Difícil vir falar de um dos discos que compõe facilmente a
minha vida desde a adolescência, esse disco é uma das obras que eu mais escutei
do início ao fim com toda e absoluta certeza, e tenho um amor especial por cada
faixa que ele compõe. O lançamento do mesmo la nos primórdios de 2001 mais ou
menos, fazendo com que uma nova escola musical fosse criada, traz\endo muito
forte toda a tendência punk que a banda gostava mas deixando com uma cara nova
e totalmente identificada com os integrantes, pode-se dizer que o Blink é o pai
do pop-punk, gênero que é uma derivação do punk clássico com guitarras rápidas,
refrões simples e batidas estonteantes na nossa cabeça. Mas nesse texto vim
falar do sentimento com esse disco, e não do estilo ou gênero que ele se
classifica, pois me lembro bem de andar com meu mp3, colocar “Shut up”, subir
no skate e sair sem um rumo certo e me entendendo cada vez mais e mais.
A banda sempre gostou de brincar e fazer trocadilhos em suas
letras e também no nome do álbum, sempre um tom cômico mas extremamente sarcástico
em alguns momentos, na época do lançamento do disco um dos assuntos mais
falados eram os lares destruídos pelas separações matrimoniais, era como se
pessoas que tiveram divorcio na família teriam problemas ou não seriam ninguém,
assim o Tom “Vocal/Guitarra” escreveu uma das suas melhores músicas que é “Stay
Togheter For The Kids” que é a alma puríssima dele sendo expressa nas letras, você
percebe muito sentimento ali e muita vontade da mudança em geral, é de
arrepiar.
Em uma época onde os clipes eram de extrema importância para
alcançar um público maior, a banda sempre dava um jeito de aguçar mais ainda
nas atuações, o clipe de “The Rock Show” e “First Date” são um exemplo claro do
que a banda é com toda a sua irreverencia e extrema, mas extrema forma de
dialogar com os fãs de uma forma leve, quem dera hoje em dia os clipes fossem
mais valorizados, saudades MTV.
Não vou alavancar as faixas que mais gosto ou algo parecido
porque eu realmente não consigo, eu gosto de todas as músicas desse disco,
então do meu eu jovem skatista e também do meu eu adulto que ainda anda de
skate peço que escutem e deem uma atenção enorme a esse disco, pois ele
vale cada segundo que você possa ter. O Blink 182 pra sempre vai ser uma das
bandas da minha vida, e com toda certeza esse disco me moldou e ajudou a ser
quem eu sou hoje, então ao Tom, Mark e Travis, um muito obrigado.
Você já encontrou uma banda que te proporcionasse um
turbilhão de emoções diferentes cada vez que você ouvia uma única música? Essa
sensação é, muitas vezes, difícil de encontrar, principalmente quando a gente
não entende muito bem um contexto, uma letra ou algo assim. Com o Alcest, não é
necessário saber francês (até porque muitos sons do vocal são ininteligíveis de
propósito, de acordo com o Neige, fundador da banda), não é necessário um
conhecimento formal de música e melodia para sentir aquilo que as canções
passam, seja por se identificar com o estilo ou por elas trazerem à mente
alguma lembrança no momento em que se ouve.
O Alcest surgiu em 2000 com um som único que unia elementos
do black metal e do shoegaze, formando um subgênero que alguns chamam de
blackgaze, outros de atmospheric black metal, post metal, enfim, sabemos que é
difícil definir em caixinhas os gêneros musicais que muitas bandas pertencem.
Com seis álbuns e um ep, Neige explora sonhos e experiências espirituais que
teve em sua infância, momentos cheios de sinestesia, fantasia e elementos não
presentes no mundo real, fazendo com que refletisse no próprio nome da banda
que, de acordo com Neige, não tem um significado específico, mas soa agradável.
Neige se inspira, ainda, em pinturas, em músicas, culturas, na natureza e em
tudo ao seu redor. Os álbuns alternam entre uma mistura de algo sublime e
obscuro, uma sensação, muitas vezes, de desespero, mas também de alívio, um
melancólico natural do ser humano, perceptível, inclusive, em elementos da
natureza, como dias chuvosos, uma noite em florestas escuras, em consonância
com uma visão de um pôr ou nascer do sol. As impressões deixadas pelas criações
do Alcest são únicas, são profundas de maneira que poucas bandas conseguem
atingir e valem indubitavelmente a pena.
