Mostrando postagens com marcador Maringá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maringá. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A carta aberta de Edwards Neto



Hoje a nossa matéria é com um cara que não consigo nem identificar de que universo ele é, puro amor em forma de humano, esse artista sensacional que é o Neto, soltou a lábia e nos contou muitas curiosidades além de falar sobre a cena e o cenário em que vivemos, chega junto pra entender o porque esse cara é tão diferenciado!

História pessoal e na música


"Em primeiro lugar, agradeço imensamente pelo convite e pela iniciativa do Vivendo a Música e de você Matheus! Bom, a minha vida inteira eu sempre estive em contato com a música, tenho um avô compositor e músico de chorinho, tive o privilégio de lhe ouvir tocar desde criança, além dele, meu pai e minha mãe sempre tiveram uma grande paixão por música, sendo assim, a minha veia cultural é aberta nos primeiros anos de idade através da música, hoje já se ramificou em muitas áreas, pois a arte e a cultura são coisas do dia-a-dia, tudo é cultura, tudo é arte, compreendendo assim, aprendi a enxergar muitas faces da realidade. Conforme a compreensão sobre o que é a arte, a cultura, as realidades (infinitas), foram aumentando, eu fui enxergando assim a minha função dentro da banda, dentro dos Stolen Byrds, que nada mais é do que um organismo vivo, mutável, em movimento e em constante troca, produzir com eles é uma verdadeira lição e aprendizado, pois a todo momento estamos em comunhão com a criação, ou seja, criamos em comunhão, sabemos que de certa forma a nossa função é transmitir algo que nos faça sentido através das percepções e mensagens que nos chegam, cada um de nós é um instrumento, apenas deixamos fluir, claro que cada um trás algo específico, um ponto de vista, um ângulo da mesma coisa, isso, diariamente, acaba se tornando uma verdadeira escola. Por tudo isso, minha história, minha profissão, minha banda e a veia cultural que se expressa através de mim são junções de vivências que esclarecem o que cada dia devo fazer, aperfeiçoar e me orientar, organicamente, no presente, que é viver."


Pandemia e lições

"Hehehehe, é um tanto quanto caótico, geralmente o que me ocorre é acordar e sentir o que devo fazer no presente, quando começo a pensar ou imaginar demais as coisas começam a entrar em ebulição, que de vez em quando rola, pode ser bom, mas não deixo isso direcionar meus sentires. A pandemia é uma oportunidade de vasculhar minhas interioridades, eu encarei assim, tudo aquilo que é inconsciente, subconsciente, profundo, seja qual for o nome. Tem sido bem um momento (longo) de muita reflexão, indagação, silêncio e menos ação. O que tenho feito mesmo é buscar cuidar do mínimo, que na verdade, quando você vê é o máximo! Como cuidar do quarto, da casa, dos amigos, da companheira, do bem estar. Resumidamente, estou cuidando de coisas, coisas que muitas vezes não consigo nem saber direito o que são, mas são coisas que me fazem pulsar, no fundo, adoro imersões e esta tem sido uma grande."

O mundo a sua volta e o que está acontecendo

"Primeiramente, fora Bolsonaro, em segundo lugar: Está acontecendo uma inversão de valores em níveis bizarros, estamos enxergando o monstro que foi criado a milênios na nossa cara e não conseguindo derrubar ele, está na nossa frente todo o acúmulo de preconceito, desprezo, desrespeito e egoísmo, que além de tudo incita a morte e a ignorância.  Essa realidade influência quase 100% da nossa população brasileira e está completamente tomada por genocidas, é muito tóxico ter que entender, absorver, acompanhar o cenário como um todo, ao mesmo tempo temos a necessidade, pois precisamos nos situar, posicionar e não fechar os olhos para o absurdo que é isso. Todas as lutas que travamos hoje estão tencionando pois tem que tencionar, não podemos dar mais passos para trás como humanidade, este é um momento muito importante para olharmos para o futuro com mais amor, respeito e igualdade. As lutas não são de hoje, mas chegou a hora de realmente dar um basta, pra tudo que é opressivo, desigual e desumano. O que faço é sentir, posicionar, resistir sendo resiliente e crescer com a adversidade que me é proposta. Vou sempre defender o lado oprimido e fortalecer aqueles que amam a vida, o que fazem e transmitem esta verdade. A vida é muito mais do que essa destruição, com certeza. Ainda acredito no amanhã."

