o disco da banda, trazendo uma nova onda nas produções de música no nosso país, com uma autoria toda nova e que torcemos muito que siga prosperando.

Nos shows a banda já mostrava algumas músicas e como você sentia que o tom era todo diferente do “Dark sun” antecessor do disco, e como tudo que já citei acima, evolução da banda foi algo muito importante. O disco tem doze faixas, é uma pancada só que você sente só quando já está se balançando com a banda, três dicas essenciais pra você ver a nova cara da banda, comece com “Try it out” que tem participação da Deb Babilonia vocalista do Deb and the mentals, que são tudo chegado um do outro, depois siga e coloque bem alto “Inner Giant” que tem muita guitarra e muita harmonia pra você sentir mesmo a banda, e fecha com “Nowhere man” que é dos destaques mais destaques que poderia colocar no disco, talvez a
faixa principal, a, agora virou quatro destaques, porque a favorita até agora é “With You” que é elétrica, forte, pancada, enérgica e como destaquei te explode completamente. Mas delicie-se com o disco todo, porque vale muito a pena! Continue nos gritos de sua alma e a guitarra pesada Caique, sole como você anda solando que tem uns gritos de almas presas em sua guitarra Felipe, mantenha essa base pesada e cheio de grunge sujo que só seu baixo faz transpirar Murilo e continue a bater na bateria com toda essa sua ferocidade Antônio, porque unindo vocês quatro, temos dos maiores destaques do Rock no nosso país.






Chega no projeto e comente o que achou do novo som dos caras

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sábado, 30 de setembro de 2017

Foo Fighters em Concret and Gold


Esse foi nada mais nada menos que o nono disco de estúdio que a banda lançou, mais um disco extremamente bem produzido, cheio de pontos de exclamação que havíamos questionado a alguns
anos ou meses, sim, o Foo Fighters voltou cheio de vida e muita energia. O hiato da banda serviu para que Dave fosse a um passo à frente sozinho, buscou produtores, e apenas mostrava a eles o projeto em mente, a maioria faria facilmente, mas claro, ele queria inovar de alguma forma. Assim buscou o produtor Greg Kurstin que já havia trabalhado e estourado diversos artistas principalmente no gênero do pop, e nunca havia produzido um disco de rock em si. Mas essa união improvável fez com que nascesse um disco bem diferente de tudo que já havia sido criado pela banda, um disco leve em harmonia, mas pesado em riffs, letras e os gritos do nosso adorado.

Se aconchegue, abra bem o olho, coloque o disco de fundo e mergulhe comigo, agora vamos destrinchar o disco, ALL YOU REAAAAAADY?