Eles ajudaram a criar
o Heavy Metal das ruínas do Punk, liderados pelo chefe Lemmy Kilmister, com seu
baixo esmagador e seu vocal sujo e visceral, acelerando o Rock`n`Roll o mais
rápido que conseguiam.
Ian Fraser Kilmister conhecido como Lemmy, foi uma pessoa
única e especial no meio musical, uma figura anterior ao Rock n Roll, o próprio
viu o gênero musical nascer, tendo visto Beatles ao vivo no the Cavern Club e
trabalhou como rodie do Jimi Hendrix. Lemmy começou como guitarrista teve varias
bandas, após sair do Hawkiwind começou sua própria banda, Bastards que depois
se tornaria Motorhead, nome da ultima musica que compôs para o Hawkiwind, uma
gíria americana para quem gostava de consumir anfetaminas, já que ele adorava
estar sempre agitado.
Lemmy escolheu Lucas Fox na Bateria e Larry Wallis na
guitarra, gravaram On Parole que não foi lançado, relançado futuramente apenas
quando a banda começou a fazer sucesso, rapidamente foram substituídos por Phil
Taylor, conhecido como “Philthy Animal” na bateria e por Edward Allan Clarke,
conhecido como “Fast” Eddie Clarke.
Agora com a formação clássica nada podia parar a banda!
Abastecidos com muito álcool, anfetaminas, roupas de couros e energia gravaram
discos impressionantes, sendo Motorhead em 1977 gravado em apenas dois dias, em
1979 foi gravado o Overkill, que para muitos foi à primeira vez que foi usada a
bateria com dois bumbos. No mesmo ano foi lançado Bomber, em 1980 foi lançado
para muitos o melhor disco da banda, Ace of Spades, com uma capa capaz de
intimidar qualquer pessoa que olhe para ela! Os maiores três fora da lei de
todo o velho oeste! Ninguém nunca foi tão durão como eles foram na capa desse
disco!
Em 1981 foi gravado o primeiro disco ao vivo da banda, No
Sleep 'til Hammersmith, eles não dormiram durante a turnê ate chegarem em
Hammersmith em Londres e ainda fizeram um show brilhante, em 1982 foi gravado o
Iron Fist que comina com a saída do “Fast” Eddie Clarke.
Isso foi um texto muito breve da fase clássica da banda,
Motorhead tem muita história a ser contada, Lemmy tambem, alias, Lemmy é o
Motorhead. Eles sempre tiveram muita dificuldade na vida, e mesmo assim eles
nunca desistiram, o próprio líder da banda falou que só foi ganhar dinheiro com
a banda nos últimos 10 anos de carreira, Motorhead nunca teve medo, e sempre
correram atrás do seu objetivo, como dizia eles em uma de suas musicas “you've
only gotta Live To Win”
Isso pode comemorar pois os caras se reinventaram de novo e
nos entregaram um abraço em forma de música em uma época em que mal conseguimos
abraças quem amamos, eu sinto o amor vindo desse disco de forma plena e extremamente
forte. No seu sexto disco a banda usou e abusou de suas experiências
instrumentais e melodias que faz você agitar de alguma forma, a sensibilidade
musical está à tona aqui e eles souberam aproveitar um amadurecimento de seus
fãs mostrando todas as fases que possa existir dentro de nós, passagens e
momentos em que cada disco pode se fazer presente e ter um sentido maior em
nós, de uma melancolia aguda a uma extrema alegria e alguns gritos para
extravasar, eles nos dão tudo isso e muito mais. Uma grande experiência é notar
os singles que foram apresentados antes do disco lançar com “Choker” e “Shy
Away”, e já digo que Shy Away é uma obra prima de um nível que eu jamais achei
que escutaria viu, é um primor de batidas irreverentes que ajudam em todo o processo
musical, em forma de uma explosão e implosão magnifica, eu ainda estou
maravilhado desde quando foi lançada a um tempinho atrás. Mas outro ponto que a
banda não forçou uma reformulação de seu som ou usou de seus fãs estarem com
outras sintonias, mas sim aos poucos mostraram que sim podem mudar tons aqui,
melodias ali, uma letra mais profunda ali, e ao mesmo tempo e as vezes na mesma
canção retornar a algo mais leve e mais simples, não forçaram a barra para
atrair mais fãs, mas sim abraçaram mais ainda os que já tinham e fizeram isso
de forma esplendorosa.