Deixe sua fala se existe a diferença entre Neto artista e Neto do cotidiano

"Não há separação. Só quero dizer pra quem tá lendo, que se você chegou até aqui é porque você gosta de mim e eu gosto de você, isso é mais importante que tudo, amar e se amado. Um grande beijo no coração de vocês, nos encontramos em breve. <3"

-

Links do artista





quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A carta aberta de Débora Louize


Hoje tem aqui muita alma e transcendência dentro da música, da paixão a escrita e aos coros nos vocais, hoje a carta aberta é com essa artista talentosíssima, estou falando da Débora, compositora, professora, cantora, musicista e muito mais. Abaixo tem o mais puro dela explicito em suas próprias palavras, pare um pouco um tempo e aproveite a leitura!

História pessoal e na música

"Bom, primeiramente meu nome é Débora Louize, tenho 24 anos, sou professora e tradutora de língua inglesa pela Alda English Life, empresa criada por mim e minha amiga/irmã Laura Zanetti, também sou cantora e me envolvo com artes de um modo geral, arte é minha vida. Eu canto desde criança, meu pai tinha um violão e sempre que pegava para tocar sertanejo eu me sentava ao lado e ficava o acompanhando na voz. Eu cresci buscando formas de me expressar e sempre me encontrei melhor na arte, eu pintava várias camisetas e panos de prato ainda com 11 e 12 anos, gostava de dançar hip hop, busquei a arte da luta com o Kung Fu, entre várias outras coisas. Quando tinha 14 me descobri do mundo do rock, me apaixonando por Linkin Park e Evanescence, foi quando eu percebi o que realmente queria da vida, que era cantar e me expressar da forma como o Chester Bennington e a Amy Lee se expressavam. Com 15 anos entrei para uma banda, com a qual comecei a perder alguns medos e estudar mais a minha voz, infelizmente a banda nunca chegou a se apresentar ao vivo e acabou não dando certo. No entanto, entre os meus 17 e 18 anos eu comecei a gravar alguns vídeos cantando e tocando violão para colocar no facebook, com isso a Luana Maran da Red Velvet viu um vídeo e me chamou para fazer um teste com a banda e cá estou desde então. Foi com elas que fiz o meu primeiro show, a primeira vez em cima de um palco e todas aquelas sensações e emoções inexplicáveis. Com a Red Velvet eu fiz várias viagens, conheci muitas pessoas, descobri novas possibilidades com a minha voz, comecei a tocar guitarra, comecei a compor músicas e desde então venho me descobrindo e redescobrindo cada vez como artista e, principalmente, como mulher artista, que é algo que torna essa jornada muito mais cheia de desafios e barreiras para quebrar. Em meio a isso eu fiz parte de outras bandas também que acabaram não dando certo, eu fiz apresentações sozinhas tocando algumas músicas minhas, já participei de um projeto junto com um amigo que é palhaço e já gravei duas músicas com outros dois artistas. Já vivi ótimas experiências musicais e espero viver muitas outras ainda."

