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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Os seis mais brazucas do ano


Alavancamos seis discos que foram lançados nesse ano tão precioso para música de nosso país, não colocamos em colocações nem nada, só resolvemos mostrar os principais destaques dos mesmos, então apreciem e relembrem desses marcos! O primeiro lançamento que marcou esse ano foi o enigmático “2019” dos nossos parceiros da Stolen Byrds, onde fizeram um disco desconstruindo tudo
do universo e mostrando em que partículas estamos sobrevivendo, e sim devíamos estar vivendo. As música vieram todas trabalhadas na magia, tem uma pegada mais forte e rápida já no inicio com “Jetplane” mas também tem as desaceleradas e entradas de sintetizadores em outras faixas como se pode escutar em “Apple Queen” que é a que mais te faz viajar. O ponto máximo do disco na minha opinião é o grito absurdo de “In my head” que tem um ponto especial na letra pessoalmente, mas o instrumental vem e arregaça junto com tudo que está por perto, e ao vivo eles transformam a música em um hino a se proclamar! Esse ano junto de um trabalho novo, a banda teve um crescimento absurdo, fruto de um trabalho forte que todos da banda fazem, chegando a tocar em
terras internacionais! Depois veio um mês mais ou menos o lançamento do “Unlikely” do Far From Alaska, que foi uma porrada sem tamanho quando lançado. A banda conseguiu manter a pegada de todas as suas influencias, e até mesmo no estilo do seu disco anterior mas acrescentando um tom mais eletrônico por assim dizer, usando e abusando de bastante sintetizador e muito volume no máximo, tanto da vocal quanto das guitarras. A banda se consagrou nesse ano também, sendo das bandas mais influentes para uma nova geração de músicos que estão aparecendo, o disco teve um especial por ter sido gravado fora do país mas com a obra de arte sendo brazuca. Um tempo depois veio a carta de alforria com “Magnetite’ da banda Scalene, que pode ser considerado dos melhores discos brasileiros cantado
em português nos últimos dez anos, o disco é muito bem elaborado instrumentalmente, as harmonias das músicas não tem deslizes e são tocados com maestria, junto com toda a melodia feita e prescrita pelo Gustavo e seus amigos, a banda soube usar muito bem todos elementos que poderiam usar. Dentro do disco tem cartas de revolução e cartas de amor, tem muito sentimento em todo trecho de toda música, acho que o termo que pode significar muito bem a banda é emoção, é desde os timbres gritados, os riffs chorados, as batidas estremecidas, tudo é feito a um milhão de vontade, a emoção tranborda em todos os sentidos da banda, e no disco você sente muito isso, sendo assim um disco revigorante pra alma! O próximo é os caras daqui do paraná também, é o Red Mess que lançou o
“Into The Mess” que é uma porrada bem ao meio da sua cabeça, um som com muita progressão e muita alusão ao peso de música. O disco explodiu no país inteiro sendo comentado em diversas mídias sociais e telejornais, sendo um estilo de som muito único e super original desses caras de Londrina, eles tem o cartão de passagem pra um futuro genial, é só continuarem com esse peso total no som deles! Depois vem os caras da Fusage com “Age of fuzz” que é o primeiro disco lançado pela banda e já merece todo reconhecimento e todos elogios que o mundo pode proporcionar. Eles são o tipo de banda que você não consegue comparar ela a nenhuma outra, pode se notar influencias desde Queens of stone age até Metallica com uma pegada de Black Tide, mas também lembra diversas outras bandas, e o
principal que sempre vai lembrar eles mesmos, ou seja, eles são uma baita banda autoral tocando um som pesado e muito bem trabalhado. Tem muito solo de guitarra e nós gostamos disso, tem um vocal todo chiado com gritado que nós fazemos apoio em todo show, tem um baixo que conduz tua cabeça em um movimento maluco ao vivo, tem a bateria que você sente as marretadas na sua cabeça, harmonizando tudo em transformando em uma algo alucinógeno e muito fudido de ouvir! E pra fechar a lista e o ano vem os caras da Corona Kings com  “Death Rides a Crazy Horse” com uma mudança completa em musicalidade tratando da banda, sendo assim uma banda muito mais madura e com o proposito de botar pra quebrar, tem como ser melhor? O disco é bem forte e porradaria o tempo todo, mesclam
diversos estilos músicas até mesmo em uma música, não se prendem e deixam suas mãos soltas ao instrumento pra ver no que vai dar, e deu muito certo, os gritos do Caique combinam com essa sincronia total da banda. Esse é o primeiro trabalho dos caras depois que se mudaram para São Paulo e já podemos falar que a mudança deu uma evolução gigantesca na questão musical da banda, as músicas estão mais fechadinhas e redondas, e além de suma importância mantiveram toda a originalidade da banda, com gritos, guitarras mega rápidas, baixos fortes e destruição de bateria ao fundo. Fechando os discos do Brasil muito bem.


Essa lista é pra mostrar como tem coisa boa no nosso país, sendo que nessa lista são alguns destaques, no Brasil a música vem vivendo muito bem, é só você entrar nesse universo.