Vamos agora tratar mais das canções desse disco, vai coloca
“Saturday” pra deixar essa leitura bem gostosa e dançante, solta ai suas
amarras da cadeira e requebre da forma que quiser, porque o poder dessa música
em fazer dançar é enorme e faz bem demais meu deus, que música deliciosa. Essa
vibe é sentida bastante no disco, em músicas que fazem bem e faz você se
libertar, talvez o foco da banda seja esse em tirar um pouco dessas amarras
intensas que a pandemia nos trouxe, terminou a música? Então não abaixe a vibe
e coloque “Shy Away” e dance, dance, dance sem pensar e nem se importar, talvez
o sentir é a forma mais importante nesse momento em tudo que o mundo anda
vivendo, se liberte. Outras músicas chamaram bastante atenção também, como “Choker”
com uma letra mais pesada e densa mas de uma forma mais leve a sonoridade,
outra é a “Never Take It” que já puxou uma linha um pouco mais rápida e
lembrando uma sonoridade antiga da banda, mas deixemos pra tratar música por
música nos cinco motivos que virá daqui uns dias.
Um pacote bem embalado e bem fechadinho que a banda nos
entregou, amarra muito bem do começo ao fim e como sempre nos dá a sensação
clara que é uma história sendo contada em vários capítulos, particularmente
acho isso formidável. As artes dos clipes, as cores da capa e tudo que vem
junto também é feito de uma forma muito gostosa de se observar. É isso, a banda
nos entregou essa beleza alegre que faz parte da vida, então se entregue a
absorva o máximo que conseguir, a vida é feita pra viver e com essa trilha
sonora fica mais fácil ainda!
Os caras se reinventaram mais uma vez, a quem está
acostumado com as baladas românticas de “7 infernos” pode assustar um pouquinho
com o novo som da banda, uma reformulação instrumental bem nítida com o acido
da guitarra fazendo o corpo vibrar do inicio ao fim.
Trouxeram uma pegada mais White Stripes em algumas formulas, onde a guitarra simplesmente conversa
com a bateria de forma bem nítida, o grave da voz vem de complemento mas ao
mesmo tempo é o carro chefe da banda, a voz do João é muito diferente e nesse
disco eu senti que ele se soltou mais em arriscar até onde ele alcança, saiu um
pouco do seguro que ele fazia bem, se arriscou, e acertou em cheio. Nesse disco
tem foco em uma guitarra mas o Anderson fez com que o trabalho ficasse mais limpo e
mais aguçado em todas as faixas, é como se limpasse o som e deixasse ele mais
fino, mais autêntico ainda e com a cara bem forte da banda, talvez a
reformulação sem intenção mas que casou perfeitamente na nova cara da banda.
Falar das linhas de baixo é chover no molhado, o Luiz é literalmente um animal
quando se tem o trabalho da condução da música e o groove do ritmo, te faz
dançar com o corpo e alma e não deixa com que paremos um segundo de sentir em
si os acordes que estão mais altos,
e por favor continuem a deixar esse baixo
alto que faz bem demais! As batidas encantadoras do Victor também faz com que
gire um pouco o estilo musical, ele desacelera e acelera em poucos segundos
fazendo que a música não entre em uma monotonia, fazendo aguçar mais ainda os
ouvidos em todo som que a banda reproduz, a evolução é constante dos caras, mas
a dele é um absurdo em como ele manda bem em todas as faixas! Com tendências vindo
como já disse do White Stripes, uma pegada mais lenta das baladas do Queens of
stone age e uma brasilidade do Los Hermanos,
mistura tudo isso com a essência em
si dos caras e torna a banda mais autentica do sul do mundo. Um complemento, o
disco é fechado e aberto tão facilmente que parece que a banda está ali proclamando
as músicas com uma facilidade absurda, mas se engana quem ache que isso é fácil, fechar um trabalho como esse requer além de esforço um tremendo talento, e como
falei a banda está cheio disso, talento, correria, vontade e amor, é isso que
eu sinto sempre quando eu escuto e vejo tudo que a Oversong transpira, é
inspirador estar perto e conhecer esses caras, o mundo é pequeno pra eles e “2004”
é a melhor música feita da banda, meu deus que som delicioso de escutar.
Assumo de primeira que eu sempre fico emocionado ao escutar
lançamentos, ainda mais de uma banda com o teor emocional em suas letras tão
forte. Esse disco veio para nos abraçar de uma forma real e não genérica, sensível
e com muito amor, vamos aos cinco motivo para degustar o disco que faz nos
olharmos no mais fundo da alma.