Vida durante a pandemia


"Eu tinha muitos planos para 2020, tinha... No início da pandemia, eu achei que isso iria durar alguns dias, eu estava em casa com as pessoas que eu amo, meu pai, minha mãe e meu namorado, ficamos 15 dias de quarentena e eu achei que seria só isso – doce ilusão. Com mais dias dentro de casa, algumas responsabilidades começaram a chamar e eu tive que me organizar. Dei início as aulas dos meus alunos de modo online; na universidade, também, as aulas do mestrado se iniciaram de moto remoto, além de alguns cursos de extensão que eu resolvi me inscrever, todos online. Com essa porção de coisas acontecendo eu fiquei bem mal na segunda quinzena da quarentena, minha imunidade abaixou, eu não me sentia muito bem e acabei não tendo muito ânimo para nenhuma dessas coisas. Minha alimentação, que já não é muito boa piorou e, enfim, tudo foi bem difícil, eu parei de tocar violão e só ficava deitada na minha cama, adquiri uma certa paranoia e ansiedade que qualquer vez que eu precisasse sair de casa eu ficava muito mal, então nem em mercado eu vou mais, apenas meus pais saem de casa. Mas depois de dois meses de quarentena e várias bads eu me acostumei com essa ideia e voltei a busca pela estabilização emocional de novo. Voltei a praticar yoga 3 vezes por semana com as aulas online, estou tendo alguns cuidados tomando shots matinais e chás para a imunidade, tenho tomado sol de manhã, e passei a estudar na área externa da minha casa, com vento no rosto e minha cachorra do meu lado. Nos fins de semana eu decidi não trabalhar, nem estudar, então passo mais tempo com minha família, assistimos filme, conversamos, ou apenas limpamos a casa juntos ouvindo música alta e a cada 15 dias eu visito meu namorado, ou ele me visita e até fizemos uma música juntos, talvez um dia a gente lance, hahaha. Nós, da Red Velvet que no início da pandemia estávamos mais distantes, agora estamos tentando nos reunir (de modo online) e conversando sobre algumas futuras mudanças, estamos trampando, gravamos um vídeo recentemente que em breve estará no ar. Eu voltei a escrever e a compor, comecei a fazer alguns artesanatos também, que pretendo começar a vender em breve, então tem bastante música e arte em geral surgindo aqui durante esse quarto (??? - não tenho mais certeza de quanto tempo estou em quarentena) mês de pandemia."

Opinião do mundo atual e nosso país


"O mundo nunca foi muito favorável para pessoas que não são homens brancos heteros e ricos. Eu fico cada vez mais triste e mais desapontada com as notícias e com as coisas que leio e escuto de muitas pessoas nesse momento atual. Depois de anos de evolução a gente ainda vê notícias de crianças negras sendo mortas pela PM nas favelas, de pessoas que foram abordadas de forma brutal e até mortas simplesmente pela cor da pele. Nós vemos mulheres sendo expostas, violentadas e mortas todos os dias, simplesmente for serem mulheres, por serem vistas como objeto pelos homens. Trans e homossexuais que sofrem com a violência e preconceito diário. Recentemente até mesmo dentro da universidade que estudo houve um caso de homofobia disparado por uma docente à um aluno em meio a uma reunião com mais de 1000 pessoas assistindo. Todos esses preconceitos sempre estiveram por aí nos rondando, a luta é diária para tentar mudar isso, mas com o atual governo brasileiro houve um aval para que toda essa podridão de seres preconceituosos fosse liberada e a violência ganhou muito mais espaço. Sinto que retrocedemos muitos anos e acho, infelizmente, que não conseguiremos avançar tão cedo, pelo menos não enquanto estivermos sob comando desse governo. Eu sei que as vezes a gente acha que não pode piorar, mas olha, esse governo já provou que sempre tem como piorar, o Covid-19 não é, nem de longe, o nosso maior problema. O futuro está na mão de nós jovens, e se não fizermos algo logo, eu temo pelo que possa acontecer."

Recado da Débora do cotidiano e Débora vocalista do Red Velvet


"A Débora Louize do cotidiano é artista, a da Red Velvet também. Arte é parte do meu ser, é o que sou, eu sou arte, eu sou música, mas sou muitas outras coisas também. Eu sou um ser formado de várias partes diferentes, mas que não se dissociam entre si, apenas podem mudar e evoluir. Desta forma, o que posso dizer nesse atual momento é: tenham empatia pelo próximo, ajudem as outras pessoas, você não sabe das batalhas que cada uma luta. Não confiem em quem diga que arte não presta e não serve para nada, eu garanto que ela salva (se pá faz muito mais do que o nosso [des]governo)! Essa é a hora de buscar alguma revolução na música, na arte, na vida e mostrar a que viemos. Derrubemos o governo, derrubemos o patriarcado e derrubemos o preconceito!"


Link's da artista

Facebook

Instagram

Chega aqui no Instagram e nos diga o que achou da matéria

Se preferir pode ser aqui no Twitter também!


FOTOS: Bia Colnago, Alex Reis, Marcelo Zavan, Igor Moura.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A metamorfose da Stolen Byrds está chegando




A Stolen Byrds não parou no tempo e está prestes a nos dar mais um filho do ventre musical mais forte que eles poderiam ser. A banda teve mudanças no quesito de formulações das novas canções, mas manteve os ares em muitos outros pontos, o que solidifica um grupo a um "tempinho" na estrada.
Abaixo um bate papo bem leve e solto com o frontman Edwards Neto. Leiam, vibrem e se deliciem, e em pouco tempo o novo disco estará entre nós!


