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sábado, 9 de maio de 2020

Cinco motivos para escutar Why me? Why not do Liam Gallagher


Liam lançou esse disco com a pronuncia de que era de longe melhor que o seu primeiro disco solo e que aqui ele conseguiu demonstrar todo seu poder em forma musical, sem medos e sem amarras e cheio de potencia nas letras. Agora seguindo nesse fluxo, alavanquei cinco motivos distintos do porque de se ouvir esse baita disco, só ir de cabeça aberta e aproveitar.


"Dois anos após o conceituadíssimo “As You Were” ele voltou com uma drástica mudança no estilo
das músicas, passou de um tom mais melancólico para uma som extremamente britânico elétrico que se assemelha bem mais com o Oasis, mas com vários factoides de Beatles e até mesmo Stones."

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"O álbum como um todo vem mais trabalhado e é muito mais pensado no quesito de enredo, podendo se dizer que foi muito mais pensado em ser utilizado para apresentações em grande escala, como ele vem fazendo pela Europa nos meses antecedentes."

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"É bem forte o tom britpop que só ele consegue colocar nas música principalmente quando ele tem de
soltar a voz mesmo, os alcances de notas que ele consegue em meio a tanta transfusão de instrumentos é bem único e sempre feito com imensa maestria por ele, como exemplo claro em “Meadow”, além da lembrança intensa na voz do John Lennon nessa música, o qual o Liam já demonstrou ser o seu maior ídolo musical."

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"Antes do lançamento do disco muito foi falado sobre a potência da voz do Liam e se ele ainda aguentava aquela potencia toda que ele cantava, principalmente no disco anterior, onde em algumas músicas ele realmente chega a gritar com todo ar esvarando de seus pulmões, e digo a verdade, ele vai conseguir cantar por mil anos ainda se quiser, quanto mais velho melhor está a voz dele, é
incrível."

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"Agora tendo de alavancar três destaques do disco, início com “Gone” que tem um ar até de faroeste pelos seus ritmos e como ele vem cantando de inicio, o som é agradável demais para vários momentos do seu dia mas se você coloca ele na estrada é a trilha sonora perfeita para aproveitar todo
o momento. A quentinha “Now that i’ve found you” como um abraço de alguém que você ama, a música é uma carta linda de sensibilidade por alguém que você sente um amor, e proclamando que pra sempre estará por lá desde que a encontrou, com vozes de fundo, bastante guitarra mas é muito gostosa a ponto de te animar pra voar o mundo, revigorante ao extremo. Minha favorita e que não poderia deixar passar é “Once” que é a música mais poderosa que eu escutei nos últimos tempos, ela é com instrumental bacio e tranquilo, a voz é predominante em boa parte mas a melancolia dela te toca desde a primeira vez que escuta, vem como um soco em “You went down so easy like a glass of wine, my friend when the dawn came up you felt so inspired to do it again, but it turns out you only get to do it once, you only get to do it once...” mais algumas vezes e explode tudo, com uma mini orquestra de fundo, e seu coração vem na boca, emociona demais, é a melhor música do Liam da história!"


O disco tem muitos tesouros, mas deixo para que vocês achem os outros.