O disco é o oitavo da banda, que vem de atividades desde
1999, a banda é sem dúvida um marco da geração em que vivemos, sempre mesclando
e trazendo inovações mas em uma raiz bem forte do Southern rock que é a banda
em si, a cada disco uma viagem e uma ideia do que a banda passa e quer que o fã
entendam, dessa vez eles trouxeram o tempo, em como ele vai e vem, e o porquê
de aproveitar tudo.
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Ritmo são importantes em um trabalho fechado, e o disco
apresenta uma graduação em ir passando nas música, em ser uma mistura do ponto
alto ao mais baixo em poucos minutos, mas sim uma evolução sistêmica do início
ao fim, não sendo ondas mas sim uma tsunami de vez, a banda achou a formula pra
nos afogar no bom sentido dentro de nós.
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Um disco sem pressa alguma e a rapidez ficando um pouco para
trás, agora o KOL é a banda que fala mais e deixa o instrumento como
complemento de uma obra sensacional, sinto uma conversa vindo de meu fones chegando
da voz INCRÍVEL de Calleb, que sorte de um dia ter visto essa banda de perto, e
que saúde de um show meu deus do céu.
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Letras são o ponto alto do disco a mim, eu me importo com a
escrita sempre e depois começo nas pegada de ritmos, instrumentos e tudo mais.
E a primeiro momento esse disco me remete a pessoas maduras mas que tem a alma
jovem, tratando que a alma sempre vibra e que o tempo é um ceifador de almas,
mas que devemos saber saborear mais ainda o que vivemos e aprender com tudo,
sejam boas ou ruins a situações.
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Vamos ao top três do disco agora, as três que ao escutar meu
coração ferveu. De início é “A Wave” que música deliciosa de se escutar,
fazendo você entrar em uma imersão na alma e dar aquela vasculhada das boas, o
ritmo vai se elevando aos poucos com vários estouros e o sintetizador comendo
solto no fundo, nela eu sinto uma diferença enorme na sonoridade da banda, e eu
particularmente amo quando as banda se reinventam mas mantendo a base de si, é sensacional.
Depois coloco “The Bandit” que foi single da banda e nela já se notava que
tinha algumas coisas diferentes na sonoridade em si, o vocal mais alto e com o
foco central mas com as guitarra mais estridentes e a bateria em si mantendo o
ritmo, sem tantas distorções e também com o baixo mandando do lado um ritmo
frenético de sensações, trazendo a letra “Reckless abandon, Rundown and
stranded, Must catch the bandit..” fazendo a analogia da tentativa de se pegar
e manter o tempo consigo, o inimigo perfeito dos bons momentos. Agora a música
que me fez realmente chorar quando eu escutei que foi “Echoing”, foi um sentimento
tão forte na primeira vez que escutei que eu pra sempre irei me lembrar, ela
traz um ar do antigo KOL, mas com umas elevações que não existiam ante, e a
letra madura e extremamente sensível como “We could take it to the high sеas, Echoing,
echoing where do wе stand”, tendo um diluvio dentro de si e tentando transformar
em uma viagem derradeira pelo tempo de si mesmo, falando de memorias e como
devemos dançar com o amor de forma mais leve. O disco é sensacional do começo
ao fim, algumas músicas podem te tocar de alguma forma que ainda não me tocou
em si, eu só posso pedir que você sinta abertamente esse disco sem amarras do
passado da banda mas sim de um trabalho gostoso de se ouvir. Um disco lançado
onde temos a falta de afeto e calor humano por uma pandemia, mas, ele veio nos
abraçar, e a banda merece um agradecimento e muito amor nosso por eles,
obrigado Kings Of Leon pelo abraço e pelas lagrimas.
Fim de ano sempre rola a retrospectiva certo? E por aqui não
será diferente, alavanquei os dez principais trabalhos no ano, que nos ajudaram
a passar por um ano tão difícil e tão atípico, trazendo um pouco de conforto
para nossa alma. Aqui é em forma cronologia, não coloquei como melhor/pior, até
porque se está aqui já é que eu ache sensacional o trabalho! Então se
aconchegue e delicie-se com as maravilhas musicais que esse ano nos trouxe.
Fine Line – Harry Styles
Que disco lindo, uma transformação constante que o Harry
apresentou para nós, musicas com muito sentimento e algumas com batidas que
ficam em nossa mente até amanhecer, a dança das palavras que ele fez sempre é
algo de se valorizar! Além dele em si que vem quebrando mil tabus e desmitificando
muitos aspetos no mundo da música, o disco e ele não poderia passar em branco,
merece demais todo o sucesso que vem tendo.