O processo criativo do disco em geral e como se desenvolveu

"O processo criativo desse disco se deu por assim que nós lançamos o 2019 (último disco da banda) nós tivemos uma vivencia muito bacana no brasil e na Europa, as relações entre a banda se estreitaram mais ainda, no processo de criar mesmo em melodias e letras conseguimos absorver muito de cada um, fazendo um caldeirão de ideias, tanto que tem músicas do novo disco que tem 100% da criação dos cinco membros, outras tem um pouco mais de um ou de outro, como os discos anteriores eram composições que levávamos aos ensaios e dai rolava a todos os outros detalhes juntos, já nesse nasceu junto e no
mesmo tempos de todos os integrantes. Esse disco nós torcemos para que o público perceba essa mistura que fizemos, esse seria o nosso novo processo criativo, conseguir absorver mais entre nós e expor da melhor forma."

 É o quarto álbum da banda, cada um é muito particular, qual a evolução necessária pra manter a banda no auge tanto tempo

"Por buscar mesmo a evolução individual tanto musicalmente e espiritualmente, é sempre aquilo de estar conhecendo lugares novos pra tocar, conhecendo artistas de todos os lugares, vivenciar esse mesmo sonho no dia a dia com mais pessoas ao redor do mundo, então essa mescla de vivenciar os lugares, de estar ali conhecendo novos povos faz com que seja a nossa evolução pra ser cada vez mais faminto de música e não parar nunca, assim é o processo natural, agregando muito de novas experiências e como absorver tudo, como nesse disco novo tem um ar novo, um refresco a mais!"

Como será após o lançamento do disco, em questão de turnês, shows e clipes

"O disco será lançado em meio a turnê, o nome dele será “Wanderlust” que tem toda relação as
viagens e a sede de estrada, fazendo assim a nossa maior divulgação sendo nossas viagens pelo mundo a fora. Isso se dá como a viagem em distância, em qualidade e quantidade, nosso combustível pra esse disco é a estrada. Os shows e clipes serão apresentados da mesma forma, a ideia principal vai ficar muito mais claro quando todos puderem ouvir o novo disco e captar essa mensagem que tem o próprio nome do disco, fazendo disso de uma nova viagem como um todo, sendo física, mental ou espiritual."

 Para os fãs da banda, o que esperar do novo disco e do novo ano

"Posso deixar que vem uma nova Stolen por ai, bem fresquinha e com novos ares, quem quiser embarcar nessa aventura com a gente, vai ser algo bem gostoso e vão se sentir mais rejuvenescidos, com muita força, levando o astral la no alto! Sempre digo que é um disco diferente dos demais como todos foram, pra não perdermos o espirito de renovação sempre!"



-

Links para encontrar a banda:


-


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Vos apresento Guto Ferreira





Agora é a vez do viajante musical nos dizer um pouco quem é e o porquê o som dele é vibrante. Em um papo bem bacana e solto, Guto Ferreira soltou o verbo sobre sua carreira, cena autoral e o que vem por ai!

-
 Seu projeto de música em geral

Eu comecei a trabalhar com música na rua né. Antes só tocava por hobby e pouco. No ano de 2012, já na Bolívia, encontro um irmão argentino, Agustín, e com ele desenvolvi a técnica e desenvoltura de calçadões e ônibus de Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Saí do Brasil como artesão e de bicicleta. Volto ao Brasil músico e de ônibus (ou carona). Já de volta ao Brasil, eu passo a focar mais em uma outra paixão que tenho, que é o circo, e daí passo a tirar meu sustento. Mas a música não fica fácil esquecida. Passei a pesquisar mais, e me interessar por escrever e musicalizar minhas letras, mas sem qualquer pretensão de um dia grava-las. Isso até conhecer o Ni (produtor Nicholas Emmanuel), ano passado, e ele me convidar pra gravar. Eu não entendi nada a princípio. Como assim? Minhas músicas? Sério? E ele super me incentivando e tal. Entrei nessa barca todo entusiasmado e cheio de energia. Gravamos duas faixas: um samba e um rap. Gostei do resultado e achei que era isso. Mas não. Esse ano o ni me convida novamente. Desta vez um pouco mais sério, gravar um EP Uma música já tinha toda construída, mas as outras todas foram criadas nesse processo. Uma música que fala sobre viajar, outra fala sobre queda e ascensão. E assim vai. Todo o processo de gravação foi feito na "casinha da bh".