Link's do artista




sábado, 15 de abril de 2017

Muse em Drones


A banda britânica lançou seu sétimo disco em 2015, com uma pegada  mais eletrônica e com menos distorções de guitarra, fez um disco que agradou multidões. Desde entrevistas em meados de 2013 o vocalista já comentava que em shows a banda já estava
experimentando mais teclados, alguns efeitos nas músicas e fugindo um pouco da música convencional, tentando dar uma nova cara ao som da banda e talvez uma nova identidade aos fãs, atraindo novos e cativando os antigos. Ao comentar sobre o disco quando estava pra ser lançado, a banda comentou que se trata de uma jornada de Drones que comandam os humanos, que na verdade são outros humanos, todos comandando e sendo comandados, traçando assim uma história do começo ao fim do disco, de perdas e alentos da vida. Em 2016 o disco recebeu o prêmio Grammy de melhor disco de rock, além de ser bem recebido pela maioria dos críticos de música espalhados pelo mundo. Agora vamos começar os destaques do disco, não tinha como ser diferente, a primeira música “Dead inside” é o ponto de partida de uma viajem para o interior do ser, no caso na música ele tenta tratar de alguém que perdeu tudo e está de fato morto por dentro, sendo apenas uma carcaça, como “I see magic in
your eyes, On the outside you're ablaze and alive, But you're dead inside!” nesse som você já nota muito do eletrônico que a banda havia prometido mas também tem riffs apaixonantes e distorções que são característicos da banda. Agora vamos de “Psycho” que inicia com um general dando ordens a um soldado ordenando e gritando com o mesmo, falando que ele responde apenas ao sistema e não mais a sua consciência, assim começa esse som que talvez seja o mais pesado do disco, a bateria de conjunto com o baixo já dão uma linha diferente, entrando a guitarra e alguns acordes mais baixos, tendo todo um tom puxado pra um stoner até, dai começa a letra e explode depois com “I'm gonna break you, I'm gonna make you, A fucking psycho!” vai voltando com ordens do general falando que ele seria um drone humano que só responde ações, e no fundo o som da banda arrebentando tudo em volta, é pesadíssimo! Agora é o ponto alto na minha opinião do disco, estou me referindo a linda “Mercy” que começa com um tecladinho e alguns toques, e vai parecendo que a euforia dentro da música vai aumentando conforme o tempo passa, entrando todos os elementos da banda, ficando em uma batida e o vocalista “Meeeeeeeeeercy, Meeeeeeeeercy, Show me mercy, from the powers that be, Show me mercy, can someone rescue me?” e tudo exatamente tudo explode como se fosse cósmico, assumo
sentir um pouco de emoção ouvindo essa música, sempre sinto uma vibração diferente na minha cabeça quando estou escutando, porque depois disso ela não abaixa o tom e a voz do Matthew que se mistura com a guitarra vai em um nível que puquissimos vocalistas conseguem alcançar, fazendo você se arrepiar do começo ao fim da música, é linda demais. Agora vamos de ‘Reapers” que é bem maluca, começa com um solo de guitarra pra lá de característico da banda, e a bateria e o baixo vem entrando de fundo como uma sinfonia metálica, que é a forma como eu denomino a banda, e as elevações que a música tem dá vontade de mexer sem parar, como na parte “I’m just a pawn, And we’re all expendable, Incidentally, Electronically erased, By your, Drones!” e começa toda um onda cósmica dentro do som, é energia demais além de ter o melhor solo do disco, com umas ondas que pelo amor de deus!!! Após essa onda de pura energia vem em destaque “Defector” que é um som bem gostoso de curtir, tem muita guitarra como de característica da banda e muito sintetizador também, eles souberam unir ambos de uma forma sem deixar forçado nem muito eletrônico, fizeram um conjunto perfeito. Agora vem a balada da banda que é “Revolt” que seria o marco da história onde todos os humanos de coração se rebelariam contra os drones e começariam a voltar ao normal, daí tem umas pequenas explosões no som quando ele solta “You’ve got strength, you’ve got soul, You’ve felt pain, you’ve felt love, You can grow (you can grow), you can grow (you can grow), You can make this world what you want, You can revolt!” como se fosse a música de
motivação a sair de dentro dos casulos que nos aprisionam. Seguido vem com “Aftermath” que seria a música mostrando em como a guerra pode destruir tudo ao redor em que ela está, é um após da tragédia o que se pode fazer, como “We've gone against the tide, All we have is each other now, I am coming home now, I need your comfort, From this moment..” como se fosse um soldado voltando de sua guerra aos braços de sua amada, o clipe junto da música se tornam algo emocionante, vale muito a pena conferir! Pra fechar o disco temos “The Globalist” que começa com um som de chuva e um assobio, com todo um teor bem melancólico, seguido entra a voz e alguns acordes e uma pancadas na bateria, na letra vai falando como se nada tivesse sobrado e um sobrevivente tivesse um código e virado um drone, e começa uma pancadaria na banda entre os instrumentos e fica bem pesado, o baixo vem mostrando a que veio, ai tudo se acalma de novo e entra o teclado e fica só no fundo uma guitarra bem suave, coma letra pesada “A trillion memories, Lost in space and time for ever more, I just wanted, I just needed to be loved.” assim fechando essa música cheio de ondas! O disco é muito bom e deve ser curtido do começo ao fim, tem músicas que pra sempre farão parte de sua playlist com toda certeza, além de algumas letras que te faram pensar em muita coisa, é um disco pesado em questão de letra pois retrata alguns pontos errados em que vivemos da cidadania, isso faz da banda algo maior ainda do que parece! Pra sempre Muse vai ser das bandas que vão te tocar pelo instrumental e te fará pensar pelas letras, como referido lá em cima, eles são uma perfeita sinfonia metálica.