The Slow Rush – Tame Impala
Quando você pensa que a banda não tem como se reinventar o
Kevin Parker vem e BAM, choca nossa cabeça com seus riffs mágicos e toda a
simplicidade dos mil instrumentos em alguns minutos musicais. Por muito tempo
esse disco entoou o meu ano, desde a balada “Lost in yesterday” até mesmo a
forte “On track”, famosos disco para todos os gostos!
Wake up Sunshine – All time low
O All time low tem uma formula magica de fazer quem escute a
banda se animar sempre, trouxeram nas letras problemas sérios e tentaram tratar
junto de suas melodias, um disco leve mas com uma pegada bem reflexiva, com
riffs e batidas bem envolvente, o disco é a obra prima da banda!
II II II – Oversong
Particularmente rola um imenso orgulho desse trabalho, os
caras são batalhadores demais e merecem tudo que o universo e o mundo possa
proporcionar para eles. O disco é uma obra do MPB a uma mescla do rok’n roll
oitentista, faz um balanço sensacional nas faixas e te abduz pra sempre dentro
do som, “Espero que seja má” já é um hino.
The new abnormal – The Strokes
A banda ficou em um hiato de sete anos sem lançar nada em
compacto, mas dai vem e mandam essa balada eletrônica com riffs rápidos, que
você não sabe se é hora de chacoalhar ou de sentar e aproveitar o universo
sabe? A mescla de vários estilos no mesmo som fez com que o disco atingisse
novos fãs e agradece boa parte dos antigos, acertaram de novo!
Future Nostalgia – Dua Lipa
Caraca, que disco sensacional. A Dua Lipa acertou em cheio
no disco, com seu visual oitentista, discursos atuais e batidas sensuais, ela
fez um disco completo como se contasse uma história da música em sua batidas
mais envolvente que há de ser! As músicas do disco vem tocando até hoje em
diversos lugares, ganhando prêmios atrás de prêmios, e é muito merecido, o
disco alavancou a carreira dela por méritos, porque o disco te faz ressurgir em
diversos aspectos. E eu amo ela, é isso também.
Folego – Scalene
Agora vem um EP no momento certo para fazer uma respiração
bem funda e acalmar um pouco todo o nervosismo que vivemos. Lembro que o EP saiu
na época em que o corona estava no ápice e não entendíamos muito bem nada, era
uma prisão mental muito forte, e o disco em si trouxe esse folego a nós de uma
forma primordial. Aqui ai um agradecimento especial a banda, vocês nos ajudaram
a continuar.
All Distortions are intetional – Neck Deep
Um dos discos que eu mais escutei no ano, e eu sinto que ele
até entrou em minhas veias. Porque todas as músicas é uma reflexão intensa de
uma forma animada de se sentir, o disco conta uma história utópica em meia a
uma realidade utópica que vivemos. Talvez esse encaixe perfeito fez om que o
disco tivesse esse impacto tão grande em mim, escutem “Telling Stories” e vão
entender um pouco desse meu sentimento mágico.
The fine line between loneliness and solitude – Gustavo Bertoni
Um disco intimista e com um ar bem diferente do que
escutamos no geral do mundo da música. O Gustavo soube misturar bastante das
pegadas pessoais e do que ele gosta, e trouxe bem forte uma pegada Folk que ele
se sentiu livre pra criar e mandou muito bem, o disco é uma viagem sem volta as
estrelas e um caminho com volta pelo luar, faz literalmente você levitar pelo
mundo.
Post Human: Survival Horror – Bring Me The Horizon
Sem sombra de duvidas o disco mais forte do ano. Aqui eles
mexeram na ferida de todos e cutucaram com suas letras e riffs pra la de pesado,
trouxeram a tona tudo que pode ser de errado e literalmente gritaram
perguntando onde está a mudança que tanto prometemos. O disco é forte e faz você
repensar em tudo e em si mesmo, a força das letras é impressionante e os clipes
das músicas são SENSACIONAIS! Abracei de vez a loucura com esse disco, e me
sinto melhor ainda.
Esse ano foi atípico, mas como já falei essas pessoas
citadas ai em cima nos ajudaram muito, então um muito obrigado a vocês. Tanto
aos artistas quanto aos leitores, espero que tenham um ótimo ano novo, que seja
infernal de bom 2021, e se cuidem, ainda existe uma pandemia, sejam
responsáveis e preguem mais amor.