Quem é Guto ferreira e o que tem por trás dele

Eu brinco de tocar desde criança. Costumo brincar que meu primeiro time de futebol foi também meu primeiro grupo...rs Pagode é claro. Criançada, futebol e um pandeiro e já tava feita a alegria. Mas com o tempo fui deixando o prazer de tocar de lado. Compromissos e caminhos que a vida te impõe
vão te afastando dos teus prazeres. Mas quando comecei a viajar de bike sem pressa e sem compromissos, tudo voltou, e da maneira mais linda. Estava descendo pro Uruguai com o Hector, e ambos loucos por um violão pra acompanhar nosso pandeiro solitário. Quando conhecemos um rapaz em Pelotas que nos presenteou com seu violão. Ahhhh isso me inspirou demais. Passamos felizes o verão no Uruguai esse ano. Mas tivemos que nos separar, Hector e eu, pois eu voltaria pro Brasil e ele permaneceria no Uruguai. O violão acabou com ele, e eu voltei pro Brasil na missão de fazer a grana pra comprar um violão. Mas não é que o destino queria que eu tocasse mesmo. Poucos meses depois, tentando chegar no litoral norte de São Paulo pro carnaval, já na rodoviária de Bauru, enquanto tocava passando o chapéu mais a Isa e o Agustín, um cara veio até a gente e perguntou se tocávamos corda de aço. Respondemos que sim e ele disse que queria ouvir um Bob Marley. Tocamos com o maior prazer. E qual foi a contribuição no chapéu desse cara? O violão. Sim, o violão. Daí não pude parar mais com a música né. E tudo que escrevo é o que vivencio ou vejo por onde passo todos esses anos.

O que acha do cenário da música autoral principalmente de Maringá

A cena autoral como um todo já é fraca né. Ver um monstro como Kiko Dinnuci dizer que não é fácil viver de arte em São Paulo é de chorar. Se pro Kiko tá difícil imagine pra nós...rs 
Maringá tem pouquíssimo espaço pro autoral né. Já teve melhor. Lembro de ver surgindo Sollado B, Anônimos, Cidade Verde, Melodia Preto Band, Mestre Ouriço. Algumas acabaram, outras saíram da cidade pra levantar vôos maiores, e quem fica acaba numa cena que pouco valoriza o autoral. Pra mim então que fiquei um tempo largo viajando e voltei a pouco pra Maringá, nem se fala. Vou te dizer que tá valendo mais tocar na rua do que perder tempo atrás de agradar empresário. Esqueci de citar Stolen Byrds né, muita coisa já rolou por aqui, e está rolando cada vez mais.

O que o seu som pode atingir nas pessoas

 Meu som retrata minha vivência. Viajante, artista de rua, observador e absorvedor das culturas e cotidianos por onde passo. Acredito que ao ouvir as pessoas vão conseguir viajar junto comigo um pouco. E é isso que quero transmitir pro meu público. Que as pessoas acreditem nos seus sonhos e sejam sinceras consigo mesmas. E foco na missão. E que as quedas nos engrandece. Sejam elas causadas por forças alheias a nós, ou causadas por nós mesmos. O importante é se levantar. Isso é muito do que quero transmitir com minha música.

-





sábado, 17 de fevereiro de 2018

Fusage chegando quente em 2018!


A Fusage é daquelas bandas que você coloca o som no último, põe aquele fone maroto e viaja pra outra dimensão em um cometa dos mais rápidos que pode existir, sim, você não fica nesse plano astral. Enfim, batemos um papo super legal com o Douglas Takazono que é vocal e guitar da banda,
sobre vários pontos da banda e seu futuro!

Ano passado foi um ano cheio de acontecimentos pra banda em geral, mas destaque um especial que foi um divisor de águas pra vocês?