Abaixo link para download do disco e uma das músicas mais bonitas!



https://www.4shared.com/zip/lB6JleBUba/_2015__Drones.html


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Correspondências do Lollapalooza




Esse ano a matéria sobre o Lolla vai ser um pouco diferente. Reuni alguns relatos de conhecidos sobre a experiência que tiveram no festival desse ano, desde como foi a viagem até mesmo os melhores ou piores shows. Alguns demonstram tamanho amor pelo festival que não querem deixar de ir nunca, vamos tentar sentir o que eles nos escrevem!     
    
“Foi a segunda vez que eu fui pro lollapalooza, mas já vejo que é um tipo de festival que eu quero ir sempre que der. Como fui em um grupo grande de amigos (em 11, pra ser exata), não teve tempo feio pra gente. Foi tudo muito gostoso, aproveitamos bastante! No sábado aproveitamos shows como cage the elephant, tove lo, the chainsmokers.. E no domingo o mais esperado foi the strokes, mas também curti muito o do vintage culture, da melanie martinez e do vance joy! O evento em si, apresenta várias coisas legais pra fazer lá dentro, como saltos de plataformas em balões de ar, tinha um kamikaze, stands de tatuagens, pontos pra descanso em redes. Os contras, assim como em vários outros festivais, acabam sendo as filas, pois o fluxo de pessoas esse ano foi muito maior que do ano passado, então, até no bar ficou um pouco complicado de ir, e em uma hora da noite até a agua já tinha acabado (isso no sábado). Infelizmente as vezes a organização acaba falhando um pouco, porque é gente demais e um evento assim, mas a pena conhecer! É uma experiência maravilhosa e que é acompanhada de uma energia muito boa!” Ellen Jeane


“O Lolla desse ano foi o mais incrível de todos os que já fui anteriormente. Talvez pelo line up, talvez pela companhia que eu tinha. Conseguir reunir meus melhores amigos, minha irmã e o namorado que nem é tanto desse tipo de rolê foi muito massa. No sábado perdi Haikaiss que queria muito ver porque atrasamos mesmo e a entrada estava foda. Foram 100 mil pessoas no sábado e isso complicou não só a chegada como as filas dos bares também. Mas ok, tinha tanto show pela frente que nem me 
importei. Vimos Criolo que foi muito foda, que passou uma mensagem sobre a política, machismo, homofobia e racismo, emocionando muita gente. Ele chegou longe e continua humilde. Logo após assistimos Tove Lo que é a que eu mais queria! Ela é bem livre e natural. Qualquer pessoa que eu falar que eu vi The Chainsmokers em vez de Metallica vai querer me matar mas ok. Eu vi. Eles meio que se acham demais e a gente aproveitou pra ir embora um pouco mais cedo porque tava todo mundo acabado. No domingo assistimos primeiro Vance Joy, que tem músicas que são uma delicinha. Depois Mo, que é super dançante e bem gostoso de ouvir também. O carinho com o público dela é fantástico. Saindo dela e fomos pro The Weeknd que era o mais esperado daquele dia. Ficamos mais no fundo, num morro, e foi ótimo ver o show sentado, curtindo de boa. Claro que em algumas músicas tivemos que levantar porque era contagiante a galera que fica lá na frente dançando e cantando junto. Por último, assistimos The Strokes que não surpreendeu. Julian parecia bêbado, deram muito espaço de uma música pra outra, fizeram piadas sem sentido e não cantaram You only Live once #chatiada hahaha. Além dessas bandas maravilhosas tinham várias outras mas escolhemos essas por bater os horários. E além disso tem tanta coisa pra fazer! É uma experiência única, quem nunca foi tem que conhecer.” Ana Flavia Hermógenes