  

Comentem sobre o que acharam dos discos, tenham um feliz ano novo.

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sábado, 9 de dezembro de 2017

A viagem intergaláctica da Abdusounds



De uma forma interestelar cheguei ao meu recinto, agora me sinto em terra firme mais uma vez, pois no dia desse role eu já não me encontrava na forma física em que estou hoje. O abdusounds realmente te transporta pra algum lugar nessa imensa galáxia que você não se encontra direito, é realmente uma explosão. Tratemos de falar da trilha sonora então que me conduziu de um corpo físico para vários átomos perdidos no ar, se iniciou com nada menos que os caras da Fusage, que eu já tenho um
carinho imenso pela banda, mas tratando das músicas fica até batido eu falar que a onda rápida e forte que eles fazem te giram o cérebro de uma forma desigual com o restante do mundo, eles mandam muito bem, conduziram o role de uma forma excepcional e mostraram que estão ai sempre pra quebrar todo o role! Lembrando que o Douglas (vocalista) tem uma potência vocal fora de série mesmo, o cara eleva o som em uma potência que deixa o som em linha perfeita com o instrumental, sendo que as músicas não são operas pra afinar de uma forma lenta, é pura porradaria na cabeça! Após a fusage, voltando de terras internacionais, os irmãos da Stolen Byrds vieram dar o veredito que são uma banda do caralho, desculpe o palavreado, mas a emoção que eu sinto toda vez
que eu vejo esses caras tocando é fora do comum, são todos meus amigos, mas quando sobem ao palco eu sinto uma transferência cósmica de todos pra plateia que é surreal, o Bruninho vai na marretada em toda música de fundo, o “AJ” é o condutor da banda totalmente, o “Guz” manda bala na base e ainda manda um som nos vocais, o João é tipo um extraterrestre  tocando e solando, o que ele faz não é desse mundo, e a explosão de alma que sai da boca do Neto toda vez que ele canta é um negócio que chega ser meio angelical, não é por menos que esses pássaros já começaram a voar bem longe de onde eles nasceram, e espero que voem o mais longe que puder, porque merecem DEMAIS! Fechando o trio de bandas que mexeram com tudo que estava naquele plano astral, veio a banda mais pesada que se tem nesse paranazão, a Red Mess faz uma aula de Stoner tacando o baixo no mais alto grave que pode, a bateria transbordando força e marretada o tempo todo, a guitarra mostrando que o
ritmo é quente vai te pulsar por dentro o tempo todo que a banda estiver tocando, e o vocal conduzindo o som de forma densa e que te coloca em um transe sem igual. Além disso estava rolando umas exposições de artistas autorais no role, teve flash tattoo e a galera se entusiasmou mesmo em tatuar, entre outras apreciações do espaço. Assim foi essa viagem ultra espacial que aconteceu no dia oito de dezembro, teve o pouso da nave, mas depois de todo esse percurso eu não me acho de novo no mesmo plano astral que eu estava antes! 

Midias sociais das bandas:

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https://www.facebook.com/stolenbyrdsoficial/
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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Red mess mais denso que nunca


O trio de Londrina – PR lançou um discão de ensurdecer quem estiver por perto. É o primeiro disco da banda e já vem mostrando porque andam despontando no cenário nacional de som autoral, com a pegada extremamente stoner mas com riffs de um metal, eles vem destruindo tudo ao redor. A banda já é foi apresentada aqui no projeto a tempos, quando lançaram singles e sobre a banda em si, então vamos dispensar isso e partir adentro da bagunça. Com os olhos de muita gente da cena voltados para banda eles não desapontaram, o disco que vem com riffs hipnotizantes e batidas que tocam seu peito, distorções que fazem você vibrar do começo ao fim, e o vocal estridente que te faz saltar desse plano astral.

Ao escutar o disco você nota influencias de várias partes do mundo, o baixo maluco que Nick Oliveri (Kyuss e QOSA) fazendo as músicas surgirem de um nada para uma explosão, as batidas da batera
que tem uma pegada bem misturada lembrando bons tempos de Dave Grohl na rapidez mas a pancadaria que Lars Ulrich faz tão bem até os dias de hoje, e a guitarra que tem todo uma peculiaridade, porque sem tem riff e umas distorções que pode ir pro lado psicodélico como Hendrix mas com aquela mescla porradaria que Tony Iommi já fez tão bem com o Black Sabbath! O vocal é sujo como o bom e velho stoner, eu acho ele muito particular e único, dando um ar muito diferente de tantas influencias que poderia citar. Então se deu pra entender, é todas influencias, mais as próprias criações de cada integrante, uma baita gravação e está pronto, Into the mess é a porrada na porta que a banda precisava dar!

Sem mais delongas, o disco é destaque no Brasilzão inteiro, está começando a despontar na gringa, e não é pra menos porque os caras fizeram um trabalho muito bem feito e tem mesmo de ser recompensados por isso! Então saque o disco, curta a página dos caras, vão ao show deles que vale muito a pena, e entre nessa loucura!

https://redmess.bandcamp.com/
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