Acho que no caso da Fusage foi participar do Stolen Fuzztival. Estivemos em contato com muitas bandas que todo mundo curtia já fazia uns anos, e a energia do festival com certeza foi determinante pra dar aquele gás de “agora a porra ficou séria”. Desde o momento em que fomos confirmados no line até o momento em que finalizamos nosso show as vibrações geradas alimentaram muita coisa boa que aconteceu e que está por acontecer.

O grupo é visível que está cada vez mais alinhado e fino na questão musical, mas qual seria o segredo por trás da banda?

Essa é uma questão bem ampla, mas não há segredo. O importante para nós é realmente estarmos em sintonia fina com o que sentimos e expressar isso da forma que reflita em um trabalho que nos orgulhe. A parte técnica e “burocrática” da coisa é levar com profissionalismo, evoluir no sentido de servir quem consome nosso som, existe toda uma correria por trás da coisa, mas em qual trabalho não tem né? A diferença é que pra banda, todos os corres são sempre um prazer, é ver o sonho sendo construído a cada passo dado.

O ano está começando e a banda já tem algo planejado que ainda vai acontecer no mesmo ano?

Estamos com muitos planos, ainda não traçamos completamente o planejamento estratégico de cada meta, mas a ideia é gravar novas músicas, produzir um clipe e registrar ao vivo, que consiga extrair

exatamente o que é a experiência do nosso show. Já temos músicas novas e estamos bem empolgados em relação a isso, ainda não firmamos datas para tudo isso acontecer, mas até o começo de março queremos ter tudo bem alinhado.


O que esperar da banda pra esse ano e os próximos que estão por vir?

Muita ação. Vamos promover um evento enorme, vamos produzir material novo e queremos visitar cidades que ainda não tocamos. Começamos

tocando em Londrina no final de janeiro e já fizemos o primeiro show no tribão junto com o Montanas Trio. A ideia é conciliar da melhor forma os compromissos pessoais de cada um com os compromissos e metas da própria banda. Como ainda não sobrevivemos com a grana proveniente da Fusage precisamos otimizar nossos horários e fazer o que está ao nosso alcance no momento. Para os próximos anos pode-se esperar muito fuzz, riffs e psicodelia, o resto a gente tá correndo atrás!


Por fim as palavras do nosso frontman explosivo:

Somos gratos a cada um que contribui e alimenta esse sonho da forma que pode! E estamos muito empolgados pra fazer não só pela banda, mas pela arte independente como um todo.


Abaixo link's pra acompanhar a banda:




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Stolen Byrds lança Clipe mais psicodélico que nunca


A banda Stolen Byrds lançou o clipe da intitulada “Come Undone” que é o som de abertura do último disco lançado da banda. A banda havia lançado apenas um clipe até agora, que era “Gipsy Solution” ainda do primeiro álbum. 

Mas tratando do lançamento o clipe te leva para dentro da sua criação do universo e vem te explodindo de dentro pra fora com todas as vibrações sendo sentidas na música e em todo o visual do clipe, por fim deixando seu cérebro perplexo e pedindo pra dar play mais de uma vez.


A música é a sintonia perfeita junto com o clipe, tem uma pegada super psicodélica com cores e flashs que não param nem um segundo, e a música que vem batendo em você do começo ao fim.



Quer ter toda essa experiência que eu falei? Então aperta logo o play ai embaixo e saca que ta muito quente esse clipe!





Abaixo Link das mídias da banda:






Chega na página e nos diga o que achou do clipe da banda!

https://www.facebook.com/vivendoamusica1/

sábado, 12 de novembro de 2016

Stolen Byrds 2016, seu álbum.