O disco já inicia naquela pegada diferente, mostrando um ar bem mais rock clássico oitentista, a voz e a viola de um jovem solitário, de repente tudo explode de uma forma meio cósmica e fica com um coral de fundo que te faz arrepiar o corpo todo, ao ouvir você encaixa ela como música de começo de filme facilmente, “T-shirt” é o início perfeito para uma história que está começando. Ao finalizar ela se liga com “Run” que foi o primeiro single lançado desse disco, e de certa forma todos que ouviram aclamaram a música, lembrando os tempos de Wasting Light, que era bem porradeiro e os instrumentais dominavam a música em si, junto com a voz gritada que o Dave faz com primor nessa música. As músicas se ligam no disco todo, a terceira é “Make it right” que ao ouvir a primeira vez tem algo que me remete aos Rolling Stones, talvez pela forma com que é cantada e no fundo fica uma guitarra base mudando o percurso e voltando na
música, Pat fez muito bem o papel nesse disco, talvez é o disco que ele mais apareça, além dele tem uma participação (bem mínima) do Justin Timberlake fazendo um coro ao fundo da música, de acordo com a banda o cantor apareceu no estúdio bem nos dias de gravação e aproveitou e deu uma canjinha. Olhe para o céu e grite bem alto “THE SKY IS A NEIGHBORHOOD” e se agite junto com a banda, essa é a música que fez com que a ansiedade pelo disco dobrasse a qualquer um que é fã da banda, é muito diferente de tudo, tem um coral ao fundo, as batidas do Taylor misturam marretadas com algo bem suave, a base é primorosa com o Nate, as três guitarras funcionam com uma sicronização impressionante, e a letra é de uma profundida que toca a alma mesmo como “Gotta get to sleep somehow, Bangin' on the ceiling, bangin' on the ceiling, Keep it down, The sky is a neighborhood!” transforme na letra o teto como se fosse a sua cabeça, e veja o sentido que dá a letra para nós, humanos! Depois dessa vem nada menos que a “White limo” do disco, sim tem uma, dessa vez ela se chama “La dee da” que é uma porradaria extrema do começo ao fim, com vocal gritante do Dave do inicio ao fim, as guitarras se predominam na música, mas aparece bastante o toque do Rami com o sintetizador ao fundo mudando toda a cara da música, é um baita som pra te fazer eletrizar! O principal em um disco são as músicas tocarem você tão fundo que você não consegue desconectar dele, pois bem, essa música “Dirty Water” fez isso comigo, pois iniciando ela te deixa em um transe
que você sai de um plano habitual, mas com o limiar do som transparecendo rola uma explosão, mas você já não esta mais em átomos terrestres, a banda te deixou no espaço e por favor, viaje com a banda, e grite bem alto “I'm a natural disaster, And you're the morning after all my storms, Bleed dirty water, Breathe dirty sky!” fiz isso nesse momento, minha alma prospera em paz. Depois de uma explosão astral dessa vem “Arrows” que é um som muito bem feito, arranjos, letra tocante e muita guitarra no som, o som me lembra intros de filmes de terror, talvez pela guitarra manter um ritmo de fundo e as batidas da bateria mais forte. Suspire, agora vem a lina do disco, falo de “Happy Ever After” que fica naquele toque de violão do inicio ao fim, tirando um pouco da aceleração que você estava no disco, a letra é
muito bonita como “There ain't no superheroes, They're underground, Happy ever after, Counting down to zero hour”que te deixa tranquilo ao finalizar. Agora tem a surpresa boa que é “Sunday Rain” cantada pela voz incrível de Taylor Hawkins (baterista original), e nada menos que Paul Mccartney na bateria, o som é uma viagem aos anos 70 cheio de batidas, muito teclado com o Rami e a voz ensurdecedor do Taylor que é muito, mas muito gostosa de se curtir, com certeza a música tem de entrar entre as três melhores do disco, é uma daquelas baitas surpresas ao curtir. Vamos falar um tanto sério, essa se chama “The line” e desde que foi lançada até antes do disco tive a opinião que é uma mistura de “Walk” com “These days” mas com o ar forte de “Best of you”, misturou essas três e deu essa música, pela emoção ENSURDECEDORA que ela tem, pelos riffs pegajosos que você adora, pelo
amor cantado do Dave pra gente, e pelo ritmo que te entrega e abraça na música toda, é um amor musical de primeira, se emocione em “The tears in your eyes, Someday will dry, We fight for our lives, 'Cause everything's on the line!” pode chorar, vai secar, e tudo vai melhorar. Fechando o disco vem “Concret and Gold” um som muito diferente de tudo que a banda já havia feito, tem um “Q” de Pink Floyd muito as claras, o início com a explosão lembra “Comfortably numb” com as batidas pesadas e uma explosão junto com a voz e no fundo aquele arco clássico, mas sempre deixando o peso dos Foo’s junto, é uma baita música pra finalizar o disco, e mostrar que a banda tem muito o que se recriar e nos presentear.



Assim os Foo’s mostram que tem muita boa pra se fazer, além de material a banda vem ao Brasil ano que vem, trazendo na turnê esse baita trabalho embaixo dos braços juntos com o QOSA, esperamos estar lá perto, vendo essa mágica acontecer.




Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link pra download do disco:

http://www.euescuto.com.br/2017/09/12/foo-fighters-concrete-and-gold-2017-download/

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