Esse disco veio como um cometa em nossa cabeça, é uma
pancada em diversos sentidos, e o principal com a evolução constante que o Bring
Me The Horizon oferece aos seus fãs. O disco foi totalmente produzido na
pandemia, cheio de atrações especiais e que vou abordar mais afundo abaixo nos
motivos que vai começar, se liga que vem quente!
Primeiro tem de se falar o sacrifício que é para todas as
bandas conseguirem produzir algo em meio a esse caos que vivemos, a arte interior
fica um pouco mais vazio e assumo os medos, anseios e desespero. Mas a banda
soube muito bem pegar esses elementos e fazer um disco sensacional e que
tocasse a todos os cantos do mundo com sentimentos abruptos a todo momento.
-
O disco não ficou longo, tem duração de um pouco mais de
trinta minutos, as músicas latentes são rápidas e com muitos riffs que a banda
nunca havia mostrado as caras para nós, então entra de novo aquela sensação que
a banda se inovou de novo, que já vem se tornando a face da banda, uma mudança
constante.
-
Ao escutar o disco eu sinto gritos ecoando dos meus ouvidos,
é como se toda música fosse uma parte dessa quarentena insana que vivemos e não
acaba, é como se cada música gritasse o episodio eterno que estamos vivendo,
com os sentimentos mais conturbados e enozados que são, talvez um grito da alma
de todos que faz o ar entrar um pouco melhor em nossos pulmões.
-
Tem participações sensacionais no disco, como a Amy Lee em
uma das faixas mais emocionantes e intimistas, também o jovem Yungblud que vem
estourando mundo a fora pela irreverencia e tamanha autenticidade, também as
garotas do BABYMETAL que fazem um som sensacional e também a Nova Twins que dão
um ar muito massa em uma das músicas.
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Agora vamos lá, alavancar o top três do disco, que vai ser
quase impossível porque todas tem uma particularidade imensa dentro dessa obra.
Mas inicia com a “Teardrops” que foi uma música que me tocou particularmente
tanto pela letra como pelo clipe também, é forte e cheia de toques que te
hipnotizam pra dentro com a letra falando como se fosse o reflexo de sua própria
fala, um grito de piedade a vossa alma. Depois com toda certeza tem de entrar “Dear
Diary”, que música maluca, nunca pensei que eles fariam um som tão hardcore
como esse, é extremamente rápido e muito pesado, gritando a um diária sem
entender nada com que acontece as coisas no hoje em dia, há elementos diferentes
nos instrumentos mas a bateria come solto com variações de vocal em screamo e
extrema suavidade, é uma daquelas músicas que você quer gritar tão alto a
endorfina que te percorre ao escutar, é de outro mundo! Agora eu vou colocar
fogo com “Kingslayer” que tem a participação da BABYMETAL, que também vem com
essa pegada mais pesada e rápida mas muda bastante com o som da participação
oriental das meninas, tem uns toques bem fortes do sintetizador mas o carro
forte é a bateria de novo com riffs de risada bem altos e o vocal do Oliver
chegou ao topo nesse som, é uma viagem de outro universo! BÔNUS, não podia
deixar de citar a “One day the only butterflies left will be in your chest as
you march towards your death”, que com esse nome gigante já chamou atenção, e
nela tem a participação da sensacional Amy Lee, que fez um som em conjunto a
banda com piano e muito poder, faz o sentimento rolar solto os arrepios rolarem
e uma sensibilidade tomar totalmente a conta, é pesada de se ver e ouvir mas é
aquilo que devemos ouvir a aprender mais ainda conosco. Finalizando esse
discaço, que ainda tem várias músicas sensacionais com “Parasite Eve” que já
virou matéria aqui, “Obey” que tem a participação do Yunglbud, e várias
outras, mas deixo pra vocês descobrirem
e degustar ao máximo!
De início já chego falando, o Audioslave é uma das dez
maiores bandas de rock da história, uma banda cheio de nuances e muito
sentimento, misturado a um instrumental impecável botou fogo um pouco a frente
dos anos 2000, e até hoje faz o sangue ferver! Mas em especifico esse disco,
tem muita coisa especial, e abaixo você vai conhecer cinco motivos para
degustar do início ao fim!
-
Uma banda que tenha seu frontman chamado Chris Cornell, não
tem como não dar certo. As potencias vocais que ele sabia mesclar dentro da
mesma música, aumentando seu próprio tom e abaixando em uma balada suave a
pouco tempo era feito de uma forma que nunca vi desde que ele se foi, e deixou
esse vazio a todos, a saudade será imensa sempre.