Como vir aqui no projeto sem falar de uma das bandas que nos acompanha desde o começo não é mesmo? Mas dessa vez com o disco físico em mãos pude ter a liberdade de degustar o disco em outras viagens além dos meios digitais. Mas vamos lá falar do disco, ele é o segundo disco da banda, lançado esse ano ainda mesmo com a banda ainda fazendo shows pelo país mostrando toda a evolução e a audácia no estilo que eles nunca fugiram. O som mudou bastante, em conversas com eles comentaram que tinham certo receio do que os fãs poderiam achar do novo disco, a resposta está acontecendo, a mudança foi muito boa e aprovadissima por todos que escutam a banda.  Agora tratando bem sobre o disco, ele contem treze viagens, em que você pode escolher o trajeto que quer percorrer de cada um, só basta você se deixar sentir. Ela começa com “Come Undone” e a pancada já se inicia assim, com uma distorções de fundo e a guitarra vai entrando aos poucos e você sente um ar meio Black Sabbath ao escutar mas daí entra a voz e todos os elementos e você já identifica de volta que é sim, a Stolen Byrds e seu jeito único de tocar. Seguindo vem “Sons of Babylon” e sua psicodélia desde o começo, o ritimo abaixa por alguns segundos mais retorna em segundos depois, é uma das músicas com maior elevação que tem no disco, a frente na música tem uma parte que parece que o Neto (vocalista) ta dialogando com quem está escutando e entra um solo de arrepiar. Depois vem a explosiva “Move on” e toda sua audácia em forma de música e ritmo que alucina você ao escutar e tentar levar junto com você a qualquer lugar. E ai vem uma das mais lindas do disco, estou falando de “Shiva” que começa com um violão e alguns acordes que fazem você desacelerar de tudo que possa estar te acelerando, faz você respirar e colocar um bem estar do tamanho do mundo dentro de você, daí chega uma parte com uma guitarra atrás e a letra “All this time you’ve been sinking , Take my hand and sail with me...” depois entra um solo que é dos melhores que já vi ser tocado por nada mais nada menos que João Manoel (guitarrista solo da banda) que é mestre! Seguido de uma balada com mistura de Bob Dylan e algo mais elétrico que é cantada por “Guz” (guitarrista base da banda) que é uma das coisas mais gostosas de se ouvir, a música se chama “Artemis” e pode se colocar com dos destaques do disco com toda certeza! Vem depois com “Beggin for you” e a guitarra se mistura com as batidas fortes e certeiras do Bruno Abreu (baterista da banda) e vem com a le
tra em um ritmo que te faz induzir a se mexer junto com música e com certeza sentir tudo o que vem a ser cantado. Depois vem uma das minhas favoritas do disco que é nada mais nada menos que “Save you heart” e toda sua explosão do começo ao fim, com a letra que te faz repensar em até mesmo o seu estado de espírito atual, da forma como você anda se tratando, daí vem a parte “Save your heart, set him free, Break the walls follow him!” levo essa parte de uma forma de quebrar tudo os paradigmas e os padrões que nos colocamos em nós mesmos todos os dias e todos os momentos, vamos quebrar tudo isso e seguir mais os nossos corações, talvez seja só minha interpretação, mas vale a pena a sua interpretação também! Vem depois com “Face the light” que desde o lançamento é a minha favorita, talvez pelo estilo de música que não me deixa pensar e me acelera de uma forma que eu me arrepio toda vez, tudo combina desde as linhas de baixo do Adilson com a voz a batida da bateria e as guitarras, a música é muito boa, mas daí cai o ritmo e você já imagina uma calmaria e do nada BOOM explode de novo e você já nem sente mais parte desse planeta, a parte da letra que eu mais gosto é “Cause you never know, Why do you feel so low, It's time to rise, it's time to face the light!” e daí a casa cai, é pesado demais! Seguido vem “Travelling to the Sun” que pra mim é onde a banda mudou drasticamente o jeito de tocar e o som da banda, e foi muito bom porque é a mais ousada do disco todo e uma das melhores também. Depois vem a terapêutica “Requiem” e toda sua sintonia com o universo que te faz viajar, é uma das músicas que te faz relaxar e querer entrar em sintonia com tudo. Depois vem “You gotta believe” e sua pancada desde o inicio, não sei dizer qual é minha favorita no disco de verdade, na verdade é o disco todo, mas essa é pancada na cabeça demais desde o ritmo e a letra que vem “ Cause they give us a lie and turn it into truth, Well you gotta believe (in me)” e daí você pode interpretar essa parte em tantas coisas que você possa estar passando ou sentindo. Depois vem a música do coração como eu gosto de chama-la, que é nada mais nada menos que “Rain Time” e toda a sua beleza desde o seu jeito de levar a música como a letra e a forma que é cantada, a letra então “It's only the rain time,But it all it's gonna pass, Here comes the Sunshine, Lets make it last..” e voce já se arrepia todo, mas ai vem pro fim e vem “But I call my preachers, and I call my friends, cause I know the good lord, Will take me someday!” e você se sente tão bem ao escutar isso que te traz uma
paz inacreditável, além da voz do Neto que faz uns agudos e uns solos nessa música que não tem como ser falado que o cara é desse mundo. Depois vem a mega motivacional “Make until the Day” e já chega fazendo você se balançar no ritmo da música e tentar cantarolar junto da música, ai vem um coro no fundo da música com vozes femininas e deixa a música tão grandiosa que não é de se espantar você se arrepiar ela por inteiro, como na parte “We’re gonna make it untill it pass, Ooh gonna make untill the Day!” e vem todos cantando juntos e você se sente ali no meio de toda aquela energia, é sensacional! Assim fechando o disco, que é um dos melhores lançados nesse ano de 2016 com toda a certeza, obrigado a todos da banda pela parceria tão forte com o projeto e continuem essa estrada que vocês estão que o céu não é o limite de vocês, nada é o limite pra vocês. Fale com eles nos links abaixo para adiquirir o disco, escutem nas plataformas abaixo e comentem o que acharam tanto do disco quanto da matéria, até a próxima!