“O lollapalooza é uma experiência única, provavelmente todo festival é, mas como essa foi a minha primeira vez em um festival fico tentado a dizer que o Lollapalooza é o melhor de todos! Meus motivos para ida ao evento foram, obviamente, as atrações escolhidas, principalmente o The Strokes, algumas outras bandas e os DJs que tocaram no palco exclusivo para eletrônico, quando eu fui falar sobre o festival com alguns amigos que já tinham ido em edições passadas todos falaram sobre a
energia (ou vibe) do evento, mas eu não dei muita atenção, mas na verdade, uma das coisas que mais me agradou em toda a experiência foi justamente essa energia única das pessoas e do local, desde a disposição dos palcos e dos bares até a decoração, que não é pouca, tudo me agradou muito e fez com que estar naquele lugar fosse um tanto mágico! Mesmo assim, nada é perfeito, a minha principal crítica ao evento é sobre as longas e lentas filas nos bares e em outras atrações, eu perdi um show quase inteiro (40 minutos) na fila para comprar Cerveja, que aliás era super cara, porém isso eu já esperava. É difícil tentar explicar ou entender as causas de tanta fila e demora já que haviam muitos bares espalhados pelo evento e toda as transações aconteciam pela AXE lolla Cashless (A pulseira de entrada para o Lollapalooza que também servia de carteira lá dentro) porém o fato é que todo mundo estava reclamando disso e realmente era irritante. Eu poderia escrever muito mais sobre como os palcos são fodas e os efeitos de luz são legais ou descrever como acontecem as explosões de papel confetti e fogos de artifício nos shows mas nada disso adiantaria, pois não chegaria nem perto de como é vivenciar tais coisas enquanto seus artistas favoritos tocam as músicas que você escuta todo dia. Eu me surpreendi e já estou planejando ir de novo, com certeza recomendo!” Bruno Cesar


“Lollapalooza é um festival que vai além da música. Começa na ansiedade que antecede a liberação da line e os horários dos shows, a organização de hotel com os amigos e até roteiros pra garantir que vamos aproveitar o máximo dos dois dias. Assim que você entra no autódromo sente que está em um mundo diferente, pela diversidade das pessoas, por toda a arte espalhada nas paredes, os palcos e estandes gigantescos. Já fui duas vezes e, particularmente, o que mais me atrai é estar em um 
ambiente com uma vibe tão boa de arte e música, cercada por pessoas que também estão ali pra se divertir, sem preconceitos, e principalmente estar rodeado pelo máximo de amigos possível. Assistir aos shows, alguns de perto, alguns lá do morro, sentados na grama com uma linda vista, são momentos que vão ficar pra sempre na memória. Quanto a line, preferi a do ano passado, que teve Of Monsters and Men, Mumford and Sons e Florence and the Machine. Esse ano assisti à Tove Lo, The Weeknd, Cage the Elephant e Criolo. Esperava uma line melhor, mas uma coisa muito legal do Lollapalooza é que você conhece novas bandas e às vezes se surpreende muito. A organização desse ano deixou um pouco a desejar no sábado, acredito que com a popularização do evento cada vez fique mais difícil controlar tantas pessoas. Mas no domingo foi tranquilo, assim como no ano passado. Acho que é uma experiência que todos deveriam ter, independente do estilo musical que preferem, porque como eu disse, o festival vai muito além da música.” Juliana Pizi


Com os quatro relatos já se tem uma boa ideia do que se esperar de um Lollapalooza! Obrigado a todos que aceitaram participar, viva a música!



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