-
O disco é extremamente bem tocado, mas é difícil distinguir
e rotular ele (mesmo eu não gostando de rotular nada), tem pegadas do hardrock
bem forte, lembra as nuances do grunge, tem algo mais moderno do modern rock e
tudo mais, é bem misturado e bem único, os timbres balançam a qualquer música
que eles toquem.
-
Nesse disco a banda tentava ainda quebrar a comparação de
ser apenas uma extensão mais moderna do Rage Against the Machine, por ter a
maioria da banda e apenas mudar o vocalista. O primeiro disco teve diversas
criticas a isso, era muito comercial, não falava muito de sentimentos, e era "apenas" bem tocado a imprensa falava. Nesse o choque foi grande e potente, o sentimento
é do primeiro ao último segundo, não tem nada de RATM mas ao mesmo tempo tem
muito, mas na verdade é o mais puro Audioslave de sua curta existência.
-
Ligando do ponto anterior tem de ser muito exaltado o
trabalho lírico da banda, as letras são de uma força fora do normal, você sente
Tom Morello e Chris Cornell ao extremo, falando de suas angustias, seus amores,
seus medos e suas vitórias, de uma forma motivadora e que você sente e pula pra
fora do que está no momento, é inspirador demais!
-
Chegou a hora do top três do disco, que foi difícil alavancar
dessa vez por ter tanta música boa! Primeiro eu colocaria “Be yourself”, inicia
apenas com uns acordes bem limpos e devagar, entrando aos poucos o vocal e
trazendo uma paz imensa, pouco depois explode com “And to be yourself is all
that you can do, To be yourself is all that you can do...” mas mantém um ar bem
de balada romântica com os solos do Tom ao fundo sempre, acho que todos
deveriam escutar um dia esse som e prestar muita atenção na letra, muda seu dia
completamente! Não pode faltar “Your time has come” que é a primeira faixa do
disco e já chega mostrando o que a banda estava prometendo aos fãs no momento,
que era muita energia e potência musical, essa música na questão instrumental é
sensacional, a guitarra é o ponto alto com as brincadeiras nos pedais que o Tom
faz durante ela toda, o baixo comendo solto, a bateria dando pancada e o vocal
recitando uma história, é formidável de sentir! A minha favorita da história da
banda é “Doesn’t remind me”, é a melhor do disco, da carreira e de tudo que se
possa dizer, sempre me emociona em um nível absurdo, o clipe é pra lá de
chocante e inspirador ao mesmo tempo, a letra é de um sentimento inexplicável como
“The things that I've loved, the things that I've lost, The things I've held sacred,
that I've dropped, I won't lie no more, you can bet, I don't want to learn what
I'll need to forget!” e você já sai pulando e girando com o mundo todo, sai do
corpo facilmente! BÔNUS, “Heaven’s Dead” que é sem dúvida a mais pesada do
disco, bem melancólica e cheio de sentimento, torna o disco uma mistura muito
forte de sentimentos, e a isso só podemos agradecer.
"Essa matéria foi feita em homenagem ao Chris Cornell, que pra sempre será dos meus maiores ídolos, e que sinto sempre uma saudade enorme de sua voz em novas músicas, você faz muita falta ao mundo, espero que esteja em paz."
Depois de um estrondo musical como “Like clockwork” a banda
se pressionava muito em trazer aos fãs algo que iria revolucionar, pois bem,
depois de escutar o disco a única certeza que se pode ter, é
que acertaram em
cheio. O disco tem pontos la em cima quase estourando como tem os pontos la
embaixo cheio de emoção e muita melancolia, o disco te faz dançar como se
estivesse em uma festa dos anos 70’ mas também dançar uma valsa com seu
verdadeiro amor.
É o sétimo disco da banda, sendo trabalhado dessa vez com
Mark Ronson, famoso por ter várias parcerias com artistas pop, exemplo Bruno
Mars que arrebenta na música “Uptown Funk”! O disco teve uma parceria com o
artista gráfico Boneface, que fez artes incríveis para cada música do disco,
ilustrando tudo que cada letra tenta transmitir para os fãs, e conseguiu muito
bem fazer seu papel! O disco não tem participação especial nenhuma na questão musical, é só a
banda em si, como já é de praxe do Queens.