LINKS:



sábado, 17 de setembro de 2016

Stolen Byrds em Gipsy Solution!




A esses caras passam magia na música, um euforia toda vez que toda qualquer música deles. Um dos pontos mais legais da banda é simples, elas são de Maringá, aqui do lado de onde a vivendo a música foi criada! A banda é uma das maiores parcerias que temos no projeto, toda vez que fazem alguma coisa nos
contatam e sempre mantemos contato de tudo que possa vir a florir no outro dia. Mas falando do disco, esse é o primeiro disco da banda, talvez dele que a banda explodiu e começou a ficar mais conhecida fora dos muros do Paraná e de toda a região. A banda tem uma miscigenação de estilo muito grande, lembrando de Aerosmith a Rolling Stones e por ai vai, mas o interessante que você nota que é a banda e não uma banda cover, isso os faz diferente de tudo que você que já pode ter escutado! Agora falando da musicalidade do disco que é o importante aqui, o disco é composto por onze músicas, te levando em uma viajem incrível e surpreendente do começo ao fim, além de parecer uma história sendo contada da primeira a ultima música, coisa fina! Começa com o single do disco “Gipsy Solution” que até pra escrever é meio difícil, aquele grito do “Neto” que é o vocalista da banda já demonstra um pouco do que se esperar da banda, que é PANCADA! A música tem uma levada no baixo que é boa demais de se levar em uma dança, as batidas da bateria e a guitarra vão entrando e te deixando em transe total, melhor escolha pra single não teria, essa música pra sempre vai estar entre as melhores dos caras! Fica até difícil continuar falando das outras músicas do disco, que muito pelo contrario,
não abaixam o nível! Mas vou tentar colocar os meus destaques pessoais no disco, seguido vem “Bad Luck River” que mais parece uma balada ao estilo Bob Dylan, mas não se mantém a calmaria por muito tempo, ela começa a se expor aos poucos, mas vai te penetrando e fazendo você cantarolar e sentir tudo que está sendo profanado, a bateria vêm forte nessa junto com o restante, repetitivamente vou falar, você vai viajar escutando isso! Seguido na lista vem “Wandering Spirit” que meu deus do céu, que coisa mais bonita de se escutar e curtir! UMA DICA! Pega o seu carro, coloque alguém que você goste do lado e vá a algum lugar que vocês assim o céu e fique por la escutando essa música, é sensacional! Como na parte “I’m a wandering spirit, All my life have been meaningless, Oh now lord rolls the dice, And with luck I’ll be fine!” arrepia demais, daí tem o choro da guitarra por trás e você só tem que aproveitar por isso ter sido gravado e feito, é pura magia! Não posso deixar de falar de “Underrated Son” que foi a música que me apresentou a banda, desde que ouvi ela já senti que não eram desse mundo. A levada dela com a força que é feita, transforma toda sua cabeça no mesmo minuto, chave de ouro pra essa! Tem mais muita coisa boa no disco como “In your name”, “Sugar” entre varias outras! O disco me apresentou os caras e fico feliz demais em saber que temos essa parceria! Por fim, vale a pena demais escutar e apreciar o disco!

Abaixo o link do single e página dos caras no facebook:




https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial/?fref=ts

Visite nossa página no facebook e diga o que achou da matéria e sua opinião do disco/banda.