Tratando das músicas, o disco inicia com "Feet Don't
Fail Me" que tem todo um tom sombrio de início, com uma batida na corda da
guitarra e uma voz no fundo, fazendo se aproximar a batida do baixo juntamente
com os outros elementos da banda, seguida tudo explode e mostra a cara que a
banda quis nesse disco, um ritmo forte e quente, te fazendo chacoalhar por
inteiro. Agora o single "The Way You Used to Do"
te mostra que a banda é diferente no disco, todo o estilo ‘Rockabilly”
prevalecendo, umas batidas e a guitarra gritante de fundo mostrando que a
bagunça ta feita, a letra tentando ser o hino do amor e muito rock’n roll, como
“But it doesn't matter now, Just come and love me how, Like the way you used to
do...” e as distorções comendo solta de fundo, é um single
perfeito pra nova
cara que a banda quer ser. A mais complexa "Domesticated Animals" já
não tem aquela batida de festa e tem um peso a mais que o normal previsto nesse
disco, a música retrata as formas quadradas em que não devemos nos encontrar,
os riff’s denominam que você saia do casulo, as batidas que você progrida
sempre em frente, a eletricidade de tudo te motiva, e o vocal do Josh te proíbe
de arrepender-se por não ser um animal doméstico na sociedade. A beleza de se
dançar juntinho começa com "Fortress", que é uma música super dócil e
muito forte ao mesmo tempo, como em “So get up and go through, If ever your
fortress caves, You're always safe...” trantando do levantar de mais uma queda,
um tom bem motivacional tem dentro das entrelinhas. Vamos dançar como nunca,
agora vem a maluca "Head Like a Haunted House" que começa com
uma guitarra e sua batidas na bateria te transformando no maior John Travolta
que se pode na face da terra, te balança por completo e te remexe por fora num
êxtase fora do normal, aqui é o ponto extremo que a banda atingiu em fazer sons
que fizessem as pessoas dançarem ao invés de pensativas, a letra também tem
muito desse meio como
“And in a race for second place, Circumstances in my
pants, Is calling for action, Girl, I'll blow your mind..” uma doidera que só
escutando você sente. Depois vem "Un-Reborn Again" que é uma
daquelas musicas seguras que a banda faz com primor, ela fica uma boa parte em
uma eletricidade, mas com o tempo inicia uma mini pausa com a proclamação de “Screaming,
mm-hm, mm-hm, hm-hm, hmmm-hmmm-hmmm...” ficando só um ar totalmente mlancolico,
fazendo a música ter diversas ondas dentro de uma música só! Uma baladinha com "Hideaway"
fazendo você desconectar um pouco da viagem que o disco já estava te fazendo,
Josh canta de uma forma diferente nessa música, um tom abaixo sem ser tão agudo
como de costume, deixando ela totalmente no ritmo de abaixar a adrenalina que
já estava estourando. Vamos acalmar, não é uma boa frase nesse disco, a porrada
come solta com "The Evil Has Landed" e o significado da música vem
junto, a maldade que os riffs te penetram junto com as pancadas da bateria e do
baixo te deixam atordoado em um sinal caótico, o nosso padre Josh vem
proclamando pra chegarmos mais perto e mais perto, até que te balança em um
frenesi sem tamanho, te deixando a deriva para um fechamento épico do disco. E
o fechamento chegou, a música mais linda de todas que a banda já fez com
certeza, "Villains of Circumstance" é a música que te penetra dentro
dos seus poros mesmo entre abertos, é a música que te eleva dessa sua matéria
denominada como corpo, a voz do Josh é como um hino cantado por aqueles bêbados
que te entretêm um dia na rua, mas é incrivelmente bem cantada, a voz dele é
como sons de anjos te mostrando os caminhos a qual percorrer, a música leva uma
batida super melancólica como o Queens sempre teve, na parte “There's no magic
bullet, no cure for pain, What's done is done, 'til you do it again, Life in
pursuit of a nameless prey, I've been so close, I'm so far away, It's so hard
to explain, so easy to feel, I need you now, nothing is real, Save me from the
villains of circumstance, Before I lose my place!” só de reler essa parte eu me
arrepio por completo, essa música com toda certeza está entre as 5 melhores na
história da banda.
Finalizou o disco, mostrando que o Queens of stone Age é a
banda que se reinventa em cada disco, mas sempre fazem um material incrível que
agrada a grande parte dos fãs e conquista novos fãs em todas suas músicas e
letras tocantes, obrigado por esse trabalho. Que chegue logo março para ver
eles e o Foo Fighters em ação.
Abaixo link do projeto pra vocês comentarem a matéria e link
pra download do disco: